Presidente da Câmara defende fundo emergencial para catástrofes

Lira se reuniu com parlamentares da bancada da Bahia/ Foto Reprodução Amanda Perobelli Reuters

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), disse hoje (28) que vai pautar, na volta dos trabalhos legislativos, a proposta de criação de um fundo emergencial para ser usado em situações de catástrofes naturais como a que vem acontecendo na Bahia: “logo no primeiro dia de fevereiro [quando voltarem os trabalhos] vamos pautar algumas alterações de leis para que esses casos como da Bahia e outros estados possam ter um atendimento mais rápido e sem burocracia”.

A afirmação foi feita na tarde desta terça-feira, após reunião com a bancada de deputados da Bahia para tratar de ajuda do Parlamento ao estado. “Estamos aqui analisando que tipo de medidas a gente pode fazer para propor ao Brasil que tenhamos um fundo específico, que consta no orçamento muitas vezes, e a primeira coisa que sai, porque muita vezes a gente não tem a realidade de quando vai acontecer uma catástrofe”, disse.

Lira disse que esse tipo de fundo poderia ser acessado em caso de desastres naturais, eliminando a necessidade do uso de outras medidas, como a edição de créditos extraordinários e que também agiliza o repasse dos recursos. Segundo ele, durante a reunião com a bancada da Bahia para avaliar a situação das enchentes no estado, os deputados pediram a adoção de medidas para desburocratizar o repasse de recursos federais às regiões atingidas pelas chuvas.

“Um pleito da bancada da Bahia, muito unida como sempre, é de que isso [envio de verba federal] seja desburocratizado, para que isso chegue o mais rápido possível, para que o estado da Bahia tenha sua vida de retorno à normalidade da maneira mais urgente possível”, afirmou.

O presidente da Câmara afirmou disse ainda que o foco, neste primeiro momento, é salvar vidas e que o governo federal tem atuado ao lado do governo estadual e das prefeituras para dar assistência às vítimas: “queremos comunicar que toda a assistência, nesse primeiro momento, que é para salvar vidas, o governo do estado, as prefeituras, o governo federal tem feito um esforço gigantesco. Não há relatos de falta de assistência nesse primeiro momento que é de salvar a vida das pessoas, de acomodar, de alimentar, de tratar”.

Lira também disse que o segundo momento vai ser fazer um levantamento dos estragos causados pelas chuvas. “Agora vem o segundo momento de fazer o levantamento dos estragos, prejuízos que as chuvas causaram com estradas, pontes, prédios públicos, habitações, no socorro aos comerciantes”, disse.

O presidente da Câmara comentou ainda a medida provisória editada pelo governo federal, que abre crédito extraordinário de R$ 200 milhões no Orçamento para recuperar rodovias danificadas por chuvas nas regiões Nordeste, Norte e Sudeste atingidas pelas fortes chuvas dos últimos dias. Segundo ele, o dinheiro ainda é um paliativo e que o governo deve adotar outras ações para auxiliar os estados.

“Temos as informações da edição de uma medida provisória hoje que deve ser, no nosso ponto de vista, ainda um paliativo para o tamanho do que aconteceu na Bahia e que está acontecendo também em outros estados do Brasil como Piauí e Minas Gerais. Devemos ter também outras ações do governo federal que já coloca a disposição, nas conversas que tivemos para dar atendimento pleno”, afirmou.

O coordenador da bancada da Bahia, deputado Marcelo Nilo (PSB-BA) lembrou das dificuldades que a população atravessa e disse que Lira se comprometeu a auxiliar na liberação dos recursos. Nilo disse ainda que a bancada também está debatendo o remanejamento de emendas parlamentares para ajudar no atendimento às vítimas.

“O presidente Lira nos prometeu que não vai faltar esforços não só de recursos, porque quem executa é o governo federal, governo estadual, mas tudo que depender do legislativo será atendido”, disse.

Chuvas
Até o momento, o número de pessoas na Bahia afetadas pelas chuvas se aproxima de 500 mil, em especial moradores do sudoeste, sul e extremo sul do estado. Na segunda-feira (27), o estado contabilizava mais de 31.405 desabrigados e 31.391 desalojados, de acordo com dados enviados pelas prefeituras e divulgados pela Superintendência de Proteção e Defesa Civil (Sudec). O total de municípios afetados chega a 116, sendo que 100 já decretaram situação de emergência. Pelo menos 20 pessoas morreram.

