Artigo Ney Lopes: “Análise de risco: “terrorismo” volta ao poder”

Ney Lopes – jornalista, ex-deputado federal, professor de direito constitucional da UFRN e advogado

Não é apenas a preocupante crise política brasileira, que cresce dia a dia, com gravíssimos riscos iminentes.

Nos últimos dias, o mundo assiste perplexo, após 20 anos, o retorno ao poder do terrível grupo terroristas e fundamentalista Talibãs, ao comando do governo do Afeganistão.

A permissão foi do atual presidente Joe Biden, que vem sendo acusado por áreas de política internacional.

Vale lembrar, a própria opinião pública americana era largamente a favor da saída dos USA do Afeganistão.

Em julho, uma sondagem mostrava 70% de apoio à retirada dessas tropas.

Ainda candidato em 2019, Joe Biden lembrava aos americanos, que se vencesse as eleições seria o primeiro presidente dos EUA desde Dwight Eisenhower, nos anos 50, a ter tido um filho que servira num cenário de guerra.

O filho era Beau Biden, que serviu no Iraque, onde recebeu a Estrela de Bronze por bravura.

Beau morreu em 2015, o que sempre reforçou a sua disposição em retirar as tropas americanas do Afeganistão.

Idêntica posição, ele manteve desde os tempos de vice-presidente de Barack Obama, mesmo se em 2001, como senador, votar a favor da invasão do país para derrubar o regime dos talibãs, na sequência do atentado de 11 de setembro.

A ideia de sair do Afeganistão não era uma obsessão só de Biden.

Já Obama prometera retirar do país que Bush filho mandara invadir com apoio unânime da comunidade internacional e Donald Trump, denunciando a “guerra sem fim”.

Ambos traçaram maio deste ano, como data da retirada, inclusive da OTAN, exatamente o dia 1 de maio.

Vinte anos depois de terem sido corridos do Afeganistão, os talibãs regressam ao poder e já existem certas previsões, de que o país poderá voltar a discriminar as mulheres, tal como aconteceu entre 1996 e 2001 quando os fundamentalistas religiosos dominaram o país.

Sem saída para o oceano e caracterizado por regiões montanhosas, o Afeganistão é um país historicamente importante nas rotas comerciais e disputas políticas da Ásia.

Os homens eram obrigados a deixar a barba crescer e as mulheres a usar a burca, uma vestimenta que cobre o corpo todo.

O Talibã proibiu a televisão, a música e o cinema, e não permitia que meninas de 10 anos ou mais frequentassem a escola.

Eles foram acusados ​​de vários abusos contra os direitos humanos e culturais.

Um exemplo foi em 2001, quando o Talibã destruiu as famosas estátuas do Buda Bamiyan no centro do país, gerando indignação internacional.

Outro ataque do Talibã, conhecido e condenado internacionalmente, foi em outubro de 2012, quando a estudante Malala Yousafzai foi baleada a caminho de casa, na cidade de Mingora.

Mas, agora, a partir do último domingo os Talibãs voltaram a dominar o país, depois da retirada das tropas americanas.

Felizmente, nas últimas horas têm surgido informações de otimismo, em relação ao novo tratamento dos rebeldes ao sexo feminino.

As mulheres não terão de estar cobertas da cabeça aos pés; sem permissão para trabalhar, exceto em circunstâncias muito limitadas; proibidas de frequentar escolas.

Poderão usar autocarros especiais e utilizar táxi, além de poderem estar com homens na rua que não sejam da sua família.

Dessa forma, as mulheres têm razões de otimismo, de que não perder os seus direitos e liberdades, nem receios de represálias, se não cumprirem as regras.

O comando Talibã prometeu que respeitará os direitos das mulheres, que podem trabalhar e estudar se quiserem, mas desde que o façam “dentro da lei islâmica”.

“Não queremos inimigos dentro ou fora do país. Nossas mulheres são muçulmanas e ficarão felizes em seguir as regras da sharia”, disse ele.

Ele também garantiu que não haverá retaliação contra soldados afegãos ou membros do Governo. “Ninguém vai te machucar, ninguém vai bater em suas portas”, acrescentou.

