Justiça Eleitoral arquiva ação contra João Basílio em denúncia de suposta compra de votos em Riachuelo

A Justiça Eleitoral da 8ª Zona de São Paulo do Potengi decidiu, nesta terça-feira (25), arquivar a ação movida contra o prefeito de Riachuelo, Joca Basílio, e a vice-prefeita Clébia Sena, por acusão de suposta compra de votos nas eleições municipais de 2024.
A sentença, assinada pela juíza Vanessa Lysandra Fernandes Nogueira de Souza, concluiu que não houve comprovação dos fatos alegados e que as provas apresentadas eram ilícitas e insuficientes.
De acordo com a denúncia, Joca teria oferecido ajuda financeira a uma eleitora, incluindo o pagamento de aluguéis e combustível, com o objetivo de garantir seu voto.
No entanto, a magistrada considerou que as gravações foram feitas de maneira clandestina e sem autorização judicial, o que fere a Constituição e invalida seu uso como prova. Além disso, os áudios e prints apresentados foram analisados como parciais e manipulados, dificultando a comprovação do contexto completo das conversas.
Ainda segundo a sentença, os depoimentos colhidos ao longo do processo não confirmaram as alegações feitas pela denunciante. O Ministério Público Eleitoral também se manifestou pela improcedência da ação.
“A Justiça Eleitoral tem o dever de coibir abusos, mas isso deve ser feito com base em provas firmes. Não se pode comprometer a soberania popular com suposições e provas ilícitas”, destacou a juíza na decisão.
Com a improcedência da ação, Joca Basílio e Clébia Sena seguem com seus mandatos assegurados, e o processo foi arquivado.








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