“PT envolvido em corrupção e Bolsonaro não a combate”, diz Moro

Sergio Moro. Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O pré-candidato à Presidência da República pelo Podemos, Sergio Moro, imprimiu, no Rio Grande do Norte, o mesmo discurso que vem realizando em eventos nacionais, que é oposição ferrenha ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL). Um processo natural, visto que ambos são seus principais concorrentes. O único assunto que não havia ainda sido explorado com muita frequência foi o comportamento junto ao Congresso Nacional, caso ele (Moro) fosse eleito presidente. E frisou que a gota d’água para que ele deixasse de integrar o governo federal foi a interferência de Bolsonaro e filhos na Polícia Federal.

“Alianças políticas são necessárias para se ter governabilidade. Vamos sim construir alianças dentro do nosso projeto para o Brasil. Vamos fomentar alianças em cima do projeto que defendemos, que é um choque de gestão na educação, na economia. Eu lembro que, nos anos 90, o Plano Real criou sua base em cima de uma aliança partidária em que todos comungavam com a mesma ideia. Agora, não vejo os candidatos do PT e do PL neste campo de alianças – esses candidatos não ultrapassam limites, um tem projeto de partido e o outro projeto de família, não têm projeto para o Brasil”, afirmou, em entrevista à 94 FM, nesta segunda-feira 17.

Sérgio Moro começou falando de seu livro “Contra o sistema da corrupção”, lançado recentemente, em que aborda parte da sua vida pessoal e parte profissional, com destaque para Operação Lava-Jato. E mostrou que sua campanha será pautada pelo combate à corrupção. “A gente está em fase de pré-campanha, mas qualquer campanha envolve sempre apresentação de um projeto para o futuro, este projeto você constrói com especialista, mas o conjunto você constrói com as pessoas. A ideia é viajar pelo país e apresentar este projeto. Agora, é preciso a pessoa ter credibilidade para realizar isso. Então, o que a gente quer fazer é pegar a credibilidade que a gente construiu uma carreira de 22 anos de serviços públicos e mostrar para a população”, resumiu.

O pré-candidato do Podemos lembrou que presidiu vários processos contra grandes traficantes, incluindo Fernandinho Beira-Mar e líderes do Cartel Juarez (cartel de drogas mexicano), e que também teve grandes casos de corrupção envolvendo crime do colarinho branco, como foi o caso da Operação Lava-Jato. “Então, quais dos candidatos que podem falar sobre combate à corrupção? Basicamente nenhum, apenas meu projeto. Eu tenho legitimidade para falar sobre isso. O governo do PT envolvido no maior escândalo de corrupção da história, e o atual presidente – o Bolsonaro – desmantelou o combate à corrupção. Eles não têm credibilidade para falar nesses assuntos”, declarou.

Ainda falando sobre corrupção, Sérgio Moro disse que ficou decepcionado com o governo porque não teve apoio de Bolsonaro ao apresentar o Pacote Anticrime. Ele também ressaltou que houve muitas decisões equivocadas do Supremo Tribunal Federal (STF). “A gente tinha um compromisso com o país, que era combater a corrupção, a gente precisa consolidar esta pauta. E o presidente não teve liderança para defender nosso projeto (Pacote Anticrime) no Congresso. Ele (Bolsonaro) poderia muito bem vetar as modificações do Congresso, mas não o fez. Meu projeto foi sabotado”, afirmou Sérgio Moro.

Sérgio Moro defende choque de gestão para crescimento econômico

Outro assunto explorado por Sérgio Moro foi o crescimento econômico. Para ele, não apenas os programas de distribuição de renda, mas é preciso um choque de gestão, que passa por uma educação pública de qualidade. “Quem pode falar de crescimento econômico? O governo do PT gerou recessão. O governo Bolsonaro gerou estagnação e desemprego. Eles não têm condições de falar sobre isto. A gente olha para o futuro, mas este relato do passado é importante para dar credibilidade, temos que ter coerência e debater o futuro. Precisamos tirar as pessoas do estado de fome, do estado de miséria. Nós sabemos como fazer”, comentou.

Sobre energias renováveis, Moro afirmou estar ciente da importância do setor para o desenvolvimento do Brasil. “Nós sabemos que os setores de energia solar, eólica e demais renováveis são estratégicos, há tecnologias avançando e sabemos também que são necessários marcos regulatórios adequados”, destacou.

Privatizar a Petrobras

“Eu não tenho nenhum problema em privatizar a Petrobras. Mas isso tem que ser feito com base em estudo, com base numa forma certa”. Se, do ponto de vista econômico, fizer sentido a privatização da Petrobras, se isso gerar eficiência para a economia, a decisão tem que ser tomada”.

“64% dos assassinatos se concentram na região Nordeste”, denunciou

Sobre os temas aborto, descriminalização das drogas, roubo pra matar fome (PL 4540) e porte arma, Sérgio Moro fez um breve relato. Disse se posicionar contrário à prisão de quem rouba para matar a fome, e que deveria existir outra forma de disciplina, já que a fome é subproduto da inflação que tem tirado o poder de compra do brasileiro, elevando a taxa de desemprego. Por isso, a importância de um projeto forte de crescimento econômico.

