• MP vai à Justiça contra prefeito de São Gonçalo e o acusa de coagir servidores a votar em candidatos do PT

    Reprodução/Instagram

    O Ministério Público Eleitoral ingressou com uma ação contra o prefeito de São Gonçalo do Amarante, Eraldo Paiva (PT), por abuso de poder econômico. Na avaliação do MP, o prefeito intimidou servidores a votar em seus candidatos na atual eleição, gerando um clima de perseguição.

    Eraldo Paiva assumiu o cargo no último dia 10 de maio, após a morte do então prefeito Paulo Emídio e deixou claro aos servidores que apoiava os candidatos Lula à Presidência, Fátima Bezerra para o governo do estado, Carlos Eduardo para o Senado, Fernando Mineiro para deputado federal e Divaneide para deputada estadual. Exceto Carlos Eduardo, todos os demais foram eleitos.

    As investigações apontaram que, somente em julho, foram exonerados 95 servidores públicos municipais. “Ao que se percebe, durante a campanha eleitoral de 2022, o investigado Eraldo Daniel de Paiva coagiu e exonerou servidores públicos municipais para que aderissem à campanha dos candidatos por ele apoiados no pleito de 2022, em nítido abuso de autoridade”, conclui o procurador regional Eleitoral, Rodrigo Telles, autor da ação.

    Coação
    Vídeos foram gravados revelando o “discurso intimidatório” de Eraldo Paiva aos ocupantes de cargos públicos da prefeitura, segundo o MP. Em uma das gravações ele chega a declarar: “Essa é a minha cidade. E quem não amar São Gonçalo do Amarante peça pra sair!”, complementando: “E eu digo isso… Quem… E quem não honrar a minha confiança, quem não honrar a minha confiança peça pra sair!”.

    Servidores que participaram das reuniões confirmaram, ao serem ouvidos pelo Ministério Público Eleitoral, a pressão sofrida. Eles declararam que, embora não tenha havido ameaça direta de exoneração, o clima de intimidação e perseguição se consolidou entre julho e agosto e, segundo um deles, “todo mundo lá sabe que se não votar nos candidatos de Eraldo vai ser exonerado”.

    Há acusações ainda de que alguns dos secretários municipais foram forçados a fazer reuniões com suas equipes, em horário de trabalho, e pedir voto para os candidatos do prefeito.

    Para o MP Eleitoral, a atitude viola a liberdade política dos servidores públicos, desvirtua a estrutura municipal para fins eleitorais e caracteriza a prática de nepotismo. O pedido à Justiça Eleitoral é que Eraldo Paiva seja sentenciado a oito anos de inelegibilidade. A ação de investigação judicial eleitoral (Aije) será analisada pelo TRE/RN.

    98 FM

  • Que orgulho do Nordeste e do Rio Grande do Norte, diz governadora petista sobre vitória de Lula

    Foto: José Aldenir

    “Que orgulho do Nordeste, que orgulho do Rio Grande do Norte. O povo atendeu ao nosso chamamento para tirar o Brasil das garras obscurantistas, da tragédia social que foi o desgoverno Bolsonaro”, gritou a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), no primeiro pronunciamento, em Natal, após decretada a vitória de Lula.

    O novo presidente conquistou mais de 1,2 milhão de votos no estado, neste segundo turno. O número equivale a 65% dos votos válidos.

    Em entrevista coletiva, Fátima chamou Bolsonaro de “presidente perseguidor” à frente de “um governo autoritário, de perfil obscurantista”.

    O resultado da eleição neste domingo expressa, segundo ela, que “a democracia, que vinha recebendo ataques muito fortes, se mantém viva”.

    Fátima foi reeleita no RN em primeiro turno. Ela destacou que além de ter assumido o Estado quebrado, teve de enfrentar uma conjuntura nacional adversa nos primeiros quatro anos de governo.

    “O melhor no Rio Grande do Norte vai começar agora, com Lula aliado para que possamos avançar no projeto de desenvolvimento sustentável do estado com mais emprego, desenvolvimento de políticas sociais e mais inclusão”, frisou.

