Anvisa deve decidir nesta sexta (15) se mantém suspensão de produtos da Ypê

A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve analisar nesta sexta-feira (13) o recurso apresentado pela Química Amparo, fabricante dos produtos da marca Ypê, contra a decisão da própria agência que suspendeu a fabricação e determinou o recolhimento de lotes de detergente lava-louças, sabão líquido para roupas e desinfetante.

A análise deve começar por volta das 9h30, na sede da Anvisa em Brasília.

⚖️ ENTENDA: A Diretoria Colegiada da Anvisa é a instância máxima de decisão da agência reguladora. Os diretores votam temas como registro de medicamentos, vacinas e normas sanitárias. As deliberações ocorrem em reuniões oficiais do órgão.

A medida contestada pela empresa é a Resolução 1.834/2026, publicada em 5 de maio, que atingiu todos os lotes desses três produtos com numeração final 1.

A decisão foi tomada a partir de uma avaliação técnica de risco sanitário conduzida pela Anvisa em articulação com o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, após inspeção conjunta com o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo e a Vigilância Sanitária de Amparo, no interior paulista, onde fica a unidade da Química Amparo.

Durante a inspeção, segundo a Anvisa, foram constatados descumprimentos relevantes em etapas críticas do processo produtivo, incluindo falhas nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle de qualidade.

 

Os problemas identificados comprometem o atendimento aos requisitos das chamadas Boas Práticas de Fabricação de saneantes e indicam risco à segurança sanitária dos produtos, com possibilidade de contaminação microbiológica — a presença indesejada de microrganismos que podem causar doenças, como a Pseudomonas aeruginosa, bactéria que foi identificada em mais de 100 lotes de produtos acabados da marca.

📝ENTENDA: As Boas Práticas de Fabricação (BPF) da Anvisa são um conjunto de normas, princípios e procedimentos técnicos obrigatórios que garantem a segurança, qualidade e eficácia de produtos como medicamentos, alimentos, cosméticos e saneantes.

Após a publicação da resolução, a empresa apresentou recurso administrativo com pedido de efeito suspensivo, o que paralisa as obrigações impostas pela Anvisa até que a Diretoria Colegiada delibere sobre o caso.

Em nota divulgada no dia 8 de maio, a agência informou que mantém a avaliação técnica de risco e orientou os consumidores a NÃO utilizarem os produtos atingidos pela medida, mesmo durante o período em que o recolhimento está suspenso.

A responsabilidade de orientar a população sobre troca, devolução ou ressarcimento, segundo a Anvisa, é da própria empresa, por meio do Serviço de Atendimento ao Consumidor, que vem apresentando problemas.

Imagens mostram inspeção sanitária realizada na fábrica da Ypê — Foto: Reprodução/TV Globo

Imagens mostram inspeção sanitária realizada na fábrica da Ypê — Foto: Reprodução/TV Globo

Entenda riscos

 

A determinação da Anvisa levantou uma série de dúvidas entre consumidores que usaram os produtos nos últimos meses.

As principais perguntas giram em torno do risco para a saúde, da necessidade de procurar um atendimento médico e do que fazer com utensílios domésticos que tiveram contato com os itens recolhidos, como a esponja da pia.

Mas para entender o tamanho do risco, é preciso conhecer primeiro a bactéria associada ao caso.

Pseudomonas aeruginosa foi identificada pela própria fabricante em lotes de lava-roupas em novembro de 2025. Ela é um microrganismo comum no ambiente, encontrado em água, solo e superfícies úmidas.

Contudo, para a maioria das pessoas, o risco é considerado BAIXO, segundo especialistas ouvidos pelo.

Em nota na segunda (11) a Ypê também afirmou que as imagens da inspeção sanitária realizada em sua fábrica de Amparo (SP) e divulgadas no último domingo (10) pelo Fantástico retratam locais que não têm contato com os produtos comercializados pela empresa.

A fabricante também sustentou que a inspeção da Anvisa “não encontrou contaminação” em seus itens.

A inspeção, realizada no fim de abril em conjunto com o Centro de Vigilância Sanitária (CVS) de São Paulo, identificou o que a Anvisa classificou como “descumprimentos relevantes em etapas críticas do processo produtivo”, incluindo falhas nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle de qualidade.

