Marina Silva declara “voto crítico” em Fernando Haddad no segundo turno

Marina Silva, candidata à Presidência pela Rede, declarou “voto crítico” em Fernando Haddad (PT) no segundo turno em post no Facebook nesta segunda-feira (22).

O seu partido anunciou que seria oposição a quem fosse eleito, mas recomendou para que filiados e simpatizantes não votassem em Bolsonaro.

A candidata, que chegou a liderar as pesquisas para as eleições 2018, ficou em oitavo lugar com 1% dos votos válidos, o equivalente a 1,06 milhão de pessoas.

“Sei que, com apenas 1% de votação no primeiro turno, a importância de minha manifestação, numa lógica eleitoral restrita, é puramente simbólica. Mas é meu dever ético e político fazê-la.”

Veja o texto na íntegra

“POSICIONAMENTO NO SEGUNDO TURNO

Neste segundo turno a Rede Sustentabilidade já recomendou a seus filiados e simpatizantes que não votem em Bolsonaro, pelo perigo que sua campanha anuncia contra a democracia, o meio-ambiente, os direitos civis e o respeito à diversidade existente em nossa sociedade.

Do outro lado, a frente política autointitulada democrática e progressista não se mostra capaz de inspirar uma aliança ou mesmo uma composição. Mantém o jogo do faz-de-conta do desespero eleitoral, segue firme no universo do marketing, sem que o candidato inspire-se na gravidade do momento para virar a própria mesa, fazer uma autocrítica corajosa e tentar ser o eixo de uma alternativa democrática verdadeira. Alianças vêm de propósitos comuns, de valores políticos e éticos, de programas e projetos compartilhados, que só são possíveis em um ambiente de confiança em que, diante de inaceitáveis e inegáveis erros, a crítica é livre e a autocrítica é sincera.

Cada um de nós tem, em sua consciência, os valores que definem seu voto. Sei que, com apenas 1% de votação no primeiro turno, a importância de minha manifestação, numa lógica eleitoral restrita, é puramente simbólica. Mas é meu dever ético e político fazê-la.

Importa destacar que, como já afirmei ao final do primeiro turno, serei oposição, independentemente de quem seja o próximo presidente do Brasil, e continuarei minha luta histórica por um país politicamente democrático, economicamente próspero, socialmente justo, culturalmente diverso, ambientalmente sustentável, livre da corrupção, e empenhado em se preparar para um futuro no qual os grandes equívocos do modelo de desenvolvimento sejam superados por uma nova concepção de qualidade de vida, de justiça, de objetivos pessoais e coletivos. O meu apoio à Operação Lava-jato, desde o início, faz parte dessa concepção, na qual o Estado não é um bunker de poder de grupos, mas um instrumento de procura do bem público.

Vejo no projeto político defendido pelo candidato Bolsonaro, risco imediato para três princípios fundamentais da minha prática política: primeiro, promete desmontar a estrutura de proteção ambiental conquistada ao longo de décadas, por gerações de ambientalistas, fazendo uso de argumentos grotescos, tecnicamente insustentáveis e desinformados. Chega ao absurdo de anunciar a incorporação do Ministério do Meio Ambiente ao Ministério da Agricultura. Com isso, atenta contra o interesse da sociedade e o futuro do país. Ademais, desconsidera os direitos das comunidades indígenas e quilombolas, anunciando que não será demarcado mais um centímetro de suas terras, repetindo discursos que já estão desmoralizados e cabalmente rebatidos desde o início da segunda metade do século passado. Segundo, é um projeto que minimiza a importância de direitos e da diversidade existente na sociedade, promovendo a incitação sistemática ao ódio, à violência, à discriminação. Por fim, em terceiro lugar, é um projeto que mostra pouco apreço às regras democráticas, acumula manifestações irresponsáveis e levianas a respeito das instituições públicas e põe em cheque as conquistas históricas desde a Constituinte de 1988.

