Governo institui Plano Estadual de Atenção aos Refugiados, Apátridas e Migrantes

A partir do decreto, o Rio Grande do Norte é o primeiro estado da região Nordeste a com previsão legal de um plano; assinatura marca a abertura das ações da II Semana Estadual do Refugiado, Apátrida e Migrante

A governadora Fátima Bezerra assinou, nesta segunda-feira (21), o Decreto que institui o Plano Estadual de Atenção aos Refugiados, Apátridas e Migrantes do Rio Grande do Norte, primeiro da região Nordeste, e também o Termo de Cooperação Técnica com a Organização Internacional para as Migrações (OIM) da ONU.

A solenidade, realizada no auditório da Governadoria, em Natal, marca o início da II Semana Estadual do Refugiado, Apátrida e Migrante, de 21 a 25 de junho, promovida pelo Governo do Estado por meio do Comitê Estadual Intersetorial de Atenção aos Refugiados, Apátridas e Migrantes (CERAM-RN). A semana vai discutir as políticas públicas acerca da migração e refúgio dessa população presente no território potiguar.

Na solenidade, Fátima Bezerra, ao lado do vice-governador Antenor Roberto, recebeu o Selo Migracidades/OIM 2020 das Nações Unidas outorgado como reconhecimento ao engajamento do Governo do RN no aprimorando à Governança da Migração no Brasil.

O chefe de missão da OIM no Brasil, Stéphane Rostiaux, que participou da solenidade de forma virtual, afirmou que o Selo é um reconhecimento que o Rio Grande do Norte é um reconhecimento aos esforços do Governo do Estado no acolhimento aos migrantes e refugiados,

Oficial de Proteção do ACNUR no Brasil, Pablo Mattos, também de forma virtual, referendou o Plano lançado pela governadora Fátima Bezerra como um passo fundamental para a proteção da população migrante no RN.

Na solenidade híbrida, com representações no auditório da Governadoria e também em plataforma virtual transmitida pelo canal do Governo do Estado no Youtube, a governadora Fátima Bezerra falou diretamente aos dois representantes dos indígenas Warao, Aníbal Perez e Ramon Perez, presentes na solenidade.

Fátima Bezerra ressaltou aos dois indígenas venezuelanos que o Plano é uma política de governo pautada no direito e na cidadania. “Hoje, estamos dando mais um importante passo na promoção da proteção socioassistencial, dos direitos humanos, dos refugiados, apátridas e migrantes no Rio Grande do Norte.

No Rio Grande do Norte, vivem 13.633 migrantes internacionais, segundo dados do Cadastro Nacional do Ministério da Justiça (RNM). Desse universo, segundo o Comitê Estadual Intersetorial de Atenção aos Refugiados, Apátridas e Migrantes do Rio Grande do Norte (Ceram/RN), órgão vinculado à Secretaria de Estado do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social (Sethas), 232 são refugiados venezuelanos, sendo 188 indígenas da etnia Warao, dos quais 124 vivem em Natal, e 64 em Mossoró, dos quais, 44 não indígenas.

PLANO

O Plano elaborado pelo CERAM vai executar a Política Estadual de Atenção aos Refugiados, Apátridas e Migrantes do Rio Grande do Norte (PEARAM/RN) enviada pelo Governo para votação da Assembleia Legislativa. Será o primeiro estado da Região Nordeste a ter por uma lei institucionalizando e organizando a Política Pública para Refugiados, Apátridas e Migrantes, explicou o presidente do Ceram, Thales Dantas.

De acordo com a secretária-adjunta da Sethas, Josiane Bezerra, o Plano vai permitir a Inclusão de Metas e Objetivos do PEARAM/RN no Plano Plurianual do Governo do Estado (2020-2023), Implementar o Plano Estadual de Atenção aos Refugiados, Apátridas e Migrantes do Rio Grande do Norte t(2021-2024) e fazer o Planejamento Estratégico do CERAM/RN (2020-2022);

Também participaram a presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Natal, Divaneide Basílio; a deputada estadual Isolda Dantas; além do procurador-geral do Estado, Luiz Antônio Marinho; representações dos mandatos da deputada federal Natália Bonavides; da vereadora Brisa Silva Bracchi.

