Pedido de vista adia votação da PEC do fim da escala 6X1

Um pedido de vista do deputado Maurício Macron (PL-RS) adiou a votação do relatório do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) sobre a proposta de emenda à Constituição (PEC) 221/19 que acaba com a jornada de trabalho 6X1. O texto, apresentado nessa segunda-feira (25) na comissão especial que analisa a PEC, prevê a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso e sem redução salarial.

Com o pedido de vista, o presidente da comissão, Alencar Santana (PT-SP), marcou reunião para debate e votação da proposta nesta quarta-feira (27).

O parecer apresentado por Prates, que modifica o artigo 7º da Constituição Federal, determinando que a duração do trabalho normal não deverá ser superior a oito horas diárias e 40 horas semanais, “facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.”

O texto também determina dois dias de repouso semanal remunerado, um deles preferencialmente aos domingos.

Pela proposta, o fim da escala 6×1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto “sem qualquer redução salarial, seja nominal, proporcional ou de qualquer outra espécie.”

Transição
O relator rejeitou as emendas de deputados da oposição que previam uma transição de 10 anos para a redução da jornada e compensação para os empregadores,, manutenção das 44 horas para serviços essenciais e compensação econômica a empresas para aprovar o fim da escala 6×1.

O relatório apresentado prevê uma transição para a implementação da nova jornada de trabalho em dois períodos. A medida foi incluída após um acordo do governo com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

O primeiro período de transição será 60 dias após a promulgação da emenda constitucional, com a duração do trabalho normal passando de 44 para 42 horas semanais.

Doze meses após a entrada em vigor da mudança para 42 horas, a duração do trabalho será reduzida em duas horas, ficando nas 40 horas semanais, com o máximo de 8 horas diárias de trabalho.

Após o prazo de 60 dias e dentro do período de redução da jornada, o texto prevê, entretanto, a possibilidade de ampliar a duração diária do trabalho normal para “viabilizar a distribuição da duração semanal do trabalho”. Essa ampliação deverá ser feita por negociação em convenção ou acordo coletivo de trabalho.

A medida é prevista no artigo 3º do texto, que determina que decorridos 60 dias da publicação da emenda constitucional, “ficarão sem efeito as cláusulas de convenções e acordos coletivos de trabalho sobre duração do trabalho e repouso semanal remunerado incompatíveis com as disposições dessa emenda.”

Ao defender a redução da jornada, Prates reconheceu que a medida representa uma intervenção relevante no mercado de trabalho, “cujas consequências econômicas de curto prazo devem ser consideradas”.

O relator citou as críticas de empregadores de que manter o mesmo salário para uma quantidade menor de horas de trabalho implica aumento direto e imediato no custo do trabalho por hora efetivamente trabalhada, mas argumentou que a redução gradual da jornada é o mecanismo para reduzir eventuais riscos.

“Com a implementação progressiva, estamos permitindo que empresas e setores planejem investimentos em tecnologia e na reorganização operacional, em vez de recorrerem imediatamente a eventuais cortes de empregos ou repasse de custos a consumidores”, defendeu.

O parecer diz ainda que uma lei ordinária poderá dispor sobre as hipóteses e condições em que a duração do trabalho e os dias de repouso semanal remunerado poderão observar regimes diferenciados, a exemplo dos trabalhadores com jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento.

“Excepcionalmente, convenção ou acordo coletivo de trabalho poderão, inclusive para os trabalhadores sujeitos a regimes diferenciados de trabalho estabelecidos em lei ou norma regulamentadora, estabelecer regime compensatório que assegure, na média, dois dias de repouso semanal remunerado dentro do mês-calendário, garantido o gozo de pelo menos um dos dias dentro do período máximo de uma semana de trabalho”, diz o texto.

Além disso, as novas regras não se aplicam a jornadas de trabalho já fixadas em patamar igual ou inferior a 40 horas semanais.

Ainda de acordo com o parecer, lei complementar poderá estabelecer medidas transitórias, condicionadas à manutenção de níveis de emprego, “de mitigação dos impactos decorrentes desta emenda constitucional”, para os microempreendedores individuais, as microempresas e as empresas de pequeno porte.

Segundo o relator, o apoio aos empreendimentos de menor porte deve operar como instrumento de transição ordenada, preservando a coerência entre o regime de mitigação e os objetivos de proteção ao trabalho.

“A vinculação das medidas de mitigação à manutenção dos níveis de emprego reflete a premissa de que o tratamento diferenciado conferido a esse segmento deve servir à preservação dos postos de trabalho existentes”, afirmou.

