BC divulga nova repescagem para saque de valores esquecido

De hoje a 16 de abril, quem não retirou terá novas datas/ Foto: Marcelo Casal Jr/ Agência Brasil 

Quem não sacou recursos esquecidos em instituições financeiras na primeira rodada terá nova chance a partir de hoje (28). O Banco Central (BC) divulgou mais uma repescagem do site Valores a Receber. Até 16 de abril, haverá novo cronograma de agendamento de saques baseado no ano de nascimento ou de fundação da empresa.

Segundo o BC, todo mundo que fez a consulta terá de repetir o procedimento. As instituições financeiras acrescentaram informações ao sistema e pode haver novos recursos esquecidos. Mesmo quem sacou o dinheiro deve refazer a consulta.

Inicialmente, estava programada para hoje a liberação do saque para correntistas de todas as idades. No entanto, o BC mudou as regras de pagamento e divulgou novo calendário para agendar as retiradas, em etapas escalonadas conforme o ano de nascimento. Assim como nas últimas semanas, aos sábados haverá repescagem dentro da repescagem para quem perdeu a chance do agendamento.

Pelo novo cronograma, o correntista poderá agendar o saque a qualquer hora da data informada, em vez de entrar em horários determinados pelo sistema.

De 17 de abril a 1º de maio, haverá uma reformulação do sistema. As consultas serão retomadas em 2 de maio, na abertura da segunda fase do programa, que incluirá mais fontes de recursos esquecidos no sistema financeiro.

Nas últimas três semanas, os correntistas puderam agendar a retirada, segundo cronograma escalonado pelo ano de nascimento ou de fundação da empresa. Nascidos antes de 1968 puderam pedir o agendamento entre os dias 7 e 12. Para nascidos entre 1968 e 1983, o processo ocorreu dos dias 14 a 19. Na semana passada, foi a vez dos nascidos a partir de 1984, entre os dias 21 a 26. As mesmas datas valem para a criação das empresas.

Para agendar o saque, o usuário deverá ter conta nível prata ou ouro no Portal Gov.br. Identificação segura para acessar serviços públicos digitais, a conta Gov.br está disponível a todos os cidadãos brasileiros. O login tem três níveis de segurança: bronze, para serviços menos sensíveis; prata, que permite acesso a muitos serviços digitais; e ouro, que permite acesso a todos os serviços digitais. Após o pedido de retirada, a instituição financeira terá até 12 dias úteis para fazer a transferência. A expectativa é que pagamentos realizados por meio de Pix ocorram mais rápido.

Segundo o BC, cerca de 114 milhões de pessoas e 2,7 milhões de empresas acessaram o sistema de consultas valoresareceber.bcb.gov.br, criado para o resgate do dinheiro. Desse total, 25,9 milhões de pessoas físicas e 253 mil empresas descobriram que têm recursos a receber.

A maior parte dos recursos esquecidos, no entanto, é de pequeno valor. De acordo com levantamento do BC, saldos de até R$ 1 correspondem a 42,8% dos casos e de até R$ 10 concentram 69,7% do total.

Apesar do alto volume de consultas, o processo de agendamento de saques está sendo menor que o esperado. Até a última quinta-feira (24), apenas 2,83 milhões de pessoas físicas e 6.172 empresas haviam pedido a retirada. Dos R$ 3,9 bilhões disponíveis, foi agendado o saque de R$ 239,3 milhões por pessoas físicas e de R$ 6,3 milhões por pessoas jurídicas, até agora.

Confira abaixo o passo a passo para a retirada do dinheiro:

Passo 1
Acessar o site valoresareceber.bcb.gov.br na data e no período de saque informado na primeira consulta. Quem esqueceu a data pode repetir o processo, sem esperar o dia 7 de março.

Passo 2
Fazer login com a conta Gov.br (nível prata ou ouro). Se o cidadão ainda não tiver conta nesse nível, deve fazer logo o cadastro ou aumentar o nível de segurança (no caso de contas tipo bronze) no site ou no aplicativo Gov.br. O BC aconselha o correntista a não deixar para criar a conta e ajustar o nível no dia de agendar o resgate. Confira aqui como aumentar o nível do login Gov.br.

