Dia: 21 de maio de 2022

COVID: Brasil registra 35 óbitos e 16 mil casos nas últimas 24h

Foram divulgados os dados mais recentes sobre o coronavírus no Brasil neste sábado (21), de acordo com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass):

– O país 35* óbitos nas últimas 24h, totalizando 665.528 mortes;

– Foram 16.194* novos casos de coronavírus registrados, no total 30.778.607;

*Sem dados de 10 estados (AP, CE, DF MA, MG, MT, RJ, RR, SP e TO). Destes, sete já não divulgam mais dados aos sábados.

A média móvel de óbitos nos últimos sete dias é de 94. A a média móvel de novos casos é de 13.788.

O ministério da Saúde calcula que mais de 29,8 milhões de pessoas já se recuperaram da Covid.

Via Blog do BG

Covid-19: nas últimas 24h o estado do RN obteve 78 novos casos confirmados e não registrou nenhum óbito

Neste sábado 21/05/2022, a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) divulgou dados atualizados sobre a covid-19, sendo 504.552 casos totalizados no RN. Nas últimas 24h, houveram 78 novos casos.
Casos descartados totalizam 952.597, enquanto os suspeitos são 394. Em acompanhamento são aproximadamente 583.
Nas últimas 24h não houve nenhum registro referente à ocorrências de óbito. Ao total, são 8.197 óbitos e 1.419 seguem em investigação.

Proprietários de terrenos no RN cobram regularização de pagamento pela Petrobras

Proprietários de terrenos somam prejuízos de 70% a 90%

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Foto: Divulgação

Inadimplência de contratos de servidão da Petrobras foi o tema da audiência pública realizada, nessa sexta-feira (20), na Câmara Municipal de Alto do Rodrigues. Na ocasião do debate, proposto pelo deputado George Soares (PV), proprietários de terrenos reclamaram dos prejuízos causados com a alteração na metodologia de cálculo para pagamento de indenizações.

O diretor da Associação dos Produtores Rurais em Terras de Produção de Petróleo do Vale do Açu e Litoral – APROPETVALE, Junior Liberalino, disse que os proprietários querem somente que a Petrobras cumpra o que está no contrato vigente. “A Petrobras fez essa mudança na metodologia de cálculo sem discutir com a gente, e muitas pessoas estão enfrentando dificuldades financeiras, com risco até de perder as terras para o banco”, disse.

Com a nova metodologia adotada pela Petrobras, a partir de 2019 proprietários de terrenos somam prejuízos de 70% a 90%. A Petrobras retirou o trabalho in loco e a análise em campo passou a ser feita por drone. Além disso, os cálculos são feitos em período de estiagem quando a produção agrícola fica comprometida. “Vamos fazer uma mobilização para que a Petrobras não dê um calote nos proprietários de terrenos, e se for preciso vamos fazer um protesto para impedir o acesso de funcionários nas propriedades”, destacou o vereador Zé Pedro.
A Petrobras perdeu o interesse de explorar os poços maduros de petróleo no RN. Em Janeiro deste ano, a empresa 3R Petroleum comprou a maioria das concessões, e começará a operação no primeiro trimestre de 2023.

“Semana que vem vou tratar desse assunto na Assembleia Legislativa e levarei a pauta para Brasília também. Vamos discutir essa temática com a bancada federal potiguar. Esse é um assunto para ser tratado no âmbito nacional. Vamos encampar o movimento ‘Grito do Vale’ unindo forças pelo nosso Vale do Açu”, afirmou George Soares.

A Petrobras foi convidada pela Assembleia Legislativa do RN para participar da audiência, mas não enviou representante. Pela empresa 3R Petroleum compareceu Werceny Cardoso, gerente de relações instituições. ” Viemos ouvir os proprietários e entender o que está acontecendo. Nas outras regiões onde atuamos, os proprietários de imóveis rurais estão satisfeitos com o método de trabalho”, disse.

Participaram da audiência o prefeito de Alto do Rodrigues, Nixon Baracho; o prefeito de Assu, Dr Gustavo e o prefeito de Pendências, Flaudivan Martins, além do presidente da Câmara Municipal de Alto do Rodrigues, João Batista e os vereadores Taildo Barros, Ivaltan Fernandes, Chico do Bode, Zé Pedro, Pedro Eugênio, Cabral, Zé de Zeca e Toinho Olegário.
Via Agora RN

Cassação de Arthur do Val é publicada no Diário Oficial de São Paulo

Foi publicado no Diário Oficial de São Paulo de hoje (21), a perda do mandato do deputado Arthur do Val (União Brasil). Ele foi cassado na última terça-feira (17) em decisão unânime tomada pelo plenário da Assembleia Legislativa do estado. Arthur do Val, conhecido como Mamãe Falei, fica inelegível pelo período de oito anos.

