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  • Novembro registra queda de 19% do desmatamento na Amazônia

    Floresta desmatada/ Foto: Reprodução Agência Brasil

    O desmatamento na Região Amazônica registrou queda de 19%, na comparação ao mesmo período de 2020. Os dados do sistema Deter-B (Detecção do Desmatamento em Tempo Real), do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), foram apresentados nesta terça-feira (14) pelo ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite.

    Durante coletiva de imprensa, acompanhado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, Leite destacou que o mês de novembro registrou a menor área de alertas de desmatamento na Amazônia desde o início da série histórica que começou em 2016.

    Foram 249 quilômetros quadrados (km²) de florestas da Amazônia com avisos de destruição. De janeiro a novembro, o desmatamento já acumula 8.142 km². Mesmo sem os dados de dezembro, este já é o terceiro maior acumulado anual, atrás apenas do registrado em 2020 e 2019.

    Na avaliação de Joaquim Leite, a queda nos alertas de desmatamento no mês de novembro é resultado de um trabalho integrado entre os Ministérios do Meio Ambiente, da Defesa e da Justiça com órgãos ambientais, Polícia Federal e a Força Nacional de Segurança Pública.

    A área desmatada na Amazônia Legal entre agosto de 2020 e julho de 2021 foi de 13.235 km², um aumento de 22% em relação ao período anterior.

    Torres está à frente da pasta da Justiça desde março quando substituiu André Mendonça. Já Joaquim Leite foi nomeado ministro do Meio Ambiente em junho, após Ricardo Salles pedir demissão. Ao dizer que não podia comentar sobre gestões anteriores, Anderson Torres comemorou os resultados. “Eu falo da nossa gestão. “Nós estamos vindo mostrar que o trabalho que foi feito a partir da nossa chegada no governo e ministério do Meio Ambiente e da Justiça, eles já estão trazendo resultados positivos. Isso é um fato”, destacou.

    “Os números agora, desse novo período, agosto, setembro, outubro, novembro, mostra uma redução de 12%, isso significa que nós estamos na direção correta em relação aos números para a gente consiga atingir o objetivo, que é eliminar o desmatamento ilegal até 2028”, acrescentou.

    O ministro do Meio Ambiente prometeu ainda uma atuação do governo mais forte em relação a crimes ambientais. “Os resultados estão começando a aparecer, nesses últimos quatro meses, e nós devemos caminhar mais contundente, de forma mais integrada, Ministério da Justiça, Ministério da Defesa e Ministério do Meio Ambiente, para atingir os objetivos que todos nós queremos. O governo federal atuará de forma contundente em relação aos crimes ambientais”, garantiu Leite.

    Com informações da Agência Brasil

  • Petrobras reduz preço da gasolina em R$ 0,10 nas distribuidoras

    Posto de gasolina — Foto: Reprodução Fábio Rossi/Agência O Globo

    Diante da alta dos combustíveis, a Petrobras anunciou que a partir desta quarta-feira (15/12) o preço médio de venda da gasolina para as distribuidoras passará de R$ 3,19 para R$ 3,09 por litro, o que significa uma redução média de R$ 0,10 por litro.

    A estatal lembra que, considerando a mistura obrigatória de 27% de etanol anidro e 73% de gasolina A para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço da gasolina na bomba passará a ser de R$ 2,26 a cada litro em média. Uma redução de R$ 0,07.

    “Esse ajuste reflete, em parte, a evolução dos preços internacionais e da taxa de câmbio, que se estabilizaram em patamar inferior para a gasolina”, afirmou a companhia em comunicado oficial.

    Com informações do Metrópoles

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  • Vazamento em adutora suspende abastecimento de água em 14 municípios do RN

    Vazamento em adutora suspende abastecimento de água em 14 municípios do RN — Foto: Reprodução Anna Lúcia Silva/G1

    Um vazamento na Adutora Monsenhor Expedito suspendeu o abastecimento de água em 14 municípios do RN.

    As cidades afetadas são:

    Boa Saúde,
    Serra Caiada,
    Senador Elói de Souza,
    Tangará,
    Rui Barbosa,
    Barcelona,
    São Tomé,
    Sítio Novo,
    Japi,
    Santa Cruz,
    Coronel Ezequiel,
    Jaçanã,
    Campo Redondo,
    Lajes Pintadas

    A Caern informou que equipes trabalham no local e a previsão é que o serviço seja concluído até às 17h desta terça. No entanto, é preciso aguardar um prazo de até 48 horas para que o abastecimento esteja completamente normalizado.