    O vice-governador eleito, Walter Alves (MDB), disse que a vitória de Lula “é a ciência, a educação e o futuro do Brasil”. A senadora Zenaide Maia (PROS), afirmou que “o amor superou a violência”.

    FolhaPress

  • Eleição mais apertada da história tem virada pró-Bolsonaro em 248 cidades e nenhuma para Lula

    Foto: Reprodução

    Segundo colocado na eleição presidencial, Jair Bolsonaro (PL) conseguiu ampliar sua votação a ponto de virar sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no estado do Amapá e em 248 cidades onde o petista havia vencido no primeiro turno. Isso representa 4,5% dos 5.570 municípios brasileiros.

    Lula, por sua vez, não teve maioria em nenhuma cidade onde Bolsonaro prevaleceu na primeira rodada. No geral, Bolsonaro conseguiu encurtar a desvantagem em relação ao adversário de 6,2 milhões de votos no primeiro turno para 2,1 milhões nesta segunda rodada.

    O crescimento foi insuficiente para garantir uma virada inédita no pleito. O atual presidente tornou-se neste domingo (30) o primeiro a não conseguir a reeleição no cargo. Segundo a apuração do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Lula alcançou 50,90% dos votos válidos, e Bolsonaro, 49,10%. Foi a eleição mais apertada desde a redemocratização.

    No primeiro turno, Lula havia sido o mais votado em 3.376 cidades. Bolsonaro, por sua vez, saiu na frente em 2.191— houve empate em Coronel Sapucaia (MS), Alecrim (RS) e Ribeirão do Sul (SP). Prova da elevada polarização desde o início da disputa, os outros candidatos não conseguiram sequer o segundo lugar em nenhum município do país.

    Com a disputa restrita aos dois finalistas, o petista acabou como o mais votado em 3.123 municípios neste domingo, e o atual presidente, em 2.445. Houve também dois empates, em Guará (SP) e Irati (SC).

    Estado considerado estratégico pelas duas campanhas, por ter o segundo maior colégio eleitoral e o maior número de municípios do país –além de ser um espelho histórico da eleição presidencial–, Minas Gerais foi palco de 66 viradas pró-Bolsonaro.

    A principal reviravolta bolsonarista aconteceu em Grupiara, no Triângulo Mineiro, onde o presidente saltou de 46% dos votos válidos no primeiro turno para 59,4% no segundo.

    Minas recebeu seis visitas presenciais de Bolsonaro durante a segunda parte da campanha. Além de Belo Horizonte, Uberlândia e Governador Valadares, apostou também em três localidades onde havia perdido para Lula: Montes Claros, Teófilo Otoni e Juiz de Fora, palco da facada sofrida por ele em 2018.

    Destas, só conseguiu reverter o resultado do primeiro turno em Montes Claros. A votação do presidente subiu de 44,9% para 51,2% na cidade-polo do Norte mineiro, região com perfil similar ao Nordeste brasileiro e marcada por vitórias petistas desde 2006.

    Além do próprio presidente, a primeira-dama Michelle Bolsonaro, a ex-ministra Damares Alves (Republicanos), eleita ao Senado pelo Distrito Federal, e o vereador de Belo Horizonte Nikolas Ferreira (PL), campeão de votos para a Câmara dos Deputados neste ano, foram algumas figuras que reforçaram a campanha do presidente no estado.

    Bolsonaro também contou com o apoio engajado do governador reeleito Romeu Zema (Novo), escalado para mobilizar os prefeitos mineiros. “Nenhuma região e nenhuma parte desse estado ficará para trás”, declarou Bolsonaro ao lado de Zema em Montes Claros.

    Mesmo com um crescimento de 6,2 pontos percentuais no estado, o presidente não conseguiu reverter a vitória petista. O estado manteve a sua tradição de refletir os resultados da disputa nacional, com vitória de Lula por apertados 50,2%.

    No maior colégio eleitoral do Brasil, Bolsonaro conseguiu 10,5 pontos de vantagem neste domingo (55,24% a 44,76%), o equivalente a 2,7 milhões de votos a mais entre os paulistas.

