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  • Arquivos do celular de Mauro Cid detalham plano do golpe após derrota de Bolsonaro


    Os arquivos do celular do ex-ajudante Mauro Cid trazem à tona detalhes de um plano para um possível golpe de Estado. Conversas comprometedoras entre Mauro Cid e oficiais de alto escalão do governo apontam para a intenção de sufocar a democracia e subverter a vontade popular. As informações são da Veja.

    No auge da crise política enfrentada pelo presidente Jair Bolsonaro em dezembro do ano passado, quando sua derrota nas eleições foi oficializada, o presidente manteve-se recluso no Palácio da Alvorada, evitando entrevistas e afastando-se das redes sociais. Essa atitude levantou especulações sobre seu estado de ânimo, com relatos de amigos próximos indicando que ele estava deprimido e inconformado com o resultado eleitoral. No entanto, os arquivos encontrados no celular de Mauro Cid revelam um cenário muito mais sombrio por trás do isolamento de Bolsonaro. As conversas trocadas entre Mauro Cid e oficiais de alto escalão apontam para um plano orquestrado visando minar as instituições democráticas do país. Detalhes sobre como esse plano seria executado e quais seriam os principais envolvidos estão agora nas mãos das autoridades.

    Documentos obtidos pela Veja revelam que o ex-ajudante de ordens do presidente, Mauro Cid, arquitetou um plano para anular as eleições, afastar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e estabelecer uma intervenção militar no país. Os documentos, encontrados no celular de Mauro Cid, detalham o roteiro do golpe. Segundo o relatório de 66 páginas produzido pela Diretoria de Inteligência da Polícia Federal, o plano se sustenta na ideia de que os militares poderiam ser convocados para arbitrar um conflito entre os poderes. A derrota de Bolsonaro nas eleições seria justificada por decisões inconstitucionais dos ministros do STF, que também fazem parte do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    De acordo com os documentos, o presidente encaminharia um relato das inconstitucionalidades ao comando das Forças Armadas, que avaliaria os argumentos. Se concordassem, nomeariam um interventor com poderes absolutos. Esse interventor suspenderia decisões consideradas inconstitucionais, afastaria preventivamente os ministros do STF e convocaria substitutos. Além disso, seriam abertos inquéritos para investigar as condutas dos magistrados, e uma nova eleição presidencial seria marcada. O celular de Mauro Cid também revelou a pressão exercida por coronel Jean Lawand Junior, subchefe do Estado-Maior do Exército e um dos mais eloquentes apoiadores do golpe. Em mensagens trocadas, Lawand instava Mauro Cid a convencer Bolsonaro a “dar a ordem” para a ação e argumentava que o presidente não tinha nada a perder, pois acabaria sendo preso. No entanto, o ex-ajudante de ordens afirmou que Bolsonaro não confiava no Alto-Comando do Exército.

    Além de Mauro Cid, o relatório da Polícia Federal identificou mensagens de Gabriela Cid, esposa do ex-ajudante de ordens, em que ela convocava apoiadores de Bolsonaro para “invadir” Brasília e atacava o ministro do STF Alexandre de Moraes. Também foram encontradas mensagens golpistas em um grupo de WhatsApp chamado “Dosssss!”, composto por “militares da ativa”.

    A descoberta desses documentos e conversas reforça a existência de uma conspiração golpista por parte de membros próximos ao governo Bolsonaro. Embora não se saiba se as propostas foram levadas ao presidente, o fato de ter pessoas próximas ao chefe de Estado planejando um golpe é motivo de grande preocupação para a democracia brasileira. A descoberta desses arquivos do celular de Mauro Cid tem o potencial de repercutir de forma significativa no cenário político brasileiro. O conteúdo das conversas expõe uma conspiração contra a democracia, com indícios de que haveria apoio de setores militares dispostos a agir fora dos limites legais para manter Bolsonaro no poder.

    Enquanto as investigações seguem seu curso, a sociedade civil e as autoridades competentes aguardam ansiosamente para saber a extensão desse suposto plano de golpe. A transparência e a punição dos envolvidos tornam-se vitais para a preservação da democracia e do estado de direito no país. As informações são preliminares e estão sujeitas a confirmação pelas autoridades competentes. A seriedade do assunto requer uma investigação rigorosa e imparcial, visando proteger os princípios fundamentais do sistema democrático brasileiro.