Passo 3
Ler e aceitar o termo de responsabilidade

Passo 4
Verificar o valor a receber, a instituição que deve devolver o valor e a origem (tipo) do valor a receber. O sistema poderá fornecer informações adicionais, se for o caso. A primeira etapa da consulta só informava a existência de valores a receber,, sem dar detalhes.

Passo 5
Clicar na opção indicada pelo sistema:

“Solicitar por aqui”: para devolução do valor pelo Pix em até 12 dias úteis. O usuário deverá escolher uma das chaves Pix, informar os dados pessoais e guardar o número de protocolo, caso precise entrar em contato com a instituição.

“Solicitar via instituição”: a instituição financeira não oferece a devolução por Pix. O usuário deverá entrar em contato pelo telefone ou e-mail informado para combinar com a instituição a forma de retirada: Transferência Eletrônica Disponível (TED) ou Documento de Crédito (DOC).

Importante: na tela de informações dos valores a receber, o cidadão deve clicar no nome da instituição para consultar os canais de atendimento.

Nova fase
Nesta primeira fase, estão sendo liberados R$ 3,9 bilhões esquecidos em instituições financeiras. Em maio, haverá nova rodada de consultas, com mais R$ 4,1 bilhões disponíveis. Na segunda etapa, serão incluídas as seguintes fontes de saldos residuais:

• cobranças indevidas de tarifas ou obrigações de crédito não previstas em termo de compromisso;
• contas de pagamento pré-paga e pós-paga encerradas e com saldo disponível;
• contas encerradas em corretoras e distribuidoras de títulos e de valores mobiliários;
• demais situações que resultem em valores a serem devolvidos reconhecidas pelas instituições financeiras.

Com informações da Agência Brasil

Confira também

  • MP eleitoral defende inelegibilidade de Jair Bolsonaro

    Em parecer protocolado na noite desta quarta-feira (12), o vice-procurador-eleitoral Paulo Gustavo Gonet Branco defendeu a inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após ele ter utilizado a estrutura do Palácio do Planalto para disseminar notícias falsas sobre o processo eleitoral durante uma reunião com embaixadores, realizada em setembro de 2022.

    A manifestação do MP eleitoral faz parte da última etapa do processo impetrado pelo PDT em que o partido acusa Jair Bolsonaro e o ex-ministro da Defesa Braga Netto de terem cometido abuso de poder político durante as eleições de 2022.

    “O parecer é pela procedência do pedido de declaração de inelegibilidade prevista no art. 22, XIV, da Lei complementar nº 64/1990 apenas com relação ao primeiro investigado [Jair Bolsonaro], absolvendo-se o segundo [Braga Netto]”, informou o vice-procurador em seu parecer, de acordo com o site O Antagonista.

    O parecer está sob sigilo.

    Na semana passada o corregedor-geral-eleitoral, Benedito Gonçalves, encerrou a etapa de instrução do processo e determinou a manifestação do PDT, da defesa do ex-presidente da República e do Ministério Público Eleitoral. Segundo integrantes do TSE ouvidos por este site, é possível que a ação que pode resultar na inelegibilidade de Bolsonaro seja julgada ainda durante o mês de abril.

    Com o parecer de Gonet, o caso está pronto para que o ministro Benedito Gonçalves elabore seu parecer e a ação seja pautada pelo presidente do TSE, Alexandre de Moraes.

    Há um receio na Corte, porém, de que o ministro Kassio Nunes Marques peça vistas desta ação e o julgamento seja adiado. Nunes Marques deverá assumir a cadeira do agora ex-ministro Ricardo Lewandowski, que se aposentou.

    O Antagonista

  • Dilma Rousseff toma posse como presidente do Banco dos Brics em Xangai, na China

    Foto: Reprodução/Rede Social

    Dilma Rousseff tomou posse nesta quinta-feira (13) como nova presidente do banco do Brics, instituição composta de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Seu mandato vai até julho de 2025. A cerimônia, em Xangai, na China, também contou com a presença do presidente Lula.

    Em seu discurso, Dilma reforçou o papel da instituição no financiamento de projetos nos países que compõem o bloco e de outras nações em desenvolvimento.

