Rodrigo Maia diz que apologia de Eduardo à ditadura é passível de punição

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), repudiou a declaração de Eduardo Bolsonaro sobre o AI-5 (Guilherme Rodrigues/Estadão Conteúdo)

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), admitiu que o deputado Eduardo Bolsonaro (SP), líder do PSL na Casa, poderá ser punido por ter cogitado a reedição do Ato Institucional nº 5 em caso de “radicalização” por parte da esquerda. Maia disse que a afirmação do filho caçula do presidente Jair Bolsonaro é repugnante e deverá ser repelida pelas instituições brasileiras. Ele ainda acrescentou que “o Brasil jamais regressará aos anos de chumbo”.

“Manifestações como a do senhor Eduardo Bolsonaro são repugnantes, do ponto de vista democrático, e têm de ser repelidas com toda a indignação possível pelas instituições brasileiras”, disse Maia, em comunicado distribuído pelas redes sociais. “A apologia reiterada a instrumentos da ditadura é passível de punição pelas ferramentas que detêm as instituições democráticas brasileiras. Ninguém está imune a isso. O Brasil jamais regressará aos anos de chumbo.”

A declaração de Eduardo foi dada em uma entrevista à jornalista Leda Nagle que foi divulgada nesta quinta-feira, 31. O Ato Institucional nº 5, ao qual Eduardo se referiu, foi baixado em 13 de dezembro de 1968 e abriu caminho para a radicalização da ditadura militar (1964-1985), com a cassação e a suspensão de direitos políticos, institucionalização da censura à imprensa e o endurecimento da repressão com tortura, mortes e desaparecimentos de militantes de oposição.

Eduardo cogitou a reedição do AI-5 quando foi questionado sobre os protestos no Chile e a eleição de Alberto Fernández na Argentina, tendo como vice a ex-presidente Cristina Kirchner. “Se a esquerda radicalizar a esse ponto, a gente vai precisar ter uma resposta. E a resposta, ela pode ser via um novo AI-5, via uma legislação aprovada através de um plebiscito, como aconteceu na Itália. Alguma resposta vai ter que ser dada”, declarou.

Diante do repúdio que provocou na classe política, unindo os representantes de partidos da esquerda à direita, Eduardo recorreu ao Twitter para reiterar o seu posicionamento. Ele publicou o vídeo em que o então deputado Jair Bolsonaro exalta a ditadura militar e elogia o torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra ao divulgar seu voto no impeachment de Dilma Rousseff. Eduardo acrescentou a declaração: “Se você está do lado da verdade, não tenhais medo.”

Os partidos de oposição anunciaram que irão mover uma ação no Conselho de Ética da Câmara para pedir a cassação do mandato de Eduardo. Segundo o líder da oposição na Casa, deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), ao ameaçar o povo brasileiro com a volta da ditadura, Eduardo fere mortalmente o juramento que fez ao tomar posse, prometendo defender a Constituição. Além disso, ameaça a instituição que integra, já que o AI-5 provocou o fechamento do Congresso.

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    A governadora Fátima Bezerra (PT) promoveu mais uma alteração no secretariado estadual. O ex-secretário de Desenvolvimento Rural e da Agricultura Familiar (Sedraf), Alexandre Lima, foi nomeado para comandar a Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplan).

    Alexandre assume a pasta no lugar de Virgínia Ferreira, que passou a ocupar a chefia do Gabinete Civil após a saída de Raimundo Alves, escolhido para coordenar a campanha de Cadu Xavier ao Governo do Estado.

    Esta é a terceira mudança no primeiro escalão em cerca de 40 dias. Antes, o ex-prefeito de Mossoró Lairinho Rosado havia sido nomeado para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação (Sedec).

    Alexandre Lima havia deixado a Sedraf para se dedicar ao projeto de disputar uma vaga de deputado federal nas eleições deste ano. No entanto, desistiu da pré-candidatura e retornou ao governo estadual, agora à frente da Seplan.

  • Rogério Marinho diz que veto a visitas de Flávio a Bolsonaro é “interferência no jogo político”

    O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência e líder da oposição no Senado, afirmou nesta segunda-feira 13 que a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu Flávio Bolsonaro de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por 90 dias, representa uma “clara interferência no jogo político” e uma tentativa de deixar o ex-presidente “incomunicável”.

