Ex de Bolsonaro diz que ele não se elege nem para síndico

Marcos Carvalho ao depor na CPMI das Fake News – FOTO: ROQUE DE SÁ/AGÊNCIA SENADO

“O presidente Jair Bolsonaro não entregou nada do que prometeu na campanha. Depois que virou presidente, está fazendo essa gestão que estamos vendo, sem qualquer realização. Inaugurando caixa d’água, ponte pronta, e outras obras insignificantes. Foi incapaz de comprar uma vacina que foi oferecida a ele mil vezes, incapaz de tocar as reformas. Nem na área de segurança, que era uma de suas maiores promessas, algo foi feito.” A avaliação é de Marcos Carvalho, principal marqueteiro da campanha de Jair Bolsonaro para presidente, em 2018, marcada pelo uso das redes sociais. O candidato apelou para o elogio da ditadura, além do discurso racista e homofóbico.

Carvalho afastou-se de Bolsonaro logo após a eleição, antes mesmo de tomar posse como coordenador de comunicação do novo governo, após ser atacado pelo vereador Carlos Bolsonaro, o filho Zero Dois. Para o marqueteiro, a última perna que ainda mantinha Bolsonaro conectado às expectativas dos eleitores era seu discurso em defesa da honestidade na política. “As suspeitas de corrupção que estão vindo à tona na CPI colocam por terra a última razão para o grosso do seu eleitorado continuar acreditando nas promessas de campanha”, me disse Carvalho, durante uma conversa por telefone, na manhã de quinta-feira, dia 8.

Na campanha, Carvalho fez vários levantamentos para entender a cabeça do eleitor de Bolsonaro e o que ele esperava do novo presidente da República. Sua conclusão é de que a maioria de seus eleitores não era bolsonarista. Eram pessoas que, em algum momento de suas vidas, votaram em Fernando Henrique Cardoso, em Luiz Inácio Lula da Silva e até em Dilma Rousseff. Um eleitor que poderia ter votado em 2018 em João Amoêdo (Novo), Alckmin (PSDB) ou Ciro Gomes (PDT).

“Quem o elegeu não foram os bolsonaristas. A grande maioria que votou em Bolsonaro poderia ter votado em outros candidatos no primeiro turno e só não o fez pelo sentimento antipetista. Pela sensação de que Bolsonaro era o único com condições de derrotar Lula e, depois, Fernando Haddad”, disse. O eleitor fiel de Bolsonaro, os bolsonaristas, na avaliação do marqueteiro, são os 15% que ele tinha e continua mantendo. “Essa é a base dele. Que ele já tinha antes mesmo de a campanha começar para valer”, afirma.

Carvalho detalhou por que, em sua avaliação, pessoas que votaram em Bolsonaro em 2018 não repetirão a dose em 2022. “Uma eleição é feita de atributos funcionais e emocionais. Primeiro você escolhe o seu candidato e depois os motivos pelos quais você escolheu votar nele. Eles votaram em atributos absolutamente emocionais. A candidatura de Bolsonaro não tinha uma proposta, só conceitos e valores. A maioria dos eleitores estava convencida de que ele era o caminho para tirar o PT”, explicou.

Na reeleição, avalia, esse atributo emocional desaparece porque o eleitor já conheceu o trabalho do presidente. E só voltaria a votar nele se ele apresentasse bons resultados. Na eleição de 2022, diz Carvalho, para esse eleitor comum, que nunca foi um bolsonarista, o atributo emocional desaparece. “Esse eleitor não repete o voto porque Bolsonaro não tem nenhum compromisso que precisa ser finalizado. Não tem uma obra a ser terminada. Não há nada a ser dado em continuidade”, explicou. O eleitor pode até continuar admirando o presidente, pode até pensar que o presidente tentou fazer algo – mas entende que, ao final, não conseguiu e se corrompeu. “Não existe no processo de reeleição um voto que priorize os atributos emocionais em detrimento dos atributos funcionais.”

