Ciro Nogueira responde a cinco processos criminais

Terceira aposta do presidente Jair Bolsonaro para a Casa Civil, o senador Ciro Nogueira (Progressistas-PI) figura como alvo de duas denúncias criminais e três inquéritos que apuram suspeitas de suborno e distribuição de propinas. O histórico judicial do parlamentar tem paralelo com o perfil que Bolsonaro prometia expurgar ao ser eleito, em 2018, sob a promessa de acabar com a velha política e de romper com fiadores do PT. Nogueira é o presidente do partido que se sagrou como o mais implicado na Operação Lava Jato e ascendeu política e financeiramente durante os governos de Lula e Dilma Rousseff.

Desde que o presidente aprofundou sua ligação com o Centrão para se livrar de pedidos de impeachment e ter governabilidade, o passado de Nogueira foi considerado um mero detalhe pelo Palácio do Planalto. Com a fluidez política que lhe é característica, Nogueira foi de lulista a integrante do primeiro escalão de Bolsonaro e hoje vai se encontrar com ele, para acertar detalhes da posse.

Para evitar a completa contradição, o presidente desconversa dizendo que poderá abandonar Nogueira em caso de condenação. “Se (Ciro) for julgado e condenado, afasto do meu governo”, disse Bolsonaro, ontem.

Na esfera criminal há duas denúncias apresentadas pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o senador, em casos ligados à Lava Jato, ainda pendentes de julgamento. A acusação mais recente é de 10 de fevereiro do ano passado. Nogueira teria recebido R$ 7,3 milhões da Odebrecht para patrocinar interesses políticos da empreiteira, o que a defesa nega. A peça é assinada pela subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo. Designada pelo Procurador-geral Augusto Aras para conduzir os casos da Lava Jato, Lindôra é considerada próxima do bolsonarismo.

Segundo o MPF, Nogueira chefiava uma organização criminosa instalada no Progressistas. No segundo semestre de 2014, por exemplo, teria pedido R$ 1,3 milhão à Odebrecht. O pagamento foi feito em duas parcelas e registrado no sistema de contabilidade paralelo da empresa sob o codinome de Ciro, que era Cerrado.

A outra denúncia é de junho de 2018, assinada pela então PGR Raquel Dodge. Neste caso, Ciro Nogueira é acusado, junto com outros membros do partido, de tentar subornar uma testemunha para que ela alterasse o depoimento prestado à Polícia Federal no caso conhecido como “quadrilhão do PP”. A testemunha, um ex-motorista, teria “observado a prática de diversos crimes” por parte do senador, segundo o MPF.

Esta denúncia está sendo analisada pela Segunda Turma do STF. São dois votos para tornar Ciro Nogueira réu, dos ministros Edson Fachin e Cármen Lúcia. O julgamento está suspenso desde 2018, quando o ministro Gilmar Mendes pediu vista. O ministro devolveu o processo, mas não há data para que o julgamento seja retomado

Além destas denúncias, a Lava Jato também resultou em três inquéritos contra Nogueira no STF, ainda sem denúncia apresentada. O mais antigo diz respeito a suspeitas de propina que teriam sido pagas a ele pelo Grupo J&F, detentor do frigorífico JBS, em 2014 e em 2016. As outras duas investigações são sigilosas e foram reveladas neste domingo pelo jornal O Globo. Uma delas diz respeito a suposto pagamento de propina de R$ 1 milhão da empreiteira OAS, em troca de apoio a uma medida provisória no Senado; a outra versa sobre a possível uma influência na Caixa para liberar um financiamento à construtora Engevix. O senador nega todas as acusações.

Patrimônio

Desde que foi eleito pela primeira vez para a Câmara, em 1994, ele nunca deixou de ter cargos eletivos em Brasília. O período também marcou o seu crescimento patrimonial. Ao fim do primeiro mandato como deputado, em 1998, Nogueira acumulava R$ 746,9 mil em bens. Em valores correntes, o montante representa um patrimônio de R$ 2,9 milhões. Segundo dados registrados no TSE, eram dois automóveis, metade de um apartamento, uma casa em construção, um terreno e parte de uma empresa.

Na disputa de 2018, quando foi reeleito para o Senado, Nogueira declarou à Justiça Eleitoral ter R$ 23,3 milhões em bens. A quantia corresponde a R$ 26,4 milhões em valores atuais. A maior fatia (R$ 18 milhões) vem da sua participação na CN Motors, concessionária de motocicletas com filiais no Piauí e no Maranhão. Além de senador, Nogueira e familiares atuam no ramo automotivo e imobiliário. Em Teresina, são conhecidos por serem proprietários de diversos imóveis. Em nota, a assessoria do senador destacou que o patrimônio dele é “rigorosamente auditado pelo TCU” e, além de o senador possuir empresas, herdou bens do pai, “todos devidamente declarados”.

