Rogério Marinho volta a cobrar CPMI e associa Banco Master ao PT

O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Congresso Nacional, voltou a defender a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o caso do Banco Master e fez duras críticas ao PT ao comentar o assunto.

Em entrevista à TV Senado, o parlamentar afirmou que a relação entre o banco e o partido precisa ser esclarecida e disse que a “gênese” da instituição estaria ligada a decisões tomadas na Bahia, durante a gestão de Rui Costa no governo estadual. Segundo Marinho, o caso é “complexo” e envolve uma trajetória que, na avaliação dele, deve ser detalhada por meio de apuração parlamentar.

O senador citou a venda de uma estatal baiana voltada à distribuição de cestas básicas para servidores e afirmou que, posteriormente, o foco da operação teria migrado para o crédito consignado. Na versão apresentada por ele, esse modelo teria se expandido e servido de base para a formação do Banco Master.

Marinho também mencionou supostos contratos de consultoria envolvendo nomes ligados ao PT, como o ex-ministro Guido Mantega, além de uma reunião que, segundo ele, teria ocorrido fora da agenda oficial com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro Rui Costa, do então diretor de Política Monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo, e do empresário Daniel Vorcaro. Para o senador, esses episódios reforçam a necessidade de investigação.

Ao ampliar as críticas, o parlamentar associou o episódio a escândalos anteriores envolvendo o partido e afirmou que o Congresso precisa “lançar luz” sobre o caso. Ele defendeu que a CPMI seja instalada para apurar eventuais vínculos políticos e responsabilidades.

O Banco Master foi liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central e é alvo de investigação da Polícia Federal. Até o momento, os citados nas declarações do senador não haviam se manifestado sobre as acusações apresentadas na entrevista.

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