Anvisa deve decidir nesta sexta (15) se mantém suspensão de produtos da Ypê

A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve analisar nesta sexta-feira (13) o recurso apresentado pela Química Amparo, fabricante dos produtos da marca Ypê, contra a decisão da própria agência que suspendeu a fabricação e determinou o recolhimento de lotes de detergente lava-louças, sabão líquido para roupas e desinfetante.

A análise deve começar por volta das 9h30, na sede da Anvisa em Brasília.

⚖️ ENTENDA: A Diretoria Colegiada da Anvisa é a instância máxima de decisão da agência reguladora. Os diretores votam temas como registro de medicamentos, vacinas e normas sanitárias. As deliberações ocorrem em reuniões oficiais do órgão.

A medida contestada pela empresa é a Resolução 1.834/2026, publicada em 5 de maio, que atingiu todos os lotes desses três produtos com numeração final 1.

A decisão foi tomada a partir de uma avaliação técnica de risco sanitário conduzida pela Anvisa em articulação com o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, após inspeção conjunta com o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo e a Vigilância Sanitária de Amparo, no interior paulista, onde fica a unidade da Química Amparo.

Durante a inspeção, segundo a Anvisa, foram constatados descumprimentos relevantes em etapas críticas do processo produtivo, incluindo falhas nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle de qualidade.

 

Os problemas identificados comprometem o atendimento aos requisitos das chamadas Boas Práticas de Fabricação de saneantes e indicam risco à segurança sanitária dos produtos, com possibilidade de contaminação microbiológica — a presença indesejada de microrganismos que podem causar doenças, como a Pseudomonas aeruginosa, bactéria que foi identificada em mais de 100 lotes de produtos acabados da marca.

📝ENTENDA: As Boas Práticas de Fabricação (BPF) da Anvisa são um conjunto de normas, princípios e procedimentos técnicos obrigatórios que garantem a segurança, qualidade e eficácia de produtos como medicamentos, alimentos, cosméticos e saneantes.

Após a publicação da resolução, a empresa apresentou recurso administrativo com pedido de efeito suspensivo, o que paralisa as obrigações impostas pela Anvisa até que a Diretoria Colegiada delibere sobre o caso.

Em nota divulgada no dia 8 de maio, a agência informou que mantém a avaliação técnica de risco e orientou os consumidores a NÃO utilizarem os produtos atingidos pela medida, mesmo durante o período em que o recolhimento está suspenso.

A responsabilidade de orientar a população sobre troca, devolução ou ressarcimento, segundo a Anvisa, é da própria empresa, por meio do Serviço de Atendimento ao Consumidor, que vem apresentando problemas.

Imagens mostram inspeção sanitária realizada na fábrica da Ypê — Foto: Reprodução/TV Globo

Imagens mostram inspeção sanitária realizada na fábrica da Ypê — Foto: Reprodução/TV Globo

Entenda riscos

 

A determinação da Anvisa levantou uma série de dúvidas entre consumidores que usaram os produtos nos últimos meses.

As principais perguntas giram em torno do risco para a saúde, da necessidade de procurar um atendimento médico e do que fazer com utensílios domésticos que tiveram contato com os itens recolhidos, como a esponja da pia.

Mas para entender o tamanho do risco, é preciso conhecer primeiro a bactéria associada ao caso.

Pseudomonas aeruginosa foi identificada pela própria fabricante em lotes de lava-roupas em novembro de 2025. Ela é um microrganismo comum no ambiente, encontrado em água, solo e superfícies úmidas.

Contudo, para a maioria das pessoas, o risco é considerado BAIXO, segundo especialistas ouvidos pelo.

Em nota na segunda (11) a Ypê também afirmou que as imagens da inspeção sanitária realizada em sua fábrica de Amparo (SP) e divulgadas no último domingo (10) pelo Fantástico retratam locais que não têm contato com os produtos comercializados pela empresa.

A fabricante também sustentou que a inspeção da Anvisa “não encontrou contaminação” em seus itens.

A inspeção, realizada no fim de abril em conjunto com o Centro de Vigilância Sanitária (CVS) de São Paulo, identificou o que a Anvisa classificou como “descumprimentos relevantes em etapas críticas do processo produtivo”, incluindo falhas nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle de qualidade.

O relatório aponta sinais de corrosão em equipamentos usados na fabricação de detergentes e lava-roupas líquidos, problemas no estado de conservação do tanque de manipulação de produtos para lavar louças e o registro de restos de produtos armazenados e devolvidos às linhas de envase.

