Fux suspende as duas ações no Supremo em que Bolsonaro é réu

Foto: Jorge William / Agência O Globo

O ministro Luiz Fux , do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu as duas ações penais em que o presidente Jair Bolsonaro é réu na Corte. A suspensão deve perdurar até o fim do mandato atual (caso ele não seja reeleito). O motivo da decisão é baseado na própria Constituição, que estabelece que “o presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções”. Em outras palavras, só pode ser investigado por supostos crimes cometidos quando já assumiu o cargo.

As duas investigações em questão foram abertas a partir de uma entrevista em que o deputado Bolsonaro disse, em 2014, que a também deputada Maria do Rosário (PT-RS) não merecia ser estuprada, porque era “muito feia”. Fux também suspendeu os prazos prescricionais. Isso significa que, enquanto Bolsonaro for presidente, o tempo que passar não será contado para a prescrição.

“Como é de conhecimento público, o réu foi empossado, em 1º de janeiro de 2019, no cargo de Presidente da República. Em razão disso, aplicam-se as normas da Constituição Federal, relativas à imunidade formal temporária do Chefe de Estado e de Governo, a impedir, no curso do mandato, o processamento dos feitos de natureza criminal contra ele instaurados por fatos anteriores à assunção do cargo”, decidiu Fux, que citou como precedentes alguns processos do ex-presidente e atual senador Fernando Collor.

Os dois processos poderiam ter tido desfecho diferente. Em 1º de fevereiro de 2018, no primeiro dia dos trabalhos do STF no ano, Fux, que é o relator das duas ações penais de Bolsonaro, disse que a Primeira Turma da Corte deveria julgar os processo nos meses seguintes. Depois disso, porém, ele autorizou o adiamento de alguns depoimentos nos processos, não marcou o interrogatório de Bolsonaro e nunca os levou a julgamento. Com a posse dele e a suspensão agora dos processos, o depoimento dele deverá demorar para ocorrer.

— O ideal é julgar junto, os fatos são os mesmos. Acho que (julgamos) nos próximos seis meses — disse Fux em 1º de fevereiro de 2018.

Em março de 2018, o ministro Edson Fachin, também do STF, atendeu pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e mandou investigar o então presidente Michel Temer por fatos anteriores ao mandato. Mas, mo caso de Temer, o processo estava numa fase bem menos avançada. Era inquérito ainda, enquanto os processos de Bolsonaro já são ações penais. Com o fim do mandato do ex-presidente, o processo já deixou o STF.

Réu

As ações de Bolsonaro chegaram ao STF em dezembro de 2014, pouco depois das declarações dele. Uma delas foi movida pela própria Maria do Rosário e a outra pela então procuradora-geral da República em exercício Ela Wiecko, vice do ex-procurador-geral Rodrigo Janot. Posteriormente, Ela endossou também a ação de Maria do Rosário. Ainda na fase inicial dos processos, a defesa de Bolsonaro pediu o seu arquivamento alegando que ele tinha imunidade parlamentar, ou seja, não poderia ser processado por suas declarações. Também ressaltou que não tinha o objetivo de incentivar a prática do estupro.

Em 21 de junho de 2016, a Primeira Turma do STF recebeu denúncia contra Bolsonaro por incitação ao estupro no processo da PGR, e por injúria na ação de Maria do Rosário. Com isso, ele passou à condição de réu. Na época, Fux entendeu que as declarações não tinham relação com o exercício do mandato, por isso não deveria ser aplicado o instituto da imunidade parlamentar. Os ministros Edson Fachin, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso acompanharam Fux. Apenas Marco Aurélio Mello votou para rejeitar a denúncia.

— (Bolsonaro) Dá a entender que o homem estaria em posição de avaliar qual mulher poderia e mereceria ser estuprada — disse Fux na época, acrescentando: — Ao menos em tese, a manifestação teve o potencial de incitar outros homens a expor as mulheres à fragilidade, à violência física e psicológica, à ridicularização, inclusive à prática de crimes contra a honra da vítima e das mulheres em geral.

Em 2016, o ministro relator disse ainda:

— Não se pode subestimar os efeitos dos discursos que reproduzem um rebaixamento da dignidade da mulher e que podem gerar perigosas consequências sobre a forma como muitos irão considerar essa hedionda prática criminosa, que é o crime de estupro, podendo efetivamente encorajar a sua prática.

A defesa de Bolsonaro apresentou recurso para anular a decisão de torná-lo réu, mas foi rejeitado por unanimidade em março de 2017. Uma vez abertas as ações penais, os depoimentos começaram em agosto de 2017, com a própria Maria do Rosário. As testemunhas foram ouvidas depois, a partir de setembro de 2017.