    “Assumir a presidência do NBD (Novo Banco do Desenvolvimento) é, sem dúvida, uma grande oportunidade de fazer mais para os países dos Brics, mas não somente para os seus membros, mas também para os países emergentes e em desenvolvimento.”

    Dilma deve ganhar cerca de R$ 220 mil por mês. Ela assume o lugar de Marcos Troyjo, ex-integrante da equipe do ex-ministro da Economia Paulo Guedes.

    Além de seus membros originais (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o banco também tem como integrantes Bangladesh, Egito, Emirados Árabes Unidos e Uruguai.

    R7

  • Rogério Marinho insiste para Moraes investigar Lula por declarações contra Moro

    Líder da oposição no Senado, o senador Rogério Marinho (PL-RN), recorreu nesta segunda-feira (10), de uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o arquivamento de um pedido de investigação contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Marinho quer que Lula seja investigado por declarações que miraram o senador e ex-juiz Sergio Moro (União-PR).

    O petista declarou em entrevistas que, ao longo dos 580 dias em que esteve preso em Curitiba, dizia a interlocutores que “só vai estar tudo bem quando eu f… esse Moro” e queria “se vingar dessa gente”. O presidente também afirmou, a respeito da investigação da Polícia Federal que descobriu um plano da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) para atacar o senador, que “é visível que é uma armação do Moro”.

    A defesa de Marinho alegava disseminação de notícias falsas no caso e conexão do fato com o inquérito das fake news, do STF, mas Moraes determinou que o pedido fosse arquivado por não haver “indícios mínimos da ocorrência de ilícito criminal”.

    No recurso remetido ao ministro nesta segunda, um agravo regimental, o advogado do líder da oposição no Senado pede que o ministro reveja a decisão e, caso não volte atrás no seu entendimento, haja análise colegiada do pedido pelo STF.

    “A liberdade de expressão, especialmente tratando-se de pessoa pública ocupante do mais alto cargo do Poder Executivo Federal, não pode servir de escudo intransponível e permite, sim, posterior responsabilidade cível e criminal pelo conteúdo difundido”, diz o documento.

    “A afirmação do Presidente da República de que busca ‘se vingar dessa gente’, e que ‘só vai estar bem quando eu foder esse Moro’, configura ato flagrantemente antidemocrático, máxime por estimular, em diversos seguimentos, a ideia de que deve haver uma retaliação, na forma de vingança, contra seus opositores, e em especial ao atual senador Sergio Moro”, completa o recurso.

    Não há prazo para que Alexandre de Moraes despache sobre o novo pedido de Rogério Marinho.

    Veja

  • Política de preços da Petrobras é pivô de desgaste entre Lula e Jean Paul Prates

    Foto: Ricardo Stukert

    O episódio de disse-me-disse protagonizado nesta quarta-feira (5) pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que, após anunciar mudanças na política de preços da Petrobras, foi questionado pela própria companhia, é somente um sintoma do mal-estar na relação entre o Palácio do Planalto e o comando da petroleira.

    Quatro fontes diferentes relataram que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está impaciente com o CEO da Petrobras, Jean Paul Prates, pela demora na definição de uma nova política de preços para a companhia.

    A nova regra deve abandonar de vez o Preço de Paridade de Importação (PPI), que acompanha as flutuações do preço do barril de petróleo no mercado internacional.

    “Há um clima pesado entre eles [Lula e Prates]. Lula quer ver novos rumos”, disse uma fonte do governo na condição de anonimato para falar sobre o assunto.

    “Há uma pressão, sim, de Brasília. Quer uma nova política de preços. O Prates já tem falado sobre isso, mas precisa esperar a conclusão das mudanças na diretoria [realizada na semana passada] e no conselho [de administração, esperada para o final de abril]. E ainda tem que ver se os novos diretores e conselheiros vão estar fechados com a ideia”, afirmou uma segunda fonte.

    Segundo essas fontes, as reuniões entre Lula e Prates têm sido frequentes, e o presidente da estatal tem cumprido parte de sua agenda semanal na capital federal. No entanto, sem a constituição de um novo conselho na Petrobras, nem mesmo o CEO da companhia tem o poder de, sozinho, estabelecer a nova política de preços.

