TRE recalcula votos, tira vaga de Mineiro e determina diplomação de Beto Rosado

Reprodução / Portal N10

Após receber decisão assinada pelo ministro Jorge Mussi, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que deliberou pela apreciação da validação dos votos do candidato Kerinho (PDT) nas eleições de 2018, o Tribunal Regional Eleitoral do RN (TRE) fez o recálculo dos votos das coligações e confirmou mudança na lista dos deputados federais eleitos no estado.

O candidato e atual deputado estadual Fernando Mineiro (PT), que recebeu 98 mil votos no pleito deste ano e havia sido declarado vencedor no dia 7 de outubro, acabou perdendo a vaga para o atual deputado federal Beto Rosado (PP), detentor de 71 mil votos. A mudança ocorreu devido a alteração na quantidade de votos das coligações dos candidatos.

A coligação 100% RN, formada por PDT, PP, MDB, PODEMOS e DEM, saltou para 331.356 votos válidos, enquanto que a Coligação do Lado Certo, formada pelo PT, PC do B e PHS manteve 310.001 votos. O novo quociente eleitoral ficou em 202.353 votos, fazendo com que a vaga seja, agora, destinada ao candidato do Progressistas.

O Agora RN tentou, sem sucesso, durante toda a tarde desta terça-feira, 18, esclarecer com o TRE qual o método encontrado pelo Tribunal para determinar a diplomação de Beto no lugar de Mineiro, vez que, em nota divulgada à imprensa, o próprio Tribunal admitiu que ainda irá apreciar o registro de candidatura de Kerinho.

O advogado André Castro, que responde pelo candidato do Partido dos Trabalhadores, também foi contatado para comentar a decisão, mas a exemplo da assessoria de imprensa do Tribunal Regional Eleitoral, não respondeu às ligações.

Agora RN

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  • Vereador é baleado durante transmissão ao vivo em frente a UPA de Mossoró; assessor morre

    Vereador é baleado durante live em frente a UPA de Mossoró; assessor que fazia transmissão ao vivo morre — Foto: Reprodução

    Um vereador de Mossoró e o assessor dele foram baleados na noite de segunda-feira (15) durante uma transmissão ao vivo em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Alto de São Manoel. O assessor, que filmava a ação, morreu. O parlamentar ficou ferido nas pernas.

    O ataque ocorreu pouco antes das 22h. O vereador Cabo Deyvison (PL), de 37 anos, aguardava do lado de fora da unidade de saúde acompanhando uma mulher e uma criança que havia sido mordida por um cachorro, de acordo com a direção da UPA. Durante a transmissão, um veículo passou pelo local e os ocupantes atiraram diversas vezes. Os disparos atingiram a parede atrás do político.

    O assessor Alyson Dyego de Oliveira Morais, de 37 anos, chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. Cabo Deyvison recebeu os primeiros atendimentos na UPA e foi transferido de ambulância para o Hospital Regional Tarcísio Maia.

    Em nota divulgada nas redes sociais, a equipe de Cabo Deyvison informou que o estado de saúde do parlamentar é estável. O comunicado também lamentou a morte do assessor. “Neste momento de dor e preocupação, pedimos orações pela recuperação de Cabo Deyvison e pela família da vítima”, diz o texto.

    Investigação

    A Polícia Civil aponta que o alvo do ataque era o vereador. Uma das linhas de investigação apura se o crime tem relação com denúncias feitas pelo parlamentar sobre a atuação de facções criminosas na cidade.

    Após o crime, o carro suspeito de ser utilizado pelos atiradores foi encontrado abandonado no bairro Alameda dos Cajueiros e será submetido à perícia. No local do ataque, policiais encontraram um carregador de munição calibre 5.56, utilizado em fuzis. A polícia confirmou que armamentos de uso restrito foram empregados na ação.

    O delegado Renato Oliveira, responsável pelo caso, classificou o atentado como bárbaro e ressaltou que a ação colocou em risco pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde da UPA. “É uma atitude extremamente violenta e criminosa que precisa de uma resposta”, afirmou.

    A área da unidade de saúde foi isolada pela Polícia Militar para o trabalho da perícia. Marcas de tiros ficaram na entrada do prédio. A Polícia Civil investiga a autoria e a motivação do ataque. Até a última atualização desta reportagem, nenhum suspeito havia sido preso.