Em março de 2018, na ação movida pela PGR, Fux negou pedido de Bolsonaro para adiar seu interrogatório, marcado para 4 de abril. A defesa alegou que a ação de Maria do Rosário estava em fase menos adiantada, com alguns depoimentos de testemunhas ainda pendentes. Assim, o melhor seria esperar para que o depoimento de Bolsonaro, o último dos processos, fosse marcado ao mesmo tempo nas duas ações. Fux, que é o relator de ambas, discordou. Segundo ele, se os depoimentos das testemunhas viessem a ocorrer na data prevista, seria possível fazer o interrogatório de Bolsonaro conjuntamente nas duas ações em 4 de abril.

Dias depois, a defesa apresentou novo recurso e, no fim de março, Fux reconsiderou a decisão e suspendeu o andamento da ação da PGR até que as testemunhas fossem ouvidas no outro processo. O relator entendeu que não haveria risco de prescrição e que, por isso, Bolsonaro poderia ser ouvido em conjunto nos dois processos. O presidente eleito chegou a propor um acordo em março no qual aceitaria cumprir alguma pena alternativa, mas desistiu após Fux atender o pedido de juntar as duas ações.

Enquanto a ação mais adiantada estava suspensa, a defesa de Bolsonaro insistia em solicitar a troca de testemunhas na outra, que estava numa etapa anterior ainda. Na prática, isso retardou ambos os processos, uma vez que eles ficaram vinculados um ao outro. Em março, por exemplo, os advogados pediram, na ação apresentada por Maria do Rosário, a substituição de uma testemunha por outra. Alegou que o deputado federal Sílvio Torres (PSDB-SP) não poderia comparecer a audiência marcada para 21 de março, solicitando assim sua substituição pelo também deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que viria a ser escolhido por Bolsonaro para ser o ministro da Casa Civil em seu governo.

Fux negou o pedido, mas, no começo de abril, a defesa solicitou novamente a substituição de testemunha, trocando o deputado Rogério Marinho (PSDB-RN) por Onyx. Nesse caso, o relator concordou. Os advogados de Maria do Rosário tentaram acelerar o processo, apresentando pedidos para encerrar a fase de depoimentos de testemunhas e marcar logo o interrogatório de Bolsonaro, mas sem sucesso. Parlamentares podem solicitar a data e hora de seu depoimento. Assim, em 17 de maio, Onyx pediu para ser ouvido a partir de 15 de agosto de 2018. Fux marcou para o dia 16. Pouco depois, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu a dispensa das testemunhas pendentes, para que Bolsonaro pudesse ser ouvido logo de forma conjunta nos dois processos, mas também sem êxito.

Fux marcou ainda para 28 de agosto o depoimento de outra testemunha indicada por Bolsonaro, o deputado Pastor Eurico (Patri-PE), e, para coincidir as datas, remarcou a de Onyx também para o dia 28, quando ambos foram finalmente ouvidos. Pastor Eurico tentou adiar o depoimento para setembro, mas não conseguiu. Também em 28 de agosto, a defesa de Bolsonaro pediu o fim do processo movido por Maria do Rosário. Segundo os advogados, a deputada deveria ter comparecido fisicamente ao tribunal durante os atos processuais – ou seja, todas as vezes que a acusação foi chamada para se manifestar. No entanto, de acordo com a defesa, a parlamentar foi representada por um advogado. Não houve decisão ainda nesse pedido.

G1

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    O que fazer para evitar inchaço e cansaço nas pernas no Carnaval?

    Movimente-se sempre que possível

    A musculatura da panturrilha atua como uma bomba natural que ajuda o sangue a subir de volta ao coração. Pequenas caminhadas e mudanças de posição já fazem diferença.

    Hidrate-se além do habitual

    Intercalar bebidas alcoólicas com água ou água de coco ajuda a reduzir a retenção de líquidos e melhora o funcionamento da circulação.

    Prefira calçados estáveis e confortáveis

    Sapatos com bom suporte diminuem a sobrecarga muscular e reduzem a fadiga ao longo do dia.

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    Mesmo em shows ou filas, movimentar os pés e contrair a panturrilha estimula o fluxo sanguíneo.

    Eleve as pernas ao chegar em casa

    Manter as pernas elevadas por 15 a 20 minutos facilita o retorno venoso e ajuda a diminuir o inchaço acumulado.

    Avalie o uso de meias de compressão, se houver indicação médica

    Pessoas com histórico de insuficiência venosa devem buscar orientação profissional antes do uso.

    Quando o inchaço deixa de ser apenas cansaço?

    Embora o desconforto leve seja comum após muitas horas em pé, alguns sinais merecem atenção: dor persistente, inchaço em apenas uma perna, vermelhidão localizada ou sensação intensa de calor na região.

    “Nem todo inchaço é apenas resultado da festa. Se houver dor forte ou diferença visível entre as pernas, é fundamental procurar avaliação médica”, alerta Dra. Ilana Barros.

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  • FEMURN tem reunião com Cosern sobre acréscimos nas contas de energia de unidades com geração solar

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    Representando a Federação, o vice-presidente Zé Augusto participou do encontro, no qual foram apresentados os fatores que contribuíram para as alterações nos valores das faturas. Segundo a concessionária, as empresas de energia anteriormente realizavam apenas a compensação entre a energia gerada e a consumida, sem a aplicação integral dos encargos e tributos sobre o consumo total.