Do ponto de vista econômico, estima-se que o grupo Talibã arrecade até US$ 1,5 bilhão, por ano.

Parte desse dinheiro vem do tráfico de drogas.

O Afeganistão é o maior produtor de ópio do mundo e o Talibã domina a maioria das áreas onde estão as plantações de heroína.

O país abriga reservas de matérias-primas como cobre, ferro, mercúrio, cobalto e lítio, úteis para a indústria da alta tecnologia.

Mas, quase nenhuma mina é explorada devido à insegurança e falta de investimento.

A retirada dos Estados Unidos abre caminho para que países como China, Rússia e Irã explorem o mercado e os seus recursos, agora governado pelo Talibã.

O diálogo comercial já começou.

O Afeganistão tem um tesouro ainda inexplorado, que chama a atenção da China, que é o cobre.

A China tem um grande interesse no setor de minérios do Afeganistão, que vale muitos bilhões de dólares.

Com isso, poderão influenciar na Ásia Central.

A correta decisão de Biden

Na última segunda, 16, Biden cumpriu o que prometera juntamente com Obama e Trump e se afastou do Afeganistão.

O Presidente agiu corretamente,

À primeira vista pareceu abandono de antigos parceiros.

Mas, não foi, assim.

Agora, ele chegando à Casa Branca Biden, manteve-se coerente.

A tomada da cidade de Cabul concluiu a mais longa guerra americana, que deixa uma “fatura” de mais de 2,26 biliões de dólares (perto de 1,92 biliões de euros) ao país.

Biden recentemente, antes de decidir-se, cientificou previamente o governo do Afeganistão para que assumisse a defesa da nação.

Numa época de gastos astronômicos com a pandemia, o desembolso financeiro dos Estados Unidos, ao longo dos anos, supera em muito o chamado Plano Marshall, através do qual os EUA deram uma nova vida à Europa, após a Segunda Guerra Mundial.

O que Biden não esperou foi a facilidade com que o goverbpo Afeganistão abriu as portas do país, sem qualquer tipo de resistência ao inimigo,

O presidente Ashraf Ghani fugiu, levando bilhões de euros, facilitado pela inércia do exército afegão.

Não tinha sido isso o combinado com o presidente americano.

Biden alega, que os EUA já haviam feito a sua parte treinando soldados afegãos, garantindo armas e financiamento para o regime civil, treinando e equipando quase 300 mil membros ativos da Força Nacional de Segurança Afegã, e muitos outros que não estão mais na ativa.

“Já tivemos gastos e mortes demais”.

Por fim justificou Biden:

“Os líderes do país fugiram. Isso comprovou que não devemos estar lá. Não devemos lutar e morrer em uma guerra que os afegãos não querem lutar”.

Concluiu: “Demos a eles todas as chances que podíamos, mas não podíamos dar a vontade de lutar”.

O presidente americano agiu dentro do pensamento do sábio Rabino Hilel, o Ancião, que viveu de 60 a.C à 10 d.C., grande estudioso e pensador:

“Se não eu por mim, quem por mim? Se eu for só por mim, quem sou eu? Se não for agora, quando? ”

A indagação que surge é obre o que virá depois?

De agora por diante, os Talibãs irão montar uma forte república terrorista global, ou

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  • Governo prevê aumento de etanol na gasolina de 30% para até 32%

    O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou, nesta terça-feira (9), que submeterá ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) uma proposta para elevar a mistura de etanol anidro na gasolina dos atuais 30% (E30) para até 32% (E32). A medida atende a uma demanda do setor de biocombustíveis e deve ser avaliada nos próximos 15 dias.

    A declaração ocorreu após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, outros ministros de Estado e líderes de associações e empresários do setor, no Palácio do Planalto.

    “Sabemos que podemos ir até E35, mas os estudos técnicos necessários para se avançar na mistura nos permitem ir até o E32. Foi uma reivindicação trazida hoje pelo setor”, disse Silveira.

    De acordo com o ministro, a iniciativa faz parte da agenda de descarbonização e fortalecimento da segurança energética do país, impulsionada pela Lei Combustível do Futuro, que incentiva a produção e uso de combustíveis sustentáveis. Ele destacou que o aumento da mistura reduzirá a dependência externa do país, estimando uma economia de 450 milhões de litros de gasolina importada.

