Prefeitura amplia oferta de teste para diagnóstico de alergia grave à proteína do leite de vaca

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Natal iniciou, nesta quarta-feira (20), a oferta do Teste de Provocação Oral (TPO) em ambiente hospitalar, ampliando o atendimento às crianças com suspeita de Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV). O procedimento passa a ser realizado no Hospital Maternidade Araken Irerê Pinto e tem como objetivo auxiliar na confirmação ou exclusão dos casos mais complexos da condição.
Para a secretária adjunta de Atenção Integral à Saúde (SAD/AIS), Sandra Raíssa Fernandes, a iniciativa representa um avanço na rede municipal de saúde voltado ao cuidado infantil. “Essa é uma ação pioneira no município. O teste já era realizado por meio de serviços pactuados, mas agora passa a integrar também a nossa própria rede, garantindo mais acesso, agilidade e segurança no acompanhamento dessas crianças”, afirmou.
De acordo com o médico gastropediatra e responsável técnico do Programa de Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV), Renilson Rodrigues Silva, o procedimento em ambiente hospitalar é indicado para situações que exigem maior acompanhamento clínico, devido à possibilidade de reações importantes.
“Na maioria das situações, o teste pode ser realizado na residência da criança, sempre com orientação médica. Já nos casos que exigem maior monitoramento, é fundamental que ele aconteça em ambiente hospitalar, permitindo observação contínua e resposta rápida diante de qualquer reação”, explicou.
Durante o procedimento, a criança recebe doses controladas de leite de vaca, administradas gradualmente a cada 15 minutos, ao longo de aproximadamente uma hora, sob acompanhamento da equipe de saúde. A avaliação permite identificar a presença de reação alérgica e o grau de resposta clínica apresentado.
“Caso a criança apresente reação, emitimos um parecer que possibilita sua inclusão no Programa APLV, garantindo acesso às Fórmulas Infantis Especiais, fundamentais para alimentação e acompanhamento nutricional”, acrescentou o especialista.
O acesso ao procedimento começa pela unidade de saúde mais próxima da residência da família. Após avaliação médica e confirmação da suspeita de alergia à proteína do leite de vaca, a criança é encaminhada para acompanhamento com gastropediatra da rede municipal, responsável por definir a necessidade e o local de realização do exame conforme os sintomas apresentados.
O acompanhamento ocorre de forma contínua, com reavaliações periódicas entre seis meses e um ano, permitindo monitorar a evolução clínica da criança e sua adaptação ao tratamento nutricional indicado.














