Governo federal bloqueia R$ 23,9 milhões destinados a UFRN: “Situação é extremamente grave”, afirma reitor

Reitoria Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) — Foto: Cícero Oliveira

O Ministério da Educação (MEC) comunicou na última sexta-feira, 27 de maio, um bloqueio equivalente a 14,5% no orçamento das universidades federais. No caso da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), foi registrado um bloqueio de R$ 23.972.313,00, na ação correspondente ao Funcionamento de Instituições Federais de Ensino Superior, de um orçamento que já havia sofrido uma redução de mais de R$ 11 milhões neste ano. “A situação é extremamente grave para as nossas universidades federais e precisa ser revertida com urgência”, alertou o reitor José Daniel Diniz Melo.

A UFRN sofreu uma nova restrição no custeio, que é a verba destinada à manutenção (limpeza, segurança, energia e água). “Neste ano, a UFRN retomou as suas atividades presenciais de forma integral, com aumento significativo dos seus contratos, como energia elétrica e terceirização de serviços. Em contrapartida, fomos surpreendidos com este bloqueio. É nesta ação que está o orçamento de custeio da Universidade, que já havia sofrido corte de mais de R$ 11 milhões”, adverte o reitor Daniel Diniz.

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) emitiu nota sobre o assunto e convocou reunião extraordinária do Conselho Pleno para esta segunda-feira, 30 de maio, com o intuito de discutir a questão e estabelecer a estratégia a ser utilizada, em nível nacional, para reverter o bloqueio orçamentário.

Confira também

  • Professor acusado de assédio é eleito coordenador do curso de Jornalismo com apenas 12 votos na UFRN

    Reprodução

    O nome do professor de Jornalismo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Daniel Dantas Lemos, sempre é associado a polêmicas. Acusado de assédio por alunas, Daniel foi eleito coordenador do curso com apenas 12 votos de estudantes.

    Para se ter ideia, turmas de Jornalismo são compostas, no mínimo com 40 discentes por turno, ou seja, a chapa do novo coordenador conseguiu 30% de uma entre as várias da instituição.

    A chapa de Daniel, “Integração e Cooperação”, formada por ele e pela professora Valquíria Kneipp, recebeu 17 votos, sendo 12 de alunos e 5 de professores. Outros 12 votos foram computados, mas entre nulos e brancos.

    ACUSAÇÕES DE ASSÉDIO

    Em 2021, alunas e ex-alunas da UFRN denunciaram assédios e relataram situações constrangedoras vivenciadas com Daniel Dantas Lemos. Em janeiro, o docente recebeu uma advertência administrativa como resultado de uma sindicância instaurada pelo Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes da UFRN (CCHLA), que apurou o episódio em que o docente baixou as calças em frente a um grupo de alunas no Laboratório de Comunicação (Labcom), em junho de 2019.

    Na ocasião, o Departamento de Comunicação Social (Decom) da instituição afirmou que repudiava as atitudes do professor e disse que ele continuaria, na época, como vice-coordenador do curso de Jornalismo. O Departamento relatou não ter autonomia para desfazer a chapa da coordenação e retirar o professor do cargo.

    Uma coordenadora do curso de Jornalismo na Universidade Federal do Ceará (UFC), onde Daniel também deu aulas, denunciou que o docente também praticava atos de assédio no campus cearense.

    Depois da polêmica, Dantas Lemos pediu afastamento da UFRN. De acordo com a coordenação do curso, o docente havia se afastado por tempo indeterminado através de licença médica e retornou seis meses depois.

    ALUNO SEM MÁSCARA 

    Em abril deste ano, mais uma confusão envolvendo Daniel Lemos foi registrada. O professor expulsou um aluno, identificado como Marcelo Nascimento, por se recusar usar máscara em sala de aula.

    Na época, uma portaria colocava como obrigatório o uso de máscaras dentro do campus da instituição e Daniel chegou a discutir com o homem em sala de aula.

    Em contato com o Portal 96, na época, a UFRN afirmou que o Supremo Tribunal Federal reconheceu que as universidades federais têm autonomia para decidir sobre medidas a serem adotadas para as atividades presenciais.

    Portal da 96 FM

  • Parte do teto de sala da UFRN desaba e atinge bolsista em Natal

    Parte do teto de sala da UFRN desaba e atinge bolsista em Natal – Foto: Reprodução

    Por Novo Notícias – Parte do teto de uma sala localizada na reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) desabou e atingiu um bolsista em Natal, na manhã desta sexta-feira (22). A vítima não teve lesões graves, segundo a UFRN, passa bem.

    Parte do gesso do prédio caiu sobre o bolsista que estava no local. Outras quatro pessoas conseguiram sair do local antes do desabamento. De acordo com a UFRN, a área já foi interditada e a manutenção do espaço está sendo providenciada.

    A Superintendência de Infraestrutura (Infra) ainda vai avaliar a causa do incidente e os danos ao patrimônio.

    Imagens de como ficou o local foram divulgadas por um perfil chamado “@Uefyerryeni”. Confira:

  • ARRASTÃO NA UFRN: Bandidos levam celulares de pelo menos 10 alunos e fogem à pé

    Foto: divulgação

    Dois bandidos “tocaram o terror” na noite de sexta-feira (10), na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Os criminosos levaram pelo menos dez celulares durante a ação.