Em resumo, a proposta, após a promulgação da PEC, determina em 60 dias:

– o início da escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de descanso;

-a jornada reduzida de 44 horas semanais para 42 horas.

Em 14 meses:

– jornada deve cair de 42 horas para 40 horas semanais, mantida a escala 5X2.

Pejotização
Outro ponto do texto diz que as novas regras não se aplicam aos empregados com diploma de nível superior, que percebam remuneração mensal igual ou superior a duas vezes e meia o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social, atualmente em R$ 8.475,55.

Nesses casos a redução só ocorrerá por liberalidade do empregador ou se houver previsão em acordo ou convenção coletiva de trabalho.

O texto deixa explícito que a exceção não se aplica aos empregados públicos da administração direta e indireta de quaisquer dos poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.

Segundo o relator, a medida se aplica aos trabalhadores por ele classificados como “hipersuficientes”, que têm “significativa capacidade de negociação e autonomia na definição das condições em que desempenham suas atividades”.

Para Prates, a medida enfrenta o fenômeno da “pejotização”, no qual trabalhadores são contratados como pessoas jurídicas.

“Em muitos casos, o motivo pelo qual esses trabalhadores optam pela formalização como pessoa jurídica não é somente para escapar ao controle de jornada, mas sim porque o regime atualmente existente não oferece a flexibilidade compatível com a natureza de suas atividades”, afirmou.

“Essa medida é importante para modernizar as relações laborais de profissionais hipersuficientes, combatendo diretamente o fenômeno da ‘pejotização’, que prejudica substancialmente o financiamento da Previdência Social”, acrescentou.

Contratos com a administração pública
Nos casos de contratos celebrados pela administração pública direta e indireta da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, que se encontrem vigentes na entrada em vigor das mudanças e cuja execução envolva emprego direto de mão de obra, a redução da duração do trabalho será aplicada “após aditamento contratual para manutenção do equilíbrio econômico-financeiro, conforme o regime jurídico aplicável, a ser formalizado no prazo máximo de 12 meses contado da publicação desta emenda constitucional.”

A medida se aplica aos contratos regidos pela legislação de licitações e contratos administrativos, de concessões e permissões de serviços e obras públicas, de parcerias público-privadas e de outros instrumentos de colaboração com a iniciativa privada.

Nesses casos, os empregados desses contratos passam a ser abrangidos pela nova jornada na data da formalização do aditamento ou ao final do prazo final de 12 meses previsto para a realização do aditamento.

“Os contratos aditados no prazo de 60 dias da data de publicação desta emenda constitucional deverão observar as disposições sobre redução da duração do trabalho normal e incremento do repouso semanal remunerado a partir do respectivo início das vigências instituídas nesta emenda”, diz o texto.

Fonte: Agência Brasil

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    Iracema Morais, de 91 anos, em sala de aula — Foto: Cedida

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    “Meu pai era analfabeto e não queria que eu estudasse. Eu tinha muita vontade de ir e chorava muito. Só deixaram eu ir para a escola com 10 anos, e consegui concluir até a quarta série. Logo depois, ele me tirou”, lembra.

    Mesmo com a interrupção dos estudos ainda na infância, o desejo de aprender nunca saiu dela.

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    “Criei com muita dificuldade, não financeira, mas porque tudo era feito manual, não existia tanta tecnologia. Mas com a ajuda de Deus consegui criar todos eles”, conta.

    Décadas depois, Iracema decidiu retomar os estudos. Conhecida na rua onde mora por ser comunicativa e ter facilidade com cálculos mentais, ela voltou à escola já sabendo ler, escrever e fazer contas.

    “Sempre tive esse sonho de começar a estudar. Foi isso que me fez não desistir, mesmo já idosa. Esperei 76 anos para voltar a estudar”, diz.

    Iracema Morais, de 91 anos, na Feira de Ciências da escola — Foto: Cedida

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    Se fosse para resumir Iracema em poucas palavras, a família diz que escolheria duas: alegria e interação.

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    Iracema Morais, de 91 anos, vai concluir o ensino médio pelo EJA — Foto: Cedida

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  • Click Digital 2026: últimos ingressos para a imersão que movimenta o mercado digital do NE

    Segunda edição do evento acontece nesta quarta (19) e quinta-feira (20), no Teatro Riachuelo, em Natal, e reune especialistas nacionais em posicionamento digital, inteligência artificial, marketing, tráfego pago, influência, vendas e empreendedorismo.