Na manhã desta terça-feira, o governador da Bahia, Rui Costa, disse que o estado atravessa “o maior desastre natural da história”. Em entrevista coletiva, Costa disse que ainda não é possível dizer quando começará a reconstrução das áreas destruídas pelas enchentes que atingem o estado neste mês.

“A Bahia está devastada e ainda não é possível estipular quando as estradas vão ser recuperadas. Não sabemos a extensão. Vamos ter que olhar, caso a caso, a solução técnica. Em alguns lugares vamos ter que mudar a opção. Uma ponte de 50 metros de largura, por exemplo, que foi levada pela água pode ser um pouco maior, com 70 metros, para facilitar a passagem do rio”, adiantou.

Com informações da Agência Brasil

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  • Flávio Bolsonaro visitou Vorcaro em casa após prisão

    O senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) visitou Daniel Vorcaro no fim de 2025, logo após a primeira prisão do dono do Banco Master pela Polícia Federal (PF).

    A visita, segundo apurou a coluna do jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles, aconteceu na residência do banqueiro em São Paulo, quando ele já havia deixado a prisão e foi autorizado a ir para casa com algumas restrições.

    A aliados, o próprio Flávio já admitiu a visita a Vorcaro. O senador alegou que visitou o banqueiro para informar que não faria mais negócios com ele após a prisão.

    Vorcaro foi preso pela primeira vez em novembro de 2025. Ele foi detido pela PF no Aeroporto de Guarulhos em São Paulo, quando tentava embarcar para o exterior.

    O banqueiro, entretanto, foi solto pouco tempo depois. Na ocasião, a decisão foi dada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), sediado em Brasília.

    Apesar da liberdade, o dono do Banco Master teve algumas restrições impostas. Entre elas, o uso da tornozeleira eletrônica e a apresentação periódica à Justiça.

    O banqueiro foi preso novamente em 4 de março de 2026. Desta vez, por ordem do ministro do STF André Mendonça, que alegou “risco concreto de interferência nas investigações”.

    Na ocasião, foi descoberto que Vorcaro mantinha uma espécie de milícia pessoal, com acesso a dados sigilosos da PF, comandada por Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”.

    Após a reportagem, Flávio confirmou a visita a Vorcaro em pronunciamento à imprensa feito após uma reunião com deputados e senadores do PL, na terça-feira (19/5), em Brasília. O senador, porém, não deu detalhes.

    As mensagens de Flávio a Vorcaro

    Na semana passada, o site Intercept Brasil já havia revelado áudios e mensagens enviados por Flávio a Vorcaro, nos quais o senador cobrava patrocínio a um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

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  • Sesap publica quinto lote de reenquadramento de servidores aposentados

    A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) publicou, no Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça-feira, 19 de maio, a Portaria-SEI nº 522, de 5 de março de 2026 (DOE nº 16.154), que dispõe sobre o quinto lote de reenquadramento de servidores aposentados, em conformidade com as diretrizes estabelecidas no Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR).

    O quinto lote contempla 1.128 (mil cento e vinte e oito) vínculos de servidores aposentados, com efeitos financeiros retroativos ao mês de maio de 2025.

    O reenquadramento decorre da Lei Complementar Estadual nº 778, sancionada em 3 de janeiro de 2025, que promoveu importantes atualizações no PCCR da Sesap, assegurando avanços remuneratórios, especialmente para os servidores com mais de 30 anos de efetivo serviço prestado ao Estado do Rio Grande do Norte.

  • Chuvas fortalecem reservas hídricas do RN e elevam número de açudes sangrando

    O Governo do Estado do Rio Grande do Norte, por meio do Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte (IGARN), monitora 69 mananciais responsáveis pela segurança hídrica dos municípios potiguares. O Relatório dos Volumes dos Reservatórios, divulgado nesta segunda-feira (18), aponta que 30 reservatórios apresentaram recarga após as últimas chuvas e outros três açudes atingiram 100% da capacidade total.

    O açude Flechas, localizado no município de José da Penha, registrou aumento de 33,98% no volume armazenado, atingindo sua capacidade máxima de 8.949.675 m³ e iniciando vertimento (sangria) neste domingo (17).

