Jair Bolsonaro afirma que governadora Fátima atrasou Oiticica; Governo do RN repudia

Jair Bolsonaro diz que há motivações politicas para governo não transferir as famílias da área/ Foto: Reprodução MDR

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que a Barragem de Oiticica, na região do Seridó, não é concluída por motivações políticas da governadora Fátima Bezerra. Ele disse que a transferência de 10 a 15 famílias na área próxima a barragem, que é necessária para terminar a parede do vão central, não é feita, porque o governo tem motivos que envolvem questões políticas. O Governo do Estado divulgou nota na qual repudia e contesta as declarações do presidente.

As obras de construção da Barragem de Oiticica estão sendo executadas pelo governo do estado com recursos federais. O reservatório é em Jucurutu, onde o presidente esteve na manhã de ontem, ao lado dos ministros Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional), Fábio Faria (Comunicações), do prefeito de Natal, Álvaro Dias, e de deputados da base aliada.

“Virou uma questão política por parte da governadora, dar atenção a minorias que lutam por ‘direito a não barragens’. O que é isto? Por causa de 10, 15 famílias ou pessoas que são usadas politicamente para tal, isso [a obra de construção da barragem] não é concluído. A gente espera que, brevemente, nós consigamos, como está previsto, alocar para o local adequado [as famílias]. Não pode quinze pessoas prejudicarem mais de 300 mil que vivem na região do Seridó”, disse o presidente.

“Essa barragem é muito importante para o Nordeste, peço a Deus que amoleça os corações das pessoas que fazem maldade como o povo para buscar poder para si. Que isso seja solucionado”, acrescentou Jair Bolsonaro no pronunciamento que fez em Jucurutu, antes de seguir para Jardim de Piranhas, onde houve a solenidade de chegada das águas, provenientes do projeto de transposição do São Francisco.

No discurso durante a visita às obras da barragem, o ministro Rogério Marinho também fez referência à impossibilidade de concluir a parede do vão central que represa o reservatório em Oiticica. O aumento da parede amplia a capacidade de armazenamento de água e, por isso, afirmou o ministro, é necessária a transferência das últimas famílias que estão na área.

O presidente também fez um enfático discurso com críticas ao PT e à possibilidade de retorno do partido ao poder, lembrando as denúncias de casos de corrupção que envolvem o período no qual os petistas estiveram no Palácio do Planalto.

Em nota, o governo do Estado, por intermédio da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (SEMARH), repudiou a informação veiculada pelo presidente Jair Bolsonaro e seu auxiliar, o ministro Rogério Marinho, sobre o andamento das obras da Barragem de Oiticica, localizada em Jucurutu.

“As informações divulgadas no vídeo são ‘inverdades’ e mostram, tanto da parte do presidente da República quanto do seu assessor, o total desconhecimento sobre as questões relacionadas ao Complexo Oiticica, especialmente, sobre os contextos sociais existentes”, inicia a nota.

Segundo o governo estadual, “ignorar a necessidade humana, ou considerar que a vulnerabilidade dessas famílias da comunidade Carnaúba Torta é algo menor, e que por conta dessas pessoas outras centenas seriam penalizadas, revela a ausência de sensibilidade que deve ser premissa não apenas de um gestor, mas de qualquer ser humano”.

Para o Governo do RN, essas obras vão além do concreto e da água a ser armazenada, pois são tratadas como parte de uma política pública na qual todos e todas são importantes. “A transferência das famílias pertencentes à comunidade de Carnaúba Torta faz parte de um compromisso assumido, por orientação da governadora Fátima Bezerra, que é de somente fechar a barragem quando todas essas famílias estiverem realocadas, com segurança e dignidade.

Governo nega ‘motivações politicas’

O governo do Estado divulgou nota ontem na qual nega ter motivação política para atrasar o andamento das obras da Barragem de Oiticica. “O Governo do RN, em nenhum momento, faz uso político de empreendimentos, especialmente do Complexo Oiticica”, diz a nota.