    “É segurança energética, é modicidade no preço do combustível, é descarbonização, é desenvolvimento nacional, é mais plantio, é mais emprego, é mais renda. São políticas públicas focadas no desenvolvimento do país”, afirmou Silveira, reforçando que a medida ainda minimiza as oscilações de preço dos combustíveis causadas por conflitos internacionais.

    Representantes da indústria de biocombustíveis que participaram do encontro classificaram a reunião como muito produtiva e reforçaram o papel do etanol na segurança energética do país e na redução de preços ao consumidor.

    “Hoje, o litro do etanol custa em média R$ 2,40 menos do que o litro da gasolina. Ou seja, um aumento da mistura de 2% vai trazer uma redução equivalente a essa para o consumidor”, explicou o presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), Evandro Gussi.

    Ele acrescentou que, nos últimos três meses, desde o início do conflito no Irã, a diferença de preço entre etanol e gasolina gerou uma economia de cerca de R$ 2 bilhões aos consumidores brasileiros e evitou o gasto de R$ 8 bilhões do país com importações de gasolina.

    Sobre os debates em torno do comportamento dos motores com a nova composição do combustível, Gussi garante a viabilidade técnica da mudança e destacou que a mistura de 32% já foi testada com sucesso quando houve o aumento para 30%, em junho do ano passado.

    Ainda, sobre a permanente demanda por etanol anidro no país e os impactos na produção agrícola, o presidente da Bioenergia Brasil, Mário Campos, afirmou que as políticas públicas estruturadas nos últimos anos impulsionaram o setor. Para este ano, ele projeta um acréscimo de mais de 4 bilhões de litros de etanol na produção.

    “Então, é uma oportunidade para o Brasil, para descarbonizar ainda mais a nossa matriz de transporte, e para o consumidor brasileiro é um excelente momento de, realmente, utilizar a tecnologia que ele tem no veículo e optar por etanol, que está mais barato do que a gasolina em diversas regiões”, disse Campos.

    Fonte: Agência Brasil

  • Audiência cobra fim da proibição de CNH a pessoas que não sabem ler

    A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte realizou, na tarde desta terça-feira (9), uma audiência pública para discutir a desburocratização do processo de emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para pessoas semianalfabetas ou com baixo nível de letramento. A iniciativa foi do deputado estadual Nelter Queiroz (PP) e reuniu representantes do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/RN), trabalhadores rurais, entidades da sociedade civil e demais segmentos interessados no tema. Os participantes cobraram uma atualização das normas federais.

    O debate teve como foco as dificuldades enfrentadas por homens e mulheres do campo e cidadãos de menor escolaridade para obter a habilitação, especialmente em municípios do interior, onde o veículo automotor é frequentemente utilizado como instrumento de trabalho, deslocamento e sustento familiar.

    Ao abrir a audiência, o deputado Nelter Queiroz destacou a importância de promover inclusão social e garantir que pessoas com pouca escolaridade tenham acesso ao direito de dirigir dentro da legalidade.

    “Essas pessoas estão perdendo oportunidades de trabalhar ou andando na clandestinidade, com medo. Esse povo não tem mais tempo de estudar. Tem que trabalhar. Esse povo que lê pouco é mais responsável do que doutores que sabem ler. Minha defesa será eternamente em defesa dessas pessoas excluídas que querem tirar sua habilitação”, disse Nelter Queiroz.

    Segundo o parlamentar, milhares de norte-rio-grandenses acabam excluídos do processo de habilitação em razão das barreiras educacionais e burocráticas atualmente existentes, apesar de dependerem diariamente da condução de veículos para exercer suas atividades profissionais.

    “Eu não sei ler em inglês, mas se vou para os Estados Unidos eu posso dirigir com a minha habilitação do Brasil. O que prova que é possível, sim, dirigir dessa maneira, reconhecendo os sinais que são universais. Temos que parar com essa humilhação. As leis não precisam ser tão rígidas”, argumentou o deputado.