Segundo a Ypê, as áreas mostradas nas fotos integram um “plano robusto de melhorias” em curso na unidade.

Entenda mais abaixo.

Prédio da Anvisa em Brasília — Foto: Adriano Machado/Reuters

Prédio da Anvisa em Brasília — Foto: Adriano Machado/Reuters

Quem corre mais risco?

 

Segundo os especialistas, a maior preocupação é com pessoas que têm alguma condição que reduza as defesas do organismo ou facilite a entrada de microorganismos.

“Para a população em geral, é pouco provável [que o contato com a bactéria cause uma infecção]. O risco aumenta quando há alguma porta de entrada, como uma lesão de pele mais grave ou uma cicatriz cirúrgica”, afirma Alberto Chebabo, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia.

 

A infectologista Thaís Guimarães, presidente da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Instituto Central do Hospital das Clínicas da FMUSP, também afirma que o simples contato com a pele íntegra, na maior parte das vezes, NÃO costuma causar doença.

“O risco aumenta principalmente quando há contato com olhos, mucosas, feridas, queimaduras ou dermatites, ou em pessoas imunossuprimidas”, explica.

 

Entram nesse grupo os chamados pacientes imunossuprimidos, pessoas em tratamento contra câncer, transplantados, pacientes que usam medicamentos imunossupressores, pessoas com feridas, queimaduras, dermatites ou lesões de pele.

Bebês pequenos e idosos mais fragilizados também merecem atenção maior.

Chebabo explica que a bactéria pode causar diferentes tipos de infecção, mas o risco aumenta principalmente quando a pessoa já tem uma condição de saúde que a torna mais vulnerável.

“No caso das pessoas imunossuprimidas, isso realmente aumenta o risco de infecção, porque são pessoas muito mais frágeis”, afirma.

 

Segundo ele, a exposição tende a ocorrer mais por contato com a pele ou com objetos que tiveram contato com os produtos, como roupas, pratos, talheres e utensílios de cozinha.

O risco por inalação é considerado menos provável.

Produtos Ypê recolhidos de supermercado — Foto: Reprodução/EPTV

Produtos Ypê recolhidos de supermercado — Foto: Reprodução/EPTV

Quem usou o produto precisa procurar um médico?

 

De forma geral, NÃO.

Quem usou um produto do lote afetado, mas não apresentou sintomas, não precisa procurar atendimento médico apenas por causa do uso.

A orientação dos especialistas é interromper o uso do produto, seguir as instruções de recolhimento e observar se aparece algum sinal de irritação ou infecção.

“Quando a pessoa utiliza o produto, a princípio só tem que observar o aparecimento de sinais e sintomas que possam justificar um quadro infeccioso. Não precisa buscar o médico só porque usou o produto”, diz Chebabo.

Procure atendimento se houver:

  • Irritação importante na pele, vermelhidão persistente, dor, secreção ou lesões;
  • Coceira intensa, piora de dermatite ou sinais de infecção em feridas;
  • Irritação nos olhos, conjuntivite, dor, secreção ou alteração visual;
  • Febre ou mal-estar após contato com o produto;
  • Qualquer sinal de infecção em pessoas imunossuprimidas, transplantadas ou em tratamento contra câncer.

 

Em caso de contato com olhos, boca, feridas ou mucosas, a recomendação é lavar o local imediatamente com água abundante e observar se há ardência persistente, vermelhidão, secreção, dor, inchaço ou alteração visual.

Se os sintomas persistirem ou piorarem, a pessoa deve procurar avaliação médica.

Pseudomonas aeruginosa com pigmento fluorescente em luz UV — Foto: BiotechMichael/Divulgação

Pseudomonas aeruginosa com pigmento fluorescente em luz UV — Foto: BiotechMichael/Divulgação

E roupas, toalhas e itens de bebê?

 

Produtos como lava-roupas e detergentes levantaram outra dúvida: há risco maior quando o item foi usado em roupas íntimas, toalhas, roupas de cama ou peças de bebê?

Segundo Thaís Guimarães, esses itens merecem atenção porque ficam em contato mais próximo e prolongado com a pele e, em alguns casos, com mucosas.

Isso vale especialmente para bebês, pessoas com dermatite, feridas, imunossupressão ou pele mais sensível.

Ainda assim, para a maioria das pessoas saudáveis, o risco continua sendo considerado baixo quando não há sintomas ou fatores de risco importantes.