Foto: reprodução

Em abril deste ano, Arthur do Val renunciou ao cargo após o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da assembleia ter aprovado o relatório que pedia sua cassação. Apesar da renúncia, ele ainda teve que enfrentar o processo que o tornou inelegível. Pelas regras do legislativo paulista, a renúncia ao mandato não interrompe o processo de cassação.

Entenda o caso
O então deputado Arthur do Val foi à fronteira entre a Eslováquia e a Ucrânia, país em situação de guerra, para, segundo ele, ajudar os ucranianos contra a Rússia. Ele enviou áudios a amigos, divulgados posteriormente pela imprensa, em que elogiava a beleza das refugiadas ucranianas e dizia que as mulheres de lá são “fáceis” por serem pobres.

“Assim que essa guerra passar, eu vou voltar pra cá. Detalhe: elas olham. E são fáceis, porque elas são pobres. E aqui minha carta do Instagram, cheia de inscritos, funciona demais. Não peguei ninguém, a gente não tinha tempo, mas colei em dois grupos de minas, e é inacreditável a facilidade”, disse Arthur do Val em um trecho do áudio enviado em um grupo privado no WhatsApp.

Após os áudios terem ganhado enorme repercussão nas redes sociais e na imprensa, o Conselho de Ética começou a receber dezenas de representações de parlamentares pedindo a cassação do mandato do deputado.

Defesa
Ontem (20), antes da votação e das manifestações dos parlamentares na Assembleia Legislativa, o advogado Paulo Henrique Franco Bueno subiu ao plenário para a defesa do cliente. O advogado reclamou que as formalidades legais não foram cumpridas durante o processo de cassação. O advogado disse ainda que os atos de Arthur do Val foram praticados fora do país e criticou o fato de ele estar sendo julgado mesmo já tendo renunciado ao cargo.

Via Agência Brasil

Bolsonaro afirma que não vai assinar MP para taxar compras por aplicativos


Foto: Evaristo Sa/AFP

O presidente Jair Bolsonaro(PL) negou em suas redes sociais que vá assinar medida provisória para taxar compras por aplicativos. “Não assinei nenhuma MP para taxar compras por aplicativos como Shopee, AliExpress, Shein etc., como grande parte da mídia vem divulgando”, disse.

Nas últimas semanas, foram divulgadas várias notícias no sentido de que o Ministério da Economia estaria preparando uma MP para fechar o cerco contra a atuação de plataformas digitais como Shopee e AliExpress, que revendem produtos importados, o que seria um pedido feito por empresários que se sentem prejudicados com a concorrência do que chamam de ‘camelódromos digitais’.

Foto: reprodução Twitter

A MP seria uma forma de coibir a entrada de mercadorias sem pagar impostos. Muitos produtos estariam entrando no país por meio de sonegação fiscal. A legislação permite que uma pessoa física no país compre até 50 dólares de outra pessoa física no exterior, com isenção de impostos.

Bolsonaro deixou claro que a saída defendida pelo seu governo é outra: coibir eventuais danos à economia por intermédio da fiscalização. “Para possíveis irregularidades nesse serviço, ou outros, a saída deve ser a fiscalização, não o aumento de impostos”, escreveu o presidente da República.

Via Veja

Professor da UFRN é único brasileiro envolvido em pesquisa que descobriu fatores genéticos associados ao Alzheimer

Pesquisa identificou 75 genes associados a um maior risco de desenvolvimento da doença. Descoberta pode contribuir com o desenvolvimento de tratamentos.

Marcos Costa é professor do ICe/UFRN e pesquisador do Instituto Pasteur — Foto: Divulgação/UFRN
Marcos Costa é professor do ICe/UFRN e pesquisador do Instituto Pasteur — Foto: Divulgação/UFRN.

Um professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) foi o único pesquisador brasileiro envolvido em uma pesquisa que descobriu 75 genes associados a um maior risco de desenvolvimento da doença de Alzheimer.

