Artigo Ney Lopes: “Quem ”pagará o pato” nas reformas?”

Ney Lopes- jornalista, advogado, ex-deputado federal e professor de Direito Constitucional (UFRN)

Janeiro já se foi e chega fevereiro trazendo “cara nova” à política brasileira.

O governo Bolsonaro começa a governar. Afunilam-se as reformas, realmente necessárias e inadiáveis.

A grande questão é como fazer tais reformas.

Por mais que prospere a tese de desvalorização da classe política, o único caminho para a consolidação e estabilidade das reformas será o debate e soluções finais definidas no “coração da democracia”, que são as Casas Legislativas, no caso o Congresso Nacional.

O legislativo é a “cara”, a “fotografia” do povo brasileiro, com virtudes e defeitos. Ninguém chega lá por nomeação. O voto é livre. E as deformações existentes na sua composição, conduzem à reflexão de que a culpa é de quem votou e não da instituição em si.

Há uma relação ambígua, de amor e ódio, entre o eleitor e o deputado, senador e vereador. Se de um lado propaga-se a ideia de que “todos calçam quarenta”, por outro há a certeza de que seria muito pior, sem o Legislativo aberto e efetivamente livre.

Sou defensor intransigente do Legislativo, sem prejuízo da importância do judiciário e do executivo. Cabe esclarecer que na concepção original de Montesquieu, não existem propriamente três poderes.

O poder é indivisível e pertence ao Estado, que por si divide as suas tarefas e funções de legislar, administrar e julgar.

Ao Estado cabe preservar a liberdade política, justiça social, liberdade religiosa, propriedade com fim social, pluralismo cultural, regular o mercado, o devido processo legal e outros valores que assegurem uma democracia estável.

Nos últimos anos, a democracia brasileira correu graves riscos de instabilidade. Em momentos difíceis, após o impeachment de Dilma Rousseff, houve declaração inadmissível de tresloucados, desafiando a ordem constitucional e ameaçando o uso da via militar como única solução.

A garantia da normalidade democrática, que conduziu às eleições livres de 2018, foi assegurada pelo então comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas, um nome que deve ser respeitado na história nacional.

No momento certo de conter os insurretos, ele declarou com ênfase: “não há qualquer possibilidade” de intervenção militar… o emprego nosso será sempre por iniciativa de um dos Poderes. As Forças Armadas defendem a manutenção da democracia, a preservação da Constituição, além da proteção das instituições”.

A posição firme do general Villas Boas evitou que o Brasil mergulhasse no abismo de um regime autoritário.

Na atual conjuntura de consolidação das mudanças necessárias ao país, a maior responsabilidade será dos legisladores. O judiciário não faz a lei, aplica. O executivo, cumpre. A missão de legislar exige vocação e conhecimento das matérias em debate.

O legislador não pode ser do tipo “eu não vou, vão me levando”. Terá que conciliar soluções técnicas, com o sentimento social. Essa é a grande diferença entre tecnocratas e políticos. As reformas não podem penalizar mais uns, do que outros.

O perigo será a tecnocracia instalada nos governos tornar-se autossuficiente, “dona da verdade”, acima do “bem e do mal” e dizer-se (o que não é verdade) imune a qualquer tipo de pressão.

No caso da inadiável reforma da previdência (proposta oficial não conhecida), as soluções finais haverão de priorizar os princípios fundamentais da dignidade da pessoa humana, valores sociais do trabalho e livre iniciativa, previstos na Constituição (art. 1º, III; IV e 170).

Essas regras norteiam o sistema das relações com o “mercado”, exigindo a “divisão justa de sacrifícios” entre as várias categorias sociais, como meio de superar crises.

Não se justifica o critério da “mão única”, no qual o vilão-responsável sejam os trabalhadores, servidores públicos e beneficiários da previdência.

O déficit realmente existe e precisa ser corrigido.

Entretanto, é necessário ir fundo na identificação das “causas”, que têm origem em vários fatores.

O principal deles são os “vazamentos”, de bilhões e bilhões de recursos públicos, decorrentes de “fraudes e privilégios”, historicamente “justificadas” sob variados pretextos, sem prestação de contas.

Infelizmente, o risco iminente é que os assalariados, servidores públicos e beneficiários da previdência social “paguem o pato” sozinhos, apenas com pequenas “medidas” futuras de combate aos desvios, que não alcançarão as situações passadas, com aplicação de severas penalidades e até sequestros de bens.