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  • Progressistas passa a ser o possível caminho de Styvenson Valentim


    Foto: Agência Senado.

    Fim de junho é o prazo que o senador Styvenson Valentim estabeleceu para anunciar se permanece no Podemos ou se ingressa em outro partido, embora admita que sua tendência é de filiação ao partido Progressistas: “Não está nada fechado, mas a conversa com o PP está bem adiantada”. O senador Styvenson Valentim disse que já conversou com o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI) e a líder do partido no Senado, Tereza Cristina (MS) e também com o senador Espiridião Amin (SC) – “com quem tenho muita proximidade”, mas que continua conversando com Republicanos e União Brasil.

    Styvenson Valentim já conversou pelo menos três vezes com o senador Ciro Nogueira, como quem deve se encontrar na próxima semana outra vez. “Ciro me deu varias garantias, mas preciso acertar detalhes que passam pelos diretórios municipais e da campanha, prefeitos querem vir e não virão à toa, mas querendo alguma coisa do partido”, disse ele, que continuou: “Não posso empenhar minha palavra sem ter a certeza do presidente nacional que a minha palavra vai ser cumprida com esse pessoal”.

    Mas, segundo Valentim, “o Podemos ainda insiste que eu permaneça nele”, tanto que ainda ontem recebeu ligação do líder do seu partido no Senado da República, Oriovisto Guimarães (PR) “para reconstruir a confiança do partido em mim e minha no partido”.

    Valentim afirmou que toma uma decisão sobre a opção partidária até o fim do mês, porque precisa se organizar para as campanhas municipais de 2024, pois já “tem muitos prefeitos querendo migrar para o partido que eu for, só estão aguardando, querendo ou não, sou um dos senadores que fazem parte da mesa diretora, que participa da organização e distribuição de recursos que o Senado tem e os prefeitos perceberam”.

    Para Valentim, “não é à toa” que os prefeitos “estão querendo participar do mesmo barco em que estou”, razão pela qual o parlamentar pretende anunciar sua filiação partidária antes do recesso de meio de ano.

    “O PP é um partido bom, conversei com Beto Rosado (ex-deputado federal e atual presidente do partido no Rio Grande do Norte), que não fez nenhuma objeção, pelo contrário, achou até boa a noticia pra ele e Mossoró”.

    Apesar do atrativo de vir a comandar o PP no Estado, Valentim explicou que depois de receber convites para se filiar ao União Brasil, “deixou bem claro” para os senadores Davi Alcolumbre (União-AP) e Efraim Filho (União-PB), que “não pretendia entrar em partido para disputar comando, minha função não é essa, agora possa ser que indo para o PP, uma composição na frente possa existir com o União”.

    Valentim fez questão de esclarecer aos dois senadores, que “tem uma pessoa que não conhecia, e passei a conhecer, o Agripino, que está fazendo bem o papel dele como presidente partidário no Estado”.

    Entre os grandes partidos do país, Valentim também declarou que o PP “é o quarto partido nacional em tempo de TV e radio, dariam em torno de 20% de propaganda eleitoral, caso venha a se candidatar nas eleições de prefeito em Natal ou a governador em 2026: “É muita coisa pra quem nunca teve nada”.

    O senador do Podemos também considera importante apoio do PP dos recursos financeiros do partido e do fundo eleitoral para futuras campanhas políticas, embora continue apostando na internet. “Não posso ir para uma campanha com desigualdade e em desvantagem, todo mundo na TV e com fundo eleitoral, gastando horrores, mentindo para o povo e eu só com a redes sociais, usando algo que a população não entende e não entende até hoje a minha forma de fazer politica, como é que iria competir com outros candidatos que vão ter à disposição outros recursos de campanha de forma legal”.

    Tribuna do Norte

  • Prefeito Joca Basílio convoca reunião especial com equipe organizadora do Arraiá do Povão

     


    O Prefeito Joca Basílio convocou uma reunião especial com os gestores das secretarias responsáveis pelo planejamento do Arraiá do Povão 2023.