O relatório aponta sinais de corrosão em equipamentos usados na fabricação de detergentes e lava-roupas líquidos, problemas no estado de conservação do tanque de manipulação de produtos para lavar louças e o registro de restos de produtos armazenados e devolvidos às linhas de envase.

Segundo a Ypê, as áreas mostradas nas fotos integram um “plano robusto de melhorias” em curso na unidade.

Entenda mais abaixo.

Prédio da Anvisa em Brasília — Foto: Adriano Machado/Reuters

Prédio da Anvisa em Brasília — Foto: Adriano Machado/Reuters

Quem corre mais risco?

 

Segundo os especialistas, a maior preocupação é com pessoas que têm alguma condição que reduza as defesas do organismo ou facilite a entrada de microorganismos.

“Para a população em geral, é pouco provável [que o contato com a bactéria cause uma infecção]. O risco aumenta quando há alguma porta de entrada, como uma lesão de pele mais grave ou uma cicatriz cirúrgica”, afirma Alberto Chebabo, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia.

 

A infectologista Thaís Guimarães, presidente da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Instituto Central do Hospital das Clínicas da FMUSP, também afirma que o simples contato com a pele íntegra, na maior parte das vezes, NÃO costuma causar doença.

“O risco aumenta principalmente quando há contato com olhos, mucosas, feridas, queimaduras ou dermatites, ou em pessoas imunossuprimidas”, explica.

 

Entram nesse grupo os chamados pacientes imunossuprimidos, pessoas em tratamento contra câncer, transplantados, pacientes que usam medicamentos imunossupressores, pessoas com feridas, queimaduras, dermatites ou lesões de pele.

Bebês pequenos e idosos mais fragilizados também merecem atenção maior.

Chebabo explica que a bactéria pode causar diferentes tipos de infecção, mas o risco aumenta principalmente quando a pessoa já tem uma condição de saúde que a torna mais vulnerável.

“No caso das pessoas imunossuprimidas, isso realmente aumenta o risco de infecção, porque são pessoas muito mais frágeis”, afirma.

 

Segundo ele, a exposição tende a ocorrer mais por contato com a pele ou com objetos que tiveram contato com os produtos, como roupas, pratos, talheres e utensílios de cozinha.

O risco por inalação é considerado menos provável.

Produtos Ypê recolhidos de supermercado — Foto: Reprodução/EPTV

Produtos Ypê recolhidos de supermercado — Foto: Reprodução/EPTV

Quem usou o produto precisa procurar um médico?

 

De forma geral, NÃO.

Quem usou um produto do lote afetado, mas não apresentou sintomas, não precisa procurar atendimento médico apenas por causa do uso.

A orientação dos especialistas é interromper o uso do produto, seguir as instruções de recolhimento e observar se aparece algum sinal de irritação ou infecção.

“Quando a pessoa utiliza o produto, a princípio só tem que observar o aparecimento de sinais e sintomas que possam justificar um quadro infeccioso. Não precisa buscar o médico só porque usou o produto”, diz Chebabo.

Procure atendimento se houver:

  • Irritação importante na pele, vermelhidão persistente, dor, secreção ou lesões;
  • Coceira intensa, piora de dermatite ou sinais de infecção em feridas;
  • Irritação nos olhos, conjuntivite, dor, secreção ou alteração visual;
  • Febre ou mal-estar após contato com o produto;
  • Qualquer sinal de infecção em pessoas imunossuprimidas, transplantadas ou em tratamento contra câncer.

 

Em caso de contato com olhos, boca, feridas ou mucosas, a recomendação é lavar o local imediatamente com água abundante e observar se há ardência persistente, vermelhidão, secreção, dor, inchaço ou alteração visual.

Se os sintomas persistirem ou piorarem, a pessoa deve procurar avaliação médica.

Pseudomonas aeruginosa com pigmento fluorescente em luz UV — Foto: BiotechMichael/Divulgação

Pseudomonas aeruginosa com pigmento fluorescente em luz UV — Foto: BiotechMichael/Divulgação

E roupas, toalhas e itens de bebê?

 

Produtos como lava-roupas e detergentes levantaram outra dúvida: há risco maior quando o item foi usado em roupas íntimas, toalhas, roupas de cama ou peças de bebê?

Segundo Thaís Guimarães, esses itens merecem atenção porque ficam em contato mais próximo e prolongado com a pele e, em alguns casos, com mucosas.

Isso vale especialmente para bebês, pessoas com dermatite, feridas, imunossupressão ou pele mais sensível.

