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  • Maior Cajueiro do Mundo, no RN, comemora 133 anos com programação cultural e entrada gratuita

    Cajueiro fica na praia de Pirangi do Norte, em Parnamirim, e cobre uma área de aproximadamente 8.500 metros quadrados, com um perímetro de aproximadamente 500 metros — Foto: Idema-RN

    Um dos principais cartões-postais do Rio Grande do Norte, o Cajueiro de Pirangi – que tem o título de maior cajueiro do mundo – completa 133 anos nesta segunda-feira (20). Para comemorar a data, haverá o local recebe apresentações culturais, exposição de artesanato e shows musicais e a entrada é gratuita.

    A árvore faz parte da vida da comunidade e do roteiro turístico dos visitantes do RN. O cajueiro recebe cerca de 300 mil visitantes por ano. Administrado pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema), a árvore gigante entrou para o Guinness Book “O Livro dos Recordes”, em 1994, como o Maior Cajueiro do Mundo.

    Para o diretor-geral do Idema, Leon Aguiar, esse é um momento especial em que devemos nos lembrar da importância que o Cajueiro de Pirangi tem para o povo potiguar. “Celebrar os 133 anos do Maior Cajueiro do Mundo é algo bastante simbólico para nós. Um local que tem toda sua importância biológica, e que atrai visitantes do mundo inteiro pela sua imponência. Devemos nos orgulhar em ter esse verdadeiro presente em nosso solo, e, principalmente, saber preservá-lo para que outras gerações possam ter a chance de conhecê-lo também”, comentou o diretor.

    O cajueiro
    O maior cajueiro do mundo fica no distrito de Pirangi do Norte, em Parnamirim, município da Grande Natal. A árvore cobre uma área de aproximadamente 8.500 metros quadrados, com um perímetro de aproximadamente 500 metros.

    Conta a história que o cajueiro foi plantado em 1888 por um pescador chamado Luiz Inácio de Oliveira, que morreu com 93 anos sob as sombras da árvore.

    Funcionamento
    O Cajueiro de Pirangi é aberto todos os dias da semana, das 7h30 às 17h30. A entrada, que custa R$8,00, pode ser paga também com cartão de crédito, débito e Pix. (Nesta segunda-feira, dia 20/12, a entrada será gratuita).

    Crianças, de 7 a 12 anos, pagam meia-entrada, assim como estudantes, professores e idosos, portando carteira comprobatória.

    Confira a programação desta segunda:
    8h30 – Apresentação artística local – Banda Som Caju;
    8h às 16h – Exposição de artesanato local (renda de bilro, bolsa de junco e juta, peças em cerâmica);
    9h30 – Apresentação artística local – Júlio César;
    11h – Show de marionetes – Kiko Marionetes;
    13h30 – Apresentação artista local – Pedro Hudson Sanfoneiro;
    15h – Apresentação com artista local – Aline Ferreira.

    Com informações do G1 RN

  • Ex-líder estudantil Gabriel Boric vence as eleições no Chile

    Boric se tornou o mais jovem presidente chileno com 54,72% dos votos/ Foto: Reprodução Rodrigo Garrido/Reuters

    O ex-líder estudantil Gabriel Boric venceu, neste domingo (19), as eleições no Chile. O resultado veio de um boletim da autoridade eleitoral chilena divulgado apenas uma hora após o encerramento das votações.

    Segundo informa a agência internacional de notícias Reuters, Boric teve 54,72% dos votos válidos, contra 45,28% do adversário, José Antonio Kast. Kast, que representou a coligação dos partidos de direita do país, havia afirmado que esperava uma eleição acirrada. O político reconheceu a derrota e parabenizou o novo presidente pelas redes sociais.

    “Acabo de falar com @gabrielboric e o parabenizei por seu grande triunfo. A partir de hoje ele é o presidente eleito do Chile e merece todo o nosso respeito e colaboração construtiva. O Chile vem sempre em primeiro lugar”, disse Kast no Twitter.

    Os chilenos se reuniram em seções eleitorais em todo o país desde as primeiras horas da manhã para decidir quem seria o próximo presidente em uma eleição polarizada, dois anos após uma convulsão social que abriu as portas para a elaboração de uma nova Constituição.

