Dia: 8 de dezembro de 2022

  • Servidores da Saúde paralisam atendimentos e fazem manifestação em Natal

    Servidores da Saúde de Natal fazem ato em frente à Câmara Municipal de Natal — Foto: Cedida

    Servidores da Saúde de Natal iniciaram uma paralisação nos atendimentos em unidades básicas de saúde e hospitais da rede municipal, nesta quarta-feira (7). Segundo o sindicato que representa a categoria, o ato deve durar 24 horas.

    Manifestantes montaram barracas em frente à Câmara Municipal de Natal e cobram a continuidade das negociações da prefeitura quanto a pautas discutidas na última greve da categoria.

    “Estamos aqui na Câmara, porque os vereadores estão discutindo a LOA (Lei Orçamentária Anual) de 2023 e nós queremos que eles garantam emendas para pagamentos de direitos como a insalubridade”, afirmou a diretora do sindicato, Érica Galvão.

    De acordo com ela, a paralisação de 24 horas é um ato de advertência ao município.

    A pauta da categoria engloba pontos como pagamento de insalubridade, mudanças de nível, quinquênio e piso da enfermagem.

    Outra reclamação da categoria é relacionada à mesa de negociação criada após a greve realizada no primeiro semestre deste ano, que não estaria cumprindo seu papel.

    “As reuniões são constantemente adiadas e as negociações estão paradas”, disse a diretora.

    O sindicato ainda reclama do fechamento da pediatria da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Pajuçara, na Zona Norte de Natal, casos de assédio moral e “precarização” dos serviços.

    A paralisação se soma à falta de médicos no serviço de saúde municipal. Os médicos de cooperativa que estão com pagamentos atrasados seguem paralisados há duas semanas.

    Embora o sindicato tenha falado que todos os serviços básicos foram suspensos, algumas unidades seguiam funcionando pela manhã. Caso da UBS São João, no bairro Tirol, onde a aplicação de vacinas e testagem para Covid-19 continuava acontecendo. No entanto, faltava médico no local.

    G1 RN

  • Rogério Marinho inicia campanha para presidência do Senado

    Tania Rego/Agência Brasil

    Após ter sido oficializado como o candidato do PL à Presidência do Senado, o ex-ministro Rogério Marinho (RN) iniciou um corpo a corpo com parlamentares da Casa.

    Ele conversou com parlamentares do PP, PSD, PL e até MDB em busca de apoio para conseguir desbancar o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

    Mais cedo, em coletiva nesta quarta, Marinho disse que é candidato ao cargo em busca de um Senado mais independente.

    “[É] Importante que nós tenhamos um Senado independente, um Senado que tenha altivez e que tenha a capacidade de fazer as tratativas necessárias para ao mesmo tempo preservar esse legado em benefício da sociedade brasileira e avançar nas mudanças estruturantes nos últimos seis anos”, disse o ex-ministro.

    O Antagonista

  • PL vai à Justiça Eleitoral para cassar mandato de Moro, e Bolsonaro se reúne com ex-juiz

    Getty Images

    O PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, pediu à Justiça Eleitoral do Paraná a cassação do mandato do senador eleito Sergio Moro (União Brasil-PR), a realização de novas eleições para o cargo e que Paulo Martins (PL), segundo lugar nas urnas, assuma o posto interinamente.

    O partido ainda solicita a quebra de sigilo das contas de Moro, de seu suplente, Luis Felipe Cunha, e de empresas (e sócios) que atuaram na campanha, além de pedir que sejam feitas buscas e apreensões em endereços ligados ao ex-ministro.

    O movimento ocorre pouco depois de o ex-juiz da Lava Jato ter apoiado publicamente o mandatário no segundo turno das eleições deste ano.

    O PL tem esperança de conseguir retirar Moro do cargo, o que levaria à realização de uma nova eleição. A avaliação é que o deputado federal Paulo Martins seria favorito para vencer o novo pleito.

    Na disputa deste ano, Moro obteve 33,82% contra 29,12% de Martins. A ação foi apresentada pelo PL do Paraná, mas teve o aval do presidente nacional, Valdemar Costa Neto.

    A legenda contesta supostas irregularidades nos gastos de campanha de Moro.

    Moro criticou a ação do PL. “Da minha parte, nada temo, pois sei da lisura das minhas eleições. Agora impressiona que há pessoas que podem ser tão baixas. O que não conseguem nas urnas, tentam no tapetão”, afirmou o senador eleito, por meio de suas redes sociais.

    Moro e Bolsonaro se reuniram nesta quarta-feira (7) no Palácio da Alvorada, mas o teor da conversa não foi divulgado.

    O ex-juiz, que deixou o Ministério da Justiça após brigar com Bolsonaro e acusá-lo de tentar violar a autonomia da Polícia Federal, voltou a se aproximar do chefe do Executivo nas eleições deste ano.

    Procurado pela campanha bolsonarista, Moro declarou voto no presidente e foi a debates ao lado do então candidato à reeleição em uma estratégia que visava provocar e desestabilizar Lula.

    Com informações da Folha de S. Paulo