Defesa Civil atendeu cerca de 80 chamados em Natal desde a última sexta-feira (1)

Reprodução/InterTV

A Defesa Civil de Natal atendeu, desde a última sexta-feira (1) até a manhã desta terça-feira (5), cerca de 80 chamados. A Prefeitura de Natal abriu 100 vagas em abrigos organizados em escolas do Município e está acolhendo 21 pessoas, até o momento. A força tarefa montada pela gestão municipal está atuando na recuperação de ruas e lagoas por toda cidade.

Segundo informações da Defesa Civil, o local atingido com maior gravidade é a rua Mirassol, no bairro de Felipe Camarão. No total, 22 casas foram interditadas. Todas as famílias foram retiradas, inclusive um morador que havia se recusado a sair. Todos informaram ter casa de parentes e não quiseram abrigamento.

Nessa área, a Secretaria de Infraestrutura – Seinfra, já iniciou um trabalho de recuperação que inclui a aplicação de concreto e aterro para posterior compactação. “Estivemos nas ruas da cidade até de madrugada e hoje já continuamos o serviço. Vamos aproveitar esse período de estiagem para avançar nos reparos nesta rua e também por todas as zonas de Natal”, explicou o secretário Carlson Gomes.

Segundo o último boletim divulgado pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o alerta de risco cessou. O sistema climático que estava atuando na região de Natal acabou, o que deve ocasionar uma redução nas precipitações.

De acordo com o titular da Seinfra, entre a segunda-feira (4) e esta terça-feira (5) foram registrados quatro novos casos em decorrência das chuvas. Um na Alexandrino, que já foi sinalizado para evitar acidentes e cuja recuperação inicia ainda hoje, outro na rua Indomar, em Felipe Camarão, um caso no Parque das Dunas e outro na avenida Jerônimo Câmara. “Nossas equipes já estão em todos esses locais analisando caso a caso e iniciando os trabalhos de sinalização, contenção e recuperação”, diz Carlson Gomes.

A Seinfra possui hoje, somente na manutenção de vias públicas (Tapa Buracos e lagoas) 20 equipes atuando nas quatro zonas administrativas da capital potiguar.  “Em relação às lagoas temos três que ainda estão com o volume acima: Ponta Negra, Pirangi e Jiqui. No entanto, nenhuma dessas se deve a falta de estrutura. Nossas bombas estão trabalhando normalmente, mas há uma elevação grande do lençol freático, que faz com que o bombeamento leve mais tempo”, justifica Carlson.

As lagoas, assim como algumas ruas da cidade, sofrem com problemas relacionados a ligações clandestinas de esgotos e deposição irregular de lixo. O secretário revelou que em alguns casos, mesmo na época sem chuvas, algumas lagoas mantêm volume de água de 1m de lâmina, o que ocasiona uma diminuição na capacidade absorção da mesma no período chuvoso. Além disso, no caso da rua Mirassol, por exemplo, em quase todas as residências, ficou evidenciada a ligação irregular de esgoto, o que satura o sistema e pode ter ajudado na abertura da cratera.

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