O estudo desenvolvido por um consórcio envolveu cerca de 20 países, mais de 120 instituições – entre centros de pesquisa, hospitais e universidades – além de 386 pesquisadores, e teve resultado publicado na revista científica Nature Genetics em abril.

O brasileiro co-autor do estudo é Marcos Costa, que é graduado em Medicina, doutor em Fisiologia, e professor adjunto da UFRN desde 2009, onde chefia o laboratório de Neurobiologia Celular do Instituto do Cérebro.

Há três anos, Costa trabalha como professor visitante no Instituto Pasteur de Lille, na França, onde o estudo foi desenvolvido. Este não é o primeiro trabalho que ele assina com o grupo: já foram cinco artigos, dos quais em três ele figura como pesquisador principal.

Para o pesquisador, a última pesquisa publicada foi o maior estudo de risco genético para a doença já feito. Os pesquisadores analisaram os genomas de milhares de pessoas com diagnóstico clínico de Alzheimer e compararam com genes de indivíduos cognitivamente saudáveis.

Os genomas foram fornecidos por clínicas em mais de 15 países membros da União Europeia, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, Islândia, Nigéria, Nova Zelândia, Reino Unido e Estados Unidos.

Utilizando estes genes, os pesquisadores criaram uma espécie de pontuação de risco genético que poderá contribuir para identificar indivíduos com maior susceptibilidade de desenvolver a doença.

“A doença de Alzheimer é a principal causa de demência e tem um grande impacto na sociedade. A descoberta de genes associados com o aumento do risco de desenvolver a doença é um primeiro passo no sentido de entendermos a fisiopatologia da doença. O meu trabalho principal é estudar os processos biológicos regulados por estes genes em células neuronais e gliais humanas com o objetivo de elucidar os mecanismos patológicos da doença de Alzheimer e desenvolver novas abordagens terapêuticas”, diz.

O professor destaca que o aumento das chances de desenvolvimento da doença, de uma pessoa que tenha esses genes em relação à população em geral, é de cinco a dez por cento, em alguns casos, chegando a 20% – números considerados significativos, mas não determinantes.

Ou seja, ainda que uma alteração genética seja identificada, isso não significa necessariamente que o indivíduo irá desenvolver a doença de Alzheimer.

“No futuro, quando a gente souber exatamente o que cada um desses genes está afetando, vamos poder escolher o tratamento do paciente de acordo com as alterações genéticas identificadas nesse indivíduo. De fato, a genética sugere que a doença de Alzheimer seja altamente heterogênea, com diferentes alterações patológicas podendo provocar o mesmo desfecho clínico (perdas cognitivas). E, para cada uma dessas diferentes alterações patológicas, vão existir tratamentos mais eficazes e específicos. Mas, para chegarmos a este ponto, precisamos avançar mais no entendimento do papel biológico dos genes de risco e como eles contribuem para a doença”, explica.

Para ele, o estudo genético seria estratégico na antecipação necessária para permitir que as pessoas propensas ao desenvolvimento da doença de Alzheimer sejam diagnosticadas nos estágios mais iniciais.

Segundo Costa, identificar e entender os genes é importante porque vai ser possível compreender o que acontece antes de chegar à demência e, a partir disso, pensar em terapias preventivas ou que comecem a ser usadas assim que os primeiros sinais de alterações cognitivas aparecerem.

Assim, a expectativa é que, a médio e longo prazo, seja possível não só selecionar, através da genética, os tratamentos mais adequados mas também, num segundo momento, detectar variantes genéticas nos descendentes e – dependendo do risco que esse gene confere e qual o processo biológico que ele estiver afetando – pensar numa terapia profilática para esses indivíduos.

Via g1 RN

Blitz da Lei Seca autua 30 motoristas por recusa ao teste do bafômetro em Natal

De acordo com a Polícia Militar, 591 veículos foram abordados durante a operação em Capim Macio na noite de sexta (20) e madrugada de sábado (21).

Foto ilustrativa da operação: Blitz autuou 30 motoristas em Natal — Foto: Cedida

Foto ilustrativa da operação: Blitz autuou 30 motoristas em Natal — Foto: Cedida

Uma blitz da Lei Seca autuou, na Zona Sul de Natal, na noite de sexta (20) e madrugada de sábado (21) 30 pessoas por recusarem fazer o teste do bafômetro, que mede a concentração de álcool no organismo.