Na prática, especialistas recomendam atenção maior a roupas íntimas, toalhas e peças usadas por pessoas vulneráveis.

Caso haja dúvida, uma medida simples é lavar novamente essas peças com outro produto, especialmente se forem de bebês, idosos fragilizados ou pessoas imunossuprimidas.

Especialistas recomendam atenção maior a roupas íntimas, toalhas e peças usadas por pessoas vulneráveis.  — Foto: Divulgação

Especialistas recomendam atenção maior a roupas íntimas, toalhas e peças usadas por pessoas vulneráveis. — Foto: Divulgação

Precisa trocar a esponja da pia?

 

Outra pergunta frequente é se a pessoa que usou detergente de lote final 1 precisa trocar a esponja da pia.

Para Chebabo, o ideal é descartar a esponja se ela foi usada junto com um dos produtos recolhidos.

“É importante que haja troca da esponja se ela foi utilizada junto com um desses produtos, porque a bactéria pode ficar ali e se manter mesmo depois da troca do detergente”, afirma.

Segundo ele, a orientação mais segura é trocar o produto e usar uma esponja nova

Pano de prato, esponja e paninho de pia concentram fungos e bactérias se não forem higienizados; — Foto: Patrícia Teixeira/g1

Pano de prato, esponja e paninho de pia concentram fungos e bactérias se não forem higienizados; — Foto: Patrícia Teixeira/g1

O que diz a Ypê

 

Na última quinta, a Ypê manifestou “indignação com a decisão“, classificou a medida como “arbitrária e desproporcional” e recorreu da decisão.

Segundo a empresa, com a apresentação do recurso, a proibição de fabricar e comercializar produtos das categorias lava-louças, lava-louças concentrado, lava-roupas líquido e desinfetantes teve seus efeitos automaticamente suspensos até novo pronunciamento da Anvisa.

 

A fabricante diz que baseia esse entendimento no artigo 17 da RDC 266/2019 da própria agência.

“Ainda que a interposição do recurso tenha resultado na suspensão dos efeitos da medida anterior, a Ypê reforça que a segurança dos seus consumidores é — e sempre será — sua maior prioridade”, afirmou a empresa em nota.

 

O recurso da Ypê deverá ser julgado nos próximos dias pela Diretoria Colegiada da Anvisa.

O que é a bactéria encontrada em novembro

 

Pseudomonas aeruginosa é um microrganismo comum no ambiente. Está presente no ar, na água, no solo e pode ser encontrada inclusive na pele de pessoas saudáveis.

Ela é classificada na literatura médica como uma bactéria oportunista: raramente causa infecção em pessoas saudáveis, mas pode provocar ou agravar quadros infecciosos em pessoas com o sistema imunológico comprometido.

De acordo com o Manual MSD, referência em informações médicas, “essas bactérias são favorecidas por áreas úmidas, como lavatórios, sanitários, banheiras de hidromassagem e piscinas com cloro inadequado, e soluções antissépticas vencidas ou inativadas. Às vezes, essas bactérias estão presentes nas axilas e na área genital de pessoas saudáveis”.

As infecções por Pseudomonas aeruginosa variam de infecções externas pequenas a distúrbios sérios com risco de morte, segundo a MSD.

Fábrica da Ypê em Amparo (SP) — Foto: Ypê/Divulgação

Fábrica da Ypê em Amparo (SP) — Foto: Ypê/Divulgação

Quem são os imunossuprimidos

 

São pessoas cujo sistema de defesa do organismo está enfraquecido, seja por doenças ou por tratamentos. Entram nesse grupo, por exemplo:

  • Pacientes em tratamento contra o câncer (quimioterapia, radioterapia)
  • Pessoas transplantadas que usam imunossupressores
  • Pessoas com HIV/aids sem controle adequado
  • Pacientes em uso prolongado de corticoides ou outros imunossupressores
  • Pessoas com doenças autoimunes em tratamento

 

Nesses casos, microrganismos que normalmente não causariam problema podem representar um risco maior.

