RN precisa de segurança jurídica e pública para atrair produtores, diz Zé Vieira

José Aldenir / Agora RN

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Norte (Faern), José Vieira, afirmou que os grandes entraves para o desenvolvimento das produções rurais jazem, basicamente, na falta de segurança jurídica e pública no ambiente rural, bem como na instabilidade das contas do Estado. Para Vieira, o RN possui muito potencial, mas precisa resolver esses gargalos se quiser atrair o interesse tanto do produtor rural quanto de novas indústrias para que voltem a apostar no estado potiguar, gerando crescimento ao setor.

Em entrevista concedida ao programa Jornal Agora, apresentado das 6h às 7h na Rádio Agora FM (97,9), o presidente da Faern comentou também acerca das condições de produção no interior do Rio Grande do Norte; o desempenho da agricultura; programas do governo; reforma previdenciárias, entre outros assuntos pertinentes à economia da agricultura e pecuária. Confira a seguir os principais pontos da entrevista de Zé Vieira.

Setor rural no Rio Grande do Norte

“O momento é de retomada e de otimismo. Estamos com um bom inverno. Não será suficiente para encher nossas barragens, mas é um alento para a atividade agropecuária. Precisamos ter garantia de assistência técnica, acesso facilitado ao crédito e desburocratizar os licenciamentos ambientais, de modo que o Estado não atrapalhe a retomada da atividade econômica”.

Realidade no interior

De acordo com o censo agropecuário em 2017, deixamos de produzir no RN mais de 20 mil estabelecimentos agropecuários, ou seja, eles deixaram de ser produtivos. Onde estão essas pessoas? Estão buscando novas oportunidades em outro lugar, e temos que reverter isso; temos que fazer com que as pessoas fiquem na atividade, morem na área rural e produzam. Ao invés de ter produtores rurais, temos moradores rurais vivendo exclusivamente no Bolsa Família ou de algum benefício do governo. Precisamos fazer com que o setor seja produtivo. Mas para isso é necessário segurança no campo. O produtor que mora no interior é totalmente vulnerável.

Papel do Estado

“Precisamos saber o que é possível atrair para o Estado. Para isso, precisamos ter um ambiente favorável. As contas públicas do Estado precisam estar ajustadas. Ninguém vai querer investir aqui se o Estado não estiver com suas finanças organizadas; o RN precisa fazer seu dever de casa. O governo estadual hoje anoitece e amanhece pensando em como vai pagar o funcionalismo público, mas o RN é muito mais do que isso, precisamos ser ousados”.

Logística em projetos estruturantes

“Já há algum tempo, o RN está fora dos grandes programas do país. Não participamos [ferrovia] Transnordestina; não temos um porto que atenda à demanda do Estado; não temos grandes indústrias… precisamos discutir isso. O RN não pode ser uma ilha isolada”.

Grandes produções no Rio Grande do Norte

O caju sofreu muito com a seca. Nossos cajueiros são muito velhos perdemos muitos deles. Em função disso, a Faern fez um programa de revitalização da cajucultura que estamos finalizando. Trabalhamos as regiões de Serra de Santana e de Severiano Melo, e conseguimos implantar mais de 5 mil hectares de assistência técnica de novas áreas de cajueiro. Isso mostra a importância da atividade para o RN. Por outro lado, temos a carcinicultura, que é uma atividade muito importante para o Estado. Depois da Lei Cortez Pereira, houve segurança jurídica aos carcinicultores. O governo tem sido muito firme nessas questões de dar segurança àqueles que vêm produzindo. Nossa carcinicultura está no momento de ampliação e geração de empregos.

Fruticultura irrigada

É uma tecla em que estamos batendo há algum tempo, que a agricultura de resultado é a irrigada. Essa você sabe que vai plantar e colher. Precisamos ampliar as áreas possíveis de fazer irrigação no RN e atrair novos investimentos. Temos muito potencial, mas temos que dar segurança jurídica a quem venha investir no RN; não deixar que o MST invada propriedades; dar segurança pública para que se diminua a criminalidade no campo; temos que desburocratizar as questões ambientais… Ninguém quer desmatar, quem mais preserva é mais o produtor, porque ele precisa de água. É preciso ter também acesso ao crédito. Os bancos precisam diminuir a burocracia. Resolvendo essas questões e com o Estado organizado com suas contas públicas, não tenho dúvida que o RN terá de volta sua importância no setor agropecuário brasileiro.

