CPI da Arena das Dunas: Governo do Estado apresenta propostas de revisão contratual

Os representantes do Governo do Estado e do Consórcio Arena das Dunas se fizeram presentes na reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Arena das Dunas, que aconteceu nesta terça-feira (23), na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, para tentar dialogar no sentido de repactuar e reajustar o contrato da Parceria Público Privada firmada entre empresa e governo na construção do estádio.

Como a Secretaria de Estado da Infraestrutura (SIN) tem a gestão do contrato entre o Governo estadual e o Consórcio Arena das Dunas atualmente, o secretário da SIN, Gustavo Fernandes Rosado Coelho, explicou os pontos onde o poder público entende a necessidade de revisão.

“O contrato é composto por duas partes, uma parcela variável e uma parcela fixa. A revisão de contrato funda na parcela variável. Depois da devida análise, chegamos a conclusões e indicamos pontos necessários da revisão e um deles diz respeito ao quadro de indicadores de desempenho”, disse o secretário.

Ele também mencionou revisão na cláusula sobre indicação de desempenho no tocante à manutenção predial e conservação, além de acrescentar um item sobre gestão financeira e administrativa.

“O contrato também precisa ter um equilíbrio financeiro nos custos de manutenção. Hoje temos um plano de manutenção que está sendo cumprido em nível satisfatório, mas a nossa proposta é que os custos com manutenção sejam baseados em itens predefinidos. Hoje é um valor fechado”, explicou.

O controlador-Geral do Estado, Pedro Lopes de Araújo Neto, fez uma breve recapitulação do trabalho da Controladoria, que iniciou por provocação do então deputado estadual Sandro Pimentel, e complementou os pontos apresentados pela Secretaria estadual de Infraestrutura.

Ele destacou que as multas precisam ser renegociadas, apontando um erro no contrato. Pedro Lopes explicou que, se o estado cometer um erro, o Ente paga 5% da parcela fixa, mas se a empresa cometer infração, não há previsão de sanção. ”Isso é uma lacuna do contrato que precisa ser revisto. É preciso haver reciprocidade”, declarou.

O controlador do Estado também mencionou que a empresa cobra do governo multa de atraso e esse valor é em cima de juros e correção monetária. “Nós não entendemos que incide juros e correção sobre o valor da multa. É o entendimento do governo”, disse.

Outros pontos também foram abordados por ele, como as ações judiciais de ambas as partes e a fonte adicional de receita.

Em resposta aos pontos levantados pelo Governo, o diretor Presidente da Arena das Dunas, Ítalo Mitre Alves de Lima, respondeu que não esperava adentrar naquele momento nos termos da revisão contratual, mas que a Arena das Dunas está disponível a participar disso, promovendo um amadurecimento do contrato.

O presidente da CPI da Arena das Dunas, deputado Coronel Azevedo (PSC), destacou a importância de buscar o entendimento entre governo e empresa por via negocial e enfatizou que há um interesse das partes de resolver e melhorar essa relação.

“É interessante que o estado mantenha essa relação contratual e todo o esforço dos parlamentares é para que possamos contribuir nesse sentido. O objetivo da CPI é melhorar essa relação, estamos cumprindo isso e ajudando que o contrato seja cumprido. É de total interesse nosso que o estado possa ter essa relação aprimorada e que possamos continuar sendo um estado atrativo para investimento”, falou.

“A CPI realizou muitas reuniões e oitivas, a própria relatora, deputada Isolda Dantas (PT), tem se esforçado e feito vários encaminhamentos. Além disso, sabemos que o Governo do Estado já criou um grupo de trabalho buscando aperfeiçoar a relação e durante abertura da CPI algumas providências já foram tomadas”, complementou.

A relatora da CPI, deputada estadual Isolda Dantas (PT), afirmou que a CPI vai contribuir com a repactuação de alguns pontos do contrato para reduzir o prejuízo que o estado vem tendo. “Nesse sentido, quero manifestar minha alegria em fazer parte disso. A CPI da Arena das Dunas inova quando, além de buscar investigar, também traz em tela os dois atores para que possam dar um passo significativo para revisão do contrato. Nosso desejo é que, se possível, nosso relatório já possa apontar elementos pactuados de revisão do contrato”, falou.

“Pela parte do Governo, pelo que podemos ver, já há um posicionamento bastante maturado sobre o assunto. Lamento que a compreensão de Ítalo Mitre tenha sido apenas de explicar. A nossa expectativa era maior, mas não invalida o que tivemos. Precisamos apresentar algo concreto. Não estamos aqui para fazer caça às bruxas, mas queremos ter como resultado dessa Comissão uma revisão contratual”, adicionou a parlamentar relatora da CPI.

Por fim, o Governo do Estado se comprometeu a formalizar o documento inicial da proposta de revisão contratual para que, posteriormente, possa ser discutida com mais detalhamento junto à empresa Arena das Dunas.