    O crime aconteceu na parada de ônibus do setor de aulas II. Os jovens aguardavam o transporte quando foram abordados pelos assaltantes, que estavam a pé.

    Os seguranças do campus não chegaram a tempo para encontrar algum suspeito ou impedir a ação criminosa. A polícia realizou buscas mas também não localizou os criminosos.

    Via Blog do BG

     

  • Feira de Livros da Cooperativa reúne editoras, livrarias e sebos na UFRN

    Evento acontece entre segunda e sexta-feira no Centro de Convivência da UFRN.

    Cooperativa Cultural da UFRN — Foto: DivulgaçãoCooperativa Cultural da UFRN — Foto: Divulgação

    A Cooperativa Cultural Universitária do Rio Grande do Norte promove entre segunda-feira (6) sexta-feira (10), das 8h às 18h, a 5° edição da Feira de Livros da Cooperativa. O evento acontece no Centro de Convivência da UFRN.

    O tema da edição será “Memória Ancestralidade e Resistência” em homenagem aos 45 anos da Cooperativa, e a feira vai reunir editoras, sebos e livrarias. Também estão programados curtas potiguares, shows musicais, mesas redondas, apresentações culturais e debates. Confira aqui a programação completa.

    “Escolhemos essa temática pra festejar nosso aniversário, uma vez que somos a única livraria cooperativa do país que segue aberta e a mais antiga em atividade de Natal. Outra questão que achamos importante abordar é o resgate memorialístico da nossa ancestralidade, no intuito de manter a identidade cultural e essência do nosso povo, principalmente nos dias de hoje” explica José Correia Torres Neto, presidente da Cooperativa.

    Também vão acontecer lançamentos de livros com sessões de autógrafos. Entre os 20 expositores estão: Sebo Cata Livros, Sebo Vermelho, Seburubu, Sebo Gajeiro Curió, Sebo Magno, Sebo Lisboa, Casa do Cordel, Editora Escribas, Editora CJA, Editora da UFRN, Editora da IFRN, Espaço Colaborativo Milena Azevedo, Livraria Mundo e Coletivo Mulherio das Letras.

    A curadoria da programação foi pensada em consonância com o tema da Feira. Sobre Memória, por exemplo, será lançado é o livro “Ribeira: beco, praça, travessas, ruas e avenidas históricas”, de Cícero Oliveira, José Clewton do Nascimento e José Correia Torres Neto. Nessa obra colaborativa, os autores fazem passeio histórico, fotográfico e arquitetônico, conduzindo o leitor a refletir sobre as condições atuais do boêmio bairro, além de relatarem histórias pessoais e marcantes do passado.

    Outro destaque é o lançamento do livro “Religare – Os Caminhos da Fé”, da jornalista e psicanalista Sheyla de Azevedo, que traz uma série de reportagens com adeptos de religiões não hegemônicas, aqui no estado, com objetivo dar visibilidade a práticas religiosas que não têm os mesmos espaços na mídia. Além desse, uma manhã de autógrafos com as autoras que homenageiam o centenário de Edgar Morin. O livro “Epistemologia da Complexidade: Em Torno das Ideias de Edgar Morin” foi escrito por Conceição Almeida e “A Cidade de Natal no Centenário de Edgar Morin”, de autoria de Josineide Silveira e Eugênia Dantas.

    A nível nacional e por meio de videoconferência, a programação conta com o Jornalista Zeca Camargo que conversa sobre a elaboração da biografia oficial de Elza Soares e com o jornalista Júlio Maria, autor da biografia de Ney Mato Grosso. A abertura oficial da V Feira acontecerá, no dia 06, às 10h30, com a apresentação da Orquestra Potiguar de Clarinetas. As atrações culturais incluem ainda um cortejo do Grupo Zambêracatu e show da cantora Khrystal, no último dia de evento.

    Via g1 RN

  • Bloqueio do MEC atinge R$ 23,9 milhões da UFRN: “situação é extremamente grave”, diz reitor

    O bloqueio orçamentário das universidades federais, equivalente a 14,5%, tem gerado um estado de alerta entre os gestores das instituições. Maior centro de formação superior do estado, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) teve um bloqueio de R$ 23.972.313,00, na ação correspondente ao Funcionamento de Instituições Federais de Ensino Superior. Uma reunião da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) foi marcada para esta segunda-feira (30).

    Foto: ARQUIVO/TN

    A decisão do bloqueio foi comunicada pelo Ministério da Educação (MEC) na sexta-feira (27). Segundo a UFRN, essa medida de impacto orçamentário se soma a uma redução de mais de R$ 11 milhões que já havia sido feita neste ano. “A situação é extremamente grave para as nossas universidades federais e precisa ser revertida com urgência”, alertou o reitor José Daniel Diniz Melo.