Por sua vez, a campanha de Haddad, embora afirmando no discurso a democracia e os direitos sociais, evocando inclusive algumas boas ações e políticas públicas que, de fato, realizaram na área social em seus governos, escondem e não assumem os graves prejuízos causados pela sua prática política predatória, sustentada pela falta de ética e pela corrupção que a Operação Lava-Jato revelou, além de uma visão da economia que está na origem dessa grave crise econômica e social que o país enfrenta.

Os dirigentes petistas construíram um projeto de poder pelo poder, pouco afeito à alternância democrática e sempre autocomplacente: as realizações são infladas, não há erros, não há o que mudar.

Ao qualificar ambos os candidatos desta forma, não tenho a intenção de ofender seus eleitores, milhões de pessoas que acreditam sinceramente em um deles ou que recusam o outro, com muitas e justificadas razões.

E creio que os xingamentos e acusações trocados nas redes sociais e nas ruas só trazem prejuízos à democracia, mas é visível que, na maioria das vezes, essas atitudes são estimuladas pelos discursos dos candidatos e de seus apoiadores. A política democrática deve estar fortemente aliançada no respeito à Constituição e às instituições, exercida em um ambiente de cultura de paz e não-violência.

Outro motivo importante para a definição e declaração de meu voto é a minha consciência cristã, valor central em minha vida. Muitos parecem esquecer, mas Jesus foi severo em palavras e duro em atitudes com os que têm dificuldade de entender o mandamento máximo do amor.

É um engano pensar que a invocação ao nome de Deus pela campanha de Bolsonaro tem o objetivo de fazer o sistema político retornar aos fundamentos éticos orientados pela fé cristã que são tão presentes em toda a cultura ocidental. A pregação de ódio contra as minorias frágeis, a opção por um sistema econômico que nega direitos e um sistema social que premia a injustiça, faz da campanha de Bolsonaro um passo adiante na degradação da natureza, da coesão social e da civilização. Não é um retorno genuíno ao mandamento do amor, é uma indefensável regressão e, portanto, uma forma de utilizar o nome de Deus em vão.

É melhor prevenir. Crimes de lesa humanidade não tem como se possa reparar. E nem adianta contar com o alívio do esquecimento trazido pelo tempo se algo irreparável acontecer. Crimes de lesa humanidade o tempo não apaga, permanecem como lição amarga, embora nem todos a aprendam.

Todas essas reflexões me inquietam, mas mostram o caminho da firmeza, do equilíbrio na análise e a necessidade de pagar o preço da coerência, seja ele qual for.

E assim chegamos, neste segundo turno, ao ponto extremo de uma narrativa antiga na política brasileira, a do “rouba, mas faz” e depois, do “rouba, mas faz reformas”, mas ajuda os pobres, mas é de direita, mas é de esquerda etc. De reducionismo em reducionismo, inauguramos agora o triste tempo do “pelo menos”.

Diante do pior risco iminente, de ações que, como diz Hannah Arendt, “destroem sempre que surgem”, “banalizando o mal”, propugnadas pela campanha do candidato Bolsonaro, darei um voto crítico e farei oposição democrática a uma pessoa que, “pelo menos” e ainda bem, não prega a extinção dos direitos dos índios, a discriminação das minorias, a repressão aos movimentos, o aviltamento ainda maior das mulheres, negros e pobres, o fim da base legal e das estruturas da proteção ambiental, que é o professor Fernando Haddad.”

Exame

Confira também

  • Segepe/EGPM promove curso que fortalece a “Liderança Humanizada e Comunicação Não Violenta”

    Foto enviada

    Cerca de 40 diretores que atuam em equipamentos da Secretaria Municipal de Assistência Social, Cidadania e Juventude (Semasc) e da Secretaria Municipal de Saúde concluíram, nesta quinta-feira (25), o curso de “Liderança Humanizada e Comunicação Não Violenta”, promovido pela Secretaria Municipal de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas (Segepe), por meio da Escola de Gestão Pública Municipal (EGPM).