    Se você é empreendedor e quer entender como a inteligência artificial, o tráfego pago, as redes sociais, o YouTube e as novas estratégias de vendas do mundo digital podem ajudar seu negócio a crescer, não precisa sair do Rio Grande do Norte para buscar esse conhecimento. Nesta quarta (19) e quinta-feira (20), Natal recebe a segunda edição do Click Digital 2026, evento que reúne grandes nomes do mercado para discutir Marketing Digital, Performance, Growth, IA e Negócios. Os últimos ingressos estão à venda.

    Em um mercado em que a presença digital deixou de ser apenas uma ferramenta de divulgação e passou a fazer parte da estratégia de crescimento das empresas, dominar novas tecnologias, entender o comportamento do consumidor e saber transformar audiência em negócio se tornou cada vez mais importante. É nesse cenário que o Click Digital propõe dois dias de conteúdo, conexões e experiências práticas para empresários, empreendedores e profissionais que buscam novas possibilidades para seus negócios.

    Entre os grandes nomes desta edição está Toguro, empresário, criador de conteúdo, Forbes Top Creators e head de Marketing da Cimed, que falará sobre Marketing de Influência e sua experiência na construção de audiência, comunidade e marcas. Também estão no palco Mônica Salgado, jornalista e estrategista de marca pessoal, com o tema Carisma Digital; Alan Nicolas, especialista em inteligência artificial, com conteúdo sobre IA e automação; João Adolfo, especialista em YouTube, mostrando como a plataforma pode ser utilizada para transformar audiência em autoridade e negócios; e Professor Gilberto, que aborda Martech e os novos funis de vendas.

    A programação segue com Diandra Santos, estrategista de marca pessoal e audiência, falando sobre posicionamento no Instagram; Thiago Quaresma Veras, que apresenta como a inteligência artificial está redesenhando carreiras; Henrico Meireles, com uma abordagem de alta performance; André Cândido, cofundador e CEO da ClickMassa, com o tema Vendas salvam vidas; Wanderley Cunha, CEO da ClickMassa e do Grupo VectaX, discutindo empreendedorismo e tecnologia; e Cadu Neiva, especialista em tráfego pago, que apresenta estratégias para aumentar faturamento e lucro por meio da publicidade digital.

    A proposta do Click Digital é aproximar o público de profissionais que vivem na prática as transformações provocadas pelo mundo digital. O evento reúne temas que hoje impactam diretamente empresas de diferentes segmentos, desde a construção de uma marca pessoal e o relacionamento com o público até automação, inteligência artificial, vendas, tráfego pago, influência e estratégias de crescimento. A ideia é mostrar que acompanhar essas mudanças não é mais uma opção para quem quer empreender e permanecer competitivo, mas parte da própria dinâmica dos negócios. Além das palestras, haverão rodas de conversas e painéis com empresas e startups especializadas e também mostra com experiências e degustação de produtos e negócios para os participantes.

    Com dois dias de programação, o evento acontece no dia 19, das 18h às 22h, e no dia 20, das 9h às 22h, no Teatro Riachuelo Natal. Os últimos ingressos para a segunda edição do Click Digital estão à venda pelo site oficial do evento.

    SERVIÇO

    Click Digital 2026 – 2ª edição
    Data: 19 e 20 de agosto de 2026
    Local: Teatro Riachuelo Natal
    Dia 19: 18h às 22h
    Dia 20: 9h às 22h
    Ingressos: últimos ingressos à venda
    Informações e ingressos: Site oficial do Click Digital (eventoclickdigital.com.br)

    PROGRAMAÇÃO

    Dia 19 de agosto

    Mônica Salgado – Carisma Digital: Manual de protagonismo nas redes sociais
    Alan Nicolas – IA e Automação
    João Adolfo – Um vídeo pode mudar a sua vida: transformando negócios através do YouTube
    Professor Gilberto – Martech e os novos funis de vendas

    Dia 20 de agosto

    Diandra Santos – Posicionamento no Instagram
    Thiago Quaresma Veras – Super IC’s: Como a IA está redesenhando carreiras
    Henrico Meireles – Stand Up de alta performance
    André Cândido – Vendas salvam vidas
    Wanderley Cunha – Empreendedorismo e Tecnologia
    Cadu Neiva – Como usar o Tráfego Pago para aumentar o faturamento e o lucro da sua empresa
    Toguro – Marketing de Influência

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