    Eleito em 2024, Cabo Deyvison cumpre o primeiro mandato como vereador em Mossoró. Antes de ingressar na política, ele atuou por mais de 13 anos como policial militar no Ceará.

    G1 RN

  • Lagoa de Velhos recebe Selo FNAS 2025 por gestão na assistência social

    Lagoa de Velhos

    O município de Lagoa de Velhos foi contemplado com o Selo FNAS 2025, reconhecimento concedido pelo Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS) às cidades que se destacam pela transparência, responsabilidade e boa gestão dos recursos destinados à assistência social.

    A certificação reconhece o trabalho desenvolvido pela equipe da área social do município e o cumprimento de critérios relacionados à gestão e aplicação dos recursos públicos voltados às políticas de assistência social.

    Segundo a Prefeitura de Lagoa de Velhos, a conquista reforça o compromisso da administração municipal com o fortalecimento das políticas públicas e a ampliação da qualidade dos serviços oferecidos à população.

    O selo é concedido a municípios que demonstram eficiência na gestão dos recursos da assistência social, contribuindo para o aprimoramento do atendimento e das ações voltadas às famílias em situação de vulnerabilidade social.

  • Conselheiras do CEDIM e do Comitê de Enfrentamento à Violência Doméstica tomam posse


    Com o objetivo de fortalecer a fiscalização, o acompanhamento e a formulação das políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência contra as mulheres, o Governo do Estado deu posse, nesta segunda-feira (15), às novas integrantes do Conselho Estadual dos Direitos das Mulheres e do Comitê Estadual de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar Contra as Mulheres. A solenidade foi realizada no Auditório da Governadoria, onde a governadora Fátima Bezerra assinou as atas de posse das titulares e suplentes dos dois colegiados.

    “Uma democracia forte se constrói com participação popular, e uma política pública forte se constrói ouvindo quem vive a realidade e conhece os desafios no dia a dia”, afirmou Fátima, destacando a importância do Conselho e do Comitê: “O Governo do Estado valoriza o papel de cada uma de vocês, e reconhece que a missão que assumem é nobre e necessária”.

    A função do Conselho Estadual dos Direitos das Mulheres do RN (CEDIM-RN) é fundamentalmente fiscalizar as políticas públicas para as mulheres, acompanhando as ações implementadas, e também propor diretrizes e ações à administração estadual. O papel do Comitê Estadual de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar Contra as Mulheres (CEAV-RN) é promover a integração da rede de atendimento às mulheres nas instâncias estaduais e municipais, além de acompanhar as ações de prevenção, proteção e responsabilização.

    “Enfrentar a violência de gênero exige uma articulação permanente entre as instituições, integração de serviços, definição de estratégias. Reconhecer que nenhuma instituição sozinha é capaz de responder os enormes desafios. É nessa união dos órgãos governamentais, dos movimentos sociais, das organizações da sociedade civil e de toda essa rede de proteção, que encontramos força necessária para não desistir”, esclarece Júlia Arruda, secretária estadual das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos (SEMJIDH).

    “Uma característica da nossa luta é que a cada batalha que parece estar perdida, a gente fica triste, mas ao mesmo tempo se ergue, porque a gente verifica que não pode recuar”, diz Joana Lopes, ex-presidente do CEDIM-RN. “O problema da violência contra a mulher é que agora ela está dizendo ‘não’. E tem sido esse ‘não’ que está sofrendo represálias, porque a sociedade ainda não se deu conta desse pacto, de que essa é uma luta que não vai voltar atrás”, complementa.

    “Nós tivemos crescimento de delegacias de mulheres na atual gestão estadual, mas vemos muitos municípios ainda sem Conselhos Municipais de Mulheres. Tem a questão do emprego e renda também, que atinge diretamente a autonomia das mulheres”, explica Gildenia Barbosa, que representa a Central Única dos Trabalhadores (CUT) no CEAV-RN.