    Com carga horária de 40 horas, o curso, voltado ao fortalecimento das competências de gestão, do diálogo e das relações interpessoais no serviço público em Mossoró, foi desenvolvido ao longo de cinco encontros, combinando momentos presenciais e atividades vivenciais aplicadas nas próprias unidades de trabalho. Durante a formação, os participantes aprofundaram conhecimentos sobre liderança humanizada, cultura organizacional, comunicação assertiva, comunicação não violenta (CNV), mediação de conflitos, escuta ativa, feedback construtivo e condução de reuniões mais produtivas, sob a condução de Silvia Vale, pedagoga e psicóloga, servidora do município. O psicólogo Robson Nogueira somou nos encontros que se aprofundaram na CNV.

    O último encontro foi marcado por um momento de resgate dos principais conhecimentos construídos ao longo da formação, realizado em clima de integração e valorização da cultura nordestina, com temática junina. A programação também foi dedicada ao esclarecimento de dúvidas e ao alinhamento sobre os planos de intervenção que serão implantados por cada gestor em sua unidade de trabalho.

    Os planos representam a etapa prática da formação e têm como objetivo transformar os conhecimentos adquiridos em ações concretas, contribuindo para o fortalecimento da liderança, da comunicação e das relações profissionais nos equipamentos públicos municipais.

    A iniciativa reafirma o compromisso da Prefeitura de Mossoró com a qualificação contínua dos servidores e o desenvolvimento de uma gestão pública cada vez mais humanizada, colaborativa e voltada para a promoção de ambientes de trabalho saudáveis, refletindo diretamente na qualidade do atendimento prestado à população.

  • RN adere ao Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio e fortalece políticas de proteção às mulheres

    Estado torna-se o segundo do país a aderir à iniciativa do Governo Federal, reunindo os Três Poderes em compromisso de prevenção, proteção e enfrentamento à violência contra as mulheres

    Sob um clima de emoção e sentimento de justiça, o Rio Grande do Norte aderiu nesta sexta-feira (26) ao Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, conhecido como pacto “Todos por Todas”, compromisso assumido pelos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e coordenado pelo Governo Federal para articular políticas de prevenção, proteção às mulheres.

    Ao lado da primeira-dama do Brasil, Janja Lula da Silva e da ministra das Mulheres, Márcia Lopes, a governadora Fátima Bezerra assinou, em solenidade realizada no auditório da reitoria da UFRN, o documento que articula ações permanentes entre os três poderes para reduzir a impunidade e assegurar o acolhimento das vítimas. Após a adesão do Ceará, o RN é o segundo estado brasileiro a firmar o pacto.

    O ato integrou a programação do evento Diálogos Federativos – Sistema Único de Segurança Pública: Caminhos para o Fortalecimento da Cooperação Federativa. Promovido pelo Governo Federal, pela Associação Brasileira de Municípios e pelo Governo do Estado, o encontro reúne gestores e especialistas dos três níveis de governo para discutir o fortalecimento da cooperação federativa, da governança e do financiamento do Sistema Único de Segurança Pública.

    Cooperação entre poderes

    O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio foi estruturado com base no entendimento de que o enfrentamento à violência contra as mulheres depende da atuação integrada dos três Poderes da República e da cooperação permanente entre União, estados, municípios e demais instituições.

    A iniciativa parte do reconhecimento de que nenhuma instituição, de forma isolada, consegue responder à complexidade do problema. Por isso, estabelece mecanismos de articulação entre os entes federativos para fortalecer as políticas de prevenção, proteção e enfrentamento à violência de gênero.

    Proteção às mulheres

    A governadora Fátima Bezerra destacou que a adesão do Rio Grande do Norte representa um compromisso político do Estado com o fortalecimento das políticas de proteção às mulheres. ” Esse não é apenas um ato burocrático, é um ato político. Significa reunir o Poder Executivo, o Judiciário, o Legislativo, o movimento de mulheres e a sociedade civil em torno do compromisso de ampliar e fortalecer as políticas públicas de proteção à vida das mulheres”.

