Defesa fala em risco de morte e faz novo pedido de domiciliar a Bolsonaro

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou nesta quarta-feira (11) mais um pedido para que o ex-mandatário possa cumprir a sua pena em prisão domiciliar. No pedido, os advogados citam possível “risco de morte” de Bolsonaro durante sua estadia na Papudinha.

Enviada ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), os advogados falam em “precariedade” do estado de saúde de Bolsonaro e de riscos supostamente “já comprovados”. O documento cita parecer técnico de Cláudio Birolini, médico do ex-chefe do Executivo.

“O parecer técnico é categórico ao afirmar que, ‘do ponto de vista estritamente médico, o ambiente de custódia carcerária eleva, de maneira concreta, o risco de descompensação aguda, pneumonia aspirativa, insuficiência respiratória, crises hipertensivas, eventos tromboembólicos, arritmias, novos traumatismos cranioencefálicos e até morte súbita’”, diz o pedido.

A defesa alega ainda que até mesmo a perícia oficial, realizada pela junta médica da PF (Polícia Federal), admitiu que a ausência de medidas assistenciais como monitoramento diário, controle rigoroso da pressão arterial e hidratação adequada, pode resultar em uma “descompensação clínica súbita com risco concreto de morte” e que, para evitar isso, é necessária a observância “rigorosa” e contínua de medidas médicas e assistenciais a Bolsonaro.

A peça cita laudo médico divulgado pela PF na sexta-feira (6), que aponta que é “inegável a presença de comorbidades crônicas que ensejam controle e acompanhamento” e que é necessária a otimização dos tratamentos e das medidas preventivas por conta de riscos de complicações. O relatório, que destacou que o ex-presidente tem recebido tratamento médico adequado na Papudinha, também afirmou que Bolsonaro tem apresentado sintomas neurológicos que aumentam o risco potencial de novos episódios de queda.

Desde que foi preso, em novembro de 2025, a defesa de Bolsonaro pediu reiteradas vezes para que o ex-mandatário fosse transferido para a prisão domiciliar. Originalmente, o ex-presidente foi levado a uma cela na Superintendência da PF, mas, para atender as demandas por melhor estrutura, o ministro Alexandre de Moraes determinou a sua transferência para a Papudinha, um dos prédios Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

CNN Brasil

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