    G1 RN

  • Vem aí a barca do Flamengo

    Barca do Flamengo deve poupar meias e atacantes/ Foto: Marcelo de Jesus/Raw Image

    Um segundo semestre sem títulos, com a perda da Copa do Brasil, Brasileiro e Libertadores, vai acelerar mudanças no elenco do Flamengo. Boa parte disso deve se concentrar no setor de defesa, o mais vulnerável em 2021. De início, dois jogadores tendem a se despedir do clube ainda em dezembro – o goleiro Cesar e o lateral João Lucas. O contrato de ambos se encerra no último dia do ano e não há encaminhamento para renovação.

    Há uma penca de jogadores cujo vínculo com o Flamengo se estende até o final de 2022: Diego Alves, Gabriel Batista, Rodinei, Isla, Renê, Filipe Luís, David Luiz, Diego Ribas, Piris da Motta e Vitinho.

    Já Thiago Maia, Andreas Pereira e Kennedy têm compromisso formal com o clube até o meio do ano. Mas a diretoria do Flamengo não quer esperar mais alguns meses para de desfazer daqueles atletas que não corresponderam em 2021.

    Na zaga, basta uma proposta razoável para que o Flamengo se veja livre, por exemplo, de Léo Pereira, Gustavo Henrique e Bruno Viana. Os três juntos somam atuações pavorosas em várias partidas do ano. Rodinei e Renê também já demonstraram que não agradam nem como reservas. Piris da Motta segue nesse caminho.

    Os próprios titulares das laterais, Isla e Filipe Luís, não estão em situação cômoda. Se algum clube quiser investir neles, o Flamengo estará aberto a negociações. Gabriel Batista e Thiago Maia também podem ser incluídos em alguma transação.

    Internamente, os dirigentes do Fla tratam com cautela a montagem da equipe para 2022, sem declarações precipitadas sobre os que pretendem dispensar. Uma maneira de não desvalorizar os que estão por um fio.

    Terra

  • PF intima Bolsonaro a depor sobre vazamento de ataque ao TSE

    PF intima Bolsonaro a depor sobre vazamento de ataque ao TSE/ Foto: Marcelo Camargo, Agência Brasil

    A Polícia Federal intimou o presidente Jair Bolsonaro (PL) a depor no inquérito sobre o vazamento de dados de uma investigação sigilosa sobre um ataque hacker aos sistemas do Tribunal Superior Eleitoral em 2018, segundo o jornal Folha de S. Paulo.

    Em 4 de agosto, Bolsonaro divulgou em suas redes sociais o conteúdo do inquérito e distorceu informações para alegar supostas fraudes nas eleições. À época, a pedido do TSE, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou a abertura do inquérito para investigar o vazamento dos documentos. Após a divulgação do material nas redes por Bolsonaro, o TSE esclareceu que o ataque não representou qualquer risco às eleições de 2018.

    A corte eleitoral entendeu que, ao divulgar a cópia do inquérito, Bolsonaro pode ter cometido o crime previsto no artigo 153 do Código Penal, que proíbe a “divulgação, sem justa causa, de informações sigilosas ou reservadas, assim definidas em lei, contidas ou não nos sistemas de informações ou banco de dados da Administração Pública”. A pena prevista é de um a quatro anos de prisão.

    No inquérito também são investigados o deputado federal Filipe Barros (PSL-PR), que teve acesso ao material sigiloso, e o delegado da Polícia Federal Victor Neves Feitosa Campos, que foi afastado do inquérito por decisão de Moraes.

    Essa é a segunda vez em que Bolsonaro é instado a depor no âmbito de inquéritos que tramitam contra ele no STF – ao todo são cinco. A outra oitiva do chefe do Executivo, no âmbito da investigação sobre suposta tentativa de interferência política na PF, foi realizada em novembro de 2021 – após ficar travada por mais de um ano devido a impasse sobre a forma de colheita do depoimento.

    Com informações do Estadão Conteúdo

  • Epidemiologista diz que mundo enfrenta tsunami de infecções

    Para Maria van Kerkhove, da OMS, só vacinação não é suficiente/ Foto: Reprodução Christopher Black

    A representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a Covid-19, Maria van Kerkhove, disse que o mundo enfrenta um “tsunami de infecções, tanto da variante Delta quanto da Ômicron”, e que para a segurança no Natal “a vacinação por si só não é suficiente”.

    Em entrevista ao jornal espanhol El País, a epidemiologista apela aos governos que “não esperem para agir”.

    “E não quero dizer confinamentos. Antes de verem aumentar o número de internações, tornem obrigatório o uso de máscara, o teletrabalho, reduzam o número de pessoas em eventos, aumentem a vigilância do genoma do vírus e preparem os hospitais”, pediu Maria van Kerkhove.

