
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, formalizou nesta quinta-feira (8) sua saída do cargo ao entregar a carta de exoneração ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A publicação oficial deve ocorrer na edição desta sexta-feira (9) do Diário Oficial da União.
Lewandowski deixa o comando da pasta menos de um ano após assumir o posto, em fevereiro de 2024, logo depois de se aposentar do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo informações da imprensa, a decisão já havia sido comunicada a auxiliares no início de dezembro. Nos últimos dias, ele também iniciou a retirada de objetos pessoais do gabinete no Palácio da Justiça.
A saída ocorre em meio a um contexto de aumento do debate sobre segurança pública no Brasil e em outros países da América Latina, marcado pelo avanço de organizações criminosas e episódios recorrentes de violência.
Antes de integrar o governo federal, Lewandowski teve uma trajetória de 17 anos no STF. Atuou como revisor do julgamento do mensalão, presidiu a sessão do Senado que conduziu o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e participou de decisões relevantes, como a validação da Lei da Ficha Limpa, a proibição do nepotismo no serviço público e a adoção de cotas raciais em universidades federais.
Durante a pandemia da Covid-19, foi relator de ações que trataram de medidas sanitárias, incluindo restrições a não vacinados e a exigência de um plano nacional de enfrentamento da crise. Ele se aposentou da Corte em abril de 2023.
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