Ainda assim, para a maioria das pessoas saudáveis, o risco continua sendo considerado baixo quando não há sintomas ou fatores de risco importantes.

Na prática, especialistas recomendam atenção maior a roupas íntimas, toalhas e peças usadas por pessoas vulneráveis.

Caso haja dúvida, uma medida simples é lavar novamente essas peças com outro produto, especialmente se forem de bebês, idosos fragilizados ou pessoas imunossuprimidas.

Especialistas recomendam atenção maior a roupas íntimas, toalhas e peças usadas por pessoas vulneráveis.  — Foto: Divulgação

Especialistas recomendam atenção maior a roupas íntimas, toalhas e peças usadas por pessoas vulneráveis. — Foto: Divulgação

Precisa trocar a esponja da pia?

 

Outra pergunta frequente é se a pessoa que usou detergente de lote final 1 precisa trocar a esponja da pia.

Para Chebabo, o ideal é descartar a esponja se ela foi usada junto com um dos produtos recolhidos.

“É importante que haja troca da esponja se ela foi utilizada junto com um desses produtos, porque a bactéria pode ficar ali e se manter mesmo depois da troca do detergente”, afirma.

Segundo ele, a orientação mais segura é trocar o produto e usar uma esponja nova

Pano de prato, esponja e paninho de pia concentram fungos e bactérias se não forem higienizados; — Foto: Patrícia Teixeira/g1

Pano de prato, esponja e paninho de pia concentram fungos e bactérias se não forem higienizados; — Foto: Patrícia Teixeira/g1

O que diz a Ypê

 

Na última quinta, a Ypê manifestou “indignação com a decisão“, classificou a medida como “arbitrária e desproporcional” e recorreu da decisão.

Segundo a empresa, com a apresentação do recurso, a proibição de fabricar e comercializar produtos das categorias lava-louças, lava-louças concentrado, lava-roupas líquido e desinfetantes teve seus efeitos automaticamente suspensos até novo pronunciamento da Anvisa.

 

A fabricante diz que baseia esse entendimento no artigo 17 da RDC 266/2019 da própria agência.

“Ainda que a interposição do recurso tenha resultado na suspensão dos efeitos da medida anterior, a Ypê reforça que a segurança dos seus consumidores é — e sempre será — sua maior prioridade”, afirmou a empresa em nota.

 

O recurso da Ypê deverá ser julgado nos próximos dias pela Diretoria Colegiada da Anvisa.

O que é a bactéria encontrada em novembro

 

Pseudomonas aeruginosa é um microrganismo comum no ambiente. Está presente no ar, na água, no solo e pode ser encontrada inclusive na pele de pessoas saudáveis.

Ela é classificada na literatura médica como uma bactéria oportunista: raramente causa infecção em pessoas saudáveis, mas pode provocar ou agravar quadros infecciosos em pessoas com o sistema imunológico comprometido.

De acordo com o Manual MSD, referência em informações médicas, “essas bactérias são favorecidas por áreas úmidas, como lavatórios, sanitários, banheiras de hidromassagem e piscinas com cloro inadequado, e soluções antissépticas vencidas ou inativadas. Às vezes, essas bactérias estão presentes nas axilas e na área genital de pessoas saudáveis”.

As infecções por Pseudomonas aeruginosa variam de infecções externas pequenas a distúrbios sérios com risco de morte, segundo a MSD.

Fábrica da Ypê em Amparo (SP) — Foto: Ypê/Divulgação

Fábrica da Ypê em Amparo (SP) — Foto: Ypê/Divulgação

Quem são os imunossuprimidos

 

São pessoas cujo sistema de defesa do organismo está enfraquecido, seja por doenças ou por tratamentos. Entram nesse grupo, por exemplo:

  • Pacientes em tratamento contra o câncer (quimioterapia, radioterapia)
  • Pessoas transplantadas que usam imunossupressores
  • Pessoas com HIV/aids sem controle adequado
  • Pacientes em uso prolongado de corticoides ou outros imunossupressores
  • Pessoas com doenças autoimunes em tratamento

 

Nesses casos, microrganismos que normalmente não causariam problema podem representar um risco maior.