Além disso, afirma que a execução das obras do Complexo Oiticica é de responsabilidade do Governo do RN, que “age com celeridade na construção das obras físicas e sociais do projeto, e quem coube readequar projetos recheados de erros e vícios de construção para que o investimento pudesse levar, de fato, desenvolvimento à região”.

Para o Executivo estadual, “é fato que o ministro Rogério Marinho, imbuído de interesses politiqueiros, perdido em meio à enorme rejeição que o povo potiguar tem pelas atitudes irresponsáveis do presidente da República — entre elas o desprezo à vida — encontrou nas obras de recursos hídricos tocadas ou planejadas pelo Governo do Rio Grande do Norte uma maneira de tentar se destacar além dos escândalos que o acompanham historicamente”.

Com esse objetivo, diz o governo do Estado, Marinho fez questão de desfazer convênios federais já assinados com o Governo do RN e referentes a projetos importantes, planejados pelo governo estadual, “desconstruindo, como é de sua característica, o bom entendimento que foi construído através do seu antecessor no Ministério do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto”.

Segundo o governo, Marinho “na sua sanha sectarista”, impôs ao Estado que entregasse à sua pasta o Projeto Seridó (300 km de adutoras que levariam água para 23 cidades), obrigou o Rio Grande do Norte a também entregar ao governo Federal a obra da barragem de Passagem das Traíras, que hoje encontra-se paralisada. “Por fim, o governo diz que a água que o ministro do Desenvolvimento Regional e o presidente da República fizeram questão de destacar que “estava sendo desperdiçada, pelo fato da parede da barragem de Oiticica não estar concluída, tem o mesmo valor que aquela do açude Passagem das Traíras, onde o ministro assumiu a obra e prometeu concluir em tempo recorde.

Segundo o governo, Marinho “na sua sanha sectarista”, impôs ao Estado que entregasse à sua pasta o Projeto Seridó (300 km de adutoras que levariam água para 23 cidades), obrigou o RN a também entregar ao governo Federal a obra da barragem de Passagem das Traíras, que hoje está paralisada. “A obra está parada, o inverno chegou, e nenhuma água ficou”, lamenta.

Com informações da Tribuna do Norte

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    A vice-prefeita de Natal, Joanna Guerra, destacou que a atividade está alinhada às políticas públicas que vêm sendo construídas no município, especialmente por meio do Comitê da Pessoa com Deficiência.

    “A gente tem procurado, principalmente por meio do Comitê da Pessoa com Deficiência, pautar e fortalecer as políticas públicas em execução. A SADEF é uma instituição já consolidada no Rio Grande do Norte pelo trabalho que desenvolve. Hoje, nesta edição especial aqui na Redinha, estamos falando de turismo acessível, de acolher pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida que moram ou visitam Natal. Nosso compromisso é dar continuidade a esse trabalho e buscar a expansão do projeto Natal Praia Inclusiva para todas as praias do município”, afirmou.

    Para a SADEF, a realização da ação na Zona Norte representa um passo importante para ampliar o acesso ao projeto. De acordo com o presidente da entidade, Dário Gomes, o Natal Praia Inclusiva funciona de forma fixa em Ponta Negra aos sábados e domingos, atendendo gratuitamente pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

    “Essa é a primeira vez que estamos na Redinha. O projeto é gratuito, trabalha com cadeiras anfíbias e foi criado para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Hoje é um evento teste para que possamos, futuramente, fixar a ação também aqui”, explicou. Segundo ele, a iniciativa já beneficia mais de 200 pessoas por mês e integra um projeto social que nasceu a partir do ideal de Tércio Tinoco.

    Para quem participa, o impacto vai além do banho de mar. Petrônio Alves, de 60 anos, frequenta o projeto há dois anos e meio em Ponta Negra. Diabético e com mobilidade reduzida após a amputação de uma perna, ele resume o significado da ação: “Socializar é a maior missão desse projeto”.

