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  • Ministro potiguar Emmanoel Pereira defende Justiça do Trabalho inclusiva e ajustada às transformações sociais

    Ministro Emmanoel Pereira em sua posse na Presidência do TST

    Em seu pronunciamento de posse, o novo presidente do TST afirmou que atuará na construção do diálogo, visando à formação de consensos.

    O novo presidente do Tribunal Superior do Trabalho e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, ministro Emmanoel Pereira, defendeu, em seu discurso de posse, nesta quarta-feira (16), o fortalecimento das atribuições da Justiça do Trabalho a fim de atender a mais setores do mundo do trabalho e a defesa dos direitos trabalhistas das minorias, “as quais permanecem em condições desvantajosas”. Afirmou, ainda, que atuará no sentido de estabelecer pontes e diálogos visando à formação de consensos.

    Confira, abaixo, os principais pontos do pronunciamento do ministro.

    Justiça social

    Para o presidente do TST, o cumprimento da justiça social, à luz do trabalhismo, exige exercícios de autocrítica e participação no contexto dialógico com todos os setores da sociedade. Demanda, ainda, do magistrado, maturidade e humildade, “a não confundir poder com autoritarismo, consciência social com regalias de classe, tolerância com covardia, serenidade com indiferença em face das aflições dos jurisdicionados”.

    Dirigindo-se “aos céticos que insistem em questionar a magnitude da Justiça do Trabalho”, o ministro afirmou que, desde seu ingresso no TST, tem acompanhado a incansável batalha para o fortalecimento do seu desempenho em prol das relações de trabalho. Na sua avaliação, apesar das demonstrações de vitalidade e de presença no cenário público brasileiro, a Justiça do Trabalho vem sofrendo de uma progressiva perda de competência resultante de interpretações restritivas do artigo 114 da Constituição Federal, contrariando as expectativas suscitadas pela Reforma do Judiciário de 2004, que ampliou sua atuação para abranger outras formas de vínculo além da relação de emprego clássica.

    Em relação a isso, o ministro, que se define como “um otimista”, acredita que seu papel na presidência do TST e do CSJT é estabelecer pontes e diálogos, “para que essa Justiça mereça a deferência das atribuições que lhe foram reservadas, tanto pelo constituinte de 1988, quanto pelo poder reformador de 2004”.

    Inclusão e minorias

    O fortalecimento das atribuições da Justiça do Trabalho, segundo Emmanoel Pereira, se reverterá no atendimento a mais setores do mundo do trabalho que necessitem da sua tutela jurisdicional. Ele citou, como exemplo, o combate ao trabalho escravo e ao trabalho infantil e a defesa do trabalho seguro, além da defesa dos direitos trabalhistas das minorias.

    “Embora a palavra inclusão tenha se propalado nas discussões cotidianas, na prática não se corporificou em realidade para as vastas minorias sociais que abrigamos na nossa sociedade”, avalia o ministro. “Resta-nos transpor a retórica e abraçar uma Justiça inclusiva e aberta à diversidade, de forma a ajustar a competência da Justiça do Trabalho às transformações sociais e culturais, aproximando o Judiciário do verdadeiro e do justo”.

    O olhar inclusivo diz respeito, entre outros aspectos, à defesa do trabalho decente para os jovens. “Como somos um país majoritariamente de jovens, destaco a importância do trabalho digno, arejado pelo empreendedorismo e pela inovação, percebido como esperança e despertar do senso de pertencimento à sociedade para essa parcela da população”, ressaltou.

    Soluções criativas

    Outra prioridade do presidente do TST e do CSJT é conciliar a efetividade e a celeridade da Justiça do Trabalho com a necessidade de economicidade no uso de recursos públicos. “Pretendo colher soluções criativas para a redução da morosidade e dos custos crescentes da estrutura, seja nas dimensões judiciária, administrativa ou legislativa que compõem o conjunto de nossas atribuições”, destacou.