A blitz aconteceu na Walter Duarte Pereira, em Capim Macio. De acordo com a Polícia Militar, 591 veículos foram abordados durante a operação.

Desses, 30 se recusaram a fazer o teste do bafômetro e foram autuados.

O Código de Trânsito prevê multa administrativa para quem se recusa a fazer “teste, exame clínico, perícia ou outro procedimento que permita certificar influência de álcool ou outra substância psicoativa”. Além de multa, há suspensão do direito de dirigir por 12 meses, recolhimento da habilitação e retenção do veículo.

A PM informou também que registrou outras 14 infrações envolvendo veículos e motoristas que passaram pela blitz, além de recolher um veículo de um motoboy que tentou fugir e caiu da moto ao perceber a operação – ele não tinha carteira nacional de habilitação.

Via  Inter TV Cabugi e g1 RN

Potiguar Ana Raquel Lins é campeã brasileira de paraciclismo de pista

Foto: reprodução/Instagram: @anaraquellins

A potiguar Ana Raquel Lins conquistou o primeiro lugar no Campeonato Brasileiro na prova dos 500m do Paraciclismo de Pista.

Ela celebrou a vitória na sexta-feira (20), agradecendo a equipe, treinadores e patrocinadores.

Ana Raquel ainda disputará outras 3 provas hoje e amanhã. O Campeonato Brasileiro de Ciclismo de Pista 2022 acontece até domingo (22), no Rio de Janeiro, na arena do Velódromo Olímpico.

Via Blog do BG

Número de transplantes de rim caiu nos últimos dois anos

Sociedade Brasileira de Urologia lançou campanha para estimular doação

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Foto: Divulgação/Pfizer

A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) alerta que a pandemia de covid-19 impactou a realização de transplantes no Brasil. Em 2021, o índice de transplante renal de 22,4 pmp (número de transplantes por milhão de pessoas) ficou 26% abaixo da taxa anterior à pandemia. Para incentivar a doação de rim e esclarecer os procedimentos, a entidade médica lançou nessa semana a campanha “SBU pela doação de órgãos”. Com informações da Agência Brasil.

Quando os rins param de funcionar, o paciente deve se submeter a sessões de hemodiálise, cuja periodicidade pode variar de duas a sete vezes por semana, dependendo do caso do paciente. Cada sessão pode durar de três a cinco horas.

De acordo com a SBU, para uma melhor qualidade de vida, o transplante renal pode ser indicado em muitos casos. A insuficiência renal pode ocorrer devido a problemas como diabetes, pressão alta, inflamação nos vasos que filtram o sangue, doença renal policística, doença autoimune e obstrução do trato urinário, entre outros.

Segundo o presidente da SBU, Alfredo Canalini, a campanha foi criada devido à necessidade de conscientizar a população sobre a doação de órgãos, principalmente no que diz respeito a doadores falecidos.

“Especificamente nós, urologistas, sabemos a importância tanto do diagnóstico precoce da doença renal, com a dosagem de creatinina no sangue e o exame de urina, como do atendimento da demanda dos renais crônicos na fila de espera para um transplante renal”, disse.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), houve diminuição no número de doações de órgãos e de transplantes devido à pandemia. Segundo a ABTO, 15.640 pacientes ingressaram na lista de espera por um rim em 2021, dos quais 3.009 faleceram.

“Isso ocorreu principalmente pelo aumento na contraindicação ao transplante na época, pois não se sabia da potencialidade de transmissão do vírus”, afirmou o coordenador do Departamento de Transplante Renal da SBU, John Edney dos Santos.

Transplante renal

O transplante renal é indicado para pacientes com diagnóstico de insuficiência renal crônica, principalmente aqueles em diálise.

“No Rio de Janeiro, temos em torno de 13 mil pacientes em diálise e 1.500 na fila de transplante. No Brasil, há algo em torno de 150 mil em diálise e somente 20% deles na fila. E, por lei, todo paciente em diálise tem que ser informado sobre a possibilidade da realização do transplante”, disse Canalini.

Morador da capital paulista, o autônomo Zelandio dos Santos Araújo, de 37 anos, fez transplante de rim há sete anos. Ele tem glomerulosclerose segmentar e focal familiar, doença que provoca insuficiência renal.

Essa síndrome também afetou duas irmãs de Araújo. Uma delas perdeu a função renal e acabou morrendo e a outra ainda faz diálise e está à espera de um transplante de rim.