Carvalho compara o comportamento do eleitor com o do consumidor diante de um novo produto. “O produto está sendo testado. Uma coisa é comprar algo que não se conhece. Outra coisa é saber se você quer ou não aquilo que você já testou. E se você não gostou do produto, você não compra mais”, disse. Na reeleição é assim. O eleitor não está mais testando o candidato porque ele já conhece o trabalho daquele em quem votou. Portanto, esse voto não tem mais conceitos ou valores envolvidos. “Na reeleição, nenhum componente emocional substitui a questão objetiva e funcional”, assegura.

Na opinião de Carvalho, outro elemento importante para garantir o voto é não só manter a coerência e a centralidade junto à sua base, mas ampliar o espectro de eleitores. Todas as vezes em que Bolsonaro tentou fazer isso, de acordo com Carvalho, ele se sentiu muito fragilizado, em razão das profundas reclamações de sua base. Como exemplo da dificuldade de Bolsonaro de ampliar seu universo de apoio, cita o discurso na sessão de abertura da reunião da ONU, este ano. “Pressionado pelo agronegócio mais moderno, que se sente ameaçado em razão do desastroso comportamento do governo em relação à questão ambiental, Bolsonaro tentou fazer um discurso garantindo a defesa do meio ambiente, assumindo, inclusive, alguns compromissos para melhorar o combate ao desmatamento”, ressaltou Carvalho. O resultado foi que, ao voltar para a sua base, ele sofreu um tremendo ataque de seus apoiadores nas redes sociais. “Ele apanhou tanto que, no dia seguinte, no cercadinho do Alvorada, em conversa com os bolsonaristas, retrocedeu em seu discurso na ONU.”

O eleitor não bolsonarista passou a ver o presidente como alguém raivoso, sectário, que ataca o meio ambiente, é incapaz de lidar com a questão das vacinas para a Covid e de lidar com a pandemia. Além do mais, aproximou-se do Centrão e do toma-lá-dá-cá que dizia criticar nos adversários. Carvalho afirma que, na campanha, Bolsonaro angariou voluntários, eleitores não extremados e não bolsonaristas, que foram, segundo ele, os que realmente o elegeram. “Essas pessoas não estarão mais com ele em hipótese alguma. Ele não tem mais essa massa de eleitores”, afirmou, acrescentando. “Ele tem ruído na internet. Mas tire esse ruído e as pesquisas vão mostrar o seu verdadeiro tamanho.”

O que restou para Bolsonaro, garante Carvalho, foi o bolsonarista convicto, que sente que ganhou poder. “É o eleitor que ainda acredita no discurso de Bolsonaro e dos filhos, cheio de arrogância de que tomaram o poder. De que o Brasil os elegeu. Mas ele não foi eleito por esse público, e sim pelo eleitor normal, não extremado.”

Carvalho depôs na CPMI das Fake News para explicar o envio de mensagens em massa pela campanha de Bolsonaro – e disse que sua empresa não participou do esquema. Agora, é taxativo sobre o futuro do ex-cliente. “Bolsonaro não irá para o segundo turno porque o bolsonarista, vendo que o eleitor circunstancial de 2018 nem sonha em repetir o seu voto em 2022, vai aplicar a teoria dos jogos e debandar para o candidato que se mostrar mais viável, do meio para o final do primeiro turno.” Com isso, diz ele, Bolsonaro irá minguar. Não se elege nem para síndico e terá “a votação mais inexpressiva da história moderna para um candidato à reeleição na América Latina.”

Carvalho sequer acredita na terceira via, um candidato capaz de quebrar a polarização entre Lula e Bolsonaro. A disputa hoje, diz ele, é pelo voto do próprio Bolsonaro – e diz que essa é a maior ameaça à campanha do PT. Lula, em sua opinião, corre o risco de viver o mesmo problema de Bolsonaro. “Bolsonaro foi eleito na esteira da rejeição ao PT e a Lula. Hoje, Lula e sua candidatura se alimentam da mesma lógica. A estratégia da campanha de Lula tem que ser muito bem pensada, porque ele não pode se resumir ao antibolsonarismo”, afirma. E segue: “Quando olhamos todo o processo pós-democratização no Brasil, você não tem candidato de terceira via. Não adianta procurar candidato da terceira via. Esse espaço passa a existir em função do declínio de Bolsonaro. Essa terceira via seria, na verdade, apenas uma segunda força de oposição e não uma terceira, porque Bolsonaro certamente estará fora do jogo eleitoral”, acredita.