    Durante a audiência, representantes da população relataram as dificuldades enfrentadas por trabalhadores rurais e moradores de comunidades mais afastadas para cumprir todas as etapas exigidas para obtenção da CNH, defendendo alternativas que garantam inclusão sem comprometer a segurança no trânsito.

    O agricultor Adeilton Medeiros, conhecido como Galeguinho de Góes, expôs as dificuldades que a população vem enfrentando. Para ele, a proposta da “CNH Matuta” seria uma forma de colaborar para que essas pessoas não fossem excluídas e conseguissem trabalhar de maneira legal, já que muitos utilizam carros para levar mercadorias do campo para a cidade, e também há os que perdem oportunidades de emprego devido à exigência de habilitação.

    “Sei que se o deputado Nelter fosse da bancada federal ele iria lutar para dar andamento a essa proposta. E se chamam ele de doido por encampar essa discussão, eu digo que é melhor ser doido lutando contra essa humilhação do que se fazer de doido e não colaborar”, disse Galeguinho de Góes.

    A proposta discutida no encontro busca avaliar mecanismos que possam tornar o processo mais acessível para cidadãos com baixo nível de escolaridade, tema que ficou conhecido popularmente como “CNH Matuta”. A iniciativa já havia sido debatida em âmbito federal em anos anteriores, mas volta agora à pauta para discussão no contexto estadual.

    Representantes do Detran/RN participaram do debate e apresentaram o posicionamento do órgão sobre a viabilidade de eventuais mudanças, além dos desafios relacionados à legislação de trânsito e à segurança viária.

    “Existe a necessidade de colaborarmos e facilitar a vida dessas pessoas. É uma realidade que devemos mudar e esperamos que a iniciativa do deputado Nelter chegue ao Congresso e facilite a vida das pessoas que precisam. É uma porta de emprego para os jovens. Há oportunidades e as empresas precisam que essas pessoas estejam habilitadas. O Detran abraça o CNH Matuto e estaremos sempre abertos para construir esse próximo passo”, disse o coordenador do Detran Seridoense, Rodrigo Fernandes.

    Ao final da audiência, os participantes defenderam a continuidade das discussões e a construção de propostas que conciliem inclusão social, cidadania e segurança no trânsito, levando em consideração a realidade de milhares de trabalhadores e moradores das áreas rurais do Rio Grande do Norte. O representante da população, Galeguinho de Góes, sugeriu, entre outras coisas, que fosse sugerida uma nova legislação, com uma habilitação especial para esse público, sem a obrigatoriedade de saber lei para a emissão e em que a prova escrita fosse substituída pela prova oral.

    “O que depender do nosso mandato, estaremos abertos para colaborar, assim como colaboramos na questão das motocicletas que estavam atrasadas, na isenção de IPVA para carros com mais de 10 anos e em outras pautas ligadas à população mais carente. Contem comigo”, garantiu Nelter Queiroz.

  • FEMURN manifesta apoio aos municípios potiguares diante dos desafios na adequação às novas regras de transparência das emendas parlamentares

    A Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (FEMURN) divulgou neste último sábado (06) uma nota de apoio institucional aos municípios potiguares que vêm enfrentando dificuldades operacionais na implementação das novas exigências de transparência e rastreabilidade relacionadas às emendas parlamentares.

    No documento, a entidade manifesta solidariedade ao município de Caicó e às demais prefeituras do Estado que estão passando por um período de adaptação às mudanças decorrentes das decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 854, bem como das regulamentações estabelecidas pelos órgãos de controle.

    A FEMURN ressalta que reconhece e apoia integralmente os avanços relacionados à transparência, publicidade e rastreabilidade dos recursos públicos, mas destaca que muitos municípios, especialmente os de pequeno porte, ainda enfrentam desafios técnicos, operacionais e tecnológicos para cumprir integralmente as novas determinações.

    Segundo a Federação, a realidade prática demonstra que diversas prefeituras ainda estão adequando sistemas de gestão, portais da transparência, fluxos administrativos e mecanismos de prestação de contas, além da integração com plataformas exigidas pelos órgãos de controle.

    A entidade reforça que a situação não representa resistência ao cumprimento das normas, mas sim um período de transição institucional que demanda orientação, uniformização de procedimentos e cooperação entre os entes públicos e os órgãos fiscalizadores.

