Jogador do Flamengo Gabigol. Foto: Wagner Meier/Getty Images
O atacante Gabigol usou as redes sociais para denunciar que foi alvo de racismo no intervalo do jogo em que o Flamengo foi derrotado por 1 a 0 pelo Fluminense neste domingo 6.
Em um vídeo, feito na saída de campo dos jogadores, no estádio Nilton Santos, Gabigol foi xingado e chamado de macaco por torcedores do Tricolor no momento em que descia as escadas para o vestiário.
Em seu perfil, o atacante questiona até quando cenas como essas vão acontecer sem punição. Na publicação, Gabigol diz que jamais irá se calar, e que considera inadmissível o ocorrido. E completa, dizendo “Orgulho da minha raça, orgulho da minha cor”.
Em nota oficial, o Flamengo afirma que repudia veementemente o episódio e que presta total solidariedade a Gabigol.
O Fluminense afirma que apura o ocorrido e busca por câmeras que auxiliem na identificação do torcedor, embora o clube não tenha reconhecido que o ato racista tenha de fato partido de um torcedor.
A Federação de Futebol do Rio de Janeiro ainda não se pronunciou.
Através do projeto Guariarte, os moradores do bairro do Alecrim e zona leste, irão ter a oportunidade de participar de cursos de música, artesanato e dança.
O projeto é realizado pela Associação Beneficente Raimunda Rodrigues – ABRAIRO, através do apoio do deputado Kelps, Fundação José Augusto e o Governo do RN.
Os interessados em fazer parte do projeto, poderão está se inscrevendo através do número: (84) 98875-7015. Os cursos terá início no dia 07 de fevereiro.
Índice visa antecipar tendências do mercado de trabalho/ Foto; Reprodução Miguel Ângelo
O Indicador Antecedente de Emprego (Iaemp), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), teve queda de 5,3 pontos de dezembro de 2021 para janeiro de 2022. Foi o terceiro recuo consecutivo. Ele chegou a 76,5 pontos, menor patamar desde agosto de 2020 (74,8 pontos).
O Iaemp busca antecipar tendências do mercado de trabalho, com base em entrevistas feitas com consumidores e empresários da indústria e do setor de serviços.
Queda em janeiro
Todos os componentes tiveram queda em janeiro. O principal destaque negativo foi o indicador de situação atual dos negócios da indústria, que contribuiu com -1,6 ponto para a queda de 5,3 pontos do Iaemp. Também tiveram recuos relevantes a tendência dos negócios nos próximos seis meses e as intenções de contratação nos próximos três meses do setor de serviços, que contribuíram com -1 e -0,9 ponto, respectivamente.
“A piora mais acentuada no início de 2022 decorre da combinação da desaceleração econômica iniciada no quarto trimestre com o surto de Ômicron e Influenza, o que afeta principalmente o setor de serviços, que é o maior empregador, tornando no curto prazo difícil vislumbrar uma alteração no curso do indicador”, disse o pesquisador Rodolpho Tobler, em nota divulgada pela FGV.
A Polícia Federal prendeu na manhã dessa segunda feira em Caicó o designer e criador de conteúdo digital, Bismark Victor, que sugeriu nas redes sociais que o Presidente da República, Jair Bolsonaro, fosse envenenado na viagem que fará ao Estado essa semana.
O caicoense foi preso no bairro João XXIII, zona oeste da cidade de Caicó. De lá o suspeito foi conduzido para a sede da Polícia Civil, onde deve ser ouvido, de acordo com o que apurou o blog Jair Sampaio. Um homem de nome Wendel também foi conduzido pela PF.
O senador Renan Calheiros (MDB) e o ex-procurador Deltan Dallagnol trocaram farpas em postagens no Twitter. Após ser chamado de “pivete” pelo parlamentar de Alagoas, o ex-coordenador da força-tarefa da Lava Jato respondeu que não está na lista de “cupins que se alimentam da República” em mensagem compartilhada pelo aliado Sergio Moro, presidenciável do Podemos.
“Deltan Dallagnol é um pivete conhecido com uma folha corrida cheia de transgressões, delitos e abusos”, escreveu Renan, acrescentando que Dallagnol haverá de pagar por crimes que cometeu.
Cotado a concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Podemos, o ex-chefe da Lava Jato rebateu: “Há políticos com uma ficha marcada por crimes, roubalheira e coronelismo. Cupins que se alimentam da República há vários anos. Não estou nesta lista, mas o povo sabe quem está”. Ao compartilhar a resposta, Moro comentou em defesa do ex-procurador: “Nunca foi tão fácil escolher um lado”.