    A representante da OMS lembrou que “mesmo na Europa, que tem altos níveis de vacinação, ainda existem bolhas de pessoas vulneráveis que não foram vacinadas ou não têm a vacinação completa”.

    “Esse é o grande problema, seja qual for a variante. Espera-se que a Ómicron consiga escapar imune até certo ponto, mas isso não significa que as vacinas sejam inúteis. Significa que podem proteger da mesma forma que vimos com a variante Delta. Então, por favor, seja vacinado”.

    Com a aproximação da festa de Natal e as tradicionais reuniões familiares da época, Maria van Kerkhove pede “cautela extrema”.

    “Como passar as férias em segurança? Não há risco zero, mas pode ser reduzido se todos estivermos vacinados, se fizermos um teste antes de ir, se as atividades decorrerem ao ar livre, se limitarmos o número de pessoas. Temos sempre de pensar nos outros, porque, mesmo que estejamos protegidos, podemos visitar pessoas que não estão e não queremos levar o vírus a ninguém, principalmente aos idosos que amamos”.

    Para Maria van Kerkhove, “a vacinação por si só não é suficiente. A vacinação previne a doença grave e a morte, mas não previne a infecção”.

    “Por isso apelamos, se vai participar de reuniões, vacine-se, faça um teste antes de ir, mantenha uma boa ventilação da sala e use máscara se possível. Sabemos que é complicado, porque tira-se a máscara para jantar. As suas ações terão consequências”.

    Vacinas evitam hospitalizações e mortes

    Quando questionada sobre a grande incógnita de que a variante Ômicron tenha capacidade de provocar doença grave ou a morte de pessoas vacinadas, a especialista afirmou que, para já, “as informações sobre as hospitalizações na África do Sul não revelam se as pessoas já tinham contraído a covid-19 ou se tinham sido vacinadas”.

    “Sabemos que as vacinas evitam hospitalizações e mortes, mas não evitam todas as infecções ou todas as transmissões. Temos de acabar com esta pandemia em 2022”.

    No entanto, se houver maior transmissibilidade da variante Ômicron “e houver um grande número de casos, seja porque há reinfecções [em pessoas que já tiveram covid-19] ou porque há infecções entre os já vacinados, esse maior número de casos vai traduzir-se num maior número de internações. E mais hospitalizações, em um sistema que já está sobrecarregado, levarão a mais óbitos”.

    “Precisamos diminuir a transmissão para níveis baixos, evitar doenças graves com a vacinação e obter o tratamento precoce, 2022 tem de ser o ano em que fazemos isso, é o terceiro ano. Se não o fizermos haverá um quarto ano. É o que queremos? Temos de nos esforçar agora, estarmos juntos e lutar coletivamente”, acrescentou a epidemiologista, que já tinha experiência no combate a outros coronavírus mortais, causadores da síndrome respiratória do Médio Oriente (MERS).

    E se a Ômicron for mais transmissível que a Delta, e as vacinas não forem tão eficazes? Maria van Kerkhove explicou que “nesse caso o vírus continuará a circular e continuaremos a ver óbitos. A grande questão é o que acontecerá com as mutações e a evolução do vírus”.

    Dose de reforço

    Sobre a possibilidade da administração da dose de reforço da vacina a todos os adultos, a especialista é categórica: “temos de usar as vacinas de maneira eficaz em todo o mundo, não apenas em alguns países”.

    “Recomendamos fortemente que as pessoas vulneráveis recebam a primeira e segunda dose da vacina, antes que as que já estão bem protegidas recebam as doses de reforço. Alguns países acreditam que podem proteger a sua própria população enquanto o vírus continuar a circular em outros lugares. É uma falsa sensação de segurança. Este é um problema global e necessitamos de uma solução global, um uso estratégico das vacinas disponíveis”.

    “Somos contra a administração de doses de reforço em alguns países à custa da vida de outras pessoas. Não faz sentido do ponto de vista ético, moral, econômico ou epidemiológico. Há pessoas morrendo desnecessariamente”.

    Pandemia não acabou

    Maria van Kerkhove deixa ainda um apelo a quem já foi vacinado. “Use máscara quando estiver com outras pessoas, mantenha a distância, evite aglomerações. São mediadas simples, um pouco chatas, mas são apenas para já, especialmente com as novas variantes”.

    “Tenha cuidado, conheça os riscos, a pandemia não acabou, agir como se já tivesse acabado é um péssimo paradigma. Pode viver a sua vida, pode sair, mas não se esqueça de colocar a máscara quando estiver perto de outras pessoas. Agora é hora de ter cuidado”, afirmou.

    Agência Brasil