    Como encaminhamento, a FEMURN informou que buscará diálogo institucional junto ao Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE-RN), com o objetivo de apresentar as dificuldades enfrentadas pelos municípios, discutir medidas de orientação e construir soluções que possibilitem o cumprimento efetivo das novas exigências legais.

    Ao final, a Federação reafirma seu compromisso com a transparência pública, a correta aplicação dos recursos oriundos de emendas parlamentares e a defesa dos interesses municipalistas.

  • Portaria atualiza regras para acompanhamento das condicionalidades de saúde do Bolsa Família

    Valor mínimo para cada família é R$ 400 Foto: Reprodução

    A publicação da Portaria Interministerial MDS/MS nº 38/2026, no Diário Oficial da União (DOU), trouxe novas diretrizes, critérios e procedimentos para o acompanhamento das condicionalidades de saúde do Programa Bolsa Família (PBF). A medida reforça a responsabilidade compartilhada entre União, Estados, Distrito Federal e Municípios no monitoramento das famílias beneficiárias e destaca a importância da integração entre as áreas de saúde e assistência social.

    A Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (FEMURN) chama a atenção dos gestores municipais para as mudanças estabelecidas pela normativa, uma vez que as informações coletadas e registradas impactam diretamente no repasse de recursos federais destinados à operacionalização da gestão do Cadastro Único e do Programa Bolsa Família.

    O acompanhamento das condicionalidades de saúde é fundamental para garantir a permanência das famílias no programa. A ausência ou inconsistência das informações pode gerar repercussões para os beneficiários, incluindo a suspensão ou até mesmo o cancelamento do benefício.

    Pela nova portaria, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) ficará responsável pela disponibilização da base de dados dos beneficiários, consolidação dos resultados do acompanhamento, gestão das repercussões decorrentes do descumprimento das condicionalidades e apoio à capacitação dos gestores e profissionais envolvidos na execução do programa.

    Já o Ministério da Saúde assume papel central na coordenação técnica e operacional do acompanhamento, incluindo a gestão do Sistema do Programa Bolsa Família na Saúde, a elaboração de orientações técnicas, a capacitação das equipes de saúde e a divulgação periódica dos resultados do monitoramento.

    Responsabilidades dos Municípios

    Os Municípios são responsáveis pela organização e execução das ações de acompanhamento das condicionalidades de saúde. Entre as atribuições das gestões municipais estão a garantia da oferta dos serviços de Atenção Primária à Saúde, o registro semestral das informações dos beneficiários e a realização de ações de mobilização junto às famílias atendidas pelo programa.

    Além disso, as administrações municipais deverão fortalecer a articulação entre as áreas de saúde e assistência social, especialmente nos casos em que forem identificadas situações de vulnerabilidade social, insegurança alimentar ou dificuldades de acesso aos serviços públicos.

    A Confederação Nacional de Municípios (CNM) alerta que todas as informações registradas nos sistemas de saúde são integradas ao Sistema de Condicionalidades (Sicon), vinculado ao Sistema de Gestão do Programa Bolsa Família (SIGPBF). Por isso, é fundamental que os gestores municipais observem a qualidade, a consistência dos dados e o cumprimento dos prazos estabelecidos para os registros.

    Defasagem no financiamento preocupa Municípios

    A CNM também destaca que os Municípios continuam enfrentando dificuldades para custear as ações relacionadas à gestão do Cadastro Único e do Programa Bolsa Família. Atualmente, o governo federal repassa R$ 3,35 por cadastro por meio do Índice de Gestão Descentralizada (IGD-PBF), valor considerado insuficiente para cobrir os custos operacionais do programa.

    Segundo a entidade, considerando a correção inflacionária, o valor adequado para o índice deveria ser de R$ 7,39 por cadastro, evidenciando uma defasagem significativa no financiamento das atividades executadas pelas administrações municipais.

    Apoio técnico dos Estados

    A Portaria também reforça o papel das Secretarias Estaduais de Saúde, que deverão atuar como instâncias de apoio técnico e institucional aos Municípios. Entre as atribuições estão a promoção de capacitações, a oferta de orientações operacionais e o monitoramento dos dados registrados pelos entes municipais.