Araújo conta que começou o tratamento medicamentoso em 2001. “Essa doença vai reduzindo a função renal silenciosamente. Muita gente tem essa doença e não sabe. O sintoma dessa doença é se a urina começa a espumar muito porque está perdendo proteína pela urina”.

Em 2009, ele teve falência renal e começou a fazer diálise três vezes por semana. “Foi muito difícil me adaptar, mas acabei ficando seis anos na hemodiálise”.

No ano de 2015, Araújo recebeu um rim de doador falecido. “O transplante foi muito bem-sucedido. Com o transplante, ganhei uma nova qualidade de vida. Eu ficava refém. Hoje tenho uma vida normal, consigo praticar atividade física”.

Como doar?

Para que o transplante renal seja realizado, é necessário verificar por meio de exames a compatibilidade entre doador e receptor para que haja menos chances de rejeição. É preciso ter mais de 18 anos e estar em boas condições de saúde.

A doação pode ser feita por doadores vivos ou falecidos. No caso de doadores vivos, é mais comum entre parentes consanguíneos de até quarto grau e cônjuges. Caso o doador não seja um parente próximo, é necessária autorização de um juiz. É possível viver bem com apenas um rim. Nas primeiras 24 horas após a cirurgia, o doador pode sentir dores, que passam com medicação. No dia seguinte, o doador pode começar a caminhar e após cerca de uma semana são retirados os pontos. A alta geralmente é concedida três dias após a cirurgia.

Para receber o órgão de um doador falecido, o paciente deve estar inscrito no Cadastro Técnico Único do Ministério da Saúde. O cadastramento é feito pela equipe médica de transplante responsável pelo atendimento.

A distribuição de órgãos doados é controlada pelo Sistema Nacional de Transplante do Ministério da Saúde e pelas Centrais Estaduais de Transplantes.

A equipe que realiza o transplante renal é multidisciplinar. Participam do procedimento o nefrologista, urologista, cirurgião vascular, cirurgião geral e anestesista. Outros especialistas de suporte, como intensivista e radiologista, também podem ser chamados.

Quem quiser que seus órgãos sejam doados após a morte, deve avisar a família para que ela possa autorizar o procedimento médico de retirada.

Via Agora RN

Brasil terá geração mais pobre com fechamento de escolas na pandemia, diz FMI


Foto: Agência Brasil

Ao longo das próximas décadas, os brasileiros terão uma das maiores perdas de renda entre as grandes economias globais em função do fechamento de escolas na pandemia.

Segundo estimativas do FMI (Fundo Monetário Internacional), o aprendizado incompleto durante a crise sanitária, se não for remediado, pode diminuir o rendimento médio dessa geração de estudantes em 9,1% ao longo da vida.

O prognóstico coloca o Brasil na terceira pior posição entre os países do G20, atrás apenas da Indonésia —onde a perda é estimada em 9,7%— e do México, que lidera o ranking com 9,9%.

O relatório, divulgado nesta terça-feira (17), destaca que o impacto da pandemia na educação é algo sem precedentes e que os efeitos na economia, na desigualdade e na renda da população poderão ser sentidos por muito tempo.

Só nos anos de 2020 e 2021, as interrupções nas escolas afetaram 1,6 bilhão de alunos em todo o mundo. Embora tenham atingido todos os países do G20, as perdas de aprendizado recaíram desproporcionalmente sobre os países emergentes, com consequências ainda mais graves para as populações vulneráveis.

“Se não for abordado, o consequente impacto no capital humano reduzirá os níveis de qualificação e a produção agregada nas próximas décadas —com maior desigualdade”, diz o documento.

O relatório lembra que o fechamento de escolas já produziu efeitos mensuráveis nos estudantes. Segundo o FMI, várias economias do G20 observaram uma queda de resultado em testes de desempenho, sem falar na diminuição considerável de matrículas em todos os níveis de ensino e os riscos de evasão.

Projeções demográficas indicam que a geração de estudantes afetados representará até 40% da população em idade ativa nas economias do G20 nas próximas décadas. Com menor qualificação, a perspectiva é de que a renda média dos trabalhadores também seja inferior —a menos que o dano seja mitigado por ações públicas, conforme aponta o FMI.

A diminuição dos níveis de qualificação, por exemplo, pode inflar o mercado de trabalho informal. E com as famílias mais pobres sofrendo as maiores perdas de aprendizado, a desigualdade tende a aumentar.

Via FolhaPress