De forma virtual, estiveram os deputados Francisco do PT e Souza Neto; O defensor público federal Edilson Santana; secretária de Direitos Humanos de Natal, Iara Costa; secretária de Desenvolvimento Social e Juventude de Mossoró, Janaína Holanda; secretário de Direitos Humanos e Participação Popular do Governo do Maranhão, Francisco Gonçalves; subsecretária da Semjidh, Maria Luíza Tonelli; vice-presidente do CERAM, José Rodrigues Filho; Presidente da Associação em Solidariedade ao Imigrante do Rio Grande do Norte (Asirn) Muhamed Taufik; professor Tiago Moreira, da UFRN; Heloísa Ferreira, da Cáritas de Caicó; Yuri Vasconcelos, servidor da Coordenação Técnica Local da Funai, em Natal; a coordenadora da Diversidade Sexual da Semjidh, Janaína Lima; e a coordenadora de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, da SEMJIDH, Sandra Pequeno.

 

Confira também

  • Justiça Eleitoral começa a convocar mesários para eleições de outubro

    Os mesários e outras pessoas que vão atuar como apoio logístico nas eleições de outubro vão receber uma carta de convocação. O documento detalha a função que será desempenhada durante o pleito, a seção eleitoral em que o trabalho será realizado e informações sobre o treinamento.

    Quem for convocado para atuar como mesário pode pedir dispensa da função por meio de requerimento dirigido ao juiz eleitoral no prazo de cinco dias após a publicação do edital de nomeação. O mesário deve comprovar a impossibilidade de atuar nas eleições.

    No dia da eleição, os mesários realizam a identificação dos eleitores e o procedimento da zerésima, ou seja, confirmam que não há votos na urna eletrônica antes do início da votação, além de outras funções.

    Em geral, a Justiça Eleitoral mantém a convocação de pessoas que já atuaram como mesários em eleições anteriores. O chamado para trabalhar nas eleições pode ocorrer por convocação, com escolha entre nomes que estão na lista de eleitores, ou cadastro voluntário.

    O trabalho dos mesários não é remunerado, mas diversos benefícios são oferecidos, como dois dias de folga para cada dia de trabalho ou de treinamento, auxílio alimentação de R$ 65 e contagem de horas trabalhadas como atividade extracurricular em universidades.

    O número de mesários que vão trabalhar no pleito ainda não foi divulgado. Na eleição presidencial de 2022, cerca de 1,5 milhão atuaram nas eleições.

    O primeiro turno será no dia 4 de outubro, quando serão escolhidos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República.

    O segundo turno está marcado para o dia 25 de outubro e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente quando nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.

  • Aeroporto de Natal terá 176 voos extras nas férias de julho

    Aeroporto de Natal/ Foto: Alex Régis

    Quem vai viajar durante as férias de julho terá mais opções de voos partindo do Aeroporto Internacional de Natal. Entre os meses de julho e agosto, as companhias aéreas irão disponibilizar 176 voos extras, ampliando a oferta de assentos para atender ao aumento da demanda no período.

    Ao todo, estão previstas 3.306 operações de embarque e desembarque, um crescimento de 21% em comparação com o mesmo período do ano passado. A maior parte das operações será em voos nacionais, com destaque para destinos como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Recife e Belo Horizonte.

    Os voos adicionais terão como principal origem e destino os aeroportos de Guarulhos, Congonhas e Viracopos, em São Paulo.

    No mercado internacional, também haverá reforço na malha aérea. Estão programados 216 voos, alta de 55% em relação ao mesmo período de 2025. Os destinos mais procurados são Lisboa, em Portugal, e Buenos Aires, na Argentina.