    A reunIão marcou o inicío dos preparativos para a maior festa do município e o maior arraiá da região! Na reunião, que aconteceu na sede da prefeitura, o prefeito Joca Basílio expressou seu desejo em tornar essa festa ainda mais memorável. Na pauta, ideias, análise de cenários e definições para garantir que o Arraiá do Povão 2023 seja um sucesso absoluto!

    “Essa foi a primeira reunIão e saio bastante satisfeito. Ouvir os secretários, ajuda a avaliar novas possibilidades além dos shows. Queremos fazer diferente. Importante o empenho de todos”, disse o prefeito.

    “Nos próximas atualizações, traremos mais informações sobre a programação, atrações especiais e todas as surpresas que estão sendo planejadas para tornar essa festa ainda mais inesquecível, confirmou a primeira-dama Leninha Teixeira.

    Participaram da reunião o prefeito Joca Basílio, a primeira-dama e secretária de Finanças, Leninha Teixeira, as secretárias Thayamara Pontes (Obras e Serviços), Rizza Andrade (Turismo), os secretários Damião Neto (Ass. Social), Rômulo Basílio (Educação), os adjuntos Técio (Turismo) e Karina (Ass. Social) e o promotor de eventos culturais, Tayanderson Radavyd. O Secretário Caetano Sena, participou da reunião remotamente.

    Rêmulo Basílio que estava em reunião com o prefeito, também participou do evento.

  • FEMURN participa de encontro com Lula para apresentar pautas municipalistas

    O presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (FEMURN), Luciano Santos, esteve presente no segundo dia do Encontro Municipalista em Brasília. O evento contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que foi recebido pela Confederação Nacional dos Municípios e todas as associações dos estados. Durante a reunião, foram apresentadas as pautas municipalistas, e o presidente Lula reafirmou sua disposição de estar lado a lado com os municípios para avançar o Brasil em todas as áreas.

    O Encontro Municipalista é um espaço essencial de diálogo e colaboração entre os gestores municipais de todo o país. No segundo dia do evento, a presença do presidente Lula trouxe um novo ânimo e fortaleceu o compromisso de parceria entre o governo federal e os municípios. Durante a reunião, foram discutidos temas relevantes para as administrações municipais e apresentadas propostas que visam impulsionar o desenvolvimento das cidades.

    Luciano Santos, presidente da FEMURN, destacou a importância da presença do presidente da República e a produtividade da reunião: “O segundo dia do Encontro Municipalista foi extremamente significativo para os municípios. Receber o presidente Lula demonstra a relevância e o reconhecimento do municipalismo para o governo federal. O presidente reafirmou seu compromisso de trabalhar em conjunto com os municípios para avançar em todas as áreas e superar os desafios que enfrentamos. Foi uma reunião produtiva, e muitas questões municipalistas avançarão graças ao diálogo estabelecido.”

    Durante o encontro, foram abordadas diversas pautas municipalistas, como a distribuição de recursos, o Pacto Federativo, a implementação de políticas públicas eficazes e a busca por soluções conjuntas para as demandas dos municípios. A participação ativa do presidente da FEMURN no Encontro Municipalista reforça o comprometimento da entidade em representar e defender os interesses dos municípios do Rio Grande do Norte.

  • São Paulo do Potengi: Vereador Rodrigo faz discurso forte ao se referir a possível instauração da CPI da Saúde


    Em discurso na Tribuna Livre da Câmara Municipal de nossa cidade, na manhã desta quinta-feira (15), o vereador Rodrigo de Luiz Antônio fez um duro discurso em relação a possível prevaricação por parte do presidente da Câmara, o vereador Geraldo Bocão, no que diz respeito a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vem sendo discutida nos últimos dias na cidade.

    “Comentários que chegou pra gente, é que vossa excelência não ia aceitar, não ia acatar. Eu acredito que o senhor não vai fazer isso, até porque se o senhor fizer isso, o senhor está cometendo um crime de prevaricação. Que pode até ser preso”, disse o vereador Rodrigo referindo-se ao presidente da Câmara.