    A chefe do Executivo destacou a expansão da Patrulha Maria da Penha para todas as regiões do estado, medida que exigiu investimentos do Governo do Estado e ampliou o acompanhamento das mulheres beneficiadas por medidas protetivas. “São vidas preservadas, e isso mostra a importância de as mulheres denunciarem e buscarem os canais de proteção”, afirmou, acrescentando a criação de sete novas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher.

    Memória das vítimas

    Em um momento de emoção, a primeira dama Janja recordou os nomes de mulheres potiguares vítimas de mulheres assassinadas. “O Estado presta homenagem à memória dessas mulheres e reafirma seu compromisso permanente com a proteção da vida. Mais do que um gesto de respeito, este é um chamado à responsabilidade coletiva de transformar a indignação em ação e a memória em políticas públicas capazes de prevenir novas violências e preservar outras vidas. O Rio Grande do Norte celebra a adesão ao Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, iniciativa lançada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em fevereiro de 2026, e considerada um dos mais importantes esforços institucionais já construídos na história do nosso país para enfrentar a violência contra as mulheres”, declarou.

    A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, afirmou que a adesão do estado ao pacto fortalece o compromisso institucional dos três Poderes no enfrentamento à violência contra as mulheres. “A assinatura do pacto pela governadora Fátima Bezerra, ao lado do Tribunal de Justiça e da Assembleia Legislativa, representa um passo decisivo para avaliar os índices de violência, a estrutura da rede de atendimento e consolidar uma atuação integrada e permanente em defesa da vida das mulheres”, declarou.

    Participaram da assinatura do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio o secretário Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, a deputada federal Natália Bonavides e o deputado federal Fernando Mineiro Francisco Lucas; o secretário Nacional de Assuntos Federativos, Ilário Marques; a desembargadora Berenice Capuxú; o secretário da Segurança Pública, Francisco Araújo; a secretária da Semjidh, Júlia Arruda;o reitor em exercício da UFRN, Hênio Miranda; o presidente da Femurn, José Augusto Rêgo.

  • Quem são os pré-candidatos ao Senado pelo Rio Grande do Norte

    A disputa pelas duas vagas do Rio Grande do Norte no Senado Federal em 2026 já começa a ganhar forma. Pelo menos sete nomes foram colocados como pré-candidatos pelos partidos para a eleição deste ano.

    Entre eles estão os atuais senadores Styvenson Valentim (Podemos) e Zenaide Maia (PSD), que podem disputar a renovação de seus mandatos, além de ex-deputados, lideranças partidárias e representantes do movimento sindical.

    A movimentação para a disputa ao Senado ocorre em paralelo à corrida pelo Governo do Rio Grande do Norte. O g1 mostrou que pelo menos seis nomes já foram anunciados como pré-candidatos ao governo estadual.

    Veja quem são os nomes colocados até o momento para a disputa:

    Coronel Hélio (PL)
    Hélio Imbrosio de Oliveira (PL) nasceu no Rio de Janeiro, tem 61 anos, e é coronel aviador da reserva da Força Aérea Brasileira e empresário. Graduado em ciências aeronáuticas, ele é presidente do Partido Liberal em Natal e dirige as relações institucionais da Associação dos Polos Industriais do Rio Grande do Norte. Trabalhou como gestor militar, depois migrou à política conservadora. Passou a atuar politicamente a partir de 2014 em manifestações de rua. Em 2020, foi candidato a prefeito de Natal pelo PRTB, mas não se elegeu.

    Rafael Motta (PDT)
    Rafael Huete da Motta, de 39 anos, é engenheiro de produção, empresário e natural de Natal. Filho e neto de políticos, iniciou a vida pública em 2012 como secretário da Juventude no Rio Grande do Norte. Em 2014, conquistou o primeiro mandato como deputado federal pelo PROS, sendo reeleito em 2018 pelo PSB, permanecendo na Câmara dos Deputados até 2023. Em 2022, disputou o Senado pelo RN e ficou em terceiro lugar. Em 2024, concorreu à Prefeitura de Natal, mas não se elegeu. No ano passado, sofreu um acidente de kitesurfe e chegou a ficar 12 dias em coma induzido. Em 2026 se filiou ao PDT e lançou pré-candidatura ao Senado.

