Artigo Ney Lopes: “A lei Áurea da política nacional, que Bolsonaro pode propor”

Ney Lopes – jornalista, ex-deputado federal e advogado – [email protected] – blogdoneylopes.com.br

Ainda, sobre a eleição de 2018, um alerta sobre a falta que faz ao Brasil, a existência em nosso sistema eleitoral da “candidatura avulsa”.

Quatro em cada 10 países permitem candidatos avulsos.

Realmente pretendi em 2018 voltar ao Congresso Nacional, onde estive por seis legislaturas (24 anos).

Amigos indagam “por que” não fui candidato ao Senado. Explico, em linhas gerais.

A política para mim é vocação, espírito público, nunca “negócios”. Após ter exercido seis legislaturas (24 anos) na Câmara Federal avaliei que ainda teria muito a propor e realizar como legislador, ou, como disse Roberto Campos, pelo menos “evitar o mal que pode ser feito”. Seria uma campanha diferente, sem promessas, apenas com o propósito de “continuidade” do trabalho que iniciei no Congresso Nacional, acrescido de novas lutas.

O julgamento do eleitor seria simples: quem aprovasse diria sim. Os contrários rejeitariam.

Mais uma vez fui esmagado pela ditadura dos “proprietários” de partido político, que usam as legendas impunemente, como meio de “comércio privado”, tudo financiado com recursos públicos.

Esse é o câncer da democracia brasileira.

Preservei princípios, valores e rejeitei as pré-condições impostas para o registro da candidatura. Não poderia trair o eleitor. Melhor sair de consciência tranquila.

O leitor poderá indagar, que trabalho legislativo pretendia continuar no Senado? Alguns exemplos.

Em 15 de abril de 1975 apresentei o projeto de lei nº 274/75, a origem histórica do “crédito educativo” implantado no Brasil. Consistia em financiar o estudante carente das universidades públicas e privadas (média de 1/3 salários mínimos/mês) para atender despesas manutenção, lazer, livros, habitação etc.

O ministro da Educação da época, Nei Braga, chamou-me e disse: “xará vamos implantar essa ideia a quatro mãos”. Concordei. Murilo Melo Filho, jornalista e escritor conterrâneo, registrou esse fato na revista Manchete.

Com tristeza, o PT deformou a ideia original do PL nº 274/75, que subscrevi. O crédito educativo foi apelidado de FIES e passou a financiar exclusivamente as anuidades das faculdades privadas, o que gerou inúmeros escândalos. O estudante das universidades públicas ficou de fora até hoje e não foi estendido financiamento à pós-graduação.

Outro ponto: a regulamentação do artigo 43 da Constituição é o “ovo de Colombo”, o óbvio ululante, que resolverá definitivamente os problemas de regiões como o Nordeste.

Em 2005 apresentei o Projeto de Lei Complementar 323/05, que autorizava a regulamentação do complexo geoeconômico e social do Nordeste, aprovado com elogios, em 14 de julho de 2006, na Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional, na Câmara dos Deputados.

O nordeste usaria os incentivos, igualdade nas tarifas, fretes e seguros, assim como juros favorecidos no financiamento de atividades prioritárias e isenções, ou diferimento temporário de tributos federais.

O primeiro passo para a oferta maciça de empregos, oportunidades, aumento de renda e incremento às exportações. Deixei a Câmara Federal em 2006 e a proposta foi arquivada.

O nordeste continua de “pires na mão”, mendigando esmolas à União.

Outra luta frustrada vincula-se a uma contribuição, que seria dada à balança de pagamentos do país, com o incremento de exportações.

Seria a implantação da primeira área de livre comércio do país no “grande Natal”, RN, por ser a mais avançada posição geográfica e estratégica das Américas, em relação à África, Europa e Canal do Panamá.