    Foi pouco para compensar os 12,6 milhões eleitores a mais conquistados pelo petista entre os nordestinos. Depois de vencer no primeiro turno em apenas 15 das 1.794 cidades na região, Bolsonaro conseguiu aumentar esse número para somente 20 municípios no maior reduto lulista.

    Na capital paulista, Bolsonaro aumentou sua votação em relação ao primeiro turno, de 37,9% para 46,5% dos votos válidos, mas voltou a ser derrotado, desta vez com uma diferença de 486,4 mil eleitores paulistanos a mais para Lula.

    O PT não virou o resultado em nenhuma das cidades conquistadas pelo PL na primeira rodada. Garantiu a vitória nacional com aumentos, ainda que menos expressivos, nos locais onde conseguiu repetir as vitórias do primeiro turno.

    “Foi a campanha mais difícil da minha vida”, declarou Lula ao discursar para seus eleitores que comemoravam a vitória do ex-presidente na avenida Paulista, no centro de São Paulo.

    O maior salto de Lula foi observado em Sobral (CE), berço político de Ciro Gomes (PDT), quarto colocado no primeiro turno. O petista já havia vencido na primeira parcial e aumentou sua votação na cidade, de 55,4% para 69% na segunda rodada.

    Nova Pádua (RS) manteve o título de cidade mais bolsonarista do país, com aumento de 83,97% dos votos no primeiro turno para 88,99% no segundo. Guaribas (PI) também conservou o posto de município mais lulista do Brasil. A votação do novo presidente eleito subiu de 92,14% para 93,85% na cidade piauiense.

    Em nível estadual, Lula saiu vitorioso em 13 unidades da federação, uma a menos que Bolsonaro, contando o Distrito Federal. Considerando os três maiores colégios eleitorais, o resultado deste domingo repetiu o do primeiro turno. O petista venceu em Minas Gerais, e o atual presidente, em São Paulo e Rio de Janeiro.

    Em mais um capítulo da polarização regional, Lula foi o mais votado em todos os estados do Nordeste, e Bolsonaro, em todos das regiões Sul e Centro-Oeste.

    O Amapá, que também vinha refletindo os resultados nacionais desde a redemocratização ao lado de Minas Gerais e Amazonas, saiu dessa lista ao ser o único estado com virada bolsonarista neste ano em relação ao primeiro turno.

    Em nível nacional, nunca houve uma virada entre o primeiro e o segundo turno das eleições presidenciais. Fernando Collor (1989), Lula (2002 e 2006) e Dilma Rousseff (2010 e 2014) também conseguiram confirmar a vitória após terem largado em vantagem nas edições anteriores decididas em duas rodadas.

    No pleito realizado há quatro anos, apenas 147 das 5.570 cidades brasileiras (3%) haviam registrado vencedores diferentes entre a primeira e a segunda rodada da eleição presidencial, com 121 viradas a favor do então candidato petista Fernando Haddad, derrotado na ocasião por Bolsonaro.

    Blog do BG PB

  • Dois eleitores são presos no RN por filmarem votos na urna eletrônica

    Foto: TV Globo

    Dois eleitores foram presos no Rio Grande do Norte por porte de aparelho de telefonia celular, máquinas fotográficas, filmadoras, equipamento de radiocomunicação ou qualquer instrumento que possa comprometer o sigilo do voto.

    As prisões aconteceram nas cidades de Santa Cruz e Monte Alegre. A informação foi confirmada pelo Tribunal Regional Eleitoral do estado.

    De acordo com o TRE, um terceiro eleitor foi preso por “desordem nos trabalhos eleitorais” em Natal. Não foi informada qual foi a ação do eleitor.

    g1-RN

  • TRE registra substituição de 36 urnas eletrônicas no RN até as 16h deste domingo (30)

    Foto: Reprodução

    Foram registradas até o momento 62 ocorrências operacionais nas eleições do Rio Grande do Norte. Entre elas estão computadas a substituição de 36 urnas eletrônicas, 2 recargas, 17 reinicializações, 2 trocas de módulo impressor e 1 uso de bateria interna, além de 4 outras soluções não específicas.