Programa do Leite

O programa sempre teve uma importância muito grande na construção de novas indústrias, no apoio ao aumento da produção de leite. Depois, tivemos dificuldades. Primeiro em relação aos atrasos do pagamento, depois por causa da seca… O momento é de retomada, mas precisamos de novos mercados. O produtor não pode ficar dependente de vender leite só para o programa, precisamos atrair novas indústrias médias para o RN que garantam a compra desse leite.

Corte do Ministério da Agricultura

Todo corte é ruim, mas a agricultura brasileira precisa ter um olhar diferenciado. Os Estados Unidos possuem um seguro rural de cerca de 80% para os produtores. Não precisamos de subsídios para crédito. Precisamos ter esse seguro rural. Assim, qualquer instituição financeira vai fornecer o crédito. Enquanto que nos Estados Unidos 80% da safra é assegurada, no Brasil nem 15% é. Precisamos ampliar esse seguro.

Reforma da Previdência

O mundo mudou. Precisamos ter uma legislação mais atualizada. Principalmente para acabar com os privilégios. É inconcebível que um servidor público tenha uma aposentadoria de R$ 40 mil ou R$ 50 mil. Todos têm que ter aposentadoria do INSS. Não tem cabimento um deputado, delegado ou juiz ter esse privilégio. O pagador de imposto não suporta mais essa disparidade. O Brasil precisa de uma reforma ampla em todos os sentidos.

Velocidade da aprovação das reformas

Foi eleito um presidente cujo modelo de fazer política é diferente em relação aos anteriores, especialmente no tocante a barganhas e troca de favores. Ele vem sofrendo com o Congresso Nacional, onde se vê travas nas reformas que são tão necessárias. Mudou-se a ótica de fazer política. Precisamos nos acostumar com essas questões de se preocupar mais com o Brasil e menos com os mandatos. O que vemos muitas vezes são parlamentares preocupados em manter o mandato ao invés de exercê-lo. Acho que o Congresso vai aprovar a reforma porque tem o apoio da sociedade. O governo passado não conseguiu vender bem a ideia. Hoje o povo entende que precisamos fazer algo para garantir a aposentadoria para nossos filhos e netos.

AGORA RN

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    A Prefeitura de Lagoa de Velhos abriu as inscrições para o 22º Festival de Quadrilhas Juninas do município, um dos eventos tradicionais do calendário cultural da região. O festival será realizado nos dias 19 e 20 de junho e contará com R$ 30 mil em premiações para os grupos participantes.

    As inscrições seguem até o dia 12 de junho, com atendimento das 7h às 11h e das 13h às 17h. Os interessados podem obter informações e realizar o cadastro pelos telefones (84) 3190-3185, (84) 98799-9994 e (84) 98731-9590.

    De acordo com a organização, a premiação será dividida entre as categorias estilizada e tradicional. Na categoria estilizada, os vencedores receberão R$ 8 mil, R$ 5,5 mil e R$ 3,5 mil para primeiro, segundo e terceiro lugares, respectivamente, além de troféus. Já na categoria tradicional, os prêmios serão de R$ 5,5 mil, R$ 4 mil e R$ 2,5 mil, também acompanhados de troféus.

    A expectativa é reunir quadrilhas de diversas regiões do Rio Grande do Norte em dois dias de apresentações marcadas por música, dança e valorização da cultura popular nordestina. Segundo a Prefeitura, o festival busca fortalecer as tradições juninas e consolidar Lagoa de Velhos como um dos polos culturais do período de São João no estado.

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    Pacientes com dor crônica passam a ter direito a atendimento integral pelo Sistema Único de Saúde (SUS). É o que determina a Lei 15.422, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (8). O texto também cria o Dia Nacional de Conscientização e Enfrentamento da Dor Crônica, a ser celebrado em 5 de julho.

    O atendimento integral para pessoas com dor crônica na rede pública ainda depende de regulamentação. De acordo com a nova lei, os pacientes devem receber informação prévia sobre os potenciais riscos e efeitos adversos dos tratamentos oferecidos.

    Dia nacional

    O Dia Nacional de Conscientização e Enfrentamento da Dor Crônica será representado pela cor verde. Anualmente, no dia 5 de julho, o poder público deve promover campanhas de esclarecimento nos meios de comunicação. A medida busca ampliar o conhecimento da população sobre a dor crônica e incentivar a procura por diagnóstico e tratamento adequados.