    A mesma percepção é compartilhada por Sérgio Cabral, pedagogo de 37 anos, que participa da iniciativa há muitos anos. “Uma das grandes importâncias é a interação com o próximo e a oportunidade de estarmos juntos. É também um motivo de superação. Poderíamos estar em casa, mas estamos aqui. Mesmo com as limitações, estamos encontrando nosso espaço”, relatou.

    Além do banho de mar, os participantes também tiveram acesso a serviços de cuidado e bem-estar, como a massoterapia. A fisioterapeuta Gilcineide Sales, voluntária do projeto há quatro anos, destacou o impacto social da iniciativa.

    “Esse projeto é muito importante no aspecto social. Muitas pessoas deixam de ir à praia porque se sentem incapazes. O projeto transforma isso, promove inclusão. Já vivi muitos momentos emocionantes, de pessoas que nunca tinham visto o mar e, por meio do projeto, passaram a se sentir capazes, vivas”, contou.

    A realização do Projeto Natal Praia Inclusiva na Redinha evidencia o empenho da Prefeitura do Natal em ampliar o acesso aos espaços públicos e assegurar que o lazer seja vivido de forma plena por todas as pessoas. A ação foi desenvolvida com a participação das secretarias municipais de Turismo (Setur) e de Direitos Humanos (Semidh).

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    “O último Curso de Habilitação de Oficiais foi realizado em 2008. São 18 anos de espera. Por isso, este é um momento simbólico para a nossa corporação. Uma ação concreta na política de valorização dos nossos militares, garantindo oportunidades reais de crescimento profissional, justiça na carreira e o fortalecimento da Polícia Militar do Rio Grande do Norte”, afirmou a governadora.

    O curso terá duração de seis meses e vai habilitar praças ao oficialato da PMRN. “O objetivo é reconhecer a experiência, a dedicação e o compromisso de quem constrói essa instituição diariamente”, ressaltou Fátima Bezerra. Poderão concorrer segundos-sargentos, primeiros-sargentos e subtenentes, cerca de 2.500 candidatos aptos, que disputarão 37 vagas.

    A governadora também destacou a política de valorização profissional implementada desde 2019. “De 2019 a 2025, alcançamos mais de 20 mil promoções nas forças de segurança, sendo mais de 18 mil somente na Polícia Militar. No último ato de promoção, em dezembro, 991 militares foram promovidos. E sete mulheres chegaram ao posto de coronel, o mais alto da carreira, o que representa o reconhecimento da competência e o fortalecimento da presença feminina na estrutura de comando”, ressaltou.

    Durante a cerimônia, o comandante-geral da PMRN, coronel Alarico Azevedo, classificou a formatura como um marco histórico. “A Polícia Militar escreve hoje uma página memorável da sua trajetória ao concluir o maior Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos da história da corporação, com a formação de 816 policiais militares, entre eles quatro policiais femininos, em cinco núcleos de formação: Natal, Mossoró, Caicó, Pau dos Ferros e Nova Cruz”, afirmou.

    Segundo o comandante, o sargento ocupa posição estratégica na instituição. “Ele é a peça fundamental na engrenagem da Polícia Militar. É o elo entre o comando e a tropa, o líder direto, aquele que transforma as diretrizes em ações concretas junto à sociedade. Investir na capacitação do efetivo é investir em um serviço mais técnico, mais humano e mais eficiente para a população”, declarou.

    Como oradora da turma, a segunda-sargento Fabiana Souza destacou o esforço coletivo e o papel das famílias na trajetória dos formandos. “Este curso representa superação, disciplina e compromisso. Foram meses de estudo, exigência e desafios constantes, vencidos com união e perseverança. Nada disso seria possível sem o apoio das nossas famílias, que compartilham as ausências e sustentam a nossa caminhada”, afirmou.

    Ela também ressaltou o significado da conclusão do CAS para a carreira. “O aperfeiçoamento fortalece a liderança, aprimora a disciplina e renova o nosso compromisso de servir cada vez melhor à sociedade. Saímos mais preparados para assumir responsabilidades e honrar a missão constitucional da Polícia Militar”, completou.

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