    Para o ministro, olhar a Justiça do Trabalho apenas sob o viés do seu custo e de sua arrecadação é ignorar os motivos de sua criação. “É ignorar sua especialidade das relações do trabalho, vínculos que demandam não apenas uma legislação específica, mas uma Justiça afeta a tais princípios”, afirmou. “Essa é uma Justiça comprometida com o amplo acesso do jurisdicionado, uma Justiça associada ao crescente alcance social dos processos conciliatórios”.

    Formação de consensos

    Em relação à criação de pontes e diálogos, o ministro considera que eles só são possíveis através da formação de consensos, “zona nem sempre explícita, em que realismo e moralismo eventualmente se confundem, interesses e valores se mesclam”. Emmanoel Pereira defende o “livre mercado de ideias” concebido pelo filósofo e economista John Stuart Mill. “Pontes e diálogos igualmente presumem conflitos, debates, formação de acordos, a preservação de um quadro de referências e manutenção das regras do jogo democrático – previamente debatidas e consentidas por todos”, destacou.

    Homenagens

    Nesse contexto, ele prestou homenagem à imprensa, por meio dos jornalistas presentes à solenidade, “olhos e ouvidos da nossa sociedade”. Ressaltou, ainda, as referências pessoais e institucionais que consolidaram a Justiça do Trabalho e seus segmentos de política judiciária, como as associações de magistrados e de servidores, a Procuradoria do Trabalho, a OAB e a liderança moderadora dos ministros do TST.

    Emmanoel Pereira citou como exemplo a gestão da ministra Maria Cristina Peduzzi e dos ministros Vieira de Mello Filho e Aloysio Corrêa da Veiga e lembrou que, num momento pandêmico e de inédito isolamento social, eles conduziram o TST com altos índices de produtividade e garantiram o caráter ininterrupto da atividade judiciária, sem deixar de lado o respeito à saúde e à vida dos juízes, dos servidores e operadores da Justiça e de toda a coletividade.

  • Vice-governador do RN participa da posse do novo presidente do TST

    FOTOS: Fábio Duarte

    Ministro potiguar Emmanoel Pereira foi empossado durante solenidade nesta quarta-feira (16) em Brasília

    O Governo do Rio Grande do Norte, através do vice-governador Antenor Roberto, participou nesta quarta-feira (16), em Brasília, da solenidade de posse do ministro potiguar Emmanoel Pereira como presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST). A cerimônia ocorreu de forma telepresencial, com transmissão ao vivo pelo canal do TST no YouTube.

    Emmanoel Pereira é o segundo potiguar a assumir a presidência do TST, o primeiro foi o ministro Francisco Fausto Paula de Medeiros. Foram empossados, ainda, a ministra Dora Maria da Costa, como vice-presidente do TST, e o ministro Caputo Bastos, como corregedor-geral da Justiça do Trabalho.

    “Hoje representei a governadora Fátima Bezerra aqui em Brasília na posse do ministro Emmanoel Pereira como novo presidente do TST. É mais um potiguar que tem acesso à direção das altas cortes de Justiça. A posse foi das mais prestigiadas, pelas diversas autoridades do poder executivo, da república, do poder judiciário, do poder legislativo, das representações associativas, mostrando todo o prestígio que o ministro Emmanoel Pereira goza, não só dos potiguares, mas das diversas personalidades que fazem o judiciário brasileiro”, disse Antenor Roberto.

    O vice-governador destacou que o ministro Emmanoel Pereira foi saudado pelo seu colega ministro Vieira de Mello Filho, que resgatou toda a trajetória profissional e pessoal do novo presidente do TST. Lembrou que foi agraciado com a fala do representante do procurador-geral do Trabalho (MPT), também potiguar, José de Lima Ramos Pereira.

