O prefeito eleito de Bom Jesus, Nilson Peças, realizou uma reunião de alinhamento entre as equipes de transição, dando início a um processo administrativo que visa garantir continuidade e eficiência à nova gestão. O encontro, que contou com a presença do atual prefeito Clécio Azevedo e de secretários municipais, foi seguido por uma visita à Secretaria de Saúde.
Na ocasião, o secretário Altemar Douglas apresentou dados e resultados das ações da pasta, destacando os avanços e desafios em saúde pública. Nilson demonstrou compromisso em dar sequência aos projetos em andamento, com especial atenção à ampliação dos serviços de saúde para atender melhor a população.
Clécio, que apoiou Nilson como sucessor, reforçou a importância de uma transição harmônica, assegurando que as políticas públicas implantadas tenham continuidade.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deverá vir ao Rio Grande do Norte durante a campanha do segundo turno das eleições. A informação foi anunciada por Cadu de Lula (PT) após uma reunião com o presidente, em Brasília, ao lado da governadora Fátima Bezerra, da senadora eleita Samanda de Lula e de Rafael Motta (PDT).
Segundo Cadu, Lula assumiu o compromisso de participar da campanha no estado, mas a data da visita ainda não foi definida. O próprio presidente também citou o Rio Grande do Norte entre os estados que pretende visitar nas próximas semanas.
A agenda deverá servir tanto para reforçar a candidatura de Cadu ao Governo do RN quanto para a campanha de Lula à Presidência. O RN é o único estado do Nordeste com segundo turno para governador, marcado para 25 de outubro.
Justiça Eleitoral +1
No primeiro turno, Allyson Bezerra (União Brasil) terminou à frente, com 733.809 votos (36,94%), enquanto Cadu recebeu 718.300 (36,16%), uma diferença de 15.509 votos.
O plenário do Senado começa a discutir nesta terça-feira (6) a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho. Para ser aprovada, a proposta ainda precisa passar por dois turnos de votação na Casa. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ainda não definiu, porém, quando a matéria será efetivamente votada.
A PEC foi aprovada pela Câmara dos Deputados em maio, mas teve a análise no Senado adiada por Alcolumbre para depois das eleições. Em setembro, a proposta avançou na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), após permanecer meses sem andamento.
Com o primeiro turno das eleições encerrado, o Senado retoma agora a discussão sobre a redução da jornada. Pelo regimento, são necessárias cinco sessões de discussão antes da votação de uma PEC. Nesta semana, estão previstas três sessões. Uma alternativa seria aprovar um calendário especial para permitir a votação no mesmo dia, mas essa possibilidade é considerada pouco provável por aliados do governo e integrantes da oposição.
Governo quer votação nesta semana
O governo defende que a PEC seja votada ainda nesta semana. O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, participou de uma reunião de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na tarde desta segunda-feira (5) e afirmou a jornalistas que o objetivo é aprovar a proposta até quarta-feira (7).
A posição do governo encontra resistência na oposição. O senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou que ainda não havia conseguido conversar com Alcolumbre, mas disse que, na avaliação dos senadores, o processo deve seguir as cinco sessões previstas para a discussão da proposta.
A tendência, portanto, é que a votação não ocorra antes do segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro. Outro fator considerado pelos senadores é que a sessão desta terça-feira será realizada em formato semipresencial, o que reduz a presença de parlamentares em Brasília e dificulta uma eventual votação da PEC no mesmo dia.
Disputa sobre o calendário
A discussão sobre a escala 6×1 ganhou espaço no Senado depois da aprovação da proposta na Câmara e da pressão do governo para que o texto avançasse.
Alcolumbre já havia afirmado que o Senado não seria uma Casa “carimbadora” de projetos aprovados pelos deputados e que os parlamentares deveriam analisar propostas que alterassem a Constituição. O presidente do Senado também havia dito que não pretendia “contaminar” o período eleitoral com uma pauta que classificou como “eleitoreira”.
Antes das eleições, a aprovação da PEC era tratada como uma prioridade pelo governo, que pretendia apresentar a redução da jornada como uma de suas bandeiras durante a campanha.
Oposição mira mudanças em 2027
A oposição defende que a discussão sobre a redução da jornada avance a partir da próxima legislatura. A avaliação é de que a composição do Congresso a partir de fevereiro de 2027 poderá permitir mudanças no texto, incluindo um período maior de transição e alterações nas regras trabalhistas.
O PL terá 29 senadores em 2027, além de contar com aliados eleitos em outros estados. Nesse cenário, integrantes da oposição defendem que a votação seja adiada para o próximo ano.
Rogério Marinho, que coordenou a campanha de Flávio Bolsonaro (PL), já apresentou uma PEC que prevê a possibilidade de a remuneração dos trabalhadores ser calculada com base nas horas trabalhadas. O senador também é cotado para disputar a presidência do Senado no próximo ano.
Do outro lado, governistas passaram a pressionar pela aprovação da proposta ainda em 2026. A avaliação dentro da base do governo é que uma eventual votação apenas em 2027 poderia abrir espaço para mudanças no texto atualmente em discussão.
A “Operação Eleições” teve balanço positivo em Mossoró. Durante o domingo de votação, a Guarda Civil Municipal e os agentes de trânsito atuaram nos locais de votação e nas áreas de maior movimentação, com ações de orientação, controle do fluxo e apoio à circulação de eleitores e veículos.