Pergunto a Carvalho se ele se arrepende de ter feito para o candidato a campanha que fez, ajudando a eleger um governante que hoje conduz o país a um quadro de desastre. Ele tergiversa. “Eu não vou falar sobre isso. Eu não quero fazer julgamento da pessoa física de Bolsonaro. Quero fazer uma análise política. Estou apenas analisando o novo ciclo eleitoral. Não é meu papel ficar atacando o presidente.” Mas, se não ataca, a crítica é ácida. “Quem passou dois anos tentando sobreviver em meio a uma pandemia não vota em quem não comprou vacina.” O próximo presidente do Brasil, diz ele, pode ser “de esquerda, de centro, de lado, de costas, de trás”, mas será, diz Carvalho, alguém que, no governo, teria respondido aos e-mails da Pfizer.

O ex de Bolsonaro também analisa a campanha de Lula. “Lula se fortificou muito com base no enfrentamento ao bolsonarismo no Brasil. Não somente a Bolsonaro, mas à ideia de um governo excludente, preconceituoso, agressivo e sisudo”, disse. “Com isso, o carisma e a inteligência de Lula voltaram com muita força, conversando com a memória do brasileiro de ser governado por um líder que anda desarmado, literal e metaforicamente.” Mas conclui sua análise. “Ocorre que Bolsonaro irá minguar. Então, a campanha de Lula precisa trabalhar para sobreviver mesmo se não for necessário, e não será, salvar o Brasil de Bolsonaro.”

Carvalho admite que anda conversando com as pré-campanhas de possíveis candidatos. Possui dois ativos que ninguém tem. O primeiro é o sucesso eleitoral em 2018. O segundo é o fato de ele ter trabalhado para o sujeito que está concorrendo à reeleição – afinal, esteve do outro lado e conhece o jogo.

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, foi procurado pela piauí para comentar as declarações de Carvalho. Sua assessoria disse que ele não iria se manifestar.

Piauí

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  • Após articulação do vereador Eribaldo Medeiros, trabalhadores portuários conquistam apoio da SEMTAS

    A articulação do mandato do vereador Eribaldo Medeiros garantiu um importante apoio aos trabalhadores portuários de Natal que enfrentam dificuldades em razão da escassez de serviços no Porto. Após pleitear uma reunião entre os sindicatos da categoria e a Secretaria Municipal do Trabalho e Assistência Social (SEMTAS) de Natal, ficou definida a entrega de 200 cestas básicas para as famílias afetadas.

    A solicitação surgiu após os sindicatos protocolarem um ofício relatando que muitos trabalhadores estão sem renda durante o período de entressafra, dependendo exclusivamente da atividade portuária para o sustento de suas famílias.

    Com o diálogo promovido pelo mandato de Eribaldo, a SEMTAS atendeu ao pleito e confirmou a distribuição das cestas básicas, proporcionando um alívio às famílias enquanto aguardam a retomada das atividades no Porto de Natal.

    O vereador Eribaldo Medeiros agradeceu a receptividade e a sensibilidade da secretária adjunta da SEMTAS, Marlene Ramalho e de Auricéa de Souza que receberam a comitiva e contribuíram para a construção da solução. “Agradeço pela atenção e pelo compromisso em atender essa demanda tão importante para os trabalhadores portuários. O diálogo entre o Legislativo e o Executivo é fundamental para garantir resultados concretos à população”, destacou o parlamentar.

  • Styvenson processa Natália após ser criticado por assinar PEC da Hora Trabalhada

    O senador Styvenson Valentim (Podemos) acionou a Justiça Eleitoral contra a deputada federal Natália Bonavides (PT) após ser alvo de críticas por ter assinado a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 12/2026, de autoria do senador Rogério Marinho (PL), que cria um regime alternativo de jornada de trabalho baseado em horas efetivamente trabalhadas.

