Bancada potiguar se divide em CPIs sobre fraudes no Banco Master

Parlamentares do Rio Grande do Norte entraram no radar das investigações sobre o colapso do Banco Master ao assinar pedidos de criação de Comissões Parlamentares de Inquérito no Congresso Nacional. A instituição foi liquidada pelo Banco Central em novembro de 2025 e é investigada pela Polícia Federal por suspeitas de fraudes bilionárias.

As apurações fazem parte da Operação Compliance Zero, que aponta práticas como falsificação de contratos, maquiagem contábil, criação de ativos inexistentes e tentativa de empurrar prejuízos para o Banco de Brasília (BRB), ligado ao Governo do Distrito Federal.

Dois requerimentos distintos estão em tramitação. Um deles propõe uma CPI mista, reunindo deputados e senadores, e foi apresentado pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ). Nesse pedido, aparecem as assinaturas dos deputados potiguares Carla Dickson (União), General Girão (PL) e Sargento Gonçalves (PL), além dos senadores Rogério Marinho (PL) e Styvenson Valentim (PSDB).

A outra iniciativa prevê uma CPI apenas na Câmara dos Deputados. O requerimento foi protocolado pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e conta com adesão de Carla Dickson, Natália Bonavides (PT) e Sargento Gonçalves. Diferente da CPI mista, essa proposta teve apoio formal da bancada do PT.

O caso envolve cifras expressivas. Estimativas apontam que a quebra do Banco Master pode ter provocado um prejuízo de cerca de R$ 40 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos. Já a Polícia Federal investiga fraudes que ultrapassariam R$ 12 bilhões, com possíveis impactos no sistema financeiro e repercussão política em Brasília.

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