De acordo com o secretário municipal de Segurança Pública, Walmary Costa, não foram registradas ocorrências relevantes durante o pleito. As situações atendidas ficaram na rotina, sendo controladas pelas equipes municipais, em conjunto com as demais forças de segurança.
“A ‘Operação Eleições’, com relação à segurança pública do município, foi bastante positiva. Não houve ocorrências relevantes, apenas ocorrências de rotina mesmo, em que a gente, tanto na parte de trânsito como na parte de segurança pública, pôde controlar sem grandes dificuldades, com as outras forças de segurança.”
A operação teve como objetivo garantir a segurança da população e facilitar o acesso aos locais de votação. A atuação conjunta dos órgãos contribuiu para que o domingo de eleições transcorresse dentro da normalidade em Mossoró.
O deputado federal Robinson Faria (PP) não conseguiu a reeleição para a Câmara dos Deputados por uma diferença de 32 votos em relação ao também deputado João Maia, seu companheiro de partido. Na disputa pelo Rio Grande do Norte, Robinson recebeu 123.008 votos, enquanto João Maia somou 123.040 e garantiu a recondução ao cargo.
A diferença na votação individual definiu a posição dos dois na lista de candidatos da legenda. Como João Maia recebeu mais votos, ficou à frente de Robinson na disputa por uma das cadeiras conquistadas pelo grupo partidário.
A eleição para deputado federal segue o sistema proporcional. Isso significa que a distribuição das vagas considera tanto os votos recebidos pelos candidatos quanto os votos dados diretamente ao partido ou à federação. Depois de calculado o número de cadeiras de cada grupo, elas são preenchidas conforme a ordem de votação dos candidatos, observadas as exigências de votação mínima.
Por isso, a votação individual não garante, sozinha, a eleição de um deputado. O candidato também depende do desempenho do partido ou da federação na distribuição das vagas. Dentro dessa lista, receber mais votos determina a prioridade para ocupar as cadeiras disponíveis.
No caso de Robinson e João Maia, não houve empate: os 32 votos de vantagem colocaram João à frente. Se dois candidatos do mesmo partido ou federação receberem exatamente a mesma quantidade de votos e disputarem a mesma vaga, o critério de desempate é a idade. Conforme o artigo 110 do Código Eleitoral, será considerado eleito o candidato mais idoso.
Albert Dickson, Chagas Catarino, Felipe Alves, Robério Paulino, Júlia Arruda e Professor Carlos Silvestre | Fotos: Reprodução
A Câmara Municipal de Natal terá seis mudanças na composição a partir de 2027. Vereadores eleitos em 2024 conquistaram vagas para o Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa nas eleições deste ano e deixarão o Legislativo municipal.
Samanda de Lula (PT), eleita senadora, abrirá uma vaga para a Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB). A tendência é que a cadeira seja ocupada pela ex-vereadora Júlia Arruda (PCdoB), atualmente secretária estadual das Mulheres.
Daniel Valença (PT), eleito deputado estadual, também deixará uma vaga para a federação. O nome seguinte na lista é o Professor Carlos Silvestre (PT).
Thabatta Pimenta (PV), eleita deputada federal, conquistou o mandato de vereadora em 2024 pelo PSOL. Por isso, a substituição seguirá a composição daquela eleição, com o professor Robério Paulino (PSOL) como possível sucessor.
Nina Souza (PL), eleita deputada federal, e Camila Araújo (PL), eleita deputada estadual, foram eleitas vereadoras em 2024 pelo União Brasil. Por isso, as duas vagas serão preenchidas por suplentes da legenda. Felipe Alves (União Brasil) é o primeiro nome da lista, seguido por Chagas Catarino (União Brasil).
Já Robson Carvalho (União Brasil), eleito deputado estadual, permaneceu na legenda durante as eleições deste ano. Com isso, a terceira vaga do União Brasil deverá ficar com Albert Dickson (União Brasil), seguindo a ordem de suplência.
A convocação dos suplentes ocorre de forma sucessiva. O primeiro nome é chamado para assumir o mandato e, caso se licencie, o próximo suplente pode ser convocado para ocupar a cadeira durante o afastamento.
Esse mecanismo já ocorreu em 2025, quando Felipe Alves assumiu a vaga de Nina Souza. Depois, ao se licenciar para comandar a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), a cadeira passou para Chagas Catarino.
Dando sequência ao levantamento especial das Eleições 2026 na Região Potengi, o Blog apresenta agora os números da disputa pelo Senado Federal, considerando os cinco principais nomes no recorte regional.
De acordo com o levantamento, Styvenson Valentim somou 31.568 votos nos municípios do Potengi. Coronel Hélio registrou 19.322 votos, seguido por Rafael Motta, com 13.526, Zenaide Maia, com 12.092, e Samanda, com 11.711 votos.
Neste ano, o eleitor potiguar pôde escolher dois candidatos ao Senado, já que duas das três cadeiras destinadas ao Rio Grande do Norte estavam em disputa.
Os números apresentados pelo Blog mostram como os votos para o Senado ficaram distribuídos entre esses cinco candidatos na Região Potengi e integram a série especial que detalha o comportamento das urnas na região para cada cargo das eleições de 2026.
Veja a votação de cada candidato nas cidades da Região Potengi