    Samanda Alves (PT)
    Samanda Godeiro de Abreu Alves, de 35 anos, é administradora e natural de Natal. Atual presidente do PT no estado, iniciou a trajetória política no movimento estudantil e ocupou cargos nas áreas de participação social, juventude e direitos humanos nos governos estadual e federal. Atuou no Gabinete Civil do governo do estado e foi subsecretária de Trabalho, Emprego e Renda. Em 2026, foi lançada pelo partido como pré-candidata ao Senado, após decisão de Fátima Bezerra de não renunciar ao mandato de governadora para concorrer ao Senado.

    Sandro Pimentel (PSOL)
    Sandro de Oliveira Pimentel, de 60 anos, é servidor público federal, natural de Ceará-Mirim e filiado ao PSOL. Formado em Gestão Pública, com especialização em Qualidade de Vida e Saúde no Trabalho, construiu trajetória profissional como vigilante da UFRN, onde se aproximou do movimento sindical. Foi um dos fundadores do PSOL e disputou cargos majoritários antes de ser eleito vereador de Natal por dois mandatos. Em 2018, tornou-se o primeiro deputado estadual eleito pelo PSOL no Rio Grande do Norte. Em 2026, foi lançado pelo partido como pré-candidato ao Senado Federal.

    Sônia Godeiro (PSOL)
    Sônia Maria Godeiro, de 71 anos, é médica pediatra, sindicalista e natural de Patu, no Oeste potiguar. Formada em Medicina, possui trajetória de militância política e sindical. Iniciou a atuação na Convergência Socialista, organização de oposição à ditadura militar, e integrou posteriormente o PSTU, partido do qual se desligou em 2009. É uma das fundadoras do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde-RN), entidade que também ajudou a dirigir ao longo dos anos. Filiada ao PSOL, foi anunciada em 2026 como pré-candidata ao Senado Federal.

    Styvenson Valentim (Podemos)
    Eann Styvenson Valentim Mendes, de 49 anos, é senador da República pelo Rio Grande do Norte. Natural de Rio Branco–AC, é bacharel em Direito e tem formação na área militar. No ano de 2009, entrou para o Comando de Polícia Rodoviária Estadual (CPRE). Entre os anos de 2012 e 2016, ele ficou conhecido pelo rigor na coordenação da Operação Lei Seca. Em 2018, disputou sua primeira eleição majoritária e foi eleito senador com 745.827 votos. Em 2022, licenciou-se para concorrer ao governo do estado, mas não se elegeu. Agora será candidato à reeleição como senador.

    Rosália Fernandes (PSTU)
    Rosália Maria Fernandes, de 58 anos, é assistente social e natural de Marcelino Vieira, no Rio Grande do Norte. Filiada ao PSTU, é uma das lideranças do partido no estado e atua historicamente em pautas ligadas ao funcionalismo público. Já foi candidata à Prefeitura de Natal em 2016 e 2020, além de ter concorrido ao Governo do Estado em 2022, mas não se elegeu em nenhuma das disputas. Em 2026, Rosália Fernandes é pré-candidata ao Senado Federal pelo Rio Grande do Norte, novamente pelo PSTU.

    Oswaldo Negrão (PCdoB)
    Natural do Paraná, Oswaldo Gomes Corrêa Negrão é professor universitário e filiado ao PCdoB no Rio Grande do Norte. Cirurgião-dentista de formação, é mestre em Odontologia Social (UFRN) e doutor em Ciências da Saúde. Atualmente é professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e preside o Sindicato dos Docentes da UFRN (Adurn Sindicato). Oswaldo Negrão também é diretor da Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico Técnico e Tecnológico (Proifes). Em 2026, é pré-candidato ao Senado pelo PCdoB no Rio Grande do Norte.