    “É muito bom estar num espaço de diversidade como este. Mulheres negras, trans, brancas, de terreiro, evangélicas, policiais, professoras, agricultoras, é uma diversidade imensa em uma só voz”, comemora Érica Canuto, promotora de Justiça (MPRN), uma das principais referências jurídicas do estado no combate à violência doméstica e na defesa dos direitos das mulheres.

    AVANÇOS

    A governadora Fátima Bezerra aproveitou para destacar os avanços realizados nesses últimos anos, como a criação de sete novas Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (DEAM), agora presentes também no interior do Estado, assim como a criação do Núcleo Policial de Enfrentamento ao Crime de Feminicídio, na Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

    “Foram 17 anos sem criar uma nova delegacia de defesa da mulher vítima de violência. Antes, o Estado tinha apenas cinco delegacias para o enfrentamento da violência doméstica e de gênero. Hoje são doze”, explica Fátima.

    O avanço ainda se deu na ampliação da Patrulha Maria da Penha, que só existia em Natal e Região Metropolitana. Hoje, expandida para o interior do estado, conta com o índice positivo de que todas as mulheres atendidas pela patrulha estão vivas.

    Também tiveram destaque ações estruturantes, como o programa Maria da Penha Vai à Escola. “É estruturante porque chega na questão cultural da sociedade, no letramento, na formação”, diz Fátima Bezerra.

    Outra ação de destaque foi a sanção da lei que estabelece a suspensão e vedação de promoções, desde o recebimento da denúncia até o trânsito em julgado da decisão final, nas carreiras de servidores públicos civis e militares envolvidos em feminicídio e demais crimes hediondos.

    Além dos já citados, estiveram presentes secretários(as) de Estado; deputados(as) estaduais; representantes do Tribunal de Justiça, do Ministério Público, da Defensoria Pública e da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional RN; representantes de Instituições de Ensino Superior; de órgãos de Segurança Pública; prefeitas, prefeitos e gestoras municipais de políticas para as mulheres; representantes da sociedade civil organizada; e conselheiras estaduais e integrantes do CEDIM-RN e CEAV-RN.

  • Juíza Sulamita Pacheco tomará posse como membro do TRE-RN


    Após ser indicada por unanimidade pelo Tribunal de Justiça do RN em sessão administrativa realizada no dia 27 de maio, a juíza Sulamita Bezerra Pacheco tomará posse como titular do pleno do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte em sessão solene que acontecerá nesta quinta-feira (18/6), às 15h, no Plenário Ministro Seabra Fagundes, localizado na avenida Rui Barbosa nº 165 (edifício sede do TRE-RN, no Tirol).

    A magistrada ocupará a vaga aberta em decorrência do término do biênio da juíza Suely Maria Fernandes Silveira, que ocorreu no dia 3 de junho. A titularidade do cargo será exercida de 18 de junho de 2026 a 18 de junho de 2028. 

    Composição da Corte 

    O TRE-RN é composto de sete membros (Constituição Federal, art. 120, § 1º, e Resolução TSE nº 21.461/2003), sendo dois desembargadores, dois juízes estaduais escolhidos pelo Pleno do TJRN, um juiz federal escolhido pelo Tribunal Regional Federal da Quinta Região, e dois juízes dentre seis advogados de notável saber jurídico e idoneidade moral, por nomeação do presidente da República, indicados pelo Tribunal de Justiça.

    Biografia

    Sulamita Bezerra Pacheco nasceu em Natal, graduou-se em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) em 1993 e concluiu especialização em Criminologia em 1995. Desde 1996, atua como juíza de Direito no TJRN, destacando-se pela atuação nos Juizados Especiais de Natal desde o ano 2000. Além da magistratura, é professora de Direito das Relações de Consumo na UFRN e formadora da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam). 

    Em 2018, exerceu a função de juíza da 4ª ZE de Natal, ampliando sua experiência na Justiça Eleitoral. Reconhecida pela seriedade e compromisso com a cidadania, Sulamita Pacheco se tornou referência no campo da inovação e responsabilidade no sistema judiciário potiguar, unindo prática jurisdicional, ensino e pesquisa.

  • Motta convoca reunião de líderes para votar PL do fim da escala 6×1

    Foto – Reprodução

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou nesta segunda-feira (15) que convocou para a tarde de amanhã (16) uma reunião do colégio de líderes para tratar do projeto de lei (PL) 1838/26, do governo federal, que acaba com a escala de seis dias de trabalho para cada dia de folga, a escala 6X1.