    Especialistas haviam criticado ambos os candidatos por propostas inatingíveis anunciadas nos programas iniciais. Boric pediu o fim de políticas liberais e aumento na arrecadação de impostos; Kast, um defensor ferrenho do livre mercado, propôs uma forte redução no tamanho do Estado e cortes nos impostos.

    Mas uma das questões que tranquilizou os mercados após o primeiro turno foi a divisão quase equilibrada do Congresso entre as forças de esquerda e de direita. Isto garante que, independentemente de quem ganhasse a eleição presidencial, não será possível fazer passar propostas excessivamente radicais.

    Com informações da Reuters.

  • Governo da Bahia confirma mais duas mortes pelas chuvas no estado

    Ao menos 14 pessoas morreram e 276 ficaram feridas/ Foto: Reprodução Isac Nóbrega/PR

    A Superintendência de Proteção e Defesa Civil da Bahia (Sudec) confirmou, nesse sábado (19), mais duas mortes em consequências das fortes chuvas que atingem o sul do estado desde o início de novembro.

    Segundo o órgão estadual, ao menos 14 pessoas morreram e 276 ficaram feridas em função dos eventos hidrológicos (enxurradas, alagamentos, inundações e deslizamentos) que já afetaram ao menos 299.360 pessoas. Até ontem, 63 cidades baianas já tinham decretado situação de emergência.

    Com base em informações fornecidas por prefeituras baianas, a Sudec calcula que, até ontem, 15.483 pessoas tinham sido desalojadas, famílias que tiveram que deixar suas casas temporariamente e se hospedar na casa de parentes, amigos ou hotéis, e 4.453 desabrigadas, tendo que ser acolhidas em abrigos públicos ou locais improvisados.

    Entre as cidades mais afetadas estão Itamaraju e Jucuruçu, no extremo sul do estado. Distantes cerca de 100 quilômetros um do outro, os dois municípios ainda contabilizam os danos provocados pelas águas. Só em Jucuruçu, mais de 500 famílias foram desabrigadas. Casas e pontes foram arrastadas e as equipes de saúde tiveram que transferir o atendimento à população para um local provisório depois que o prédio da Secretaria Municipal de Saúde foi totalmente danificado.

    Ainda no dia 12, a prefeitura pediu desculpas à população por não conseguir atender a todos que precisavam de auxílio. “Nossa amada Jucuruçu foi pega de surpresa, no meio da noite, com uma enchente que desabrigou diversas famílias. As águas das fortes chuvas destruiu sonhos, nosso comércio, casas e bens materiais”, lamentou a prefeitura, nas redes sociais.

    A infraestrutura rodoviária sofreu graves na região. Ao longo da semana, até mesmo veículos do Exército enfrentaram dificuldades para chegar a alguns pontos onde distribuíram donativos às famílias atingidas. A Força informou que mobilizou mais de 400 militares, duas aeronaves (HM-4 Jaguar e HM-1 Pantera), 30 viaturas, cinco embarcações, uma escavadeira e uma carregadeira para apoiar os órgãos de Defesa Civil e Assistência Social a auxiliar na recuperação das estadas.

    De acordo com a Sudec, parte das pessoas desalojadas e desabrigadas começou a retornar as suas casas nos últimos dias, graças a menor intensidade das chuvas. Apesar disso, a Defesa Civil Nacional emitiu um alerta comunicando a possibilidade de fortes chuvas voltarem a atingir áreas já afetadas a partir da noite de hoje (20), se estendendo até o próximo sábado (25). Embora o volume dessas chuvas não deva se equiparar ao das últimas semanas, as autoridades públicas recomendam cautela e atenção da população.

    Esta manhã, o ministro da Cidadania, João Roma, sobrevoa algumas das áreas afetadas pelos eventos hidrológicos. A previsão é que visite as cidades de Itamaraju, Teixeira de Freitas, Medeiros Neto, Jucuruçu, Eunápolis e Porto Seguro, onde deve conceder entrevista sobre as ações do governo federal.

    Com informações da Agência Brasil

  • Custo da viagem presidencial ao Oriente Médio foi de R$ 3,6 milhões

    Segundo o Itamaraty, 28 pessoas integraram a comitiva/ Foto: Reprodução Isac Nóbrega/PR

    O “giro comercial” do presidente Jair Bolsonaro (PL) ao Oriente Médio custou mais de R$ 3,6 milhões aos cofres públicos brasileiros. A viagem ocorreu entre os dias 12 e 18 de novembro deste ano. Os números foram fornecidos pelo Ministério das Relações Exteriores ao Metrópoles, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).

