Entenda a mistura de fenômenos climáticos que ameaçam o país

Tragédia atinge 116 municípios baianos/ Foto: Reprodução Leonardo Benassatto

As tempestades que provocaram tragédias pelo país, com enchentes, deslizamentos e até mesmo a queda do paredão que matou 10 pessoas em Capitólio (MG), precipitada pela força da erosão provocada pelas águas, vão continuar.

As cenas de devastação vistas em Minas Gerais e na Bahia nas últimas semanas, com cidades submersas, servem de alerta para os próximos dias. Chegarão a outras regiões e virão acompanhadas de novos problemas, como calor extremo.

A conflagração climática deve causar transtornos, com riscos expressivos, a estados das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Norte (temporais) e Sul (calor extremo, muito acima da média).

Tudo isso é resultado da mistura explosiva de um fenômeno natural do verão, chamado de Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), com frentes frias provenientes da Bolívia e com o La Niña, uma massa de ar frio que se une com a umidade do tempo quente e aumenta as chuvas.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu, até sexta-feira (14/1), pelo menos três alertas vermelhos com perigo ou grande perigo, seja por chuvas intensas ou forte calor.

As precipitações que devastaram a Bahia e Minas Gerais têm previsão para chegar nos próximos dias com risco expressivo para Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Mato Grosso e Tocantins.

O grau de severidade climática emitido para Minas Gerais abrange regiões como Belo Horizonte, Sete Lagoas e Conselheiro Lafaiete. O perigo de chuvas fortes e persistentes continua ao menos até esta terça-feira (11/1), com precipitações mais amenas a partir de quarta-feira (12/1). Por mais um dia, os mineiros podem esperar chuva superior a 60 mm/h ou acima de 100 mm/dia.

Esse alerta do Inmet é emitido quando há grande risco de alagamentos e transbordamentos de rios, deslizamentos de encostas, em cidades com tais áreas de risco.

Mortos e desabrigados
Minas Gerais tem hoje, segundo boletim da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, 145 municípios em situação de emergência. Até o momento, 10 pessoas morreram devido ao deslizamento de parte de um cânion, no Lago de Furnas, em Capitólio. O desastre ocorreu após uma cabeça d’água.

Em todo o estado, 3.409 pessoas estão desabrigadas e 13.734 ficaram desalojadas devido às chuvas, ao risco de barragens transbordarem e por causa de deslizamentos de terra.

A trégua para os dias chuvosos só começa a partir de sexta-feira (14/1). “Até terça-feira, haverá grandes volumes de chuvas na Região Metropolitana de Belo Horizonte e em parte do Rio de Janeiro. Quinta começa a diminuir e, na sexta, o Sol deve voltar a aparecer”, afirma o meteorologista do Inmet Mamedes Luiz Melo. Segundo ele, serão mais quatro ou cinco dias com chuvas e uma trégua com Sol.

Sete dias
As previsões da MetSul Meteorologia são de piora para esta semana. De acordo com os prognósticos, os volumes de chuva projetados pelos modelos para os próximos dias são muito altos no território mineiro, com marcas que devem ficar entre 100 mm e 200 mm em diversos municípios, e acima de 200 mm em algumas localidades.

Ao contrário do Inmet, a MetSul projeta chuva para os próximos sete dias, de acordo com modelo meteorológico alemão Icon.

Com isso, o risco geológico de deslizamentos será altíssimo, de acordo com a MetSul, e a probabilidade de alagamentos e inundações ocorrerem é muito alta.

Bahia
Na Bahia, onde as enchentes desabrigaram 26.534, desalojaram 61.551, deixaram 26 mortos e 520 feridos até agora, as previsões começam a melhorar.

Embora 164 municípios ainda estejam com decreto de situação de emergência, as chuvas já caem com menor intensidade e frequência.