    Ainda em seu tom de discurso forte, o vereador falou que o atual gestor da cidade, também está cometendo prevaricação ao não responder requerimentos encaminhado pelos vereadores. “Vereador Allysson, vereador Juninho, nós estamos caminhando juntos. Fazer isso vereador Allysson com o prefeito também, ele está cometendo o crime de prevaricação. Tem leis que ele não sancionou, tem requerimentos que ele não deu repostas, então, a partir da próxima semana nós vamos botar no Ministério Público para que ele responda por crime de prevaricação”.

    Um outro assunto abordado pelo vereador Rodrigo foi envolvendo o Assessor Jurídico da Câmara Municipal, Dr° Gaspar. Referindo-se que está havendo “ordens para não repassar informações”. Em parte, o vereador-presidente da Casa disse que está “inocente no caso” e não sabia da situação.

    Confira o pronunciamento do vereador Rodrigo: 

  • Bastidores da Política: “se não atende o povo, avalie o próprio secretário municipal”

    Em uma manhã chuvosa e calma, com aquele frio gostoso e sons dos belos cânticos dos pássaros, estava eu (editor deste seleto Blog) tomando um velho cafezinho junto a um amigo conhecedor da política da região Potengi.

    Entre assuntos e outros, claro, da política, és que ele disse: “Se não atende o povo, avalie o próprio secretário municipal”. Diante desta declaração, interroguei: “Como assim? Onde está acontecendo essa situação? O prefeito faz vista grossa para os próprios secretários municipais?”.

    Deu risos e finalizou dizendo: “Olhe ao nosso redor e verás o que tenho dito. Basta analisar os municípios da região Potengi”.

    Não quis insistir no assunto, sei que não conseguiria da continuidade ao que fez referência.

    Pagamos a conta e finalizamos nosso agradável bate-papo.

  • São Paulo do Potengi: mais um Projeto de Lei do vereador Allysson Lindalrio é vetado pelo Prefeito

    Na sessão ordinária desta quinta-feira (15) na Câmara Municipal de São Paulo do Potengi, o vereador e líder do governo na Casa, Jefferson Inácio, fez a leitura da mensagem do veto ao Projeto de Lei N° 029/2023 de autoria do vereador Allysson Lindalrio (PSDB) que dispõe sobre a divulgação dos medicamentos disponíveis na Farmácia Básica do Sistema Único de Saúde (SUS) do município.

    De acordo com a mensagem do veto, o Projeto de Lei é “contrário ao interesse público”.

    Veja um trecho da mensagem:

    Embora compreenda ser legítima e louvável a iniciativa do projeto de lei dar publicidade à listagem dos medicamentos disponíveis para entrega aos usuários nas unidades de saúde do município, vimo-nos no imperativo de nega sanção ao projeto de lei por entender que o mesmo necessita de alguns ajustes que permitam a sua execução. Isto, porque o Poder Executivo não pode alterar a redação de um projeto de lei aprovado pelo Legislativo, cabendo somente a essa Edilidade fazê-lo.

    O parecer da Comissão de Constituição, Justiça, Finanças e Redação da Câmara, foi favorável pela aprovação do Projeto de Lei.

    “O que custa fazer uma divulgação da lista de medicamentos para que a população saiba o que tem disponível ou não tem, mas foi vetado. Projeto que mais uma vez foi aprovado por unanimidade na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, parecer jurídico pela legalidade constitucionalidade aprovado pela Câmara, e referendado pelos 11 vereadores em plenário”, enfatizou o vereador Allysson.

    Ainda em seu discurso, Allysson destacou: “Mais uma vez esse parlamento vai ser desmoralizado se esse veto passar aqui. E eu não estou entendendo mas o que está acontecendo.”

  • Empresário potiguar Edmilson Pereira de Assis reúne em Brasília senadores e deputados em jantar que teve a Reforma Tributária como prato principal

    O empresário potiguar Edmilson Pereira de Assis, presidente nacional da Febrac, realizou nesta terça-feira, 13, um jantar em que reuniu deputados federais e senadores e que teve como cardápio principal a discursão da Reforma Tributária. O evento ocorreu no B Hotel, em Brasília.