    Na representação, Styvenson acusa a parlamentar de divulgar informações falsas sobre o alcance da proposta e pede a retirada imediata de publicações feitas por ela no Instagram e no YouTube.

    Na representação, Styvenson sustenta que Natália publicou conteúdos que lhe atribuem apoio à criação de uma suposta escala de trabalho “7×0”, à ampliação da jornada para mais de 50 horas semanais e à retirada de direitos trabalhistas, como férias, 13º salário e FGTS. Segundo o senador, as publicações extrapolam os limites da crítica política e configuram divulgação de “fatos sabidamente inverídicos”, com o objetivo de desgastar sua imagem durante o período de pré-campanha. Ele pede que a Justiça determine a remoção dos conteúdos das plataformas digitais e impeça novas publicações de teor semelhante.

    Em despacho assinado na última quinta-feira 25, a juíza Sulamita Bezerra Pacheco, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN), determinou que o senador se manifeste, no prazo de um dia, sobre uma possível falta de legitimidade para propor esse tipo de ação. A magistrada observou que, seguindo a jurisprudência do TRE-RN e de outros tribunais, pré-candidatos, atuando isoladamente, não possuem legitimidade para propor ações por propaganda eleitoral antecipada. Diante disso, determinou a intimação do senador para que seus advogados se manifestem antes de decidir se o processo poderá prosseguir.

    Assinada por Styvenson e outros 35 senadores, a PEC 12/2026 estabelece um regime facultativo de contratação em que trabalhador e empregador poderiam pactuar jornadas diferenciadas, com remuneração proporcional às horas efetivamente trabalhadas. Pelo texto, o contrato individual prevaleceria sobre acordos coletivos e benefícios como férias, FGTS e 13º salário passariam a ser calculados proporcionalmente à carga horária contratada.

    A iniciativa foi apresentada depois de a Câmara dos Deputados aprovar, em maio, a proposta que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, extinguindo a escala 6×1. Enquanto Rogério Marinho, autor do texto, afirma que sua PEC amplia a liberdade de escolha do trabalhador e cria uma alternativa ao modelo tradicional da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), críticos sustentam que o texto flexibiliza direitos trabalhistas e pode ampliar a carga de trabalho.

    Após a repercussão negativa da assinatura, Styvenson passou a afirmar publicamente que assinou a proposta apenas para permitir sua tramitação no Senado, ressaltando que a coleta de assinaturas não significa concordância com o mérito da matéria. O senador também declarou ser favorável ao fim da escala 6×1, procurando afastar a interpretação de que seria contrário à redução da jornada de trabalho.

    Críticas de Natália motivaram ação

    As declarações questionadas por Styvenson foram feitas por Natália Bonavides durante participação no podcast De Repente, exibido no YouTube em 4 de junho e posteriormente reproduzido em cortes nas redes sociais. Ao comentar a PEC, a deputada afirmou que Rogério Marinho estaria defendendo interesses patronais e criticou o conteúdo da proposta.

    “Rogério Marinho está preocupado com as empresas. Não fala em trabalhador. Só fala em trabalhador quando é para tirar direito, quando é para botar mais carga horária”, afirmou. Em seguida, acrescentou que seria “um desrespeito” apresentar uma proposta que, segundo ela, abre a possibilidade de trabalhar “todo dia” e “mais de 50 horas” por semana, justamente quando parte da sociedade discute a redução da jornada semanal. “Isso é um escárnio, isso é um deboche, é gente que não gosta de gente”, declarou.

    Na mesma entrevista, Natália mencionou nominalmente Styvenson ao lembrar que ele havia assinado a PEC. “Styvenson também assinou essa proposta”, afirmou. A deputada também declarou que “a direita no Senado” estaria tentando impedir o avanço da proposta que extingue a escala 6×1 e adiar a discussão para depois das eleições porque os parlamentares estariam “com medo, com vergonha”.

