Improvável aliança do União Brasil com o PT, defende Paulinho Freire

Paulinho: ““A gente está discutindo dentro do partido. Vamos tomar decisão”. Foto: CMN

O vereador Paulinho Freire (União Brasil), presidente da Câmara Municipal de Natal e pré-candidato a deputado federal nas eleições de 2022, afirmou, nesta quinta-feira, em entrevista a 98 FM Natal, que considera improvável uma aliança formal do União Brasil com a pré-candidatura à reeleição da governadora Fátima Bezerra (PT). Isto porque, conforme explicou, o presidente estadual da legenda, José Agripino Maia, já verbalizou ser impossível uma união com o PT.

“O ex-senador José Agripino sempre foi adversário, e ele comanda o partido aqui. Eu acho que uma aliança formal seria muito complicada com o PT, até porque ele já verbalizou isso”, justificou.

O presidente da Câmara declarou que o União Brasil vai se reunir para tomar uma decisão sobre as disputas majoritárias deste ano. A expectativa é que o partido formalize apoio tanto para governo do Estado quanto Senado, em vez de adotar uma postura de neutralidade. “Vamos fazer uma aliança formalizada, para que possa usar o tempo de televisão do partido”, afirmou Paulinho Freire, deixando a entender que o seu partido poderá seguir com a chapa de oposição formada por Fábio Dantas (Solidariedade) e Rogério Marinho (PL), já que ele foi enfático ao argumentar que está fora de cogitação uma aliança com o PT.

Paulinho preferiu não manifestar sua preferência particular para os dois cargos. “A gente está discutindo dentro do partido. Vamos tomar uma decisão partidária. Isso tem sido pedido pelo ex-senador Agripino, para que a gente possa tomar uma decisão partidária, para seguir unido na eleição”, comentou o presidente do legislativo natalense, enfatizando ter boa relação com Fátima Bezerra. “Na minha vida política eu tenho a característica de não ter inimigos. Tenho uma aproximação muito grande com a governadora Fátima. A governadora sempre atendeu aos pedidos de audiência. Mas eu tenho que seguir uma linha partidária, e é isso que vamos conversar”.

Saída do PDT

Muito cauteloso, Paulinho Freire, ao comentar sobre sua saída do PDT, não criticou o presidente estadual da legenda, Carlos Eduardo Alves, atribuindo a direção nacional o imbróglio que se criou em torno da debandada pedetista para o União Brasil. “O ex-prefeito Carlos Eduardo não criou dificuldade. E tenho que ser honesto a questão foi em nível nacional. Ele (Carlos Eduardo) não atrapalhou em nada a minha saída (da legenda), como também não atrapalhou a saída dos outros. A Nacional (Executiva Nacional do PDT) que começou a fazer questão”, explicou.

Paulinho ainda justificou que foi a pandemia que afastou Carlos Eduardo das conversações. “Até porque sua esposa estava fazendo tratamento e ele não podia sair para não contaminá-la. Aconteceram as reclamações, mas ele (Carlos Eduardo) não teve condições de fazer as articulações”, ponderou.

*Com informações do Agora RN

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