    A nova lei teve origem no PL 336/2024, da deputada Bia Kicis (PL-DF), aprovado no Planério do Senado em maio, com parecer favorável do senador Flávio Arns (PSB-PR), que destacou o potencial da iniciativa em ampliar o debate público sobre a condição:

    “A dor crônica compromete a qualidade de vida, limita a autonomia e interfere nas relações, configurando um importante desafio para o sistema de saúde e para a sociedade. A criação de uma data nacional tem, portanto, papel estratégico na ampliação da conscientização, na difusão de informações e na mobilização de profissionais e gestores em torno do tema.”.

    Fonte: Agência Senado

  • Ministério da Saúde suspende vacina da dengue do Butantan após o registro de duas mortes suspeitas

    O Ministério da Saúde anunciou que vai suspender a imunização contra a dengue com a vacina do Butantan a partir desta segunda-feira (8). De acordo com o governo federal, a medida foi adotada após duas mortes suspeitas registradas.

    O anúncio foi feito em uma coletiva de imprensa com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o diretor do instituto Butantan.

    Segundo o Ministério da Saúde, até agora, foram aplicadas 500 mil doses e, nesse universo de pacientes, registradas 42 casos de reações severas possivelmente ligadas à vacina. Entre eles, duas mortes, que seguem como suspeitas.

    “Nós tivemos três casos graves, desses dois óbitos, sem, até esse momento, nas investigações já feitas pelos sistemas municipais, de vigilância estadual, escutando os especialistas, ter dados suficientes para estabelecer uma causalidade da vacina com a ocorrência”, disse o ministro da saúde, Alexandre Padilha.

    Segundo a análise do Ministério da Saúde, a taxa de reação adversa, corresponde a 0,7% do total vacinado e os casos com sinais de alarme, que levaram à suspensão, são 0,008% das pessoas imunizadas.

    Desenvolvida pelo Instituto Butantan, a vacina é a primeira do mundo aplicada em dose única e a primeira totalmente brasileira. A imunização começou no início deste ano com foco nos profissionais de saúde.

    E o que acontece agora? 

    Estados e municípios vão suspender a aplicação, enquanto os casos de eventos graves e mortes são investigados. O governo informou que vai acionar os estados para reforçar a busca por possíveis efeitos adversos.

    E quem já tomou a vacina? 

    Quem recebeu doses nos últimos 21 dias deve fazer um acompanhamento e estar atendo a reações como febre, dor abdominal, vômitos, entre outros.

    A pasta reforçou que a medida é temporária e de segurança, que todas as mortes são suspeitas e que há confiança no estudo que levou à comprovação de eficácia e segurança da vacina.

    “Queria reforçar aqui que o Ministério da Saúde tem toda a confiança na capacidade institucional, científica do Instituto Butantan, de fazer essa investigação, de aprofundar esses estudos. Isso foi apresentado no Comitê de Farmacovigilância Nacional, que foi feito hoje de manhã cedo, e o comitê recomendou de forma consensual essa estratégia de descontinuidade”, disse o ministro Padilha.

    Fonte: G1

  • Enamed 2026: inscrições estarão abertas de 15 a 29 de junho

    As inscrições para o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) de 2026 poderão ser feitas entre os dias 15 e 29 de junho, exclusivamente pelo Sistema Enamed.

    No mesmo período, os participantes poderão solicitar tratamento pelo nome social e atendimento especializado. Neste último caso, o Inep vai assegurar os recursos de acessibilidade para participantes que comprovem a necessidade e tenham sua solicitação aprovada pela autarquia federal.

    As regras e prazos foram definidos no o edital publicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

    Quem deve participar
    O Enamed é obrigatório para estudantes concluintes dos cursos de graduação em medicina habilitados e inscritos pelo coordenador de curso e avaliado no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) 2026.

    Também será obrigatória a participação dos estudantes do quarto ano de medicina inscritos pelo coordenador do curso de graduação das instituições de ensino.

    Para todos os estudantes nestas duas condições inscritos pelos coordenadores de curso no Enade dos cursos de medicina, a inscrição estará confirmada no Enamed.

    Além disso, o exame poderá ser realizado de forma voluntária por médicos já graduados interessados em utilizar os resultados nos processos seletivos das especialidades médicas de acesso direto do Exame Nacional de Residência (Enare) 2026/2027.

    Todos os participantes deverão preencher o questionário do estudante destinado a coletar informações que permitam caracterizar o perfil do candidato e o contexto de sua formação.

    Provas
    As provas do Enamed serão aplicadas na tarde de 13 de setembro, em todos os estados e no Distrito Federal por uma instituição contratada pelo Inep.

