Dia: 29 de abril de 2026

  • Veículo é encontrado abandonado após perseguição na entrada de São Tomé

    Um carro foi encontrado abandonado na entrada de São Tomé nas primeiras horas da madrugada desta terça-feira, após uma perseguição policial.

    De acordo com informações preliminares, por volta das 2h, dois suspeitos teriam tentado fugir ao perceber a aproximação de uma viatura. Durante a fuga, o motorista perdeu o controle do veículo, que saiu da pista e parou às margens da via.

    Os dois envolvidos foram conduzidos à delegacia para averiguações e adoção dos procedimentos cabíveis.

    O caso segue sob apuração e deve ser esclarecido oficialmente pelas autoridades.

  • Corpo de Bombeiros orienta população sobre cuidados em açudes e barragens no RN

    Com a presença constante de pessoas em áreas de banho e lazer em açudes e barragens no Rio Grande do Norte, o Corpo de Bombeiros Militar do RN (CBMRN) reforça à população a importância de adotar medidas preventivas para evitar acidentes, especialmente afogamentos.

    Ambientes como açudes, barragens e lagoas apresentam riscos muitas vezes invisíveis, como profundidade irregular, correntezas, presença de vegetação submersa e lama no fundo, fatores que podem surpreender até mesmo banhistas experientes. Além disso, o consumo de bebidas alcoólicas associado ao banho aumenta significativamente o risco de ocorrências.

    Entre as principais orientações do CBMRN estão: evitar entrar na água após ingerir bebida alcoólica; não se aventurar em locais desconhecidos; respeitar os próprios limites físicos; manter atenção redobrada com crianças, que devem estar sempre sob supervisão de um adulto; e, sempre que possível, optar por locais com presença de guarda-vidas.

    O tenente Vidal, Oficial de Operações do CBMRN, destaca a importância da prevenção: “Grande parte dos acidentes em ambientes aquáticos pode ser evitada com atitudes simples. A orientação é que a população redobre a atenção, principalmente em áreas sem supervisão, e nunca subestime os riscos de açudes e barragens”, disse.

    O CBMRN também orienta que, em situações de emergência, a população acione imediatamente o número 193 e evite tentar resgates sem o devido preparo, para não se tornar mais uma vítima.

    A prevenção é a melhor forma de garantir que momentos de lazer não se transformem em tragédias.

  • MPRN aponta que advogada transmitiu ordem de facção para matar delegado em João Câmara

    O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) denunciou membros de uma facção criminosa e detalhou como uma advogada transmitiu a ordem para matar o delegado Luciano Augusto, titular da 85ª Delegacia de Polícia Civil de João Câmara. A denúncia aponta que a profissional utilizava sua prerrogativa de visitas prisionais para levar instruções de um líder detido aos comparsas em liberdade. O plano de assassinato contra a autoridade policial foi motivado pelas constantes operações e apreensões realizadas pela Polícia Civil na região.

    A célula criminosa faz parte do Sindicato do Crime e atuava com foco no tráfico de drogas e no controle de territórios nas cidades de João Câmara e Caiçara do Norte. O grupo possuía uma estrutura hierárquica definida, com divisões de tarefas que incluíam o comando do tráfico e a execução de rivais. As provas foram obtidas através da análise de dados de celulares apreendidos, que continham conversas detalhadas sobre o funcionamento da organização.

    O líder da organização, José Eduardo Souza de Lima, comandava as ações de dentro de uma unidade prisional do Estado. Para que as orientações chegassem aos subordinados, ele contava com o auxílio da advogada, que repassava mensagens sobre a gestão do tráfico e planos de ataques. A investigação confirmou que a intermediação era essencial para manter a estrutura da facção ativa e coordenada, mesmo com a chefia presa.

    Plano de execução

    No planejamento para matar o delegado Luciano Augusto, os criminosos buscaram adquirir armamento de alto poder de destruição, especificamente fuzis. A ordem transmitida pela advogada reforçava que a morte da autoridade era uma prioridade para garantir que as atividades ilícitas voltassem a operar sem interrupções. O grupo acreditava que a eliminação do titular da delegacia enfraqueceria o combate ao crime organizado naquela zona do interior potiguar.

    Além do atentado, as mensagens interceptadas revelaram regras rígidas de segurança digital que os membros deveriam seguir para evitar prisões. O comando exigia que os integrantes apagassem históricos de conversas, utilizassem senhas complexas e nunca fornecessem acesso aos aparelhos em abordagens. O objetivo era dificultar o trabalho de inteligência da polícia e proteger a identidade dos chefes locais que operavam o comércio de entorpecentes.

    A denúncia também descreve a prática de punições impostas pela facção contra moradores e outros criminosos que desobedecessem às suas ordens. Esses castigos eram chamados internamente de “brecamentos” e serviam para manter o domínio territorial através do medo e da violência. Registros fotográficos encontrados nos celulares mostravam armas pesadas, munições e grandes quantidades de drogas prontas para a comercialização em pontos de venda.

    Durante a operação policial que resultou na desarticulação desta célula, diversos itens ilícitos foram retirados de circulação nas cidades alvos da investigação. Os denunciados já possuíam antecedentes criminais e alguns deles se autodeclaravam integrantes da facção em cadastros do sistema prisional. O material colhido demonstrou que o grupo planejava expandir sua área de atuação para municípios vizinhos, utilizando João Câmara como base logística principal.

    Delegado

    Ao MPRN, o delegado Luciano Augusto disse que o plano de execução surgiu porque “o principal investigado e líder da facção passou a sofrer grandes prejuízos financeiros e concomitantemente viu seus familiares também serem alvos de medidas cautelares. As forças de segurança do Estado tomaram todas as medidas de segurança pessoal para mim e toda a equipe. Ameaças e planos de execução jamais farão com que deixemos de combater o crime”, disse o delegado. Após o plano ter sido descoberto, o chefe da fação e um irmão dele foram transferidos para o sistema penitenciário federal.