Dia: 22 de junho de 2022

Chuvas desde o início da semana ultrapassam 50mm em municípios do litoral do RN

Chuvas de volumes moderados a intensos caem desde a madrugada em diversos municípios do litoral do Rio Grande do Norte, especialmente nas cidades que compõe a região metropolitana de Natal confirmando as previsões anunciadas. O Sistema de Monitoramento da Emparn registrou, no boletim pluviométrico referente ao período entre 9h15 de ontem (21), às 9h, até a manhã de hoje (22) no mesmo horário os maiores volumes: Natal(Leste), 40,4mm, Monte Alegre (Agreste)- 25 mm, São Bento(Central) – 24mm, Mossoró, 1,2mm.

O chefe da unidade de meteorologia, Gilmar Bristot, explica que as precipitações irão continuar no decorrer da semana. “As chuvas que estão caindo desde a madrugada são decorrentes da atuação de sistemas metereológicos de leste que se formam no oceano e atingem o litoral. Em toda faixa litorânea do Nordeste está chovendo e deve continuar com maior concentração na região metropolitana de Natal, na região de Extremoz e municípios vizinhos”.

De segunda (20) até hoje, segundo dia da estação inverno no hemisfério sul, já choveu acima de 50 mm em diversos municípois, como é o caso de Vila Flor com 70,6mm, Maxaranguape(Leste) com 63,2mm, Natal (Leste)- 60,8mm. “Essa chuva deverá adentrar o Agreste e interior do estado ao longo do dia e nos próximos dias. Estamos num momento com condições favoráveis para ocorrência de chuvas”, comentou Bristot.

Previsão dia a dia

21/06/22 (Terça-feira): Céu parcialmente nublado a claro em todas as regiões, com possibilidade de pancadas de chuvas na região Leste e Agreste.

22/06/22 (Quarta-feira): Céu parcialmente nublado a claro em todas as regiões, com possibilidade de pancadas de chuvas na região Leste e Alto Oeste.

23/06/22 (Quinta-feira): Céu parcialmente nublado a claro em todas as regiões.

24/06/22 (Sexta-feira): Céu parcialmente nublado a claro em todas as regiões, com possibilidade de pancadas de chuvas na região Leste, Agreste, Vale do Açu, Alto Oeste e Mossoró.

25/06/22 (Sábado): Céu parcialmente nublado a claro em todas as regiões.

Decisão do TSE impede aliança entre Rafael Motta e Fátima

PSB

O deputado federal Rafael Motta (PSB) não pode participar da aliança com o PT para reeleição da governadora Fátima Bezerra (PT) se quiser manter a pré-candidatura ao Senado Federal. Isso porque o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta terça-feira (21) que partidos coligados ao cargo de governador devem respeitar a mesma coligação na disputa ao Senado.

O advogado especialista em Direito Eleitoral Erick Pereira afirmou ao site Agora RN que os partidos integrantes da chapa majoritária decidem quem serão os candidatos. “Quando se forma a chapa majoritária, os partidos integrantes decidem as candidaturas. Se for mantida a maioria para a candidatura de Carlos Eduardo, a única hipótese para Rafael Motta manter a candidatura ao Senado é não coligar na chapa que terá a candidatura de Fátima Bezerra. Então ele sai de forma isolada, com tempo de TV só dele, e lança a candidatura. Isso é o que foi decidido, ou seja, foi mantido o entendimento ao longo dos últimos anos do TSE. Ricardo Levandoski tinha modificado, mas ele foi vencido”, pontuou.

A Corte analisou uma consulta feita pelo deputado federal Delegado Waldir (União Brasil). Ele perguntou se partidos que formam uma coligação para disputar o posto de governador são obrigados a lançar um único candidato ao Senado. O relator do caso, ministro Ricardo Lewandowski, disse que não, abrindo a possibilidade de candidaturas diversas ao Senado por integrantes de uma mesma coligação. O magistrado, no entanto, ficou vencido, por 4 votos a 3.

A assessoria de comunicação de Rafael Motta informou que o PSB não integra a federação com o PT no Rio Grande do Norte. Em nível nacional, Geraldo Alckmin (PSB) é o pré-candidato a vice-presidente na chapa de Lula.