    Além do deputado federal General Girão (PL-RN), participaram do encontro cerca de 40 convidados, entre eles os deputados federais Arnaldo Jardim (Cidadania – SP), Alex Manente (Cidadania – SP), Gabriel Nunes (PSD – BA), Gilson Marques (Novo – SC), Igor Timo (Pode – MG), Jorge Goetten (PL – SC), Laura Carneiro (PSD – RJ), Any Ortiz (RS) e Zé Neto (PT – BA), além do senador Izalci Lucas (PSDB – DF).

    Edmilson Pereira enfatizou que o encontro teve por objetivo trazer luz aos pontos de atenção da pauta, que vão atingir em cheio o setor de serviços, caso os empresários não sensibilizem o parlamento quanto às consequências para a sociedade em geral.

    ”Os convidados discutiram pontos do relatório sobre a Reforma Tributária, divulgado pelo Grupo de Trabalho da Câmara dos Deputados (GT) na última semana”, destacou o presidente da Febrac.

    Para o economista Paulo Rabello de Castro, presente no evento, o momento agora é de levar conhecimento técnico para os parlamentares e a forma mais inteligente de sensibilização para um assunto tão complexo, que impactará não apenas a vida das empresas, quanto do cidadão comum, que sentirá os reflexos tanto no preço dos produtos e serviços, quanto na ofertas de postos de trabalho.

    Paulo Rabello de Castro presidiu o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre 2016 e 2017, durante o governo do ex-presidente Michel Temer. Em seguida, tornou-se o 35º presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), importante agência de fomento brasileira. A liderança do BNDES durou até abril de 2018. No mesmo ano, Paulo Rabello de Castro foi eleito o Economista do Ano pela Ordem dos Economistas do Brasil.

  • Carlson Gomes nega candidatura a prefeito de Natal: “Nem aceno existe”

    Secretário de Infraestrutura, Carlson Gomes (dir.), com prefeito Álvaro Dias. Foto: Reprodução

    Com o nome especulado para a disputa pela Prefeitura do Natal de 2024, o secretário de Obras Públicas e Infraestrutura (Seinfra) Carlson Gomes (União Brasil) negou que tenha havido conversas entre ele e o prefeito Álvaro Dias (Republicanos) sobre a sucessão municipal do ano que vem. Apesar disso, ele não descartou a possibilidade de concorrer ao pleito.

    “Na política tudo é possível, mas por enquanto não existe nada, só especulação, nem aceno existe. Acho que quem conduz a sucessão é ele [Álvaro Dias], eu sou um servidor de confiança dele na secretaria, não cabe a mim discutir sobre política e também não é momento. A gente tem é que trabalhar agora para entregar as obras que estão em andamento na cidade”, disse o secretário ao AGORA RN nesta quarta-feira 14.

    Chefe de uma das pastas mais importantes da gestão municipal, o secretário de obras garante que as únicas informações de que sabe a respeito do próximo pleito municipal ele obtém por meio da imprensa, ressaltando que não tratou sobre o assunto com Álvaro Dias.

    “O que eu sei é só através da imprensa, não existe nada de concreto. Mas só em ter o nome lembrado, para mim já é grande coisa. Mas por enquanto é só especulação, não existe nada de concreto. O prefeito não falou comigo sobre isso nem ninguém chegou a falar”, garante.

    Apesar da negativa do secretário, Carlson Gomes possui histórico na política. Os laços políticos dele são na cidade de Currais Novos, onde o pai dele, o ex-prefeito Geraldo Gomes, já foi chefe do Executivo por quatro mandatos.

    O próprio Carlson já foi candidato a prefeito em 2016, mas não logrou êxito na disputa, perdendo a eleição por 869 votos para Odon Jr. (PT), atual prefeito da cidade. Na época Gomes disputou pelo antigo DEM e obteve 9.628 votos (41,16%). Já o prefeito eleito conseguiu 10.497 sufrágios (44,87%).

    Carlson também chegou a ser especulado para a disputa em 2020, mas decidiu não concorrer ao cargo de prefeito de Currais Novos. Na época, ele usou uma frase que era dita por seu pai, afirmado que “tudo tem o seu tempo”.