    O objetivo é ter pontos do texto esclarecidos pelo relator, o deputado federal Léo Prates (Republicanos-BA).

    Encaminhado pelo governo em abril, o projeto define em 40 horas semanais o limite da jornada normal de trabalho na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), e oito diárias, além de garantir ao trabalhador dois repousos semanais remunerados de 24 horas consecutivas.

    Por ter sido encaminhada em regime de urgência, a proposta está trancando a pauta do plenário da Câmara, que só pode deliberar propostas de Emenda à Constituição (PECs), Projetos de Decreto Legislativo (PDLs) e requerimentos de urgência até que o projeto seja votado.

    “Convoquei Reunião de Líderes para amanhã (16), às 14h. Na ocasião, o deputado @leopratesba vai esclarecer pontos do seu parecer sobre o PL que acaba com a escala 6×1, apesar de já termos aprovado a PEC sobre a redução da jornada de trabalho. Com a apreciação da matéria, destravamos a pauta da Casa”, escreveu Motta em uma rede social.

    Na quinta-feira (11), Motta designou o deputado Leo Prates, que também relatou o texto da PEC que acabou com a escala 6×1, como relator do projeto. O texto aprovado no final de maio reduziu a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e estabelece a escala de cinco dias de trabalho por dois de folga (5×2). A atualmente a PEC está em análise no Senado Federal.

    Além do projeto de lei que acaba com escala 6X1, os líderes vão debater ainda o PL 896/23, que equipara a misoginia ao crime de racismo, o que a torna inafiançável e imprescritível.

    Na última quarta-feira (10), a coordenadora do grupo de trabalho que debate a proposta, deputada Tabata Amaral (PSB-SP), apresentou uma nova versão do texto, que já foi aprovado no Senado.

    “Já a deputada @tabataamaralsp apresentará os resultados do GT da Misoginia. Devemos votar os dois projetos em plenário ainda nesta semana”, completou Motta.

    A relatora alterou principalmente a definição de misoginia.

    “A fim de preservar a uniformidade conceitual da legislação penal e processual penal sobre o tema, propomos a substituição dos termos ‘ódio’ e ‘aversão’, previstos no projeto para a caracterização da misoginia, pelas expressões ‘menosprezo ou discriminação’ em razão da ‘condição de mulher’.”

    Fonte: Agência Brasil

  • Anvisa mantém suspensão de lotes de produtos Ypê

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta segunda-feira (15) duas resoluções que mantêm suspensos lotes específicos de produtos de limpeza da Ypê fabricados antes de março e abril de 2026. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) e atinge desinfetantes, lava-louças e lava-roupas produzidos pela Química Amparo, fabricante da marca.

    A decisão ocorre após a agência concluir a análise de medidas corretivas adotadas pela empresa e delimitar quais produtos continuam sujeitos à restrição. Em maio, a Anvisa havia determinado a suspensão de duas linhas de produção da fábrica da Ypê, em Amparo (SP), após identificar irregularidades no cumprimento das Boas Práticas de Fabricação.

    Posteriormente, uma reinspeção autorizou a retomada da produção na unidade, mas a comercialização e o uso de parte dos produtos permaneceram condicionados à análise de laudos apresentados pela fabricante.

    Segundo a Anvisa, permanecem suspensos os lotes com final “1” de desinfetantes Bak Ypê e Pinho Ypê fabricados antes de 1º de março de 2026.

    Também continuam proibidos para comercialização, distribuição e uso os lotes com final “1” de lava-louças da marca fabricados antes de 1º de março de 2026, incluindo as linhas Ypê, Ypê Clear, Ypê Green, Ypê Toque Suave e Lava-Louças com Enzimas Ativas.

    No caso dos lava-roupas líquidos, a restrição vale para os lotes com final “1” fabricados antes de 1º de abril de 2026, incluindo produtos das linhas Tixan Ypê e Ypê.

    A agência informou que os produtos fabricados após essas datas apresentaram resultados satisfatórios nos testes realizados pela empresa e, por isso, não estão sujeitos à medida.

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