Estudo técnico do governo federal, quando existiu a dúvida de construção de um aeroporto de grande porte, em Goiana, Pernambuco, ou, São Gonçalo do Amarante, no RN, confirmou que o RN (Grande Natal) é indiscutivelmente o ponto geográfico mais próximo da Europa e África, se comparado com Pernambuco, Paraíba, Ceará e Maranhão.

A verdadeira fronteira marítima e aérea das Américas está localizada na chamada “ponta do elefante”, símbolo do Estado do RN, sendo o local certo e ideal para um polo exportador e turístico, no modelo das áreas econômicas especiais nascidas na China.

Desde o Brasil Colônia, uma capitania hereditária foi implantada em terras potiguares, para resguardar a coroa portuguesa de ataques dos navios franceses e holandeses.

Na II Guerra, a maior base militar fora dos EEUU, à época instalada em Parnamirim, evitou que Hitler transformasse o nosso estado em apoio militar para invadir e interditar o Canal do Panamá e até chegasse aos Estados Unidos.

No final do século XX, a China inovou com modelos de polos turísticos e de exportação, em áreas geográficas estratégicas.

Logo defendi na Câmara Federal, a construção no RN de um aeroporto, em São Gonçalo do Amarante, como suporte inicial para a instalação da nossa área de livre comércio, pioneira nas Américas, agregando as ZPEs estaduais.

Os portos marítimos de Natal e Areia Branca seriam ampliados com rapidez, através de PPP.

Essas ações legislativas ficaram inconclusas, até hoje.

Por tais razões pretendi voltar ao Congresso em 2018.

Todavia, as ditaduras partidárias não abriram espaços para esse tipo de ideias e propostas. Só se falava nos “bastidores” em “dinheiro” e “nominatas”, que garantissem as reeleições dos ‘mesmos’.

Por falta de nomes com credibilidade, os grupos tradicionais, chamados oligárquicos, perderam a eleição de ponta a ponta no RN.

O problema é que faltaram opções.

Os eleitos para o senado terminaram sendo, uma deputada de primeiro mandato, que pegou “carona” na “onda PT” e unicamente repetiu ter votado contra Temer.

Ganhou um mandato e já pensa em ser governadora em 2022, pensando que os votos foram dados a ela e que é uma grande líder….

Outro que preencheu o espaço vazio foi o capitão Stevenson. Fez campanha diferente, exótica, não falou, não se sabe o que ele fará no senado e se restringiu a combater a corrupção e pregar moralidade.

Resultado: mais de setecentos mil potiguares votaram nele.

A eleição de 2018 mostrou a libertação do eleitor dos grilhões dos “currais partidários”.

Espera-se que o fato abra caminhos para a aprovação das “candidaturas avulsas”.

O presidente Macron na França foi eleito, sem pertencer a um partido.

Por que se teima em não oxigenar o poder político brasileiro com aprovação das candidaturas avulsas e assim para permitir a libertação das atuais “ditaduras” partidárias e evitar que no futuro outros pré-candidatos sofram o que sofri em 2018?

Se já houvesse candidatura avulsa, teria tentado voltar m 2018 ao Congresso e concluir “sonhos”, que não pude concluir em mandatos anteriores.

Entretanto, diante das poderosas “armaduras” das ditaduras partidárias esse sonho se tornou impossível, salvo de tivesse “aceito e negociado” a imposição de condições escusas, que trairiam os propósitos de colaborar com as mudanças que o país está começando a implantar no novo governo.

Regra geral, só teve vez quem se submeteu as exigências de “grupos”, “candidaturas impostas de familiares”, “dinheiro para gastar” etc…

O próprio Presidente Bolsonaro, quase foi vítima das dificuldades de encontrar uma legenda para candidatar-se.

Muitos dos que hoje estão na antessala do seu governo negaram-lhe pão e água.

Caberá ao Presidente Bolsonaro defender reforma política que abra novos espaços no sistema eleitoral brasileiro, começando pela candidatura avulsa.