    Os Estados também serão responsáveis pela divulgação periódica de informações consolidadas sobre o acompanhamento das famílias beneficiárias, contribuindo para a identificação de territórios e grupos populacionais em situação de maior vulnerabilidade social.

    A FEMURN orienta os gestores municipais a conhecerem detalhadamente as novas regras e a fortalecerem os processos de acompanhamento das condicionalidades de saúde, garantindo a correta execução do Programa Bolsa Família e a manutenção dos recursos destinados às políticas de assistência social e inclusão das famílias beneficiárias.

  • Forças de segurança fazem balanço positivo do primeiro fim de semana de MCJ 2026

    Foto: Walmir Alves (Secom/PMM)

    Na manhã desta terça-feira (9), representantes das forças de segurança realizaram uma reunião para avaliação do primeiro fim de semana do “Mossoró Cidade Junina” (MCJ) 2026. No encontro, realizado no Teatro Municipal Dix-huit Rosado, os agentes de segurança destacaram a tranquilidade do evento.

    Durante a reunião, as instituições públicas avaliaram os principais pontos referentes à segurança do “Pingo da Mei Dia”, Arena das Quadrilhas Deodete Dias e Arraiá do Povo Poeta Zé Lima.

    “Uma reunião importante de alinhamento destacando principais pontos do evento no fim de semana, mantendo os pontos positivos e avaliando alguns ajustes a serem feitos. Um momento para projetar ações futuras também, buscando ouvir os representantes de todas as instituições já com encaminhamentos para os próximos dias. Esperamos que o evento siga com muita paz e tranquilidade para que as pessoas se sintam seguras”, Coronel Walmary Costa, secretário da SESDEM.

    As autoridades enalteceram a edição 2026 do “Pingo da Mei Dia” como a mais segura da história do MCJ. “Nosso balanço, enquanto Polícia Civil, aponta cerca de 50% de redução de ocorrências, em relação a furtos de celulares. Acreditamos que o ‘Pingo’ foi o mais seguro dos últimos anos”, evidenciou Rafael Arraes, delegado de Polícia Civil do Rio Grande do Norte.

    No “Pingo da Mei Dia” deste ano, realizado no último sábado (6), 1.500 agentes de segurança atuaram no evento. “Nós iniciamos o ‘Mossoró Cidade Junina’ com o ‘Pingo da Mei Dia’, maior bloco junino do mundo, e estamos muito felizes com os resultados que alcançamos. Nós tivemos redução de ocorrências, conseguimos ver no rosto das pessoas a alegria, a felicidade. Seguimos no dia posterior para o ‘Arraiá do Povo’ que também registrou sucesso, com público elevado. Isso mostra que o nosso planejamento e trabalho vem sendo bem realizado”, explicou Gabriela Granjeiro, comandante da Guarda Civil Municipal.

  • SÃO PAULO DO POTENGI: Prefeito Pacelli, até quando a população vai conviver com animais soltos nas ruas?

    A grande quantidade de cães e gatos circulando pelas ruas de São Paulo do Potengi voltou a gerar reclamações entre moradores. O assunto não é novo, já foi debatido diversas vezes pela população e por este veículo de comunicação.

    Nesta semana, sendo mais específico, hoje – um morador relatou em um grupo de WhatsApp que um cachorro teria avançado contra uma senhora durante a manhã. O episódio reacendeu o alerta sobre uma situação que vem preocupando quem precisa caminhar diariamente pelas ruas da cidade.

    O problema vai além do incômodo. Moradores relatam medo de ataques, acidentes e preocupações relacionadas à saúde pública. Ao mesmo tempo, os próprios animais também acabam sendo vítimas do abandono e da falta de políticas públicas permanentes voltadas para o controle populacional e proteção animal.

    A pergunta que muitos fazem é simples: até quando essa situação continuará sem uma solução efetiva?

    São Paulo do Potengi precisa de medidas concretas. A população cobra providências, enquanto os relatos continuam surgindo quase diariamente.

    E, enquanto uma solução definitiva não aparece, quem circula pelas ruas segue convivendo com um problema que já passou da hora de ser enfrentado.

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