Como membros da Comissão Parlamentar de Inquérito, estiveram presentes na reunião desta terça-feira os deputados Coronel Azevedo (PSC), Isolda Dantas (PT), Tomba Farias (PSDB), Kleber Rodrigues (PL) e Getulio Rêgo (DEM). Além dos convidados, o procurador Geral do Estado do RN, Luiz Antônio Marinho, o secretário da Secretaria de Estado da Infraestrutura (SIN), Gustavo Fernandes Rosado Coelho, o controlador-Geral do Estado, Pedro Lopes de Araújo Neto e o diretor Presidente da Arena das Dunas, Ítalo Mitre Alves de Lima.

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    O problema vai além do incômodo. Moradores relatam medo de ataques, acidentes e preocupações relacionadas à saúde pública. Ao mesmo tempo, os próprios animais também acabam sendo vítimas do abandono e da falta de políticas públicas permanentes voltadas para o controle populacional e proteção animal.

    A pergunta que muitos fazem é simples: até quando essa situação continuará sem uma solução efetiva?

    São Paulo do Potengi precisa de medidas concretas. A população cobra providências, enquanto os relatos continuam surgindo quase diariamente.

    E, enquanto uma solução definitiva não aparece, quem circula pelas ruas segue convivendo com um problema que já passou da hora de ser enfrentado.

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  • Eleições 2026: a guerra pela atenção e o que está em jogo para 2028

    Por Glaucione Farias

    Nunca foi tão difícil ser candidato. Não porque as urnas mudaram, mas porque, antes de qualquer discurso, o candidato precisa vencer uma batalha que a maioria ainda não aprendeu a travar: a batalha pelo segundo.

    Aquele instante em que o dedo hesita antes de passar para o próximo vídeo.

    O eleitor brasileiro passa mais de quatro horas por dia nas redes sociais. Mas não está lá esperando conteúdo político. Está lá para se divertir, se distrair, torcer pelo Brasil na Copa do Mundo de junho. E é exatamente nesse ambiente barulhento que deputados, vereadores e prefeitos precisam aparecer e convencer.

    O desafio não é mais ter um bom programa de governo. É ter um bom primeiro segundo de vídeo.

    2026 é um termômetro. Os prefeitos que assumiram em janeiro de 2025 já estão sendo avaliados, e o futuro político de cada gestão começa a se desenhar agora. Isso vale tanto para quem quer se reeleger quanto para quem pretende construir um sucessor. Ninguém transfere voto com imagem desgastada. A força do sucessor vem diretamente da força de quem o indica.

    O gestor que some das redes nos momentos difíceis, que aparece apenas em inaugurações, vai chegar em 2028 sem munição. Memória política se constrói com narrativa, e narrativa se constrói dia a dia.

    O político que vai vencer em 2026 não será necessariamente o mais bonito ou o mais rico. Será aquele que entender que as redes sociais não são palanque, são conversa. E numa conversa, quem fala sem ouvir, quem aparece só quando precisa de algo, perde.

    Os resultados de outubro vão ser o mapa que vai guiar as campanhas de 2028. A eleição do próximo ciclo está sendo escrita agora. Um segundo de atenção de cada vez.

    Por Glaucione Farias, profissional de comunicação e estratégia digital com atuação em mais de dez gestões públicas municipais no Rio Grande do Norte.

  • Lagoa de Velhos abre inscrições para 22º Festival de Quadrilhas Juninas com R$ 30 mil em premiações

    A Prefeitura de Lagoa de Velhos abriu as inscrições para o 22º Festival de Quadrilhas Juninas do município, um dos eventos tradicionais do calendário cultural da região. O festival será realizado nos dias 19 e 20 de junho e contará com R$ 30 mil em premiações para os grupos participantes.

    As inscrições seguem até o dia 12 de junho, com atendimento das 7h às 11h e das 13h às 17h. Os interessados podem obter informações e realizar o cadastro pelos telefones (84) 3190-3185, (84) 98799-9994 e (84) 98731-9590.

    De acordo com a organização, a premiação será dividida entre as categorias estilizada e tradicional. Na categoria estilizada, os vencedores receberão R$ 8 mil, R$ 5,5 mil e R$ 3,5 mil para primeiro, segundo e terceiro lugares, respectivamente, além de troféus. Já na categoria tradicional, os prêmios serão de R$ 5,5 mil, R$ 4 mil e R$ 2,5 mil, também acompanhados de troféus.

    A expectativa é reunir quadrilhas de diversas regiões do Rio Grande do Norte em dois dias de apresentações marcadas por música, dança e valorização da cultura popular nordestina. Segundo a Prefeitura, o festival busca fortalecer as tradições juninas e consolidar Lagoa de Velhos como um dos polos culturais do período de São João no estado.

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