    Fonte: Agora RN

  • Lapac Saúde participa do maior congresso de análises clínicas da América Latina no Rio de Janeiro

    A Lapac Saúde, clínica médica e laboratório de análises clínicas com sede no Rio Grande do Norte e atuação nas regiões do Potengi e Mato Grande, está participando do 51º Congresso Brasileiro de Análises Clínicas (CBAC), realizado no Riocentro, no Rio de Janeiro. O evento começou no último sábado (28) e segue até o dia 1º de julho, reunindo profissionais, pesquisadores, estudantes e empresas de todo o país.

    Promovido pela Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC), o CBAC é considerado o principal encontro da área laboratorial da América Latina. Nesta edição, o congresso tem como tema Diagnóstico Laboratorial na Era da Saúde 5.0 e destaca as inovações tecnológicas, os avanços científicos e as novas perspectivas para o setor de análises clínicas.

    Durante o congresso, Dr. Alessandro, Dono e sócio da Lapac Saúde, acompanha palestras, apresentações científicas e debates sobre as principais tendências do diagnóstico laboratorial, além de conhecer novas tecnologias que estão sendo apresentadas durante o evento.

    O congresso também promove a troca de experiências entre especialistas de diferentes áreas da saúde e das Ciências Biológicas, fortalecendo a integração entre profissionais.

  • Brasil enfrenta Japão por vaga nas oitavas da Copa nesta segunda-feira (29)

    A Seleção Brasileira entra em campo nesta segunda-feira (29) para enfrentar o Japão pelos 16 avos de final da Copa do Mundo de 2026. A partida será disputada às 14h (horário de Brasília), em Houston, e vale uma vaga nas oitavas de final da competição. Apesar da recente derrota em amistoso para os japoneses, a equipe comandada por Carlo Ancelotti chega como favorita ao confronto.

    O histórico entre as duas seleções em competições oficiais favorece o Brasil. Desde o primeiro encontro, na Copa das Confederações de 2001, quando empataram sem gols, a equipe brasileira nunca foi derrotada pelos japoneses em torneios oficiais.

    As seleções voltaram a se enfrentar na Copa das Confederações de 2005, em um empate por 2 a 2. Robinho e Ronaldinho Gaúcho marcaram para o Brasil, enquanto Shunsuke Nakamura foi o destaque da equipe japonesa.

    Na Copa do Mundo de 2006, a Seleção Brasileira venceu o Japão por 4 a 1 na fase de grupos. Mesmo saindo atrás no placar, a equipe reagiu e construiu a goleada com gols de Juninho, Gilberto e dois de Ronaldo Fenômeno.

    O último duelo oficial ocorreu na Copa das Confederações de 2013, quando o Brasil venceu por 3 a 0, com gols de Neymar, Jô e Paulinho.

    Desde então, os confrontos aconteceram apenas em amistosos. O mais recente terminou com vitória japonesa por 3 a 2, em Tóquio, após os donos da casa conseguirem a virada no segundo tempo.

    Para o confronto desta segunda-feira, o Brasil aposta em nomes como Vini Jr., Matheus Cunha e Neymar. O camisa 10, inclusive, tem o Japão como a seleção contra a qual mais marcou gols ao longo da carreira.

    1. Quem vencer o duelo em Houston garante classificação para as oitavas de final da Copa do Mundo de 2026.

    Com informações da CNN Brasil

  • Polícia Civil do RN e Mato Grosso prendem condenado pela “Tragédia do Baldo” após mais de 40 anos foragido

    A Polícia Civil do Rio Grande do Norte, em ação conjunta com a Polícia Civil do Estado de Mato Grosso, cumpriu, nesta sexta-feira (26), um mandado de prisão definitiva contra Aluísio Farias Batista, de 69 anos, condenado a 21 anos de reclusão pelos crimes relacionados ao caso conhecido como “Tragédia do Baldo”, um dos episódios mais marcantes da história do Rio Grande do Norte.

    A captura foi realizada no âmbito da “Operação Resgate”, após um trabalho investigativo que possibilitou a localização do foragido no estado de Mato Grosso, onde ele vivia há décadas.