    O caderno de prova terá 100 questões de múltipla escolha, com quatro alternativas e uma única resposta correta.

    A nota do Enamed, calculada com base na escala de proficiência da TRI, terá validade de três anos, exceto para estudantes do quarto ano de graduação.

    Enare
    Os participantes concluintes ou graduados que desejarem usar os resultados do Enamed para participação no Enare deverão seguir as regras previstas no edital do processo seletivo da residência médica, incluindo critérios de inscrição, pagamento de taxa e eventuais pedidos de isenção.

    A novidade desta edição é que quem tem resultado válido do Enamed 2025 poderá escolher, no momento da inscrição, entre usar a nota já obtida para participar do Enare ou realizar o Enamed em 2026 para obter uma nova nota.

    As regras de inscrição, de pagamento da taxa de inscrição e/ou de isenção da taxa do Enare 2026/2027 estão previstas em edital próprio, publicado pela HU Brasil, a antiga Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

    Fonte: Agência Brasil

  • Maio Amarelo foi tema de sessão solene na Câmara de Parnamirim

    Em alusão ao Maio Amarelo, movimento internacional de conscientização para a redução de acidentes e mortes no trânsito, a Câmara Municipal de Parnamirim realizou, na manhã desta segunda-feira (08), uma sessão solene em reconhecimento aos profissionais que atuam na promoção da segurança viária e da mobilidade urbana no município.

    Proposta pelo vereador Jonas Godeiro, a solenidade reuniu autoridades, servidores e representantes de órgãos de trânsito. Durante o evento, o parlamentar ressaltou a importância de investimentos em mobilidade urbana e educação para o trânsito, defendendo ações voltadas à formação de cidadãos mais conscientes e à prevenção de acidentes. “O meu desejo ainda é que até o final do meu mandato, a gente possa ter a obrigatoriedade de ensinar as crianças sobre o trânsito, para que elas sejam bons condutores no futuro”, destacou.

    Na ocasião, agentes de trânsito foram homenageados com a entrega de honrarias em reconhecimento aos relevantes serviços prestados à população de Parnamirim, contribuindo diariamente para a organização do tráfego, a segurança viária e a preservação de vidas.

  • Proposta da “CNH Matuta” será debatida em audiência pública na ALRN

    A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte promoverá, nesta terça-feira (09), às 14h, audiência pública de iniciativa do deputado estadual Nelter Queiroz (PP) para discutir a criação da chamada “CNH Matuta”, proposta que busca ampliar o acesso à Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para pessoas semianalfabetas ou com baixo nível de escolaridade, especialmente trabalhadores rurais e moradores do interior do Estado.

    A audiência reunirá representantes do Detran, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar, Ministério Público, especialistas, parlamentares e membros da sociedade civil para debater alternativas que permitam garantir inclusão social, cidadania e respeito à realidade de milhares de potiguares que enfrentam dificuldades para obter a habilitação.

    Segundo Nelter Queiroz, a atual sistemática de emissão da CNH acaba excluindo justamente uma parcela da população que depende diariamente de veículos para trabalhar, produzir e sustentar suas famílias.

    “Estamos falando de homens e mulheres simples, trabalhadores do campo, agricultores, pequenos produtores e cidadãos do interior que sabem dirigir, utilizam veículos há muitos anos, mas encontram enormes barreiras para conseguir sua habilitação. Não estamos defendendo privilégio para ninguém. Estamos defendendo inclusão, dignidade e oportunidade”, afirmou o parlamentar.

    Nelter Queiroz lembra que milhares de pessoas vivem em comunidades rurais onde o veículo automotor é uma ferramenta indispensável para o trabalho, o deslocamento familiar e o acesso a serviços essenciais. Apesar disso, muitos permanecem à margem da legalidade por não conseguirem superar as exigências burocráticas e educacionais atualmente impostas pelo sistema.

    “A realidade do interior precisa ser compreendida. Muitas dessas pessoas tiveram pouco acesso à educação formal, mas possuem experiência prática acumulada ao longo de toda a vida. Precisamos construir um modelo que preserve a segurança no trânsito, mas que também promova justiça social e inclusão”, destacou.

    Para o deputado, a audiência pública representa um passo importante para abrir um diálogo amplo com as instituições e buscar soluções concretas para milhares de norte-rio-grandenses. “O homem do campo não quer favor. Quer apenas uma oportunidade de dirigir dentro da lei. Quer ser incluído, respeitado e tratado com dignidade. Essa é uma luta por cidadania e justiça social”, concluiu.

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