    A manifestação foi feita após Moraes determinar a restrição de visitas ao senador, depois de considerar que Flávio descumpriu a medida cautelar que proíbe Jair Bolsonaro de utilizar redes sociais, direta ou indiretamente, ao divulgar uma carta escrita pelo pai em suas redes sociais no último sábado 11.

    Rogério Marinho diz que veto a visitas de Flávio a Bolsonaro é “interferência no jogo político” – Foto: Waldemir Barreto/Senado

    Em nota, Rogério Marinho afirmou que a decisão é autoritária e desproporcional.

    “A medida reforça a percepção de perseguição política e de tratamento desigual. Parte do Supremo Tribunal Federal abandona a necessária posição de árbitro institucional e passa a atuar como adversário político de Jair Bolsonaro, de Flávio Bolsonaro e de todo o campo de oposição”, declarou.

    O senador também comparou a situação de Jair Bolsonaro ao período em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve preso na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, durante a Operação Lava Jato.

    “O contraste é evidente. Preso em 2018, Lula recebeu centenas de visitas e manteve interlocução política com seus aliados, inclusive Fernando Haddad. Durante a campanha eleitoral, manifestou-se publicamente por cartas, chegando a pedir votos para o candidato que o substituiu. Ainda preso, concedeu entrevistas à imprensa e suas declarações repercutiram amplamente nas redes sociais”, afirmou.

    Na sequência, Rogério Marinho disse que a proibição imposta a Flávio Bolsonaro ultrapassa a esfera política e atinge o direito ao contato familiar.

    “Punir um filho e impedir o contato familiar porque ele tornou pública uma mensagem do pai representa uma grave tentativa de silenciamento […] Calar um preso dessa maneira é inconstitucional e representa a retomada de práticas próprias de regimes autoritários. Calar Bolsonaro é tentar calar a expressiva parcela da população brasileira que ele representa”, afirmou.

    A carta escrita por Jair Bolsonaro foi lida por Flávio Bolsonaro durante uma transmissão nas redes sociais e posteriormente publicada em forma de imagem após uma visita ao pai. O ex-presidente cumpre, em casa, pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

    Na decisão, Alexandre de Moraes determinou que Flávio Bolsonaro não poderá visitar o pai durante 90 dias. O prazo termina em 11 de outubro, antes do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro.

    A restrição também pode afetar a pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, que ficará sem contato direto com Jair Bolsonaro durante o período, o que pode dificultar articulações relacionadas à pré-candidatura e aos palanques do grupo político.

    Advogado diz que decisão é inconstitucional

    Em nota, o advogado da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, Tracy Reinaldet, afirmou que a decisão é ilegal e inconstitucional e informou que a defesa adotará medidas para revertê-la.

    “Desde a proclamação da Constituição de 1988, deixar o preso incomunicável sempre foi visto pelo Supremo Tribunal Federal como algo inconstitucional. No entanto, a decisão de hoje aproxima o Presidente Jair Bolsonaro da incomunicabilidade”, diz o comunicado.

    Fonte: Agora RN

  • Seminário apresenta resultados de pesquisas voltadas à inovação na gestão dos recursos hídricos

    O Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte (IGARN) realizou, na manhã desta segunda-feira, o 2º Seminário Diálogos, Pesquisa e Inovação na Gestão Hídrica. O evento aconteceu no auditório da Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e do Lazer (SEEC), no Centro Administrativo, em Natal, e foi promovido em parceria com a Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do Rio Grande do Norte (FUNCERN).

    O seminário teve como objetivo apresentar os resultados das pesquisas desenvolvidas ao longo do segundo ano de execução do Termo de Fomento nº 01/2024, firmado entre o IGARN e a FUNCERN. A iniciativa também buscou promover a troca de conhecimentos, fortalecer a cooperação institucional e disseminar informações relevantes para o aprimoramento da gestão dos recursos hídricos no Rio Grande do Norte.

