Febre nas redes sociais, “morango do amor” movimenta confeitarias no RN

Uma nova tendência nas redes sociais está transformando o dia a dia de confeitarias em Natal e outras cidades do Rio Grande do Norte. O “morango do amor”, versão repaginada da tradicional maçã do amor, virou sensação entre os consumidores e está movimentando vendas, gerando filas nas lojas e até forçando a contratação de mais funcionários nos estabelecimentos.

Feito com morango fresco, brigadeiro e uma camada crocante de calda de açúcar cristalizado, o doce virou queridinho nas redes e caiu no gosto do público potiguar. Na confeitaria Dasmelo, com unidades em Natal e Parnamirim, a proprietária Helena Melo relata que a produção teve que ser intensificada. “No auge da demanda, chegamos a vender 800 unidades em um único dia, com faturamento de aproximadamente R$ 16 mil”, afirmou.

A empresária conta que, em média, a produção diária gira entre 500 e 600 morangos. “Esse controle é importante para manter a qualidade e garantir a produção dos demais itens do cardápio”, explicou. Mas o sucesso exigiu reforços: a equipe da confeitaria precisou crescer cerca de 30% para atender à alta demanda. “Tivemos que contratar mais funcionários, adquirir novos equipamentos e reforçar a mão de obra. O que mais demanda é tempo nesse produto”, acrescentou.

A correria na cozinha é tanta que o doce sequer chega à vitrine. “O morango do amor mal tem tempo de ir para a exposição. Sai direto da cozinha para o caixa, por causa da fila de clientes”, diz Helena.

Em outras confeitarias da Grande Natal, o cenário se repete. A confeiteira Carol Barreto, da Jolie, admite que já sente a necessidade de ampliar a equipe, embora ainda não tenha conseguido contratar. “Eu não contratei ainda porque não conseguia achar ninguém. Mas existe, sim, a necessidade”, explicou. Por enquanto, ela tem redistribuído os colaboradores conforme a escala. “Vou direcionar mais gente para a fábrica para dar conta da produção.”

O impacto positivo também é sentido na Dona Maria Doceria, em Parnamirim. Segundo a confeiteira Mayara Sthefane, o morango do amor impulsionou drasticamente o faturamento. “Triplicou. Só nos últimos 15 dias, vendemos mais de mil unidades. Foi como faturar o equivalente a dois ou três meses em apenas 15 dias”, contou. Ela destaca ainda que a visibilidade nas redes sociais trouxe novos seguidores e clientes.

A rapidez com que o produto esgota também impressiona. “As 200 unidades que colocamos na vitrine se esgotam em cerca de 30 minutos”, revelou Mayara.

Na Dona Formiga RN, também em Parnamirim, a doceira Jailma Diniz confirma o salto nas vendas. “O faturamento dobrou. Estou até planejando aumentar os dias de produção, porque fazer o morango do amor só uma ou duas vezes na semana não está sendo suficiente para atender à demanda”, relatou.

O fenômeno vai além da estética instagramável. O “morango do amor” tem se mostrado um verdadeiro impulsionador de negócios, fortalecendo a economia local e gerando empregos em um setor que ainda enfrenta os efeitos da pandemia e da alta nos preços dos insumos. A nova febre açucarada das redes sociais tem sabor de oportunidade para quem trabalha com doces no Rio Grande do Norte.

Com informações da Tribuna do Norte

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