O bate-boca aconteceu após críticas de Dallagnol ao subprocurador-geral Lucas Furtado pelo pedido de indisponibilidade de bens de Moro ao Tribunal de Contas da União (TCU), sob alegação de suposta sonegação de impostos nos pagamentos que o ex-juiz recebeu da consultoria Alvarez & Marsal.
Auxílio Emergencial — Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A Controladoria-Geral da União (CGU) encontrou indícios de que o pagamento irregular do Auxílio Emergencial de R$ 300 – que vigorou por quatro meses em 2020 – pode ter chegado a R$ 808,9 milhões em 2020.
Ao mesmo tempo, a CGU identificou famílias que não receberam todas as parcelas a que tinham direito. Veja o calendário de pagamentos Auxílio do Brasil em 2022.
Em relatório do final do ano passado, o órgão avaliou que 1,8 milhão de pessoas podem ter recebido as parcelas indevidamente – o número equivale a 3,2% do total de 56,8 milhões dos beneficiários.
O governo federal pagou Auxílio Emergencial no valor de R$ 600 mensais no início da pandemia de Covid, entre abril e agosto de 2020. Depois, prorrogou o benefício por quatro meses em valor menor, de R$ 300. Essa extensão foi analisada por uma auditoria da CGU por meio de cruzamento de dados.
O relatório publicado em dezembro de 2021 aponta que, entre os beneficiários do programa, havia:
cerca de 15,7 mil pessoas com indicativo de óbito;
mais de 38,2 mil presos em regime fechado;
aproximadamente 16,7 mil residentes no exterior;
quase 822 mil trabalhadores com vínculo formal de emprego;
quase 240 mil famílias com renda mensal superior ao limite;
cerca de 18 mil famílias com mais de um beneficiário;
75,6 mil pessoas que receberam mais parcelas do que o programa permitia;
mais de 160,6 mil pessoas que recebiam um benefício do INSS simultaneamente, e
442,2 mil beneficiários que receberam o Bolsa Família ao mesmo tempo em valor acima do teto.
Como consequência, o Ministério da Cidadania passou a adotar ações preventivas para suspender, bloquear ou cancelar benefícios com indicativo de irregularidades.
Porém, segundo a CGU, parte dos beneficiários receberam menos parcelas – e a situação deles é “relacionada quase integralmente” às ações preventivas do ministério.
O relatório também aponta que parte dos benefícios irregulares nessa etapa do Auxílio Emergencial foram devolvidos à União. Somados, devoluções e estornos dos valores não sacados totalizaram R$ 44,4 milhões.
Deduzindo o valor que voltou aos cofres públicos, os pagamentos indevidos que exigem “adoção de providências pelo Ministério da Cidadania” somam R$ 764,5 milhões.
Irregularidades similares
Ainda segundo a CGU, as possíveis irregularidades identificadas nessa etapa do Auxílio Emergencial “possuem similaridades” com outras fases do programa – as parcelas de R$ 600 pagas anteriormente e a versão de 2021 do auxílio.
Assim, a CGU recomendou que o ministério verifique as inconsistências cadastrais apontadas pela auditoria – já que o cruzamento de dados, isoladamente, não é capaz de comprovar as irregularidades.
Ainda, a controladoria sugeriu que a pasta ajuste as bases de dados dos beneficiários, avalie a pertinência de adotar “medidas para solicitação de devolução” dos recursos e tome “providências operacionais” para evitar novos pagamentos indevidos.
O que diz o ministério
Em resposta à CGU, o Ministério da Cidadania afirmou que o método usado pela auditoria não considerou os benefícios que foram cancelados na revisão mensal ou em decorrência das recomendações dos órgãos de controle – como a própria CGU.
Ainda, a pasta alegou que houve “expressivo aumento” nos valores que foram devolvidos pelos beneficiários ou estornados por não terem sido movimentados no prazo dado pela lei.
Além disso, o Ministério da Cidadania disse que o relatório chegou com atraso – quando a última parcela do Auxílio Emergencial, de outubro de 2021, já tinha sido paga. Com isso, não houve como processar cancelamentos relativos a essas irregularidades na folha de pagamentos.
“Não houve tempo hábil para processar os arquivos com efeitos ainda no momento de vigência [do programa]”, afirmou o ministério.
A pasta também afirmou que, uma vez que os pagamentos indevidos forem verificados e confirmados, a devolução dos recursos será solicitada.