    Durante o evento, foram apresentados estudos sobre temas estratégicos para a gestão hídrica, entre eles: a implementação do Inventário de Dados Pessoais do IGARN; pequenas compras públicas; monitoramento e avaliação do Plano Plurianual do Instituto para o estabelecimento de uma gestão mais eficaz; geoprocessamento como ferramenta de apoio à gestão da segurança de barragens, com estudo de caso no Rio Grande do Norte; consolidação e avaliação das ferramentas de capacitação; Manual do Usuário do Sistema Integrado de Gestão das Águas (SIGA); monitoramento hidrológico aplicado à gestão do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF) no Rio Grande do Norte, com abordagem operacional para o trecho do rio Piranhas; além da atualização do Índice de Qualidade da Água (IQA) e de iniciativas voltadas à inovação na gestão dos recursos hídricos.

    A governadora Fátima Bezerra participou da abertura do seminário e ressaltou o caráter transversal da gestão dos recursos hídricos, destacando sua integração com diferentes políticas públicas e setores da sociedade.

    Desenvolvimento regional

    “A gestão das águas não deve ser conduzida de forma isolada; ao contrário, exige uma abordagem transversal e intersetorial. A gestão está intrinsecamente ligada ao planejamento territorial e ao desenvolvimento regional, conectando-se diretamente a setores estratégicos como a agricultura, o saneamento, a política energética, a indústria e a preservação ambiental. Estes seminários são fundamentais para consolidar parâmetros técnicos precisos e assertivos, essenciais para o aprimoramento da nossa governança hídrica.”

    O diretor-presidente do IGARN, Procópio Lucena, ressaltou a importância das pesquisas para o fortalecimento da gestão dos recursos hídricos e para a construção de soluções voltadas aos desafios climáticos.

    “Esse Termo de Fomento entre o IGARN e a FUNCERN representa um importante espaço de produção de conhecimento em gestão de recursos hídricos para o governo, a sociedade e as novas gerações. Em um cenário de mudanças climáticas cada vez mais intensas, fortalecer a ciência, o conhecimento aplicado e a participação social é fundamental para construir um futuro mais sustentável e justo.

    Essa iniciativa amplia o conhecimento sobre a gestão das águas e oportuniza que a juventude desenvolva pesquisas aplicadas para solucionar problemas de gestão hídrica em uma região semiárida, demonstrando que a educação e a ciência são aliadas dos processos de adaptação e mitigação.”

    O secretário de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Paulo Varella, destacou o empenho dos pesquisadores e a qualidade dos trabalhos desenvolvidos no âmbito da parceria entre o IGARN e a FUNCERN.

    “Gostaria de registrar um reconhecimento muito especial aos nossos bolsistas. O trabalho que realizam, com tamanha dedicação e compromisso, é o que sustenta o progresso desta instituição. A contribuição de cada um de vocês é indispensável para os avanços que estamos alcançando.”

    A coordenadora de Pesquisas da FUNCERN, Ceres Dantas, ressaltou a importância de ampliar a divulgação dos resultados das pesquisas para aproximar a sociedade das ações desenvolvidas pelo Instituto.

    “Temos nos dedicado a sistematizar os resultados dessas pesquisas anualmente. Nosso foco tem sido ampliar a comunicação com a sociedade, adotando uma linguagem mais acessível e produzindo documentos voltados ao público externo, para ampliar a visibilidade das atividades desenvolvidas pelo IGARN.”

  • Babá Pereira tem pré-candidatura a vice-governador do RN lançada em São Tomé

    Em uma noite marcada por grande participação popular e forte articulação política, Babá Pereira teve seu nome lançado oficialmente como pré-candidato a vice-governador do Rio Grande do Norte nesse sábado, 11 de julho, durante o Encontro Regional do Potengi (Projeto Endireita RN) realizado na Fazenda Barra, em São Tomé-RN.

    O evento reuniu lideranças políticas, pré-candidatos, senadores, deputados federais, estaduais, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, representantes de diversos municípios e apoiadores de toda a região, consolidando o nome de Babá Pereira como uma das principais lideranças do grupo político para as eleições de 2026.

    O lançamento da pré-candidatura reforça o fortalecimento do projeto político para o Rio Grande do Norte e evidencia a representatividade de Babá Pereira no cenário estadual, em um encontro considerado histórico pela expressiva participação do público e das lideranças presentes.

    Fonte: Diário Lajespintadense

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