De acordo com a MSD, as infecções ocorrem com mais frequência e tendem a ser mais severas em pessoas que:

  • Estão enfraquecidas (debilitadas) por certos distúrbios graves
  • Têm diabetes ou fibrose cística
  • Estão hospitalizadas
  • Têm um distúrbio que enfraquece o sistema imunológico, como infecção avançada pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV)
  • Tomam medicamentos para suprimir o sistema imunológico, como aqueles usados para tratar câncer ou para evitar a rejeição de um órgão transplantado

 

Anvisa determinou suspensão da fabricação e recolhimento de produtos da marca Ypê — Foto: Divulgação

Anvisa determinou suspensão da fabricação e recolhimento de produtos da marca Ypê — Foto: Divulgação

O que diz a empresa sobre os riscos

 

Em um comunicado divulgado em novembro, a fabricante afirmou que:

  • O uso normal do produto, diluído na água da máquina de lavar, reduz drasticamente qualquer carga bacteriana
  • Não há registro na literatura médica de infecção causada por roupas lavadas com detergentes domésticos, mesmo em cenários de contaminação
  • A bactéria não se volatiliza, não é transportada por fragrâncias e não oferece risco por inalação
  • O maior cuidado deve ser evitar contato direto e prolongado do produto concentrado com a pele, especialmente em pessoas imunossuprimidas com feridas abertas

A orientação é lavar as mãos após o manuseio e garantir que as roupas estejam bem enxaguadas e secas antes do uso.

Fonte: G1

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    O diretório estadual do PT se reunirá nesta sexta-feira 24 para definir a tática eleitoral do partido no Rio Grande do Norte. Um dos itens da pauta será a decisão sobre o apoio à candidatura do ex-deputado federal Rafael Motta (PDT) ao Senado, compondo dobradinha com a vereadora de Natal Samanda Alves (PT).

    O encontro acontecerá na véspera da convenção da federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, marcada para sábado 25, no Ginásio do DED, em Natal, quando será homologada a chapa para as eleições deste ano.

    A reunião de tática é uma etapa prevista nas normas internas do partido e deverá discutir as prioridades políticas do PT, a formação da chapa majoritária e a estratégia para as disputas proporcionais. Embora Rafael já seja apresentado publicamente como integrante da aliança formada pela federação, PDT e PSB, seu apoio ainda enfrenta resistência de setores da militância e será objeto de debate antes da homologação.

    Em entrevista nesta quinta-feira 23 ao podcast especial Eleições 2026, da TV Agora RN (YouTube), a presidente estadual do PT e pré-candidata ao Senado Samanda Alves confirmou a realização do encontro e afirmou que as decisões serão construídas coletivamente.

    “O regimento do partido nos coloca a obrigação de fazer um encontro de tática ou uma reunião de diretório. É lá onde essas questões de tática, quais são as nossas prioridades aqui no Rio Grande do Norte, serão dialogadas e encaminhadas”, declarou.

    A composição construída até agora prevê o ex-secretário estadual da Fazenda Cadu Xavier (PT) como candidato ao Governo, a ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSB) como vice e Samanda e Rafael para as duas vagas ao Senado.

    “O PT indicou o nome de Cadu Xavier para assumir o espaço de pré-candidato ao Governo, meu nome para o Senado e o PDT indicou a segunda vaga para o Senado. A princípio tinha o nome do ex-senador Jean Paul Prates, houve uma alteração para o Rafael Motta e é o nome que está colocado pelo PDT para a gente homologar no próximo sábado”, explicou Samanda.

    Apesar da articulação entre as direções partidárias, o passado político de Rafael provoca questionamentos no PT. As principais resistências estão relacionadas ao voto do então deputado federal a favor do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016, e à candidatura dele ao Senado em 2022, quando o PT apoiava o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves. Na avaliação de setores petistas, a divisão dos votos do campo progressista contribuiu para a eleição de Rogério Marinho (PL).

    Questionada sobre esses episódios, Samanda não afirmou que as divergências estejam superadas. Segundo ela, caberá ao próprio Rafael explicar suas decisões e construir uma aproximação com as bases do partido, caso seja confirmado candidato com apoio do PT este ano. “Cabe ao pré-candidato ao Senado fazer um diálogo de aproximação. É ele que tem que falar sobre os atos dele, é ele que tem que falar sobre a conduta que ele teve até agora. A militância está antenada, está atenta, está à disposição para ouvir”, afirmou.

    Ela enfatizou que “esse debate tem sido feito internamente”, de forma “legítima”.