    A UFRN sofreu uma nova restrição no custeio, que é a verba destinada à manutenção (limpeza, segurança, energia e água). “Neste ano, a UFRN retomou as suas atividades presenciais de forma integral, com aumento significativo dos seus contratos, como energia elétrica e terceirização de serviços. Em contrapartida, fomos surpreendidos com este bloqueio. É nesta ação que está o orçamento de custeio da Universidade, que já havia sofrido corte de mais de R$ 11 milhões”, adverte o reitor Daniel Diniz.

    Reunião extraordinária

    A Andifes emitiu nota sobre o assunto e convocou reunião extraordinária do Conselho Pleno para esta segunda-feira (30), com o intuito de discutir a questão e estabelecer a estratégia a ser utilizada, em nível nacional, para reverter o bloqueio orçamentário.

    Via Tribuna do Norte

  • Professor da UFRN é único brasileiro envolvido em pesquisa que descobriu fatores genéticos associados ao Alzheimer

    Pesquisa identificou 75 genes associados a um maior risco de desenvolvimento da doença. Descoberta pode contribuir com o desenvolvimento de tratamentos.

    Marcos Costa é professor do ICe/UFRN e pesquisador do Instituto Pasteur — Foto: Divulgação/UFRN
    Marcos Costa é professor do ICe/UFRN e pesquisador do Instituto Pasteur — Foto: Divulgação/UFRN.

    Um professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) foi o único pesquisador brasileiro envolvido em uma pesquisa que descobriu 75 genes associados a um maior risco de desenvolvimento da doença de Alzheimer.

    O estudo desenvolvido por um consórcio envolveu cerca de 20 países, mais de 120 instituições – entre centros de pesquisa, hospitais e universidades – além de 386 pesquisadores, e teve resultado publicado na revista científica Nature Genetics em abril.

    O brasileiro co-autor do estudo é Marcos Costa, que é graduado em Medicina, doutor em Fisiologia, e professor adjunto da UFRN desde 2009, onde chefia o laboratório de Neurobiologia Celular do Instituto do Cérebro.

    Há três anos, Costa trabalha como professor visitante no Instituto Pasteur de Lille, na França, onde o estudo foi desenvolvido. Este não é o primeiro trabalho que ele assina com o grupo: já foram cinco artigos, dos quais em três ele figura como pesquisador principal.

    Para o pesquisador, a última pesquisa publicada foi o maior estudo de risco genético para a doença já feito. Os pesquisadores analisaram os genomas de milhares de pessoas com diagnóstico clínico de Alzheimer e compararam com genes de indivíduos cognitivamente saudáveis.

    Os genomas foram fornecidos por clínicas em mais de 15 países membros da União Europeia, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, Islândia, Nigéria, Nova Zelândia, Reino Unido e Estados Unidos.

    Utilizando estes genes, os pesquisadores criaram uma espécie de pontuação de risco genético que poderá contribuir para identificar indivíduos com maior susceptibilidade de desenvolver a doença.

    “A doença de Alzheimer é a principal causa de demência e tem um grande impacto na sociedade. A descoberta de genes associados com o aumento do risco de desenvolver a doença é um primeiro passo no sentido de entendermos a fisiopatologia da doença. O meu trabalho principal é estudar os processos biológicos regulados por estes genes em células neuronais e gliais humanas com o objetivo de elucidar os mecanismos patológicos da doença de Alzheimer e desenvolver novas abordagens terapêuticas”, diz.

    O professor destaca que o aumento das chances de desenvolvimento da doença, de uma pessoa que tenha esses genes em relação à população em geral, é de cinco a dez por cento, em alguns casos, chegando a 20% – números considerados significativos, mas não determinantes.

    Ou seja, ainda que uma alteração genética seja identificada, isso não significa necessariamente que o indivíduo irá desenvolver a doença de Alzheimer.

    “No futuro, quando a gente souber exatamente o que cada um desses genes está afetando, vamos poder escolher o tratamento do paciente de acordo com as alterações genéticas identificadas nesse indivíduo. De fato, a genética sugere que a doença de Alzheimer seja altamente heterogênea, com diferentes alterações patológicas podendo provocar o mesmo desfecho clínico (perdas cognitivas). E, para cada uma dessas diferentes alterações patológicas, vão existir tratamentos mais eficazes e específicos. Mas, para chegarmos a este ponto, precisamos avançar mais no entendimento do papel biológico dos genes de risco e como eles contribuem para a doença”, explica.

    Para ele, o estudo genético seria estratégico na antecipação necessária para permitir que as pessoas propensas ao desenvolvimento da doença de Alzheimer sejam diagnosticadas nos estágios mais iniciais.

    Segundo Costa, identificar e entender os genes é importante porque vai ser possível compreender o que acontece antes de chegar à demência e, a partir disso, pensar em terapias preventivas ou que comecem a ser usadas assim que os primeiros sinais de alterações cognitivas aparecerem.

    Assim, a expectativa é que, a médio e longo prazo, seja possível não só selecionar, através da genética, os tratamentos mais adequados mas também, num segundo momento, detectar variantes genéticas nos descendentes e – dependendo do risco que esse gene confere e qual o processo biológico que ele estiver afetando – pensar numa terapia profilática para esses indivíduos.

    Via g1 RN

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