    O fato ocorreu na madrugada de 25 de fevereiro de 1984, durante o período carnavalesco em Natal. Conforme apurado à época, o condenado conduzia um ônibus quando perdeu o controle do veículo na região do Baldo e atingiu integrantes de uma banda de música e participantes de um tradicional bloco carnavalesco que desfilava pelas ruas da capital.

    A ocorrência resultou na morte de 19 pessoas e deixou outras 12 gravemente feridas, sendo considerada uma das maiores tragédias já registradas no estado. Após o ocorrido, o motorista fugiu e permaneceu foragido por mais de quatro décadas.

    As diligências para localização do condenado tiveram início a partir da única fotografia disponível dele, registrada no ano do crime. Durante as investigações, os policiais identificaram que o pai do foragido havia falecido em Tangará da Serra (MT), em 2021, informação que contribuiu para o intercâmbio de dados entre as forças policiais dos dois estados. Durante Investigação Documental, foi constatado que, no ano de 1995, o investigado chegou a emitir um documento de identidade utilizando seus dados verdadeiros e originais no estado de Mato Grosso. Posteriormente, no ano de 1996, um indivíduo faleceu em Natal (RN), e o condenado passou a utilizar os dados dessa pessoa falecida.

    O momento exato em que ele começou a fazer uso dessa identidade falsa ainda não foi precisado, e o fato ainda será investigado pela Polícia Civil. No entanto, as investigações afirmam com segurança que, no ano de 2021, ele utilizou o RG vinculado à pessoa falecida em 1996 para renovar sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e continuar exercendo atividades profissionais como motorista.

    A verdadeira identidade foi confirmada por meio do cruzamento de informações cadastrais, análises documentais e procedimentos de comparação facial realizados pelas equipes de investigação.

    Após a confirmação da identificação, a equipe de policiais foi inicialmente ao local de trabalho do condenado, mas ele não estava presente. Posteriormente, em ato contínuo, os policiais se dirigiram à residência dele. No local, ele apresentou inicialmente o seu nome falso, mas, depois que a equipe demonstrou que já sabia a sua real identidade, ele acabou confessando e dizendo seu nome verdadeiro.

    O homem foi conduzido à unidade policial para os procedimentos cabíveis e, posteriormente, encaminhado ao sistema prisional para o cumprimento da pena definitiva de 21 anos de reclusão, em regime fechado.

    A ação reforça o compromisso da Polícia Civil do Rio Grande do Norte com a responsabilização criminal, a preservação da memória das vítimas e a busca permanente pela Justiça, independentemente do tempo decorrido desde a prática do crime.

    A Polícia Civil solicita que informações que possam contribuir com investigações em andamento sejam repassadas, de forma anônima e segura, por meio do Disque Denúncia 181.

  • BASTIDORES: Após mais de três anos, Flávia Roberta deve deixar o comando da Saúde de São Paulo do Potengi

    Após comandar a Secretaria Municipal de Saúde desde 2023, Flávia Roberta poderá estar de saída da pasta. Informações obtidas pelo Blog apontam que a mudança já vem sendo discutida nos bastidores da gestão municipal e que a definição pode acontecer em breve.

    Segundo fontes ouvidas pela reportagem, a possibilidade de deixar o cargo não é novidade. Há bastante tempo, Flávia já demonstrava o desejo de encerrar seu ciclo à frente da Secretaria, chegando, inclusive, a colocar o cargo à disposição. No entanto, em outras ocasiões, a gestão optou por mantê-la na função.

    Agora, o cenário parece ter mudado. Nos bastidores, a sucessão já começou a ser debatida e um dos nomes que ganha força é o de um assessor que atualmente presta consultoria à Secretaria de Saúde.

    As informações também indicam que Flávia assuma uma função na Liga Contra o Câncer, iniciando uma nova etapa em sua trajetória profissional.

    Até o momento, a Prefeitura de São Paulo do Potengi não confirmou oficialmente a mudança. O Blog segue acompanhando as movimentações e trará novas informações assim que houver uma definição oficial.

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