    Os problemas detectados que motivaram as soluções em geral foram: 32 falhas de funcionamento de hardware, 5 de bateria, 11 do terminal do eleitor, 3 de biometria, 8 relacionadas ao terminal do mesário e 1 de impressora, além de 2 motivos considerados “diversos”.

    Até as 16h, portanto, os problemas de urna eletrônica identificados somaram 0,8%, dentro das estatísticas de normalidade do processo de votação projetadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

  • Eleição tranquila na região Potengi

    Acabei de ligar para alguns amigos da região, os mesmos nos falaram que a eleição do segundo turno no município, está ocorrendo tudo dentro da normalidade. Todos os municípios não registraram ocorrência, a votação está fluindo muito bem.

    Breve iremos trazer mais informações.

  • Diretor-geral da PRF avisa a Moraes que operações voltadas ao transporte de eleitores serão suspensas

    Foto: Reprodução / Instagram

    O diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, informou ao presidente do TSE, Alexandre de Moraes, que as operações voltadas ao transporte de eleitores serão suspensas, segundo O GLOBO apurou.

    O chefe da corporação e o ministro se reuniram há pouco na sede do tribunal, em Brasília. Na ocasião, Vasques afirmou, porém, as ações não estão impedindo os brasileiros de votar.

    O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, determinou neste domingo que o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, preste explicações sobre possíveis operações realizadas pela corporação neste segundo turno das eleições.

    Com informações de Extra

  • Coligação de Lula pede prisão de diretor da PRF; Gleisi orienta ação contra agentes em blitze

    Foto: Reprodução Twitter

    A coligação Brasil da Esperança, que representa o candidato a presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pediu à Justiça a prisão do diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, e de superintendentes regionais que não estejam cumprindo a determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que proibiu operações de blitze neste dia de eleições.

    No Twitter, a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, orientou a parlamentares da coligação que deem voz de prisão a agentes que descumpram a ordem judicial. “Peço aos parlamentares da nossa coligação que se dirijam aos locais das operações em seus estados e deem ordem de prisão aos policiais,inclusive PMs como no RJ”, publicou a dirigente.

    Embora o TSE tenha vetado operações da PRF neste domingo para garantir o fluxo de eleitores, blitze são registradas especialmente no Nordeste, onde o Lula mostra força eleitoral. A coligação de Lula acionou o tribunal contra as operações e o ministro Alexandre de Moraes, presidente da Corte, determinou o fim imediato das atividades.

    Entenda o caso

    No sábado, 29, Moraes proibiu a PRF de realizar qualquer operação contra ônibus e veículos do transporte público, sob pena de crime, no dia do segundo turno das eleições. No entanto, há denúncias de que o órgão federal estaria concentrando operações no Nordeste e retendo veículos com a finalidade de atrasar os eleitores.

    Neste domingo, o presidente do TSE determinou, por volta de 12h, que o diretor da PRF explique as razões de operações que vêm sendo denunciadas por eleitores nas redes sociais. Em uma ação impetrada no sábado no tribunal eleitoral, o PT afirmou que a Polícia Federal estaria planejando uma operação contra o partido.

    No despacho, Moraes citou uma publicação que acusa a PRF de fazer uma blitz em Cuité (PB) que estaria impedindo os eleitores de votar. Em outro vídeo, o prefeito da cidade, Charles Camarense, disse ter recebido vários relatos de operações similares no Nordeste. Segundo ele, os atos parecem “orquestrados”.

    O Estadão

  • RN registra prisões por desordem e por porte de equipamentos eletrônicos na cabine de votação

    Até às 14 horas, três pessoas foram presas no Rio Grande do Norte. Os dados são do boletim do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN). As detenções aconteceram em Natal, Santa Cruz e Monte Alegre.

    Na capital potiguar, de acordo com o tribunal, a prisão aconteceu por desordem nos trabalhos eleitorais (Art. 296 CE).