    Risco de divisão

    A fragmentação dos votos da esquerda também deverá entrar nas discussões desta sexta-feira. Em 2022, Rogério Marinho venceu a eleição para a única vaga disponível ao Senado com cerca de 41,85% dos votos válidos, enquanto Carlos Eduardo e Rafael Motta dividiram parte significativa do eleitorado de centro-esquerda. Agora, novamente o campo que apoia a reeleição do presidente Lula reúne ao menos três candidaturas competitivas: a de Samanda, a de Rafael e também a da senadora Zenaide Maia (PSD) à reeleição, além da pré-candidatura do ex-deputado estadual Sandro Pimentel pelo Psol.

    Samanda reconheceu que o partido precisa examinar os números e o histórico da eleição anterior para impedir que a dispersão favoreça novamente os adversários. “Na última eleição aqui, nós deixamos eleger um senador que o nosso campo político não apoiava. Com a divisão dos votos desse campo, acabou que um senador que hoje figura nacionalmente como Rogério Marinho, que atenta contra a pauta dos trabalhadores, foi eleito”, declarou.

    Para a presidente do PT, a definição da chapa deverá considerar o risco de a direita conquistar as duas cadeiras que estarão em disputa neste ano. “A gente precisa, sim, ter atenção a isso. É por isso que o PT não tem dono, é por isso que a gente debate e é por isso que nós teremos um encontro de tática, uma reunião, para poder analisar nossa tática, inclusive com esse olhar. Com o olhar de que a gente não pode correr o risco de entregar dois senadores da direita nessas eleições”, afirmou.

    Samanda evitou antecipar qual posição defenderá na reunião e disse que seguirá a decisão coletiva. “Não existe o olhar de Samanda, existe o olhar do meu grupo político, porque a gente tem grupo, a gente tem partido. Eu presido hoje um dos maiores partidos desse País. Então, o nosso olhar é coletivo”, declarou.

    Segundo ela, depois da deliberação, a legenda deverá caminhar unificada para a convenção: “A construção que nós fizermos nesse coletivo, nós seguiremos e tocaremos em unidade a partir de sábado.”

    Resistência interna

    A discussão ganhou força na semana passada, quando veio a público uma nota da “Articulação de Esquerda”, corrente interna que tem entre seus principais integrantes no Estado a deputada federal Natália Bonavides e o vereador de Natal Daniel Valença. O grupo defendeu que Rafael seja substituído por um nome do Psol, sob o argumento de que a mudança ampliaria a unidade da esquerda e permitiria ao eleitor utilizar os dois votos para o Senado em candidatos identificados de maneira permanente com o mesmo projeto político.

    “Entendemos que uma campanha mobilizada precisa ser capaz de engajar a militância e a nossa base social em torno de um projeto de País e de RN e das candidaturas que defendem esse projeto de forma coerente e permanente”, afirmou a corrente. A nota também argumentou que a unidade da esquerda fortaleceria o palanque de Lula no Estado e defendeu uma campanha construída em diálogo com movimentos sociais, secretarias partidárias e trabalhadores.

    Samanda classificou a posição como legítima, mas observou que o Psol já decidiu manter candidaturas próprias. “É legítimo que haja divergência, que a gente faça o debate, mas a gente, ao final, quando toma decisão, sempre caminha com unidade”, afirmou. Para ela, a proposta da “Articulação de Esquerda” parte da tentativa de reproduzir no Estado a aliança nacional: “Olhando para o time de Lula nacionalmente, falta o Psol.”

    Na semana passada, a vereadora Brisa Bracchi (PT) também enfatizou que o apoio a Rafael ainda não havia sido decidido pelas instâncias partidárias. Integrante da corrente “Democracia Socialista”, Brisa evitou revelar antecipadamente sua posição, mas reconheceu a resistência da militância e o peso do voto de Rafael no impeachment de Dilma. “Parte da nossa militância ainda tem uma memória muito viva do que foi a posição de Rafael Motta”, declarou.

    Brisa ponderou, porém, que existem argumentos favoráveis à permanência do ex-deputado na chapa e disse acreditar que o PT atuará de maneira unificada após a votação. “Existem motivos justificativos dessa posição receosa com o nome de Rafael, assim como também existem motivos justificativos para a defesa e a permanência do nome de Rafael Motta na chapa”, afirmou. “Depois que votar e for definida a tática, vamos sair todo mundo para pedir voto.”