Caso assim proceda, o seu governo estará consagrado como aquele que decretou a libertação das atuais ditaduras partidárias, na prática uma “lei Aurea” na política nacional.

Fica a sugestão!

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    A decisão também dialoga com o movimento recente da governadora, que optou por permanecer no cargo e não disputar o Senado, mantendo a atual composição do Executivo estadual até o fim do mandato.

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    A violência contra a mulher no Brasil atingiu níveis críticos em 2025, com 6.904 casos de feminicídio (consumados e tentados), representando quase seis mulheres mortas por dia. Predomina a violência doméstica (75% dos casos), frequentemente cometida por parceiros ou ex-parceiros, em um cenário de insegurança. Cerca de 70% das vítimas buscam ajuda primeiro na família, enquanto apenas 3 em cada 10 procuram uma delegacia (comum ou “da Mulher”), geralmente quando a violência atinge um patamar insuportável. O Ligue 180 é a principal porta de entrada para a denúncia e o acolhimento. Em duas décadas, a Central prestou mais de 16 milhões de atendimentos.

    Em seu discurso, a presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Mulher, vereadora Brisa Bracchi, ressaltou a importância de uma audiência pública sobre violência contra a mulher. “É fundamental, especialmente devido ao aumento de casos de feminicídio, misoginia e ódio online. O evento buscou conscientizar, debater políticas, informar sobre serviços de apoio e ouvir mulheres de diversos segmentos. Tivemos um momento que considero de alta qualidade e essencial para combater o machismo e o patriarcado, enfatizando a urgência do feminismo”.

    Midiany Avelino, secretária adjunta municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SEMUL), falou sobre a necessidade de informar às mulheres, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade, sobre a existência da Secretaria da Mulher e da Casa Abrigo em Natal, que oferecem apoio e acolhimento em casos de violência. “A falta de conhecimento sobre esses serviços é alarmante. Diante desse cenário, trabalhamos no sentido de fortalecer parcerias com lideranças comunitárias, grupos de mulheres e outros agentes sociais para garantir que a informação chegue às mulheres que precisam”, pontuou.

    Na sequência, a Tenente da Polícia Militar do RN e coordenadora operacional da Patrulha Maria da Penha, Priscila Sales, informou que o trabalho tem sido eficaz na proteção de mulheres, com zero feminicídios entre as assistidas pela equipe. “O serviço cresceu e hoje possui 18 polos, cobrindo 167 municípios. Em caso de agressão, a mulher deve denunciar na delegacia, registrar ocorrência, solicitar medida protetiva e acompanhamento da patrulha. Denúncias podem ser feitas por qualquer pessoa, mesmo que não seja a vítima, através do 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou 190 (emergência)”.

    Por sua vez, a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Goretti Gomes, explicou como a instituição atua no município. Segundo ela, o conselho é crucial para a construção de políticas públicas em Natal. “Articulamos propostas, definimos prioridades de investimento e ligamos a sociedade, a Secretaria da Mulher e os parlamentares. Então, buscamos o fortalecimento das mulheres e levamos suas demandas à Câmara Municipal para a criação de políticas, com foco naquelas que vivem nas periferias da cidade”, concluiu.

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    Uma nova pesquisa eleitoral mostra Allyson Bezerra liderando a disputa pelo Governo do Estado e ampliando a vantagem em todos os cenários analisados.

    No levantamento divulgado nesta sexta-feira (20), Allyson está na frente tanto na intenção espontânea quanto na estimulada, o que indica um nível elevado de consolidação eleitoral.

    Na intenção espontânea, quando o eleitor não recebe nomes previamente, Allyson já soma 23,7%, superando com folga Álvaro Dias, que registra 17,5%. Isso ostra que o nome do prefeito de Mossoró está mais presente na memória do eleitor.

