Artigo Ney Lopes: “Na política só sobrevive quem é “dono” de partido”
Ney Lopes – jornalista, ex-deputado federal, professor de direito constitucional da UFRN e advogado
Bolsonaro quer partido “seu” – O presidente Bolsonaro declarou, que procura um partido que chame de “seu”.
Ele está certo.
Infelizmente, no Brasil não disputa eleição majoritária, quem não tenha a propriedade privada de um partido e dos fundos públicos.
Esse é o câncer da política nacional.
Desejo disputar o Senado – Pessoalmente recebo inúmeros incentivos para voltar à política.
Não nego que gostaria.
Sempre desejei disputar o Senado, pela experiência que tive de mais de 20 anos no Congresso.
Entendo ainda poder fazer muito pelo RN.
Metas – Gostaria de aperfeiçoar algumas das vitórias que alcancei na Câmara, como o crédito educativo (ampliar para alunos de Universidades Públicas); área de livre comércio no Grande Natal (mais de 50 mil empregos); defesa de aposentados, pensionistas, previdência justa; royalties para proprietários de terra produtora de petróleo; salário mínimo do crescimento; política mais acessível dos genéricos, regulamentar o artigo 43 da CF, que criaria complexo geoeconômico e social no Nordeste, visando o desenvolvimento agrícola e industrial, além da redução das desigualdades regionais.
Impossibilidade – Até hoje, nunca consegui legenda compatível com o que penso. Todas têm os “donos”, que são prioridades para governo e senado. As legendas proporcionais, servem para “puxar votos”, favorecendo os proprietários das siglas.
Candidato avulso – Em 2022, esperei o candidato avulso para afinal disputar o Senado. Mas, pelo visto não virá. Fazer o que?








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