    Nas cidades do interior, as prisões foram motivadas por porte de aparelho de telefonia celular, máquinas fotográficas, filmadores, equipamento de radiocomunicação ou qualquer instrumento que possa comprometer o sigilo do voto (Parágrafo único do Artigo 91-A, da Lei 9.504/1997 e Res. TSE n° 23.669/2021).

    Ainda de acordo com os dados da Corregedoria Regional Eleitoral, uma quarta ocorrência policial foi registrada, mas não resultou em prisão. Os detalhes do caso não foram divulgados.

    Portal da Tropical

  • Próximo presidente terá que dar atenção a obras estruturantes no RN

    O próximo presidente do Brasil, a ser definido neste domingo (30), terá de dar atenção a uma série de obras estruturantes no Estado que há anos são demandas dos setores produtivos do Rio Grande do Norte. Os eleitores vão às urnas para escolher entre a reeleição de Jair Bolsonaro (PL) ou eleger Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    O jornal Tribuna do Norte ouviu várias entidades de diferentes setores produtivos do Estado para entender quais seriam as principais necessidades do Rio Grande do Norte. Todos elencaram como prioridades a relicitação do Aeroporto Internacional Governador Aluízio Alves; a conclusão da Reta Tabajara e o projeto de duplicação da BR-304 e expansões portuárias.

    “Temos que pensar além da Reta Tabajara, que liga Natal ao início da bifurcação do Seridó e Mossoró. Temos que pensar nos próximos quatro anos a reestruturação da BR-304. Precisamos de um plano de licitar o projeto, começar a obra, porque nossa fruticultura passa por ali, a interligação com o Ceará e portos passam por ali. É fundamental que se debruce sobre essa BR”,  avalia a presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do RN (Crea-RN), Ana Adalgisa Dias.

    O presidente Associação Brasileira da Indústria de Hoteis no Rio Grande do Norte, (Abih-RN), Abdon Gosson, compactua com esse pensamento e aponta que a interiorização do turismo depende da conclusão da duplicação da Reta e das melhorias na BR-304.

    Segundo informações do Superintendência do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit), a duplicação da Reta Tabajara será concluída em 2023. O Departamento afirmou que os recursos necessários para a conclusão das obras serão incluídos na Lei Orçamentária Anual de 2023. São necessários R$ 50 milhões para a conclusão dos 16,6 quilômetros da via pública. Sobre a duplicação da BR-304, o projeto ainda está em fase de estudos junto ao Dnit.

    Outro ponto bastante questionado pelo setor produtivo do Rio Grande do Norte é com relação ao Aeroporto Aluízio Alves. Devolvido pela concessionária Inframerica em março de 2020, o terminal vive a expectativa de uma relicitação para que um novo operador assuma a concessão e aplique investimentos.

    O processo passa por avaliação do Tribunal de Contas da União (TCU) e segue sem prazos para ocorrer. Em setembro deste ano, a Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) definiu uma indenização de R$ 549 milhões para a Inframerica pelos investimentos realizados no terminal e ainda não amortizados.

    Para o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do RN, Sílvio Bezerra, outra questão que também merece atenção é o Porto Indústria-Off Shore, para exportação de hidrogênio verde e exploração de energia eólica em alto mar.

    Outra obra importante que precisa ter continuidade para o turismo do Estado é Ponta Negra, com o projeto do enrocamento e da engorda da praia, recursos assegurados pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR).  O projeto aguarda emissão de licença de canteiro de obras para o enrocamento. Posterior a isso, será feito a ampliação da faixa de areia de Ponta Negra.

    Obras importantes referentes a segurança hídrica dos potiguares deverão ter continuidade e perspectiva de conclusão a partir da gestão do próximo presidente eleito. No Rio Grande do Norte, o Projeto Seridó, a conclusão da Barragem de Oiticica e o andamento das obras do Ramal do Apodi, segunda porta de entrada das águas do Rio São Francisco, são alguns dos projetos que deverão ser priorizados.

    Nesta semana, o Governo do Estado anunciou que as obras na Barragem de Oiticica serão entregues apenas em 2023, restando ainda obras complementares de estradas e duas agrovilas para abrigar moradores que serão afetados com as águas da barragem.

    Tribuna do Norte