O Estado de São Paulo

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    A deputada Divaneide Basílio (PT), que na Casa preside a Frente Parlamentar da Mulher, agradeceu os apoios e articulações em torno do projeto. Divaneide destacou o governo pela iniciativa e ressaltou o empenho e articulação do presidente da Casa, deputado Ezequiel Ferreira, além da secretária estadual Júlia Arruda, da secretaria das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos (SEMJIDH), bem como as colegas deputadas da própria Frente Parlamentar da Mulher e à Procuradoria Especial da Mulher da ALRN.

    “Com essa articulação o projeto tramitou o mais depressa possível não somente porque o ‘caso Zaira’ (Zaira Cruz, morta pelo policial militar Pedro Inácio Araújo) tomou grande proporção, mas para que ninguém mais que tenha cometido feminicídio receba promoção”, afirmou a deputada.

    A matéria foi considerada pelos parlamentares um avanço simbólico e institucional no combate à violência contra a mulher. O projeto soma-se a outras iniciativas debatidas e aprovadas pela Assembleia Legislativa nos últimos anos, como campanhas permanentes de conscientização, fortalecimento da rede de proteção às mulheres vítimas de violência, criação de datas de mobilização e ampliação de políticas públicas voltadas à prevenção do feminicídio no RN.

    Também de iniciativa do Executivo estadual, os parlamentares aprovaram o projeto que dispõe sobre o sistema de promoção por merecimento no âmbito da Polícia Civil do Rio Grande do Norte, alterando a Lei Complementar Estadual nº 270/2004.

    Na área da inclusão, foi aprovado o projeto do deputado Francisco do PT que institui a Política de Capacitação Profissional em Atendimento ao TEA e a pessoas com transtornos do neurodesenvolvimento no estado.

    Os deputados também aprovaram projetos de reconhecimento cultural e patrimonial, entre eles o que reconhece o “Brilha Natal” como patrimônio cultural imaterial; o Festival Literário da Pipa (Flipipa); a tradicional Festa de Caiçara do Norte; a obra musical de Roberto do Acordeon; além do reconhecimento do Coco de Roda como patrimônio cultural imaterial potiguar.

    Na pauta da saúde, foi aprovado projeto da deputada Eudiane Macedo (PV) que institui diretrizes para melhoria da saúde das pessoas com dor crônica e cria o Dia Estadual de Conscientização e Enfrentamento da Dor Crônica.

    Ainda durante a sessão, os parlamentares aprovaram matérias voltadas ao cooperativismo, turismo da maturidade, homenagens institucionais e reconhecimento de eventos culturais e econômicos do estado.

  • Flávio Bolsonaro visitou Vorcaro em casa após prisão

    O senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) visitou Daniel Vorcaro no fim de 2025, logo após a primeira prisão do dono do Banco Master pela Polícia Federal (PF).

    A visita, segundo apurou a coluna do jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles, aconteceu na residência do banqueiro em São Paulo, quando ele já havia deixado a prisão e foi autorizado a ir para casa com algumas restrições.

    A aliados, o próprio Flávio já admitiu a visita a Vorcaro. O senador alegou que visitou o banqueiro para informar que não faria mais negócios com ele após a prisão.

    Vorcaro foi preso pela primeira vez em novembro de 2025. Ele foi detido pela PF no Aeroporto de Guarulhos em São Paulo, quando tentava embarcar para o exterior.

    O banqueiro, entretanto, foi solto pouco tempo depois. Na ocasião, a decisão foi dada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), sediado em Brasília.

    Apesar da liberdade, o dono do Banco Master teve algumas restrições impostas. Entre elas, o uso da tornozeleira eletrônica e a apresentação periódica à Justiça.

    O banqueiro foi preso novamente em 4 de março de 2026. Desta vez, por ordem do ministro do STF André Mendonça, que alegou “risco concreto de interferência nas investigações”.

    Na ocasião, foi descoberto que Vorcaro mantinha uma espécie de milícia pessoal, com acesso a dados sigilosos da PF, comandada por Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”.

    Após a reportagem, Flávio confirmou a visita a Vorcaro em pronunciamento à imprensa feito após uma reunião com deputados e senadores do PL, na terça-feira (19/5), em Brasília. O senador, porém, não deu detalhes.

    As mensagens de Flávio a Vorcaro

    Na semana passada, o site Intercept Brasil já havia revelado áudios e mensagens enviados por Flávio a Vorcaro, nos quais o senador cobrava patrocínio a um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Uma dessas mensagens foi enviada por Flávio em 16 de novembro de 2025, um dia antes de Vorcaro ser preso pela primeira vez e dois dias antes da liquidação do Banco Master pelo Banco Central.

  • Sesap publica quinto lote de reenquadramento de servidores aposentados

    A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) publicou, no Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça-feira, 19 de maio, a Portaria-SEI nº 522, de 5 de março de 2026 (DOE nº 16.154), que dispõe sobre o quinto lote de reenquadramento de servidores aposentados, em conformidade com as diretrizes estabelecidas no Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR).

    O quinto lote contempla 1.128 (mil cento e vinte e oito) vínculos de servidores aposentados, com efeitos financeiros retroativos ao mês de maio de 2025.