    Apesar das cobranças, outra pessoa com conhecimento da relação de Prates e Lula ponderou que há pressão do presidente de forma geral por resultados, e que não há problemas específicos com o CEO da Petrobras.

    “Não tem crise. Claro que, se lá na frente não entregar, vai ter, mas por enquanto está sob controle… Tem uma pressão geral do governo para todas as áreas por entrega… Tem Lula cobrando todo mundo, quer resultado”, disse a fonte.

    Money Times com informações de Reuters

  • CRISE GRANDE: Ministro anuncia redução de combustível e Petrobras desmente

    Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

    Nesta quarta-feira, 5, a Petrobras informou que não recebeu nenhuma proposta do Ministério das Minas e Energia a respeito da alteração da política de preço da companhia.

    Mais cedo no mesmo dia, o ministro da pasta, Alexandre Silveira, declarou que a petroleira iria atualizar sua política comercial depois que o novo conselho fosse eleito.

    Ele chegou a indicar qual seria o modelo, chamado preço de competitividade interna (PCI) e que ele reduziria em R$ 0,25/litro o preço do diesel.

    Pouco depois a empresa veio a público desmentir as alegações. “A companhia confirma que não recebeu nenhuma proposta do Ministério das Minas e Energia a respeito da alteração da Política de Preços. Quaisquer propostas de alteração da Política de Preços recebidas do acionista controlador serão comunicadas oportunamente ao mercado, e conduzidas pelos mecanismos habituais de governança interna da companhia. A companhia reitera que ajustes de preços de produtos são realizados no curso normal de seus negócios, em razão do contínuo monitoramento dos mercados, o que compreende, dentre outros procedimentos, a análise diária do comportamento de nossos preços relativamente às cotações internacionais, o seu market share, dentre outras variáveis”, informou em nota.

    Jovem Pan

  • Lula está insatisfeito com Jean Paul na presidência da Petrobras; Jornal afirma que potiguar está na “corda bamba”

    Ao que parece, durou pouco a lua de mel do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e um dos seus principais aliados durante a campanha, o então senador potiguar Jean-Paul Prates, do PT. Indicado pelo Governo Federal para a presidência da Petrobras, Jean Paul não estaria agradando Lula, e a relação entre ambos já não estaria “em seus melhores momentos”.

    Segundo o portal InfoMoney e a colunista d’O Globo, Malu Gaspar, pessoas próximas do governo apontam que Lula está insatisfeito com o quadro geral da estatal nos seus três primeiros meses de mandato. O presidente tem cobrado para que Prates dê uma “guinada” na empresa.

    O motivo disso seria, basicamente, três ações ou omissões de Jean Paul:
    – Lula cobra Prates sobre uma alteração da política de preços da estatal para os combustíveis e um programa de conteúdo nacional para equipamentos;

    – A distribuição recorde de dividendos a acionistas;

    – E o reajuste salarial aprovado pelo conselho de administração da Petrobras de 43,88% para conselheiros e diretores, poucos dias depois de Lula criticar duramente, em entrevista ao Brasil 247, o salário dos presidentes e diretores das estatais;

    Outro problemas, porém, pode agravar ainda mais a relação:
    – A orientação de rejeitar duas indicações para compor o conselho por parte dos comitês da Petrobras;

    – A falta de resposta ao pedido do Ministério de Minas e Energia para rever os contratos de venda de campos da Petrobras, como o acordo bilionário com a 3R Petroleum, com relação aos campos do RN.

    “Com isso, Prates está na corda bamba em agradar o governo e não passar por cima dos controles internos da empresa”, afirmou a reportagem do InfoMoney.

    “Um episódio que chamou a atenção e que pode comprovar o desgaste na relação é o fato de Lula não ter convidado diretamente Prates para compor a sua delegação para a viagem para a China, que contava com cerca de 200 empresários e 40 autoridades”, acrescentou.

    ASSÉDIO

    No final de semana, Jean-Paul tentou limpar a imagem se manifestando publicamente contra a acusação de assédio envolvendo pessoas da Petrobras. Ele divulgou novas ferramentas para combater o problema. Assista um vídeo abaixo:

    Portal da 96 FM

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