Como justificar-se, por exemplo, administradores públicos e privados descontarem a previdência de assalariados e servidores e não recolherem os valores correspondentes?

Como justificar-se a desoneração da previdência (soma superior a 600 bilhões de reais), imaginada como meio de combate ao desemprego, sem que tal objetivo tenha sido atingido?

Outras indagações semelhantes poderão ser feitas, sem resposta, diante da caracterização, no mínimo, do crime de apropriação indébita.

Por tais razões impõe-se, de saída, uma rigorosa apuração dessas responsabilidades, por mais que o “mercado” lute para jogá-las debaixo do tapete.

Regra geral, a tecnocracia defensora dogmática do “Deus mercado”, somente leva em conta déficits, custos e a lei da oferta e da procura, inegavelmente fatores importantes.

Entretanto, há o outro lado da moeda, que é a natureza humana, da forma como Deus criou.

Nesse ponto coloca-se a importância fundamental do político nas democracias, no sentido de preservar valores e lutar pela justiça social, sem extremismos.

Somente a Democracia e os Parlamentos livres permitem o amplo debate.

Resta uma esperança na ação “moderadora” do Presidente Bolsonaro e do seu vice Mourão. Ambos têm origem na classe média e pertencem a uma instituição de credibilidade inequívoca (Forças Armadas), vinculada ao serviço público, cuja atividade não é destinada ao lucro.

O caminho que se espera com a implementação das mudanças necessárias será o da “divisão de sacrifícios” e não somente “alguns” pagando o pato, no final.

O tecnocrata não depende do povo, embora seja fundamental na formulação das propostas e soluções, merecendo respeito.

Todavia, a decisão final será sempre do político, obrigado a prestar conta de quatro em quatro anos, com o dever de sempre garantir a distribuição justa de oportunidades e diminuir a distância entre os mais ricos e os mais pobres da sociedade.

Essa é a diferença fundamental entre política e tecnocracia.

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    O município de São Tomé alcançou um importante reconhecimento nacional ao receber, em Brasília, o Selo Diamante da Sala do Empreendedor, a mais alta certificação concedida pelo Sebrae aos municípios que se destacam pela excelência no atendimento e apoio aos empreendedores.

    A premiação foi recebida pelo prefeito GÁ e pela Agente de Desenvolvimento do município, Samara Lira, durante solenidade que reuniu representantes de cidades de todo o país.

    O reconhecimento ganha ainda mais relevância pelos números da premiação: mais de 5 mil Salas do Empreendedor participaram do processo de avaliação em todo o Brasil, mas apenas 379 conquistaram o Selo Diamante, o que representa cerca de 7% das salas avaliadas. São Tomé está entre esse seleto grupo de municípios que atingiram o mais alto padrão de excelência no atendimento ao empreendedor.

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    “Receber o Selo Diamante é motivo de muito orgulho para São Tomé. Esse reconhecimento mostra que estamos no caminho certo, investindo em políticas públicas que incentivam o empreendedorismo e criam oportunidades para nossa população”, destacou.

    A Agente de Desenvolvimento Samara Lira também teve papel fundamental na conquista, coordenando ações e iniciativas que contribuíram para elevar a qualidade dos serviços prestados pela Sala do Empreendedor.

    Com esse resultado, São Tomé consolida-se como referência no apoio aos pequenos negócios e no fortalecimento do empreendedorismo, demonstrando que, mesmo sendo um município do interior, é possível alcançar padrões de excelência reconhecidos em todo o Brasil.

  • Rodoviários do transporte intermunicipal do RN suspendem greve

    O Sindicato dos Rodoviários do Transporte Intermunicipal do Rio Grande do Norte (Sintro RN) anunciaram, nesta quarta-feira (10), a suspensão da greve que iniciaria nesta quinta-feira (11). O movimento foi suspenso por uma semana.

    Segundo o comunicado do sindicato, publicado nas redes sociais, o grupo Trampolim da Vitória efetuou o pagamento do reajuste do vale-alimentação da categoria.

    Ainda de acordo com o Sintro RN, o Sindicato dos Transportes Urbanos de Passagem de Natal (Setrans) sinalizou que irá assinar a Convenção Coletiva de Trabalho. No entanto, a categoria defende que ainda existem alguns pontos de divergência que precisam ser ajustados na redação final da minuta.