    Outro reservatório que alcançou 100% da capacidade foi o açude Rodeador, situado entre os municípios de Umarizal e Rafael Godeiro. O manancial começou a sangrar no último fim de semana após receber recarga de 20,92%. Sua capacidade total é de 21.403.849 m³.

    O açude Gangorra, em Rafael Fernandes, também atingiu a capacidade máxima e sangrou no último sábado. O reservatório possui capacidade para 10 milhões de metros cúbicos e registrou aumento de 18% no volume acumulado em relação ao relatório anterior.

    Além dos reservatórios que atingiram o volume máximo, outros açudes tiveram recargas expressivas. O açude Brejo, em Olho D’Água do Borges, apresentou aumento de 69,96% no volume acumulado. O reservatório passou de 813.297 m³ (12,61%) para 5.326.417 m³, o equivalente a 82,57% da sua capacidade total, que é de 6.450.554 m³.

    Já o açude Tourão, em Patu, acumula atualmente 4.976.636 m³, correspondentes a 62,32% da capacidade total de 7.985.249 m³. No relatório anterior, divulgado na última quarta-feira (13), o manancial estava com 1.264.428 m³, ou 15,83% da capacidade, representando uma recarga de 46,49%.

    Atualmente, 22 reservatórios monitorados pelo IGARN encontram-se com 100% da capacidade total. Além de Flechas, Rodeador e Gangorra, também estão sangrando os açudes Campo Grande, em São Paulo do Potengi; Marcelino Vieira; Riacho da Cruz; Encanto; Passagem, Sossego e Riachão, em Rodolfo Fernandes; Beldroega, em Paraú; Corredor, em Antônio Martins; Apanha Peixe, em Caraúbas; Currais, em Patu; Arapuá, em José da Penha; Tesoura, em Francisco Dantas; Inspetoria, em Umarizal; Dinamarca, em Serra Negra do Norte; além das lagoas do Jiqui, Pium, Extremoz e Boqueirão.

    O açude Morcego, em Campo Grande, também vem recebendo importantes recargas e já acumula 6.074.448 m³, o equivalente a 90,55% da sua capacidade total de 6.708.330 m³. No relatório anterior, o reservatório estava com 72,91% da capacidade.

    Entre os maiores reservatórios do estado, a barragem Armando Ribeiro Gonçalves acumula 1.062.880.271 m³, correspondentes a 44,79% da capacidade total de 2.373.066.000 m³. No relatório anterior, o volume era de 1.055.269.770 m³ (44,47%).

    A barragem de Oiticica, segundo maior reservatório do RN, acumula 548.975.674 m³, equivalentes a 73,92% da capacidade total de 742.632.840 m³. Na última quarta-feira, o volume registrado era de 539.245.779 m³ (72,61%).

    Já a barragem Santa Cruz do Apodi acumula 442.319.400 m³, o equivalente a 73,76% da capacidade total de 599.712.000 m³. No relatório anterior, o reservatório registrava 67,58% da capacidade.

    A barragem Umari, em Upanema, acumula atualmente 195.455.234 m³, correspondentes a 66,75% da capacidade total de 292.813.650 m³. No relatório anterior, o volume era de 184.242.576 m³ (62,92%).

    As reservas hídricas superficiais do Rio Grande do Norte acumulam atualmente 2.852.806.444 m³, o equivalente a 53,87% da capacidade total dos reservatórios monitorados, que é de 5.295.422.524 m³.

    Apesar das recargas registradas, dez reservatórios permanecem com volumes inferiores a 10% da capacidade total: Itans, em Caicó (0,74%); Passagem das Traíras, em São José do Seridó (0,14%); Esguicho, em Ouro Branco (8,05%); Dourado, em Currais Novos (4,40%); Jesus Maria José, em Tenente Ananias (1,59%); Zangarelhas, em Jardim do Seridó (5,65%); Alecrim, em Santana do Matos (4,09%); Totoró, em Currais Novos (2,27%); 25 de Março, em Pau dos Ferros (9,36%); e Mundo Novo, em Caicó (2,65%).