    Com a implementação de novas resoluções da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e a adoção de sistemas atualizados de faturamento, a distribuidora passou a realizar a cobrança adequada dos encargos incidentes sobre o consumo real de energia, incluindo tributos como ICMS, Contribuição de Iluminação Pública (CIP) e demais taxas obrigatórias.

    Na prática, consumidores que possuem usinas solares e que antes pagavam apenas uma taxa mínima passaram a ter incidência de tributos proporcionais ao consumo efetivo de energia, ainda que parte desse consumo seja compensada pela geração própria. Isso tem resultado em acréscimos nas contas, embora ainda em valores inferiores aos registrados por unidades que não possuem geração própria.

    A FEMURN destacou que segue acompanhando atentamente a situação, considerando que os impactos também atingem os municípios que investiram em usinas solares como forma de reduzir custos e promover sustentabilidade. A entidade reforça seu compromisso em dialogar com os órgãos competentes e a concessionária de energia, buscando garantir transparência e equilíbrio na aplicação das normas, em defesa dos interesses das gestões municipais do Rio Grande do Norte.

    A Federação continuará monitorando os desdobramentos e prestando esclarecimentos aos gestores municipais sobre o tema.

  • Mais de 10 mil pessoas comparecem à abertura oficial do Carnaval de Natal

    Carnaval de Natal

    Agora é oficial: Natal vive a folia de Momo desde a noite desta quinta-feira (12), com a realização do tradicional Baile de Máscaras. O prefeito Paulinho Freire entregou a chave da cidade ao Rei e à Rainha do Carnaval, sob o som da Orquestra Terra do Sol, no palco montado no Largo do Atheneu, no polo Petrópolis. Mais de 10 mil pessoas também acompanharam os shows que marcaram a abertura dos festejos na capital potiguar.

    A partir desta sexta-feira (13) até a quarta-feira de cinzas, a programação segue extensa, espalhada em vários pontos da cidade. “Preparamos um carnaval grandioso. Queremos Natal entre os maiores destinos de eventos do Brasil. E, mais do que isso, queremos um período de folia tranquilo, divertido e que gere economia e renda para quem mais precisa”, disse Paulinho Freire.

    Agora como representantes simbólicos da festa, o Rei Momo Ottis Ferreira e a Rainha Lorenna Bulhões comentaram a expectativa para os próximos dias. “Trago a experiência do reinado do ano passado, mas ainda com o friozinho na barriga para abrilhantar essa festa maravilhosa de novo”, disse Ottis. “A ideia é levar alegria e emoção a todos os polos da cidade”, afirmou a bailarina Lorenna Bulhões, estreando como Rainha do Carnaval.

    A animação começou já no show de abertura, com o Quarteto Linha, que apresentou um repertório de sucessos da MPB e de outros gêneros musicais em ritmo de samba. Na sequência, a Orquestra Terra do Sol trouxe o frevo e a tradição das marchinhas, recepcionou a comitiva municipal para a entrega das chaves e preparou o público para o show da cantora baiana Márcia Freire.

    A artista agradeceu o convite e relembrou sua relação com a cidade. “É uma honra receber esse convite para abrir o Carnaval de Natal, cidade que amo tanto. Comecei aqui com o bloco Caju com Sal, no Carnatal, vindo de Salvador ainda muito jovem. E aqui minhas músicas ficaram. Então é um sonho realizado poder iniciar esta festa linda”, declarou.

    A secretária municipal de Cultura, Iracy Azevedo, destacou a diversidade da programação e frisou que, após a noite do Baile de Máscaras, a estrutura montada no Largo do Atheneu será destinada às atrações locais e aos blocos carnavalescos. “Teremos um Carnaval com opções para agradar todo tipo de folião, seja dos bloquinhos tradicionais, do carnaval alternativo ou dos shows nacionais”, afirmou.

    O ambulante Tiago Rocha foi um dos 50 cadastrados para trabalhar no polo Petrópolis, pelo terceiro ano consecutivo. Segundo ele, o primeiro dia superou as expectativas. “É um dos polos em que mais gosto de trabalhar e hoje, em particular, tem sido excelente, até melhor do que nos últimos dois anos. Aqui é um público mais consumidor e acredito que terei uma renda extra em torno de 20% no mês”, estimou.

    O farmacêutico Arnóbio Maciel, que acompanhava a festa ao lado da esposa, contou que participa todos os anos do Baile de Máscaras. “É tradição para mim. Às vezes nem participo dos outros polos e dias de carnaval, mas para o Baile eu venho, e está tudo muito organizado. O show da Orquestra Terra do Sol foi maravilhoso. A festa está bonita”, disse.

    A programação da Prefeitura do Natal continua nesta sexta-feira no polo Ponta Negra. O palco montado na orla começa com apresentação de DJ, preparando o público para os shows de Alceu Valença, Cavaleiros e Rafa e Pipo.

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