    Outra novidade é a volta da rota direta entre Natal e Montevidéu. O voo sazonal da GOL passou a operar neste mês de julho, com uma frequência semanal, permanecendo disponível até o início de agosto.

    Com o aumento no fluxo de passageiros, a orientação é chegar ao aeroporto com pelo menos duas horas de antecedência para voos nacionais e três horas para voos internacionais, além de conferir as regras de bagagem da companhia aérea antes da viagem.

  • Governo do RN fortalece política de proteção animal com entrega de relatório da Comissão e sanção da Lei Lucy

    O Governo do Rio Grande do Norte deu mais um passo no fortalecimento das políticas públicas voltadas à proteção e ao bem-estar animal nesta terça-feira (7). Em solenidade realizada no Auditório da Governadoria, a governadora Fátima Bezerra recebeu o relatório da Comissão Governamental de Defesa dos Animais e sancionou a Lei Lucy, que estabelece diretrizes para o manejo ético, a proteção e o bem-estar de animais comunitários e domésticos no estado.

    A Lei Lucy foi criada após a morte da gata Lucy, em Mossoró, caso que mobilizou defensores da causa animal em todo o Rio Grande do Norte. A nova legislação reconhece os animais comunitários, cães e gatos sem tutor exclusivo, mas cuidados pela comunidade, e determina medidas que garantem sua proteção, proibindo remoções arbitrárias e priorizando o manejo ético por meio da captura, esterilização, vacinação, identificação e devolução ao local de origem.

    Durante a cerimônia, também foi entregue o relatório da Comissão Governamental de Defesa dos Animais, colegiado formado por representantes de órgãos estaduais, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RN), das forças de segurança, da comunidade científica e de entidades de proteção animal. O documento reúne o balanço das ações desenvolvidas e aponta diretrizes para ampliar a política estadual de defesa dos animais.

    Desde 2021, o Governo do Estado vem ampliando os investimentos na área, com apoio a organizações da sociedade civil, campanhas de castração, aquisição de insumos veterinários, bancos de ração, equipamentos e estrutura para atendimento. Ao todo, foram celebrados 26 instrumentos administrativos, com investimento de R$ 3,725 milhões, beneficiando mais de 20 municípios potiguares e fortalecendo uma rede formada por dez organizações parceiras.

    Entre as ações em andamento está a aquisição de um castramóvel pela Secretaria de Estado da Agricultura, da Pecuária e da Pesca (SAPE), com investimento de R$ 200 mil, que será cedido à Associação Amor por Toda a Vida para ampliar os programas permanentes de castração em diversas regiões do estado.

    Para a governadora Fátima Bezerra, a sanção da Lei Lucy representa um avanço civilizatório e reafirma o compromisso do Estado com uma política pública baseada no respeito à vida.

    “Cuidar dos animais também é cuidar da sociedade. A Lei Lucy nasce da mobilização da população e da sensibilidade diante de uma história que não pode se repetir. Hoje o Rio Grande do Norte dá um exemplo ao reconhecer que a proteção animal é uma política pública permanente, construída com responsabilidade, diálogo e respeito à vida.”

    A governadora também destacou que o trabalho desenvolvido pela Comissão fortalece a atuação integrada do Estado.

    “Receber este relatório é consolidar um esforço coletivo que reúne governo, instituições e sociedade civil em torno de uma mesma causa”.

  • Cabo Deyvison retorna à Câmara de Mossoró e diz que seguirá firme no combate ao crime organizado

    O vereador Cabo Deyvison (PL) retomou, nesta terça-feira (7), as atividades na Câmara Municipal de Mossoró após ficar afastado desde o atentado a tiros sofrido no dia 16 de junho.

    Durante a sessão ordinária, o parlamentar fez um discurso de cerca de dez minutos, no qual afirmou que continuará denunciando e enfrentando o crime organizado, apesar do ataque.