    Em sua fala, o ministro Emmanoel Pereira faz um resgate de todas suas relações políticas institucionais, colocando o papel da Justiça do Trabalho como uma Justiça que pode melhor promover a integração das pessoas no processo de desenvolvimento da sociedade.

    Com a assertiva de ser um “otimista incorrigível” e reafirmando o compromisso “com a valorização dessa Justiça” [do Trabalho], Emmanoel Pereira destacou a disposição em “atuar no sentido de estabelecer pontes e diálogos”.

    Antes da cerimônia de posse, o ministro se reuniu, no último dia 10, com os presidentes dos Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs) de todo o país, para ouvir as sugestões dos representantes das cinco regiões brasileiras.

    A partir da defesa de uma gestão participativa, o potiguar assumirá um volume quase 30% maior de novas ações na Justiça do Trabalho no país, se comparado ao período de janeiro a junho de 2021 com o mesmo período de 2020. As demissões e as novas relações a distância entre empresas e funcionários durante a pandemia estão entre as principais causas.

    Ao empossar o novo presidente, o ministro Luiz Philippe Vieira, vice-presidente do TST no biênio 2020-2022, citou uma poeta potiguar negra, Auta de Souza, para desejar “uma profícua e eficiente gestão”.

    Na segunda-feira (14), o ministro Emmanoel Pereira tomou posse como conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em cerimônia realizada no TST. Ele assume a vaga anteriormente ocupada pelo ministro Aloysio Corrêa da Veiga para mandato de dois anos.

    Ministro Emmanoel Pereira

    Nascido em Natal (RN) e bacharel em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Emmanoel Pereira é ministro do TST, em vaga destinada à advocacia, desde 30 de dezembro de 2002. Foi conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), como representante do Tribunal, e corregedor nacional de Justiça substituto, no biênio 2019-2021.

    Atuou como vice-diretor e professor da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho (Enamat). Foi vice-presidente do TST e do CSJT no biênio 2016-2018. Atualmente, compõe o Tribunal Pleno, o Órgão Especial, a Seção Especializada em Dissídios Coletivos e o Conselho da Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho. No CNJ, presidiu as Comissões Permanentes de Eficiência Operacional e Gestão de Pessoas e de Solução Adequada de Conflitos e integrou as Comissões Permanentes de Comunicação do Poder Judiciário e de Sustentabilidade e Responsabilidade Social.

  • Policiais civis realizam Assembleia Geral e recusam proposta do Governo do RN

    José Aldenir/Agora RN

    Na tarde desta quarta-feira, 16, os policiais civis do Rio Grande do Norte participaram de uma Assembleia Geral no SINPOL-RN. A categoria avaliou a proposta que foi apresentada pelo Governo do Estado, na terça-feira, 15, e decidiu recusar.

    Isso aconteceu, pois, novamente, foram identificadas inconstitucionalidades na minuta de projeto de lei que foi entregue ao sindicato e associações pela equipe do Executivo.

    “A proposta construída pelo Governo foi minuciosamente analisada pelo jurídico do SINPOL-RN e os advogados apontaram situações que caem em inconstitucionalidade. Um exemplo disso é querer alterar a forma remuneratória para subsídio e, mesmo assim, manter parcela ou valor agregado”, explica Edilza Faustino, presidente do sindicato.

    Outro ponto considerado inconstitucional foi o condicionamento do referido projeto à decisão judicial que será proferida pelo Tribunal de Justiça em relação ao ADTS, gerando uma grande insegurança para a categoria.

    De acordo com Edilza Faustino, essa análise técnica foi mostrada aos policiais civis e, por isso, a categoria entendeu não ser viável acatar a proposta.

    “Nós voltaremos a ter reunião com o Governo do Estado na próxima sexta-feira, 18, às 11h, e vamos cobrar, mais uma vez, que as negociações possam realmente andar pelo caminho da constitucionalidade, do respeito e da preservação da carreira da categoria”, completa.