“Um fenômeno normal do verão chamado Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) foi intensificado por outras duas forças e fez com que as chuvas caíssem por mais tempo e com maior intensidade na Bahia. Isso ocorreu nas cabeceiras dos rios e em regiões com barragens, o que as fez transbordar. Por isso, as enchentes”, explica o meteorologista Mamedes Luiz Melo.

Os outros dois fenômenos citados pelo meteorologista são frentes frias que vieram da Bolívia e se uniram com o calor e a umidade, agravando a situação.

Perigo
Alertas de perigo ainda demandam atenção para a Região Serrana do Rio de Janeiro. As fortes chuvas podem provocar deslizamentos em áreas com topografia favorável.

O alerta vermelho do Inmet também abrange São Paulo, chegando a Goiás, passando também por cidades de Minas Gerais, como Patrocínio e Uberlândia.

O Tocantins e Mato Grosso também sofrem com o fenômeno da Zona de Convergência do Atlântico Sul ( ZCAS), intensificado pelo La Niña, uma massa de ar frio que se une à umidade do tempo quente e aumenta os temporais.

Onda de calor
Enquanto as chuvas têm assustado os moradores da Região Sudeste, parte do Nordeste, com a Bahia no centro da crise, atingindo também o Maranhão e o Piauí, o calor será o problema para os moradores da Região Sul.

O alerta de perigo do Inmet, nesse caso, é para temperaturas 5 ºC acima da média normal pelos próximos cinco dias.

A temperatura pode passar dos 40 ºC, com umidade menor do que 30%. Nesse caso, a previsão é de que todo o Rio Grande do Sul seja afetado.

Entenda a mistura de fenômenos
De acordo com o Inmet, normalmente, durante o verão ocorrem chuvas mais espaçadas. As precipitações são rápidas e fortes, mas param. No fenômeno que provocou as tragédias na Bahia e em Minas, as chuvas mostraram-se permanentes.

Isso ocorreu devido a influências sobre a tradicional Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), que é um corredor de umidade estendido por partes das regiões Norte e Sudeste do Brasil, passando também pelo Nordeste.

“Estamos no verão no Hemisfério Sul. Nesta época, alguns fenômenos começam a se destacar. Uma alta umidade vem da Bolívia para a Região Norte e empurra muita umidade para o oeste do país. Há ainda o La Niña, que provoca um resfriamento das águas do Pacífico equatorial e provoca chuvas mais abundantes no Norte e Nordeste.”

O La Niña provoca no Brasil chuvas fortes e abundantes, aumento do fluxo dos rios e inundações subsequentes no Norte e no Nordeste, além de seca no Sul.

Com informações do Metrópoles

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    Criado para reconhecer iniciativas que fortalecem o Legislativo brasileiro, o Prêmio Unale Assembleia Cidadã chega à sua sexta edição valorizando projetos que aproximam o Parlamento da sociedade e aprimoram a gestão pública. As iniciativas são avaliadas em quatro categorias: Gestão, Atendimento ao Cidadão, Projetos Especiais e Reportagem Legislativa, sempre tendo como horizonte valores como transparência, cidadania, humanização e eficiência administrativa.

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    Por trás de cada sistema e de cada inovação, existe um trabalho silencioso e dedicado realizado por servidores da própria Assembleia, especialmente pelas equipes da Diretoria de Gestão Tecnológica e Inovação. São profissionais que transformam conhecimento em soluções concretas, fazendo nascer, dentro da própria Casa, ferramentas que fortalecem o funcionamento do Parlamento e ampliam o acesso da população às atividades legislativas.

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    A proposta reúne oficinas e projetos que estimulam diferentes habilidades. Entre as atividades previstas estão práticas esportivas, como jiu-jitsu e capoeira, além de oficinas de música, teatro, dança e artes plásticas.

    O programa também inclui ações voltadas para tecnologia e empreendedorismo, com atividades de educação digital e projetos que incentivam o planejamento de vida dos estudantes. Jogos matemáticos e desafios educativos também fazem parte da programação.