De acordo com a MSD, as infecções ocorrem com mais frequência e tendem a ser mais severas em pessoas que:

  • Estão enfraquecidas (debilitadas) por certos distúrbios graves
  • Têm diabetes ou fibrose cística
  • Estão hospitalizadas
  • Têm um distúrbio que enfraquece o sistema imunológico, como infecção avançada pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV)
  • Tomam medicamentos para suprimir o sistema imunológico, como aqueles usados para tratar câncer ou para evitar a rejeição de um órgão transplantado

 

Anvisa determinou suspensão da fabricação e recolhimento de produtos da marca Ypê — Foto: Divulgação

Anvisa determinou suspensão da fabricação e recolhimento de produtos da marca Ypê — Foto: Divulgação

O que diz a empresa sobre os riscos

 

Em um comunicado divulgado em novembro, a fabricante afirmou que:

  • O uso normal do produto, diluído na água da máquina de lavar, reduz drasticamente qualquer carga bacteriana
  • Não há registro na literatura médica de infecção causada por roupas lavadas com detergentes domésticos, mesmo em cenários de contaminação
  • A bactéria não se volatiliza, não é transportada por fragrâncias e não oferece risco por inalação
  • O maior cuidado deve ser evitar contato direto e prolongado do produto concentrado com a pele, especialmente em pessoas imunossuprimidas com feridas abertas

A orientação é lavar as mãos após o manuseio e garantir que as roupas estejam bem enxaguadas e secas antes do uso.

Fonte: G1

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    De acordo com o instituto, a previsão para esta sexta é de chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora, podendo chegar a 50 milímetros ao longo do dia, além de ventos com velocidade entre 40 km/h e 60 km/h. Há baixo risco de ocorrências como queda de galhos de árvores, alagamentos, descargas elétricas e interrupções no fornecimento de energia.

    A partir da 0h deste sábado (4), parte do estado também ficará sob alerta laranja, de maior severidade, com validade até as 23h59 de domingo (5). O aviso contempla municípios das regiões Leste, Agreste, Central e parte do Oeste potiguar, incluindo Natal, Mossoró, Parnamirim e Assú.

    Nessas áreas, a previsão é de chuvas entre 30 e 60 milímetros por hora ou acumulados que podem variar de 50 a 100 milímetros por dia. O Inmet alerta para o risco de alagamentos, transbordamento de rios, deslizamentos de encostas, queda de árvores e interrupção no fornecimento de energia elétrica.

    O instituto orienta que a população evite enfrentar o mau tempo, não procure abrigo sob árvores durante rajadas de vento e não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. Nas áreas sob alerta laranja, a recomendação é desligar aparelhos elétricos e, se possível, o quadro geral de energia.

    Em caso de emergência, a população deve acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo número 193.

  • Filha afirma que cantor Neto Araújo morreu após infarto fulminante

    A filha do cantor Neto Araújo, Ellen Araújo, informou que o artista morreu em decorrência de um infarto fulminante. A declaração foi feita em um vídeo publicado nas redes sociais nesta quinta-feira (2), após a confirmação da morte do cantor, aos 42 anos.

    Segundo Ellen, o pai estava bem na noite anterior e foi encontrado sem vida na manhã desta quinta-feira.

    “Ele estava bem na noite anterior e hoje infelizmente a gente encontrou ele sem vida. Teve um infarto fulminante”, afirmou.

    Emocionada, ela agradeceu as mensagens de apoio recebidas pela família e destacou que Neto Araújo vivia um dos momentos mais felizes da carreira após retornar à banda Collo de Menina.

    “Ele estava no momento mais feliz da vida dele, realizando os sonhos e vivendo um momento incrível”, disse.

    A filha também afirmou que pretende manter viva a memória do artista.

    “Não vou deixar a história dele morrer. Ele vai ser para sempre Neto Araújo no coração de vocês”, declarou.

    Neto Araújo ganhou projeção nacional como um dos vocalistas da banda Cavaleiros do Forró e, mais recentemente, havia retornado à banda Collo de Menina. A morte do cantor gerou grande comoção, com homenagens de familiares, amigos, artistas, fãs e autoridades do Rio Grande do Norte.

  • Neoenergia Cosern anuncia novo ciclo de investimentos de R$ 4,1 bilhões no Rio Grande do Norte

    A Neoenergia Cosern anunciou para os empresários potiguares nesta quarta-feira (2) um novo ciclo de investimentos de R$ 4,1 bilhões no Rio Grande do Norte entre 2026 e 2030, o maior já realizado pela distribuidora no estado. O valor representa um crescimento de 81% em relação ao ciclo anterior (2021-2025), quando foram investidos R$ 2,2 bilhões, reforçando o compromisso da companhia com a expansão da infraestrutura elétrica, a modernização da rede e o desenvolvimento econômico potiguar.