    Edilza Faustino ressalta ainda que os policiais civis querem resolver esse impasse e têm se mostrado flexíveis, no entanto, o Governo insiste em não querer atender o pleito da categoria e continua maltratando o trabalhador.

    Na próxima sexta-feira, os policiais civis voltam a se reunir na sede do SINPOL-RN, às 14h, para aguardar o resultado da reunião que será realizada pela manhã entre as entidades e o Governo.

    Com informações do Blog do Heitor Gregório.

  • “Objetivo da governadora é trazer Carlos Eduardo para candidatura ao Senado sim” diz Raimundo Alves

    Reprodução/ RN TV

    Prego batido, ponta virada: Fátima Bezerra, a govenadora do RN e pré-candidata a reeleição, quer o ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT), como candidato dela ao Senado Federal. A informação foi confirmada e garantida pelo secretário-chefe do Gabinete Civil, Raimundo Alves, em entrevista exclusiva ao Jornal das Seis, da 96 FM, nesta quarta-feira (16).

    “O meu objetivo e o da governadora é trazer Carlos Eduardo para ser candidato ao Senado sim”, afirmou Raimundo Alves. Veja a entrevista abaixo:

    Sobre Jean Paul Prates, Raimundo Alves afirmou que “ainda não é o momento” para uma chapa puro sangue do PT. E que, quem apoia o projeto de reeleição do petista, não vai se furtar em apoiar Carlos Eduardo quando a decisão for confirmada. “Natalia não vai querer ser um problema”, acrescentou, citando a deputada Natalia Bonavides, que nesta semana apoiou a nota da Juventude do PT, defendendo Jean-Paul como candidato a reeleição.

    Além disso, sobre Garibaldi Alves Filho, o secretário-chefe afirmou que ele foi sim um nome defendido pelo ex-presidente Lula e que continua em negociação, mas o objetivo para o Senado é mesmo Carlos Eduardo. “Vamos governar junto. Hoje, por exemplo, a gente governa com o presidente Ezequiel (presidente da Assembleia, cotado para ser candidato da oposição ao Governo). Vamos governar com Ezequiel, MDB…”, acrescentou.

    Blog do Gustavo Negreiros

  • Município de Bom Jesus irá qualificar 80 alunos no curso de corte e costura

    Através de parceria com o SENAI RN, o município de Bom Jesus irá ofertar curso de corte e costura. Serão 80 alunos que estarão se qualificando para o mercado de trabalho. Na manhã desta quarta-feira, 16, o prefeito Clécio Azevedo, participou da cerimônia de apresentação do curso.

    Esteve presente na cerimônia, a empresária Mara Macêdo, que irá investir e empregar os melhores 44 alunos em sua empresa que terá facção no município. Em seguida prefeito Clécio visitou as escolas da rede municipal, onde as mesmas foram equipadas com fogões, geladeiras, bebedouros, liquidificadores e outros utensílios.

  • Vereadora Nina retorna à presidência da Comissão de Justiça da CMN

    Parlamentar ocupa cargo de presidente da CCJ pela segunda vez

    Foi aprovado nesta quarta-feira (16) o ato da mesa diretora da Câmara Municipal de Natal, que muda a composição da Comissão de Legislação, Justiça e Redação Final da CMN. A vereadora Nina (PDT) será a nova presidente da CCJ, ocupando o posto pela segunda vez. Em 2020, ela foi eleita a primeira mulher a presidir a Comissão, fato inédito em toda história do legislativo natalense.

    “Assumir a presidência pela segunda vez é motivo de muito orgulho. Tanto por ser a primeira mulher, quanto por entender a importância do trabalho na CCJ, que é analisar a constitucionalidade dos projetos de lei que são protocolados nesta Casa. Será um ano de muito empenho e dedicação”, enfatizou a vereadora.

    Considerado o colegiado mais importante do legislativo, a CCJ conta com sete membros, tendo a vereadora Camila Araújo (PSD) como vice-presidente.