“Com relação ao aborto, sou contra, exceto em duas formas: risco de vida para mãe, e gravidez resultado de estupro, isto deve ser uma decisão da família e não do Estado brasileiro”, afirmou.

Com relação ao porte de armas, Moro se posicionou contra o cidadão sair portando armas, sobretudo de grosso calibre. Ele explicou que existem o porte e a posse de armas, e que as diferenças precisam ser tratadas. Se diz favorável à posse de armas e nas áreas de extensão rural é a favor do porte. Sobre legalização das drogas, se disse contra, citou que 64% dos assassinatos estão no Nordeste, e que o RN representa 1,6% da população nacional e responde por 2,86% do número de assassinatos. Ele atribuiu esses dados ao tráfico de drogas.

Com informações do Agora RN

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    As inscrições para o concurso de professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte começam a ser encerradas a partir do dia 17 de abril. As seleções são voltadas ao Instituto Metrópole Digital e oferecem duas vagas imediatas, além de cadastro reserva.

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    A remuneração varia conforme o cargo e a titulação. Para professor efetivo, com dedicação exclusiva, o salário pode chegar a R$ 14,4 mil. Já para professor substituto, com carga de 40 horas semanais, a remuneração é de até R$ 9,2 mil.

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    “As pessoas não querem mais apenas resultados imediatos. Elas buscam algo que realmente traga benefício para o corpo como um todo, que ajude no inchaço, na retenção de líquido, na sensação de peso e até no estresse do dia a dia”, explica.

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    “A drenagem deixou de ser um procedimento isolado. Ela passou a ser integrada a outros cuidados, com uma abordagem mais completa. É possível direcionar a técnica conforme a necessidade de cada pessoa, seja para relaxamento, recuperação ou melhora estética”, afirma.

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    Nesse contexto, ganha destaque o Método Rebeca Lemos, técnica autoral que integra drenagem linfática, manobras modeladoras e terapias relaxantes, associadas a recursos como bambuterapia, ventosas e pedras quentes. A proposta é tratar o corpo de forma global, respeitando suas particularidades e promovendo uma experiência mais completa.

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    A sigla trabalha com a expectativa de eleger entre três e quatro deputados estaduais. A lista ainda não foi oficializada, mas deve ser anunciada nos próximos dias.

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    Para ter acesso aos medicamentos, o paciente deve apresentar documento com CPF e receita médica válida — que pode ser emitida tanto pelo SUS quanto por serviços privados — em farmácias credenciadas com o selo do programa.

    Beneficiários do Bolsa Família continuam tendo acesso gratuito a todos os itens disponibilizados, incluindo medicamentos que antes exigiam coparticipação.

    Além dos remédios, o programa mantém a distribuição gratuita de absorventes e produtos de higiene íntima para estudantes da rede pública e mulheres em situação de vulnerabilidade, reforçando ações de combate à pobreza menstrual.

    A recomendação é que os usuários mantenham a receita atualizada e verifiquem se a farmácia está integrada às novas regras, que incluem, em alguns casos, sistemas de identificação por biometria.

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    Entre os principais objetivos da Frente estão o incentivo ao cooperativismo, o estímulo à criação de políticas públicas de apoio às cooperativas locais, a promoção de audiências públicas, seminários e debates, além do diálogo com entidades representativas do setor. O projeto estabelece ainda que a Frente Parlamentar não terá caráter deliberativo, atuando como órgão de estudo, apoio e promoção do cooperativismo.

  • Cármen Lúcia antecipa eleição para sucessão no TSE

    A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, antecipou para a próxima terça-feira (14) a eleição simbólica que vai confirmar os ministros Nunes Marques e André Mendonça nos cargos de presidente e vice-presidente da Corte eleitoral, respectivamente. Eles já fazem parte do tribunal.

    No dia 3 de junho, Carmen Lúcia encerra o mandato de dois anos no comando do TSE.

    A medida foi anunciada durante a sessão de julgamento na manhã desta quinta-feira (9).

    Diante da proximidade do período eleitoral, a ministra decidiu antecipar sua saída do tribunal para permitir que a transição de gestão possa ser iniciada.

    “Eu decidi, ao invés de deixar para o último dia de mandato, 3 de junho, a sucessão da presidência deste TSE, iniciar o procedimento para eleição dos novos dirigentes da Casa e o processo de transição para equilíbrio e calma na passagem das funções aos que dirigirão a Justiça Eleitoral e conduzirão o processo eleitoral de outubro”, esclareceu a ministra.

    A posse de Nunes Marques e Mendonça deve ocorrer no final do mês de maio.

    O TSE é composto por sete ministros, sendo três do Supremo Tribunal Federal (STF), dois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois advogados indicados pelo presidente da República, além dos respectivos substitutos.

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