    “Quem achou que eu iria recuar, se enganou. Quem achou que eu ia voltar menor, se enganou. Quem achou que essa luta ia acabar se enganou. Eu estou de pé e estou de volta, duas vezes mais forte e mais corajoso”, declarou.

    No pronunciamento, Cabo Deyvison também prestou homenagem ao assessor Allyson Diego, morto durante o atentado, e reafirmou o compromisso de manter sua atuação parlamentar.

  • Bolsonaro quer manter Michelle na disputa pelo Senado

    O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pretende manter o apoio à candidatura da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ao Senado pelo Distrito Federal, apesar da crise pública envolvendo o filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo apuração da CNN Brasil, Michelle deve oficializar a candidatura nas próximas semanas, durante a convenção nacional do PL, prevista para 25 de julho, em São Paulo.

    De acordo com interlocutores do partido, Michelle chegou a cogitar desistir da disputa após os desentendimentos com Flávio, mas a tendência é que permaneça no projeto eleitoral. Até o anúncio oficial, a orientação é que ela evite declarações públicas para não ampliar o desgaste familiar. Ainda assim, aliados afirmam que a ex-primeira-dama continuará se manifestando quando considerar que foi alvo de ataques ou críticas.

    Os atritos entre Michelle e Flávio se intensificaram após divergências sobre o apoio do PL ao ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) no Ceará. Na semana passada, a ex-primeira-dama anunciou sua saída da presidência do PL Mulher e divulgou um vídeo no qual afirmou ter sido “maltratada”, “desrespeitada” e “humilhada” pelo enteado.

    Segundo a CNN Brasil, aliados de Flávio Bolsonaro avaliam que uma eventual candidatura de Michelle ao Senado pode se tornar um fator de desagregação ainda maior dentro do PL. Há também o receio de que a ex-primeira-dama utilize a própria campanha para fazer críticas ao filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    A ex-primeira-dama, no entanto, nunca confirmou que pretende disputar um cargo público, embora também jamais tenha descartado essa possibilidade. Quando questionada sobre o assunto, a ex-presidente do PL Mulher afirma que seu futuro político está entregue a Deus e será definido, no momento certo, em conjunto com o marido.

    Fonte: CNN

  • STF cobra explicações do TJRN e de outros seis tribunais sobre pagamentos acima do teto

    Em nota, TJRN disse que “o auxílio-alimentação para servidores da Justiça potiguar foi instituído a partir da Lei Estadual/ Foto: Reprodução

    O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) e outros seis tribunais apresentem, em até 48 horas, esclarecimentos sobre pagamentos feitos a magistrados acima do teto constitucional. A decisão foi assinada pelo ministro Alexandre de Moraes.

    Além do TJRN, deverão prestar informações os tribunais do Distrito Federal e Territórios, Goiás, Maranhão, Paraná, Rio de Janeiro e Rondônia. As cortes terão de detalhar os valores pagos, informar se seguiram os limites definidos pelo STF e apresentar a justificativa jurídica para os repasses.

    A medida foi tomada após a divulgação de remunerações que ultrapassaram os parâmetros estabelecidos pelo Supremo. Em alguns casos, os pagamentos superaram R$ 200 mil, sendo identificado um repasse acima de R$ 495 mil.

    Na decisão, Alexandre de Moraes também alertou que os presidentes dos tribunais poderão responder penalmente e até serem afastados dos cargos de direção caso a determinação não seja cumprida dentro do prazo.

    Em março deste ano, o STF definiu que a remuneração mensal dos magistrados não pode ultrapassar R$ 78,8 mil, considerando o salário e apenas as verbas indenizatórias autorizadas pela Corte. O Supremo também limitou esses benefícios adicionais a 35% do vencimento regular.

    Os tribunais afirmam que os pagamentos seguiram uma resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mas o STF ainda analisa se a norma é compatível com a Constituição. A decisão final deverá estabelecer quais verbas podem integrar a remuneração dos magistrados e os limites que deverão ser observados em todo o país.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.