    Diante dos avanços nas negociações, a categoria e o sindicato decidiram suspender o movimento grevista, “permitindo a conclusão das tratativas em andamento”.

    Fonte: 98 FM

  • Caatinga registra redução de 25% no desmatamento em 2025, aponta MapBiomas

    O Brasil atingiu em 2025 um marco no monitoramento do desmatamento: pela primeira vez desde 2019, a área total de vegetação nativa desmatada ficou abaixo de 1 milhão de hectares em um único ano. De acordo com o RAD2025 (Relatório Anual do Desmatamento no Brasil) foram desmatados 984.794 hectares no país, uma redução de 20,6% em relação a 2024. Nos últimos sete anos, o Brasil perdeu 10.913.064 hectares de vegetação nativa, área superior ao estado de Pernambuco.

    O Relatório Anual do Desmatamento no Brasil (RAD 2025), divulgado pela iniciativa MapBiomas Alerta, apontou redução de 25,9% na área desmatada da Caatinga em 2025, em comparação com o ano anterior. O bioma, presente no Rio Grande do Norte e em outros estados do Nordeste, passou de 174.119 hectares desmatados em 2024 para 128.947 hectares em 2025.

    Os dados também indicam diminuição no número de alertas de desmatamento na Caatinga. Em 2024, foram registrados 17.797 alertas, enquanto em 2025 esse número caiu para 14.838, representando redução de 16,6%.

    O levantamento mostra ainda que todos os biomas brasileiros apresentaram queda no desmatamento em 2025. Pela primeira vez na série histórica do relatório, iniciada em 2019, a área total desmatada no país ficou abaixo de 1 milhão de hectares em um único ano.

    Para o diretor técnico do Idema, Thales Dantas, os resultados reforçam a importância das ações contínuas de monitoramento, fiscalização e preservação ambiental desenvolvidas pelos órgãos ambientais, instituições de pesquisa e entidades parceiras.

    “O uso de sistemas de satélite e plataformas integradas de acompanhamento ambiental tem contribuído para ampliar a capacidade de detecção e resposta aos casos de supressão da vegetação nativa. No RN, a Caatinga representa um dos principais patrimônios naturais do estado, reunindo biodiversidade adaptada ao semiárido e desempenhando papel na conservação dos recursos hídricos, equilíbrio climático e manutenção dos modos de vida das populações tradicionais”, comentou o diretor.

    O Rio Grande do Norte diminuiu em 22% o desmatamento em relação ao ano de 2024, saindo de 6.121 hectares para 4.759, mantendo-se na 17ª posição entre os estados brasileiros no ranking de desmatamento.

    Os dados do relatório reforçam a importância das ações contínuas de monitoramento, fiscalização e educação ambiental desenvolvidas pelos órgãos ambientais e parceiros em defesa da vegetação nativa e da biodiversidade do semiárido.

    Conservação da Caatinga no RN

    Um avanço importante para a conservação ambiental potiguar foi a criação do Refúgio de Vida Silvestre Serra das Araras (REVIS Serra das Araras), instituído pelo Governo do Estado em 2026. O REVIS é a maior Unidade de Conservação do bioma Caatinga no RN, abrangendo uma área de 12.367,81 ha, contemplando os municípios de Cerro Corá, São Tomé e Currais Novos, região de grande relevância ambiental e rica biodiversidade.

    A categoria de Refúgio como uma Unidade de Conservação de Proteção Integral visa proteger ambientes naturais essenciais para a reprodução e existência de espécies da flora e fauna. Ele permite o uso indireto dos recursos, como turismo ecológico, pesquisa científica e educação ambiental, desde que autorizados e previstos no plano de manejo.

    Para o diretor-geral do Idema, Werner Farkatt, a criação de mais uma Unidade de Conservação representa um avanço estratégico na política ambiental do estado.

    “O Revis Serra das Araras nasce como um símbolo do equilíbrio entre conservação e desenvolvimento. É uma iniciativa que fortalece a proteção da Caatinga e, ao mesmo tempo, reconhece o papel das comunidades locais na construção de soluções sustentáveis”, ressaltou.

    Além de proteger o bioma Caatinga, a criação da Unidade contribui para o enfrentamento das mudanças do clima, a valorização dos modos de vida tradicionais e o fortalecimento das políticas públicas ambientais no estado. O Revis também contribuirá com a interiorização do turismo e geração de emprego e renda, principalmente por meio do Turismo de Observação de Aves.