    Quando o cenário é apresentado ao eleitor, a vantagem cresce. Na pesquisa estimulada, Allyson atinge 37,3%, abrindo mais de 15 pontos sobre Álvaro Dias (21,5%) e deixando Cadu Xavier com apenas 8,1%. O resultado mostra a consolidação da liderança.

    O domínio se mantém, e se fortalece, nas projeções de segundo turno. Em um confronto direto com Álvaro Dias, Allyson aparece com 38,6% contra 25,9%, uma diferença que indica vantagem confortável. Já contra Cadu Xavier, o cenário é ainda mais elástico: 44% a 9,6%, consolidando um quadro de ampla superioridade.

    O Instituto Seta ouviu 1.500 eleitores entre os dias 7 e 9 de março. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os protocolos BR-01174/2026 e RN-07529/2026.

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    Na manhã desta quinta-feira (19), após a 18ª sessão ordinária, a Câmara Municipal de Parnamirim entregou uma Moção de Aplausos em reconhecimento pelo trabalho comunitário de João Maria de Oliveira, conhecido como João Pézinho. Realizada no plenário Dr. Mário Medeiros, a homenagem foi proposta pelo vereador Irani Guedes e subscrito pelos vereadores Chicão e Rárika Bastos.

    João Pézinho é presidente do Conselho Comunitário do Vale do Sol e participa de diversas ações comunitárias em Parnamirim e vem contribuindo para a cidade de Parnamirim e para o bairro, desde o ano de 1984. “Sou uma pessoa humilde, que sempre me dediquei ao esporte e trabalhei muito em Parnamirim como liderança comunitária.

    Gostaria de agradecer a todos os vereadores por proporcionar essa alegria e honra de reconhecer meu trabalho” agradeceu.

  • PT oficializa Samanda Alves como pré-candidata ao Senado no RN

    A definição do nome que representará o PT na disputa ao Senado em 2026 já começou a ganhar forma no Rio Grande do Norte. Em reunião realizada nesta quinta-feira 19, a executiva estadual do partido confirmou a indicação da vereadora de Natal Samanda Alves como pré-candidata à vaga.

    Em nota, o partido destacou que a indicação busca reunir unidade, renovação e compromisso com pautas sociais, características que, segundo a direção, fazem parte da trajetória de Samanda. O texto também reforça a importância estratégica da eleição para o Senado, considerada prioritária pela legenda no cenário nacional.

    A definição ocorre após a governadora Fátima Bezerra desistir de disputar a vaga e optar por permanecer no cargo até o fim do mandato. A decisão foi influenciada pelo cenário político e pela impossibilidade de garantir maioria na Assembleia Legislativa em caso de dupla vacância no Executivo.

  • Ubaldo defende audiência pública da Comissão de Defesa do Consumidor da AL

    Ubaldo Fernandes

    O deputado estadual Ubaldo Fernandes voltou a se posicionar sobre os constantes aumentos no preço dos combustíveis no Rio Grande do Norte, durante reunião da Comissão de Defesa do Consumidor realizada nesta quinta-feira, 19.

    A manifestação ocorre um dia após o parlamentar já ter levado o tema à tribuna, e ganha ainda mais força diante do quarto reajuste consecutivo semanal anunciado pela Refinaria Clara Camarão, que foi noticiado hoje na imprensa potiguar.

    Durante a reunião, Ubaldo sugeriu a realização de uma audiência pública com a participação de representantes do setor e de órgãos de fiscalização, com o objetivo de promover transparência e esclarecer os critérios adotados para os sucessivos aumentos.

    A proposta se soma à iniciativa da presidente da comissão, a deputada Divaneide Basílio, que defendeu o encaminhamento de requerimentos solicitando informações e a intensificação das ações de fiscalização por parte dos órgãos competentes.

    Para o parlamentar, a situação exige uma resposta firme. “Não podemos assistir passivamente a aumentos sucessivos que impactam diretamente o bolso da população. É preciso transparência, responsabilidade e respeito com o consumidor”, destacou.

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