    O chefe do Executivo federal visitou três nações: Emirados Árabes, Bahrein e Catar. De acordo com o Itamaraty, o objetivo da viagem foi fortalecer as relações do Brasil com países da região do Golfo Pérsico, grandes produtores de petróleo que possuem fundos soberanos de investimentos (relembre a viagem mais abaixo).

    Do montante gasto, R$ 1,9 milhão foi destinado às diárias para alimentação e hospedagem e outros R$ 373 mil em passagens para bancar a ida do presidente ao continente asiático, de seguranças do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), de assessores pessoais de Bolsonaro, além da comitiva de ministros e uma equipe de suporte, como intérpretes e auxiliares locais.

    Segundo o Itamaraty, 28 pessoas integraram a comitiva presidencial, sendo 18 ligados à Presidência, como ministros, secretários e assessores pessoais de Bolsonaro, e 10 ao Itamaraty. Os gastos da comitiva com diárias somaram R$ 268,3 mil. Já as despesas com passagens foram de R$ 155,2 mil.

    Outras 24 pessoas viajaram em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) e somaram R$ 280,1 mil em diárias com alimentação e hospedagem.

    Outros gastos com viagens
    Em termos de comparação, durante um ano de pandemia (março de 2020 e março de 2021), o Planalto dispendeu R$ 18,5 milhões em viagens de Bolsonaro com cartão corporativo. Ou seja, a visita comercial e diplomática ao Oriente Médio significou 19,4% dos gastos com traslados em um ano.

    Já em 2019, primeiro ano da atual gestão, a Presidência da República gastou R$ 8 milhões, de acordo com dados obtidos pelo jornal O Estado de S. Paulo via LAI. Foram pagamentos de passagens aéreas, hospedagem, transporte e alimentação. Não necessariamente, Bolsonaro participou da viagem, mas o Planalto foi representado por servidores.

    Naquele ano, o presidente também fez uma visita que incluiu Japão, China, Emirados Árabes Unidos, Catar e Arábia Saudita. Foram 19 dias com uma despesa total de R$ 1 milhão.

    Emirados Árabes
    Bolsonaro desembarcou em Dubai, capital de Abu Dhabi, em 13 de novembro, e ficou na região até a manhã do dia 16 do mesmo mês.

    Além dos gastos com diárias e passagens, o governo brasileiro desembolsou R$ 1,1 milhão na região. As despesas estão distribuídas da seguinte forma:

    R$ 879,9 mil em aluguéis de carros;
    R$ 242,5 mil em salas de escritórios para a equipe de apoio presidencial que prepara eventos;
    R$ 15,6 mil na contratação de intérpretes;
    R$ 6,8 mil para a compra de material de escritório; e
    R$ 2,7 mil na compra de uma trituradora.
    Durante agenda nos Emirados Árabes, o presidente Jair Bolsonaro se reuniu com autoridades locais e participou da Expo 2020, exposição mundial realizada periodicamente há mais de um século. Cada edição ocorre numa cidade diferente.

    O chefe do Executivo federal ainda participou de uma feira de aviação e de um fórum de investimentos. Nesse último, diante de empresários e autoridades árabes, distorceu dados sobre a Amazônia e disse que a floresta não pega fogo, pois é úmida.

    O presidente ainda deu algumas declarações à imprensa. Em uma delas, afirmou que agora questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) “começam a ter a cara do governo”.

    Bahrein
    No segundo destino da viagem presidencial, o chefe do Executivo brasileiro ficou em Manama, capital do Bahrein, apenas por um dia. Além dos custos com passagens aéreas e hospedagens, foram gastos R$ 115,5 mil, distribuídos conforme abaixo:

    R$ 3,7 mil para materiais para escritório;
    R$ 43,9 mil para aluguel de salas de apoio;
    R$ 68 mil para o aluguel de veículos; e
    R$ 80,1 mil para o pagamento de diárias de auxiliares locais.
    Além de se reunir com autoridades locais, Bolsonaro inaugurou a embaixada do Brasil no Bahrein.

    Catar
    Em Doha, capital do Catar, o presidente fechou o giro comercial da viagem. Chegou à região em 17 de novembro e retornou ao Brasil na manhã do dia seguinte.