    O reenquadramento decorre da Lei Complementar Estadual nº 778, sancionada em 3 de janeiro de 2025, que promoveu importantes atualizações no PCCR da Sesap, assegurando avanços remuneratórios, especialmente para os servidores com mais de 30 anos de efetivo serviço prestado ao Estado do Rio Grande do Norte.

  • Chuvas fortalecem reservas hídricas do RN e elevam número de açudes sangrando

    O Governo do Estado do Rio Grande do Norte, por meio do Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte (IGARN), monitora 69 mananciais responsáveis pela segurança hídrica dos municípios potiguares. O Relatório dos Volumes dos Reservatórios, divulgado nesta segunda-feira (18), aponta que 30 reservatórios apresentaram recarga após as últimas chuvas e outros três açudes atingiram 100% da capacidade total.

    O açude Flechas, localizado no município de José da Penha, registrou aumento de 33,98% no volume armazenado, atingindo sua capacidade máxima de 8.949.675 m³ e iniciando vertimento (sangria) neste domingo (17).

    Outro reservatório que alcançou 100% da capacidade foi o açude Rodeador, situado entre os municípios de Umarizal e Rafael Godeiro. O manancial começou a sangrar no último fim de semana após receber recarga de 20,92%. Sua capacidade total é de 21.403.849 m³.

    O açude Gangorra, em Rafael Fernandes, também atingiu a capacidade máxima e sangrou no último sábado. O reservatório possui capacidade para 10 milhões de metros cúbicos e registrou aumento de 18% no volume acumulado em relação ao relatório anterior.

    Além dos reservatórios que atingiram o volume máximo, outros açudes tiveram recargas expressivas. O açude Brejo, em Olho D’Água do Borges, apresentou aumento de 69,96% no volume acumulado. O reservatório passou de 813.297 m³ (12,61%) para 5.326.417 m³, o equivalente a 82,57% da sua capacidade total, que é de 6.450.554 m³.

    Já o açude Tourão, em Patu, acumula atualmente 4.976.636 m³, correspondentes a 62,32% da capacidade total de 7.985.249 m³. No relatório anterior, divulgado na última quarta-feira (13), o manancial estava com 1.264.428 m³, ou 15,83% da capacidade, representando uma recarga de 46,49%.

    Atualmente, 22 reservatórios monitorados pelo IGARN encontram-se com 100% da capacidade total. Além de Flechas, Rodeador e Gangorra, também estão sangrando os açudes Campo Grande, em São Paulo do Potengi; Marcelino Vieira; Riacho da Cruz; Encanto; Passagem, Sossego e Riachão, em Rodolfo Fernandes; Beldroega, em Paraú; Corredor, em Antônio Martins; Apanha Peixe, em Caraúbas; Currais, em Patu; Arapuá, em José da Penha; Tesoura, em Francisco Dantas; Inspetoria, em Umarizal; Dinamarca, em Serra Negra do Norte; além das lagoas do Jiqui, Pium, Extremoz e Boqueirão.

    O açude Morcego, em Campo Grande, também vem recebendo importantes recargas e já acumula 6.074.448 m³, o equivalente a 90,55% da sua capacidade total de 6.708.330 m³. No relatório anterior, o reservatório estava com 72,91% da capacidade.

    Entre os maiores reservatórios do estado, a barragem Armando Ribeiro Gonçalves acumula 1.062.880.271 m³, correspondentes a 44,79% da capacidade total de 2.373.066.000 m³. No relatório anterior, o volume era de 1.055.269.770 m³ (44,47%).

    A barragem de Oiticica, segundo maior reservatório do RN, acumula 548.975.674 m³, equivalentes a 73,92% da capacidade total de 742.632.840 m³. Na última quarta-feira, o volume registrado era de 539.245.779 m³ (72,61%).

    Já a barragem Santa Cruz do Apodi acumula 442.319.400 m³, o equivalente a 73,76% da capacidade total de 599.712.000 m³. No relatório anterior, o reservatório registrava 67,58% da capacidade.

    A barragem Umari, em Upanema, acumula atualmente 195.455.234 m³, correspondentes a 66,75% da capacidade total de 292.813.650 m³. No relatório anterior, o volume era de 184.242.576 m³ (62,92%).

    As reservas hídricas superficiais do Rio Grande do Norte acumulam atualmente 2.852.806.444 m³, o equivalente a 53,87% da capacidade total dos reservatórios monitorados, que é de 5.295.422.524 m³.

    Apesar das recargas registradas, dez reservatórios permanecem com volumes inferiores a 10% da capacidade total: Itans, em Caicó (0,74%); Passagem das Traíras, em São José do Seridó (0,14%); Esguicho, em Ouro Branco (8,05%); Dourado, em Currais Novos (4,40%); Jesus Maria José, em Tenente Ananias (1,59%); Zangarelhas, em Jardim do Seridó (5,65%); Alecrim, em Santana do Matos (4,09%); Totoró, em Currais Novos (2,27%); 25 de Março, em Pau dos Ferros (9,36%); e Mundo Novo, em Caicó (2,65%).

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