    Agora RN

  • Ubaldo amplia investimentos em Carnaubais com nova conquista para a saúde

    O trabalho do deputado estadual Ubaldo Fernandes (PV) em favor de Carnaubais segue gerando resultados concretos. Com investimentos que já alcançam R$ 365 mil em emendas parlamentares, beneficiando áreas como saúde, agricultura e esporte, o município acaba de conquistar mais um importante avanço: a chegada de um ônibus cedido pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), fruto da articulação do parlamentar junto ao Governo do Estado, em parceria com a vereadora Tassinha.

    O veículo teve sua destinação viabilizada após a atuação de Ubaldo para destravar os procedimentos administrativos e encaminhá-lo ao município. A Prefeitura fará a adaptação do ônibus para transformá-lo em uma unidade móvel de saúde, equipada com consultório médico e odontológico, ampliando o atendimento às comunidades da zona rural e dos assentamentos.

    “Essa conquista fortalece um trabalho que já vem sendo realizado em Carnaubais. Primeiro enviamos emenda para uma ambulância, depois destinamos recursos para um novo veículo da saúde e agora garantimos esse ônibus, que será transformado em unidade móvel. É uma parceria que tem dado resultados e quem ganha é a população”, destacou Ubaldo Fernandes.

    A vereadora Tassinha ressaltou que a chegada do ônibus representa mais um avanço para o município. “Quero agradecer ao deputado Ubaldo por mais essa conquista. Esse ônibus permitirá que a gestão municipal leve atendimento médico e odontológico às comunidades rurais, aproximando a saúde de quem mais precisa. É mais um compromisso cumprido com o povo de Carnaubais”, afirmou.

    Além das ações na saúde, o mandato de Ubaldo também vem contribuindo para o fortalecimento da agricultura familiar e do esporte, reafirmando o compromisso de atuar em diferentes áreas para melhorar a qualidade de vida da população.

    Conquistas do mandato em Carnaubais

    Na saúde:

    • R$ 130 mil para aquisição de uma ambulância (2025);

    • R$ 80 mil para aquisição de um veículo destinado à saúde municipal (2026);

    • Articulação junto ao Governo do Estado que garantiu a cessão do ônibus da Sesap, futura unidade móvel de saúde.

    Em outras áreas:

    • R$ 70 mil para fortalecer a fruticultura da Associação do Assentamento Canto das Pedras (2021), com galpão, reservatório de água, estufas, equipamentos e mudas de cajueiro;

    • R$ 35 mil para aquisição de materiais esportivos da Associação Cultural e Desportiva Carnaubais (2022);

    • R$ 50 mil para a Associação do Assentamento Canto das Pedras, fortalecendo a agricultura (2026).

  • EUA devem anunciar novas tarifas nesta quinta (23); Brasil está entre os países afetados

    Os Estados Unidos devem anunciar nesta quinta-feira (23) uma nova rodada de tarifas sobre produtos importados de 86 países, entre eles o Brasil. A medida será apresentada pelo Representante Comercial dos EUA (USTR), Jamieson Greer, antes do fim da vigência da tarifa global de 10%, que expira nesta sexta-feira (24). As infoirmações foram apuradas pela CNN.

    De acordo com informações divulgadas pela Casa Branca, as novas alíquotas poderão variar entre 10% e 12,5%. A cobrança faz parte de uma investigação conduzida pelo governo norte-americano sobre a suposta utilização de trabalho forçado nas cadeias de produção dos países afetados.

    A expectativa do governo brasileiro é que o Brasil também seja alcançado pela tarifa de 12,5%. Na quarta-feira (22), o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Márcio Elias Rosa, afirmou que não há perspectiva de uma lista de exceções voltada especificamente aos produtos brasileiros.

    Segundo o secretário, a principal negociação em andamento busca impedir que a nova tarifa seja acumulada com outras já impostas pelos Estados Unidos. Caso isso ocorra, a alíquota aplicada aos produtos brasileiros poderá chegar a 37,5%.

    “A tendência é que não haja lista de exceções. O que esperamos é que não exista cumulatividade das tarifas, porque, nesse caso, nossa alíquota iria para 37,5%”, afirmou.

    A tarifa de 12,5% dará sequência à cobrança de 10% implementada em 24 de fevereiro com base na Seção 122 da legislação comercial norte-americana, cuja validade termina nesta semana.

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