    A escola em tempo integral busca oferecer uma formação mais ampla, combinando conteúdos do currículo regular com experiências práticas que contribuem para o aprendizado e a convivência entre os alunos. A expectativa é fortalecer o desenvolvimento educacional dos estudantes da rede municipal.

  • Comissão Processante mantém decisão contra cassação de Brisa Bracchi

    Brisa Bracchi

    A Comissão Processante instaurada na Câmara Municipal de Natal concluiu nesta sexta-feira (13) a apuração sobre a denúncia e o pedido de cassação contra a vereadora Brisa Bracchi (PT), emitindo parecer contrário à perda do mandato da parlamentar. O colegiado havia reaberto a fase de instrução do processo por decisão judicial, a fim de garantir à vereadora o direito de prestar depoimento.

    Com a conclusão da análise, o relatório final será encaminhado à Mesa Diretora da Câmara, que deverá decidir sobre a convocação da sessão de julgamento em plenário. O relator do processo, vereador Daniell Rendall (Republicanos), manteve em seu parecer a recomendação pela cassação da parlamentar, acusada de destinar recursos de emenda parlamentar para a realização de um evento de caráter político-partidário.

    A presidente da comissão, vereadora Samanda Alves (PT), apresentou voto divergente, defendendo que o caso seja analisado pela Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Casa, sem resultar em cassação. Com a ausência do vereador Tárcio de Eudiane (União), houve empate entre os votos.

    Diante do impasse, a Procuradoria da Câmara foi consultada para definir qual entendimento deveria prevalecer. “O vereador Daniell votou pela cassação, nós apresentamos voto divergente e, seguindo a orientação da Procuradoria, no caso de empate prevalece o voto mais benéfico à ré. Então foi o voto vencedor pela não cassação da vereadora Brisa”, explicou Samanda Alves.

    “O entendimento foi pela adoção do relatório mais favorável à vereadora, com base em princípios do direito penal e do processo penal. A comissão encerra hoje os trabalhos e deve encaminhar a decisão à presidência para que a Mesa Diretora decida sobre a sessão”, esclareceu o procurador-geral da Casa, Gustavo Souza.

    Ele acrescentou que ainda há uma discussão judicial sobre a contagem do prazo final de funcionamento da comissão e que, por isso, foi necessário cumprir todas as etapas processuais antes do encerramento dos trabalhos.

  • Governo do RN proíbe nomeação de condenados por feminicídio para cargos comissionados

    Governadoria do RN em Natal — Foto: Augusto César Gomes

    O Governo do Rio Grande do Norte proibiu a nomeação de pessoas condenadas pelo crime de feminicídio para cargos em comissão e funções de confiança na administração pública estadual. A medida está prevista na Lei nº 12.647/2026, publicada no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (12).

     

    A norma vale para toda a estrutura do Poder Executivo estadual, incluindo administração direta, autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista.

     

    De acordo com a lei, a vedação se aplica a pessoas condenadas por feminicídio em decisão judicial transitada em julgado, quando não há mais possibilidade de recurso. O crime está previsto no Código Penal brasileiro e se refere ao homicídio cometido contra a mulher em razão de sua condição de gênero.

  • Bolsonaro é levado ao hospital após passar mal em Brasília

    O ex-presidente Jair Bolsonaro foi levado ao Hospital DF Star na manhã desta sexta-feira (13), em Brasília, após apresentar mal-estar.

    Segundo o senador Flávio Bolsonaro, o ex-presidente acordou com calafrios e episódios de vômito. Ele foi transportado até a unidade de saúde por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e chegou ao hospital por volta das 8h52.

    Em publicação nas redes sociais, Flávio informou que recebeu a notícia de que o pai estava a caminho do hospital e pediu orações, afirmando que as informações iniciais indicavam calafrios e vômitos.

    À CNN Brasil, o cardiologista Leandro Echenique, que acompanha o ex-presidente, disse que Bolsonaro apresentou febre e queda na oxigenação. Ele passará por exames para avaliar a possibilidade de uma infecção respiratória.

    Com informações da CNN Brasil.

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