Atual surto de gripe aviária H5N1 acende alerta na comunidade científica

Em janeiro, o Reino Unido detectou caso de transmissão do H5N1 para humano. Foto – FREEPIK

O mundo vive uma ameaça constante de um tipo de vírus da gripe que já causou a morte de milhões de aves e pode ser transmitido para seres humanos. O alerta foi feito em um texto assinado pelos cientistas Michelle Wille (Universidade de Sydney, Austrália) e Ian G. Barr (Instituto Peter Doherty para Infecção e Imunidade/Universidade de Melbourne, Austrália), publicado nesta terça-feira (26) na revista científica Science.

O agente infeccioso em questão é o H5N1, uma cepa do HPAIv (vírus da gripe aviária de alta patogenicidade, na sigla em inglês), que tem causado um “surto sem precedentes”, de acordo com os autores.

“A onda em curso de 2021-2022 da gripe aviária H5N1 é sem precedentes em sua rápida disseminação e frequência extremamente alta de surtos em aves e aves selvagens, e é uma ameaça potencial contínua aos seres humanos”, destacam os cientistas.

Eles chamam a atenção para 15 milhões de aves abatidas ou mortas devido a infecções pelo HPAIv somente entre 2020 e 2021.

“Talvez o mais preocupante seja a capacidade do vírus de infectar humanos. Embora as infecções de aves para humanos tenham sido raras nas últimas duas décadas, e a transmissão sustentada de humano para humano ainda não tenha sido documentada, os vírus da gripe aviária altamente patogênicos representam um potencial risco pandêmico.”

No Reino Unido, um caso de infecção por vírus de gripe aviária H5N1 em humano foi reportado em janeiro deste ano.

“A pessoa adquiriu a infecção por contato muito próximo e regular com um grande número de aves infectadas, que manteve dentro e ao redor de sua casa por um período prolongado de tempo”, informou na ocasião a Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido, acrescentando que a população jamais deve ficar em contato com aves doentes ou mortas.

Quanto mais um vírus circula, especialmente se estiver em contato com outras espécies, maior é a capacidade dele de sofrer mutações que lhe confiram eficiência na infecção de outros animais ou até de humanos.

Michelle Wille e Ian G. Barr sugerem medidas para minimizar os riscos do vírus da gripe aviária H5N1.

A principal delas é tratar com mais seriedade os surtos do vírus, especialmente em ambientes onde humanos estão envolvidos, além de investimentos em vigilância de aves e aves selvagens.

*Com informações do Agora RN

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