    Durante a estadia, também foram desembolsados R$ 54,2 mil com as seguintes despesas:

    R$ 1,7 mil com material para escritório;
    R$ 1,5 mil no aluguel de uma trituradora; e
    R$ 51,1 mil com serviços de interpretação.
    Na capital Manama, o presidente se encontrou com autoridades do Catar. Participou de uma motociata e ainda visitou o estádio Lusail. O Catar vai sediar a Copa do Mundo de 2022.

    “Dez, 15 motociclistas. Eu agradeço ao sheik pela gentileza. Ele descobriu que eu gosto de andar de moto”, disse o presidente.

    Com informações do Metrópoles

  • País está parado devido a incertezas das eleições de 2022, dizem analistas

    Urna eletrônica /Foto: Reprodução/TSE

    Os analistas políticos e os economistas do mundo paralelo das finanças são unânimes em afirmar que o país está parado e que o câmbio, a inflação e os investimentos estão perturbados por causa das incertezas quanto aos resultados das eleições do ano que vem. O sentimento é que tudo pode mudar muito conforme o presidente que for escolhido. Penso que isto é reflexo de uma visão idealista da política, porque à semelhança do mundo do príncipe de Salina, do romance O Leopardo. Na maior parte do tempo, no Brasil os presidentes mudam para que tudo fique como está.

    Os analistas políticos e os economistas do mundo paralelo das finanças são unânimes em afirmar que o país está parado e que o câmbio, a inflação e os investimentos estão perturbados por causa das incertezas quanto aos resultados das eleições do ano que vem. O sentimento é que tudo pode mudar muito conforme o presidente que for escolhido. Penso que isto é reflexo de uma visão idealista da política, porque à semelhança do mundo do príncipe de Salina, do romance O Leopardo. Na maior parte do tempo, no Brasil os presidentes mudam para que tudo fique como está.

    No Brasil, a eleição dos deputados, que no fim das contas vai definir o que os governos podem realmente fazer, é um tiro no escuro. Ninguém, nem mesmo o cidadão mais sofisticado, tem qualquer noção das consequências do seu voto. O deputado em nosso sistema praticamente não presta contas de nada. Pode cruzar todas as fronteiras, sejam partidárias, ideológicas ou de valores, e faz todos os acordos que forem convenientes.

    Limite extremo
    Essa realidade vem de longe, mas, no governo atual, chegou a um limite extremo. Não é possível saber se no futuro algum presidente terá a força e a coragem para desmontar esses arranjos, que desmoralizam qualquer administração e ditam sua pauta, tornando-a fragmentária, paroquial e alheia às verdadeiras questões que cabe ao governo enfrentar.

    A Constituição, que mudou tanta coisa, não quis reformar a vida política. Deu margem à multiplicação de partidos sem nenhuma razão de ser. Partidos sem projeto, sem propostas, sem nada que tenha relação com o interesse público. Salvo dois ou três, os outros não são democráticos; são partidos que têm donos e funcionam como cartórios, que distribuem franquias. No final, sem que ninguém perceba, dominam as eleições e o Parlamento.

    Enquanto perdurar essa ordem política, não há que se falar em incerteza. O que temos, ao contrário, são tristes certezas. A certeza de que o presidente a ser eleito, qualquer que seja ele, não vai ter maioria na Câmara ou no Senado. A certeza de que não precisa perder seu tempo em convencer 10 ou 20 partidos das razões de Estado, das carências da população e da construção de um futuro. Essa língua republicana não é compreendida num círculo que se acostumou com nomeações e emendas, se possível secretas, e que tem sob seu controle todas as pautas legislativas — e, se necessário, a ameaça dos impeachments. E a certeza de que para governar precisa ultrapassar muitos limites.

    No fundo, não é só o presidente que é refém desse sistema infeccioso. É também a própria população. A verdadeira polarização da eleição de 2022, a que precisa ser resolvida, não é entre pessoas, mas a que separa, de um lado, a República e a sociedade, e, de outro, um sistema de chefetes partidários que tomou para si o Parlamento.

    Pode parecer impossível, mas vou lembrar Hannah Arendt, quando disse que o homem, de um modo misterioso, é manifestamente dotado para fazer milagres e que os homens, enquanto puderem agir, podem realizar o improvável. E continuamente o realizam.

    Com informações do Correio Braziliense