    O evento, realizado em parceria com o LIDE-RN, contou com a presença do CEO da Iberdrola, Pedro Azagra, do CEO da Neoenergia, Eduardo Capelastegui, da diretora-presidente da Neoenergia Cosern, Fabíola Almeida, do presidente do LIDE-RN, Jean Valério, empresários, autoridades e colaboradores da Neoenergia. O anúncio acontece após a renovação antecipada da concessão da distribuidora até 2057, garantindo previsibilidade para a execução de um robusto plano de investimentos que beneficiará mais de 1,6 milhão de clientes, o equivalente a aproximadamente 3,3 milhões de pessoas em todos os municípios do estado.

    “O novo ciclo de investimentos demonstra a confiança da Neoenergia no potencial de crescimento do Rio Grande do Norte. Estamos preparando a rede elétrica para acompanhar o desenvolvimento econômico do estado, ampliar a qualidade do fornecimento, aumentar a resiliência do sistema diante dos eventos climáticos e incorporar novas tecnologias que tornem a distribuição de energia cada vez mais eficiente, digital e inteligente”, destaca Eduardo Capelastegui, CEO da Neoenergia.

    Do total previsto, 37,36% dos recursos serão destinados à expansão da infraestrutura elétrica, 26,43% à modernização, digitalização e melhoria da rede e 36,21% ao combate às perdas de energia e ao fortalecimento da infraestrutura operacional, incluindo tecnologia da informação, sistemas e frota. Entres os destaques, uma nova linha de transmissão para a Zona Norte de Natal e redes subterrâneas em Mossoró, Pipa e Ponta Negra.

    Comparativo: passado e futuro

    O novo plano dá continuidade a uma trajetória histórica de investimentos no estado. Desde a privatização da distribuidora, em 1997, a Neoenergia Cosern já investiu mais de R$ 10,2 bilhões em valores atualizados. Somente entre 2021 e 2025, foram aplicados cerca de R$ 2,2 bilhões. Agora, entre 2026 e 2030, o aporte sobe para R$ 4,1 bilhões, um acréscimo de aproximadamente R$ 1,9 bilhão, consolidando o maior ciclo de investimentos já realizado pela empresa no Rio Grande do Norte.

    “Esse volume recorde de investimentos permitirá ampliar a capacidade da rede para atender o crescimento das cidades, fortalecer setores estratégicos da economia e garantir energia com ainda mais qualidade para as famílias, o comércio, os serviços, a indústria e o agronegócio potiguar”, destaca Fabíola Almeida, diretora-presidente da Neoenergia Cosern.

    Novos investimentos

    Entre as principais entregas previstas estão:

    Construção de 10 novas subestações;

    Ampliação de 16 subestações existentes;

    Implantação de 1.788 quilômetros de novas redes de média e alta tensão;

    Acréscimo de 460 MVA de potência instalada, aumento equivalente a 25% da capacidade atual do sistema elétrico da distribuidora no estado.

    Investimentos por região

    Leste e Região Metropolitana – R$ 2,4 bilhões em investimentos

    A região receberá o maior volume de recursos do plano, impulsionando o turismo, o crescimento urbano e a produção agropecuária do litoral.

    Principais obras:

    Redes subterrânea na avenida principal da Praia da Pipa, em Tibau do Sul, e Av. Praia de Ponta Negra (Polo Gastronômico);

    Nova Subestação Estivas, em Ceará-Mirim/Pitangui;

    Nova Subestação Tabatinga, em Nísia Floresta;

    Nova Subestação Parque das Nações, em Parnamirim;

    Nova Subestação Felipe Camarão, em Natal;

    Ampliação de quatro subestações existentes;

    Construção de aproximadamente 1.500 quilômetros de redes de média e alta tensão.

    Oeste – R$ 963 milhões em investimentos

    A região receberá aportes voltados à expansão econômica de Mossoró, ao agronegócio, à fruticultura irrigada e às atividades de petróleo e gás.

    Principais obras:

    Rede subterrânea da Av. Rio Branco (Corredor Cultural) de Mossoró;

    Nova Subestação Abolição, em Mossoró;

    Nova Subestação Antônio Martins;

    Nova Subestação Serra do Mel;

    Nova Subestação Upanema;

    Ampliação de seis subestações;

    Construção de 634 quilômetros de novas redes.

    Região Central – R$ 464 milhões em investimentos

    Os investimentos fortalecerão a infraestrutura elétrica necessária ao crescimento das cadeias de petróleo e gás, da indústria salineira e da agropecuária.