  • São Tomé Junino 2026 está com inscrições abertas para quadrilhas juninas e oferece mais de R$ 20 mil em premiações

    Acender fogueiras e soltar fogos são típicas tradições do mês de Junho, mas também trazem riscos/ Créditos: Jornal Periscópio

    A Prefeitura de São Tomé está com inscrições abertas para as quadrilhas juninas que desejam participar do São Tomé Junino 2026, considerado um dos principais festivais de quadrilhas da região Potengi. A competição reunirá grupos de diversas cidades. De acordo com a prefeitura serão distribuídos mais de R$ 20 mil em premiações.

    De acordo com a organização, as inscrições podem ser realizadas das 8h às 14h por meio do WhatsApp (84) 99200-0317. O QR Code para inscrição também está disponível no perfil oficial da Prefeitura de São Tomé no Instagram.

    A gestão municipal informou que o prazo para garantir participação entra na reta final e se encerra nesta sexta-feira. Até o momento, mais de 20 quadrilhas já estão inscritas para disputar a premiação e se apresentar no evento, que celebra a cultura nordestina e as tradições juninas.

    A Prefeitura reforça o convite para que os grupos interessados realizem a inscrição dentro do prazo e participem do festival, que promete reunir dança, música, cores e a tradição dos festejos juninos em um dos eventos mais aguardados do calendário cultural da região.

  • Riachuelo recebe Selo FNAS 2025 por ações na assistência social

    A Prefeitura de Riachuelo recebeu, nesta quarta-feira (10), o Selo FNAS 2025, reconhecimento concedido pelo Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS) a municípios que se destacam pela gestão e fortalecimento das políticas públicas de assistência social.

    A entrega ocorreu durante a 3ª edição do evento FNAS pelo Brasil – Etapa Rio Grande do Norte, que reúne gestores e equipes técnicas para discutir estratégias de aprimoramento do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e ampliar o acesso da população aos serviços socioassistenciais.

    Representando o município, participaram da solenidade o secretário municipal de Assistência Social, Damião Neto, a supervisora do Serviço de Proteção Social Básica no Domicílio para Gestantes e Crianças, Elenuza do Nascimento, a presidente do Conselho Municipal de Assistência Social, Juliana Batista, e a assessora técnica do SUAS, Wilma Fontoura.

    De acordo com a gestão municipal, a conquista do selo reforça o compromisso de Riachuelo com a organização, a responsabilidade na aplicação dos recursos e o fortalecimento das ações voltadas à assistência social, garantindo mais qualidade nos serviços oferecidos à população.

  • “Camarote da Inclusão”: Prefeitura abre 150 vagas para PcDs em cada show durante o MCJ 2026

    Foto: Wilson Moreno (Secom/PMM)

    A Prefeitura de Mossoró, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Cidadania e Juventude (Semasc), informa que as inscrições para o “Camarote da Inclusão” já estão abertas para as Pessoas com Deficiência (PcDs) que desejarem participar dessa primeira noite de show no “Mossoró Cidade Junina” 2026, que acontecerá nessa quinta-feira (11), na Estação das Artes Poeta Elizeu Ventania.

    O link de inscrições será disponibilizado um dia antes de cada show, com 150 vagas disponíveis para PcDs e mais 150 vagas para acompanhantes. Além dessas disponíveis no link, mais 40 serão destinadas às instituições vinculadas que apoiam as causas das Pessoas com Deficiência.

    As inscrições para o evento estarão abertas até o encerramento do número de vagas nos respectivos dias. Todas as pessoas que fizerem a inscrição precisam levar documentos que comprovem sua deficiência para participar do evento. Quem não conseguir realizar a inscrição por meio do link pode comparecer ao camarote durante o evento com documentação em mãos que comprove aptidão para ocupar o espaço.

    As inscrições para o “Camarote da Inclusão” acontecerão por meio do link: https://mossorocidadejunina.com.br/inclusao, que também está disponível no menu do site do MCJ. Os resultados das inscrições poderão ser conferidos em https://mossorocidadejunina.com.br/edicoes/2026/documentos_inclusoes.

    Nessa primeira noite de shows no MCJ 2026, apresentar-se-ão no Polo Estação das Artes os artistas: Calcinha Preta, Iguinho e Lulinha, João Gomes, Alef e Marig.

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