    Obras lideradas pelo prefeito Álvaro e pelo secretário Carlson

    Carlson Gomes é um dos auxiliares mais próximos de Álvaro Dias. O prefeito de Natal sabe que precisa entregar obras de impacto na cidade para melhorar sua avaliação junto à população em seu último ano de governo. O secretário afirma que está trabalhando para finalizar as principais obras “no prazo da gestão”.

    Carlson Gomes é um dos auxiliares mais próximos do prefeito Álvaro Dias, e lidera a secretaria responsável por obras como a requalificação da Av. Felizardo Moura. Foto: José Aldenir / Agora RN

    Entre as principais ele cita as obras de requalificação da avenida Felizardo Moura, na zona Norte de Natal, serviço que ele pretende entregar ainda em 2023. No local estão sendo feitos os serviços de drenagem, pavimentação, calçada, ciclovia e implantação de faixa reversível. Os investimentos são da ordem de R$ 43 milhões, sendo realizados em parceria entre a Prefeitura de Natal e o Governo Federal.

    O secretário acrescenta que irá trabalhar para tentar entregar ainda esse ano as obras do Complexo Turístico da Redinha, bem como a do enrocamento da Praia de Ponta Negra. “As outras são mais demoradas, como a do hospital municipal, da engorda de Ponta Negra, mas essas nós esperamos entregar até junho do ano que vem”, afirma o secretário.

    Principal objetivo da obra, gerenciada pelo prefeito Álvaro Dias, é evitar a erosão marinha em Ponta Negra. Foto: Joana Lima / Prefeitura do Natal

    Agora RN

  • Conselho de Ética do Senado abre processo contra Styvenson Valentim

    Senador Styvenson Valentim responderá por suposta quebra de decoro no Conselho de Ética da Casa – Foto: Pedro França/Agência Senado

    O Conselho de Ética do Senado Federal instaurou, nesta quarta-feira (14), um processo contra o senador Styvenson Valentim (Podemos), do Rio Grande do Norte. O parlamentar responderá por uma suposta quebra de decoro denunciada pela ex-deputada federal Joice Hasselmann (PSDB-SP), por ter sido ironizada pelo senador quando ela sofreu um acidente em julho de 2021.

    Na época, a então deputada acordou com ferimentos e hematomas pelo corpo e dizia não se lembrar do que havia ocorrido. O senador usou as redes sociais para comentar o episódio. Durante uma transmissão ao vivo, Valentim insinuou que Hasselmann havia sofrido violência doméstica por infidelidade conjugal ou por uso de entorpecentes.

    “Das duas uma: ou duas de quinhentos (fazendo gesto com as mãos simbolizando chifres), ou uma carreira muito grande (aspirando o ar, fazendo alusão ao uso de cocaína). Aí ficou doida e pronto”, disse o senador ao falar sobre o acidente de Hasselmann.

    O caso chegou a ser pauta na Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal, do Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios (TJDFT), que inocentou o parlamentar do Rio Grande do Norte, justificando que a fala de Styvenson Valentim guarda, de forma indireta, relação com a atividade parlamentar, logo não havia possibilidade de condenação do réu ao pagamento da indenização pretendida pela ex-deputada.

    Uma outra ação chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) em agosto de 2021 para tratar do mesmo episódio. O Inquérito 4881 foi relatado pela ministra Rosa Weber, e apurou o possível cometimento de crime contra a honra de Joice Hasselmann. A denúncia foi oferecida pela Procuradoria-Geral da República após investigação da Polícia Federal. No entanto, o caso acabou extinto pois havia a necessidade de a própria vítima oferecer denúncia, por se tratar de uma ofensa endereçada apenas à ela, e não à sua função pública, não havendo possibilidade de o poder público (por meio da PGR) figurar o polo ativo da ação.

    Por não oferecer, ela, a denúncia no tempo necessário, decorreu-se o prazo decadencial, e após esclarecidos todos estes pontos, a PGR pediu o arquivamento do inquérito, que resultou na extinção da punibilidade de Styvenson ainda em setembro de 2022, tendo o processo transitado em julgado no dia 19 de setembro daquele ano.

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