    Principais obras:

    Nova Subestação Afonso Bezerra;

    Ampliação de cinco subestações;

    Construção de 448 quilômetros de redes;

    Acréscimo de 90 MVA ao sistema regional.

    Agreste – R$ 334 milhões em investimentos

    Os recursos serão direcionados para apoiar o crescimento da mineração, do turismo de inverno, da agropecuária e do comércio regional.

    Principais obras:

    Nova Subestação São Tomé;

    Ampliação da Subestação São Paulo do Potengi;

    Construção de 374 quilômetros de redes;

    Acréscimo de 25 MVA ao sistema regional.

    Rede mais moderna, resiliente e eficiência energética

    Além das obras estruturantes, o novo plano contempla investimentos em digitalização, automação e modernização das redes elétricas, ampliando a capacidade de resposta da distribuidora diante de eventos climáticos extremos e contribuindo para a manutenção dos indicadores de qualidade que colocam a Neoenergia Cosern como referência nacional no setor. A companhia também prevê R$ 72 milhões em ações de eficiência energética, incluindo projetos de geração solar em instituições, programas educativos, troca de equipamentos eficientes, ações de sustentabilidade e iniciativas voltadas à população de baixa renda.

  • Nova lei dá prioridade à investigação de crimes contra crianças e adolescentes no RN

    Foto: Divulgação

    O Governo do Rio Grande do Norte sancionou a Lei nº 12.799, de 1º de julho de 2026, que garante prioridade na tramitação dos procedimentos investigatórios destinados à apuração e responsabilização de crimes contra a vida e de outros delitos com resultado morte, inclusive na modalidade tentada, quando as vítimas forem crianças e adolescentes.

    A nova legislação determina que, em todo o âmbito do Estado, os inquéritos e demais procedimentos dessa natureza tenham tramitação prioritária, em conformidade com as disposições do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Para assegurar a efetividade da medida, a lei estabelece que os procedimentos investigatórios deverão ser identificados por meio de etiqueta na capa dos autos ou, quando eletrônicos, por sinalização específica contendo a expressão “Prioridade – Vítima Criança ou Adolescente”.

    A mesma identificação deverá constar nas comunicações internas e externas relacionadas aos processos. A iniciativa busca conferir maior celeridade às investigações envolvendo crimes de maior gravidade praticados contra crianças e adolescentes, reforçando o compromisso do Estado com a proteção desse público e com a rápida responsabilização dos autores.

    A lei foi sancionada pela governadora Fátima Bezerra e também é assinada pela secretária-chefe do Gabinete Civil, Iris Maria de Oliveira, e pelo secretário da Segurança Pública e da Defesa Social, coronel Francisco Canindé de Araújo Silva. A norma entrou em vigor na data de sua publicação, em 1º de julho de 2026.

  • Mais 748 profissionais são convocados para atender em todas as regiões de saúde

    Saúde

    O Diário Oficial desta quinta-feira (02) traz a nomeação de 748 profissionais aprovados em concurso público realizado pela Secretaria de Estado da Saúde Pública para atender a vagas em todas as oito Regiões de Saúde do Rio Grande do Norte.

    A nomeação feita em dois blocos traz uma lista de 360 cargos de médico, desde clínico geral, especialistas e intensivistas, distribuídos em todas as Regiões de Saúde, e uma segunda lista com cargos de nível superior e cargos de níveis médio e técnico.

    Entre os profissionais de nível superior, em um total de 158 convocados, estão arquitetos, assistentes sociais, auditores de saúde, auditores fiscais de vigilância sanitária, cirurgiões dentistas especialistas em buco maxilo e hospitalar, enfermeiros, engenheiros eletricistas, farmacêuticos, analistas clínicos, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos e técnicos administrativos em saúde.

    No bloco de convocação de níveis médio e técnico, foram chamados ao todo 230 concursados aprovados.

    PRAZOS

    Os candidatos nomeados devem cumprir rigorosamente os prazos e trâmites legais para garantir a vaga, com até 30 dias corridos para apresentar a documentação e assinar o termo de posse, prazo este que pode ser prorrogado por mais 30 dias mediante solicitação.

    A relação detalhada de exames médicos, declarações acumulativas de cargos e documentos pessoais fica disponível no ato de nomeação publicado na edição  Nº 16.184 do Diário Oficial do RN desta quinta-feira.

    Com esta última nomeação de profissionais concursados pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), já foram convocados 3.307 aprovados.

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