Em nível nacional, o PT, PV e PCdoB se uniram e formaram a federação Brasil da Esperança, que deve ser seguida por estados e municípios até os próximos quatro anos. No RN, para as eleições de outubro, esta federação se aliou ao MDB e ao PDT. Walter Alves, do MDB, é pré-candidato ao cargo de vice-governador ao lado de Fátima. Já Carlos Eduardo foi escolhido para ser pré-candidato ao Senado. Com informações do Agora RN

“Se for culpado, vai pagar”, diz Bolsonaro sobre prisão de ex-ministro

Isac Nóbrega/PR

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira (22), questionado sobre a ordem de prisão contra seu ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, que o ex-ministro é quem deve responder por eventuais irregularidades à frente do MEC

“Isso aqui, se tem prisão, é Polícia Federal, é sinal de que a Polícia Federal está agindo. Ele responda pelos atos dele. Peço a Deus que não tenha problema nenhum. Mas, se tem algum problema, a PF está agindo, está investigando, é um sinal que eu não interfiro na PF, porque isso aí vai respingar em mim, obviamente”, afirmou Bolsonaro em entrevista à rádio Itatiaia.

O presidente afirmou não ter como controlar tudo o que acontece em seu governo. “Eu tenho 23 ministros, tenho mais de uma centena de secretários, mais de 20 mil cargos em comissão. Se alguém faz algo de errado, pô, vai botar a culpa em mim? Vinte mil pessoas. Logicamente, a minha responsabilidade é afastar e colaborar com a investigação. Pode ter certeza que essa investigação, além da PF, não interfiro, deve ter Controladoria-Geral da União, aí sim é um ministério meu, etc. E ajudando para elucidar o caso”, disse.

“Se for culpado, vai pagar”, disse o presidente,

A Polícia Federal deflagrou uma operação nesta manhã para prender Ribeiro. Quando Bolsonaro deu a declaração, a polícia já tinha o mandado contra o ex-ministro, mas ainda não havia a confirmação de que a prisão havia sido efetivada. A confirmação ocorreu minutos depois. Também foram alvo da operação os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura.

A PF investiga Ribeiro por suposto favorecimento aos pastores e a atuação informal deles na liberação de recursos do ministério. Há suspeita de cobrança de propina. Ribeiro foi demitido do MEC, em março, em razão dessas denúncias. Com informações do G1

Ex-ministro da Educação e pastores lobistas são presos pela PF em operação no MEC

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A Polícia Federal realiza na manhã desta quarta-feira (22) uma operação contra o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro e pastores suspeitos de operar um balcão de negócios no Ministério da Educação e na liberação de verbas do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação). Ribeiro e ao menos um dos pastores, Gilmar Santos, já foram presos.

A PF também cumpre mandados de busca e apreensão em endereços de Ribeiro e dos pastores Arilton Moura e Gilmar Santos —esses dois últimos são ligados ao presidente Jair Bolsonaro (PL) e apontados como lobistas que atuavam no MEC. A ação foi batizada de Acesso Pago e investiga a prática de “tráfico de influência e corrupção para a liberação de recursos públicos” do FNDE.

Com base em documentos, depoimentos e um relatório da CGU (Controladoria-Geral da União) foi possível mapear indícios de crimes na liberação de verbas do fundo. Ao todo, são cumpridos 13 mandados de busca e apreensão e cinco de prisões em Goiás, São Paulo, Pará e Distrito Federal. Os pastores são peças centrais no escândalo do balcão de negócios do ministério.

Como mostrou a Folha, eles negociavam com prefeitos a liberação de recursos federais mesmo sem ter cargo no governo. Os recursos são do FNDE, órgão ligado ao MEC controlado por políticos do centrão, bloco político que dá sustentação a Bolsonaro desde que ele se viu ameaçado por uma série de pedidos de impeachment e recorreu a esse apoio em troca de cargos e repasses de verbas federais. O fundo concentra os recursos federais destinados a transferências para municípios.

Prefeitos relataram pedidos de propina, até em ouro. Em áudio revelado pela Folha de São Paulo, o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro disse que priorizava pedidos dos amigos de um dos pastores a pedido de Bolsonaro. Na gravação, o ministro diz ainda que isso atende a uma solicitação do presidente Bolsonaro e menciona pedidos de apoio que seriam supostamente direcionados para construção de igrejas.

A atuação dos pastores junto ao MEC foi revelada anteriormente pelo jornal O Estado de S. Paulo. Ribeiro deixou o cargo no fim de março, uma semana após a revelação pela Folha. ​ Gilmar Santos e Arilton Moura negociavam, ao menos desde janeiro de 2021, a liberação de empenhos para obras de creches, escolas, quadras ou para compra de equipamentos.

Os recursos são geridos pelo FNDE, órgão do MEC controlado por políticos do centrão. Os pastores gozavam de trânsito livre no governo, organizavam viagens do ministro com lideranças do FNDE e intermediavam encontros de prefeitos na própria residência de Ribeiro. Com informações da Folha de São Paulo.