    Zenaide Maia (PSD)
    Zenaide Maia Calado Pereira dos Santos, de 71 anos, é médica e senadora da República pelo Rio Grande do Norte. Natural de Brejo do Cruz, na Paraíba, formou-se em Medicina pela UFRN e iniciou a carreira pública como secretária municipal de Saúde de São Gonçalo do Amarante. Foi eleita deputada federal em 2014 e, na Câmara dos Deputados, integrou comissões ligadas à saúde, aos direitos das mulheres, às pessoas com deficiência e à seguridade social. Em 2018, disputou pela primeira vez uma vaga no Senado e foi eleita com 660.315 votos. Atualmente filiada ao PSD, busca a reeleição em 2026.

    Fonte: G1 RN

  • Seca grave não é mais registrada no RN no mês de maio, aponta estudo

    No Rio Grande do Norte, devido às chuvas acima da média nos últimos meses, a seca grave deixou de ser registrada e houve diminuição das áreas com seca moderada nas regiões Central e Oeste Potiguar. A seca fraca recuou na região Central, ampliando a área sem seca relativa. Em maio de 2026, 52,09% dos municípios apresentaram algum nível de seca. No período analisado não ocorreram registros de municípios nas classes de Seca Grave, Seca Extrema ou Seca Excepcional.

    Contudo, a categoria mais frequente foi Sem Seca Relativa, com 47,90% dos municípios. A classe de Seca Fraca alcançou 30,54% da área do estado. Já a Seca Moderada atingiu 21,56% dos municípios potiguares.

    O quadro apresentado para o mês de maio de 2026 indica um cenário de continuidade da melhora geral, motivado principalmente pelo desaparecimento da Seca Grave na região do Alto Oeste e a redução dos demais níveis de seca no restante do estado.

  • Caminhada “Parnamirim Faz Bonito” acontece na próxima terça-feira

    A Prefeitura de Parnamirim, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social (SEMAS), realiza na próxima terça-feira (30) a caminhada Parnamirim Faz Bonito, uma mobilização em defesa dos direitos de crianças e adolescentes e de enfrentamento ao abuso e à exploração sexual infantojuvenil. A concentração será a partir das 14h no Largo da Cohabinal.

    A ação integra a programação do Maio Laranja, campanha nacional de conscientização alusiva ao 18 de Maio – Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A iniciativa busca sensibilizar a população sobre a importância da prevenção, da proteção e da denúncia de casos de violência contra crianças e adolescentes.

    A caminhada contará com a participação de toda a rede socioassistencial do município, reunindo profissionais, usuários dos serviços e representantes de diversos órgãos em um momento de conscientização e fortalecimento da rede de proteção à infância e à adolescência.

    A Prefeitura convida a população a participar da mobilização e reforçar o compromisso coletivo com a garantia dos direitos e a proteção de crianças e adolescentes.

  • Governadora homenageia militares e civis em comemoração aos 192 anos da PM

    Em solenidade comemorativa aos 192 anos da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, a governadora Fátima Bezerra homenageou, nesta quinta-feira (25), personalidades militares e civis em reconhecimento aos relevantes serviços prestados à segurança pública do estado. A solenidade foi no Centro de Convenções, em Natal, e contou com a presença de autoridades da segurança e familiares dos homenageados.

    Durante o ato oficial, foram entregues três tipos de honrarias a 192 personalidades: a Medalha do Mérito Policial Luiz Gonzaga, a mais alta comenda da instituição; Medalha ao Mérito Profissional Coronel Bento Manoel de Medeiros, voltada à eficiência técnica; e Medalha Potiguar do Mérito Musical Militar Tonheca Dantas, em alusão ao legado cultural da banda centenária.

    A Polícia Militar do Rio Grande do Norte foi criada em 27 de junho 1834. A solenidade também marca a comemoração dos 140 anos da Companhia Independente de Música (CIPMUS), a Banda de Música da corporação. Foram homenageadas autoridades, civis e demais forças policiais; também representantes da Marinha do Brasil, do Exército Brasileiro e da Força Aérea Brasileira. Além desses, representantes de Forças Estrangeiras e Co-irmãs, como militares e Bombeiros do RN e de outros estados.

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