  • Gastos com combustível da Prefeitura de Bom Jesus ultrapassam R$ 3,5 milhões em pouco mais de um ano

    Os gastos com combustível da Prefeitura de Bom Jesus têm gerado questionamentos entre moradores e provocado debates nas redes sociais diante do volume de recursos destinados ao abastecimento da frota municipal.

    De acordo com dados disponíveis no Portal da Transparência, a gestão do prefeito Nilson Peças registrou despesas de R$ 2.269.963,89 com combustível ao longo de 2025. Já em 2026, apenas nos quatro primeiros meses do ano, os gastos somam R$ 1.266.801,41.

    Somados, os valores ultrapassam R$ 3,5 milhões em despesas com abastecimento de veículos, máquinas e demais equipamentos utilizados pela administração municipal.

    Os números representam uma média superior a R$ 222 mil por mês, valor considerado elevado por parte da população para um município de pequeno porte, o que intensificou os debates sobre os custos da máquina pública.

    Segundo os dados divulgados, as despesas estão registradas oficialmente no Portal da Transparência da Prefeitura.

    Fonte: Blog Robson Pires

  • UFRN pesquisa bactéria identificada em detergentes da Ypê

    No último dia 7 de maio, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a fabricação, comercialização, distribuição e venda de produtos da marca Ypê, entre detergentes, sabões líquidos e desinfetantes de todos os lotes com numeração final 1, após identificar falhas graves nas boas práticas de fabricação da Química Amparo, fabricante da marca, em sua unidade de Amparo, em São Paulo (SP). Foram encontrados nos produtos a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa, um microrganismo bastante reconhecido no ambiente hospitalar, classificado como multirresistente a antibióticos e considerado uma ameaça à saúde pública pelo Ministério da Saúde (MS).

    O que se sabe sobre essa bactéria e como ela pode estar presente em um produto de limpeza?

    A Pseudomonas aeruginosa é um microrganismo presente em praticamente todos os lugares, especialmente os úmidos e aquáticos, como água, piscinas, torneiras e sistemas de abastecimento. Apesar de comum no ambiente, ela carrega características que a tornam particularmente perigosa em determinadas condições.

    Segundo o professor Rafael Wesley Bastos, integrante do Programa de Pós-Graduação em Biologia Parasitária da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (PPGBP/UFRN) e vice-coordenador do Grupo de Estudo e Ações em Saúde Única (Geasu-RN), o que torna essa bactéria especialmente preocupante é uma combinação de fatores raramente observada em outros microrganismos. Ela desenvolveu mecanismos para escapar de um grande número de antibióticos, além da ação de desinfetantes e antissépticos. “A Pseudomonas é resistente a desinfetantes e, justamente por isso, a gente se preocupa dela estar presente nesses produtos, porque ela sobrevive — coisas que outras bactérias normalmente não conseguem”, afirma.

    Bactéria preocupa especialistas pela resistência a antibióticos e saneantes.

    A bactéria é amplamente estudada na UFRN. Pesquisas recentes do professor Rafael Bastos, publicadas no periódico Frontiers in Fungal Biology, revelaram que ela também pode inibir o crescimento do Candida auris, o superfungo multirresistente incluído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na lista de patógenos fúngicos prioritários. Esse duplo perfil, ao mesmo tempo, agente de infecções graves e potencial inibidor de outros patógenos, evidencia a complexidade do microrganismo e a relevância de seu estudo.

    O docente ressalta ainda que a Pseudomonas aeruginosa não é a única bactéria capaz de sobreviver ao contato com produtos de limpeza, mas é uma das principais, e por isso é monitorada de forma específica nesses produtos após a fabricação.

    Os riscos da Pseudomonas aeruginosa

    O impacto da bactéria varia de acordo com o estado imunológico de cada pessoa. De acordo com o professor Rafael, embora pacientes imunossuprimidos, como pacientes com câncer, com HIV/Aids sem controle adequado ou em tratamento com corticoides sejam mais vulneráveis, isso não significa que pessoas saudáveis estejam livres de riscos. “Ela pode causar infecções em pessoas sem debilidade no sistema imunológico”, alerta.

    As vias de infecção são variadas. A bactéria pode penetrar por ferimentos ou lesões na pele e se multiplicar no local. Segundo o professor, até o contato com água quente contaminada pode abrir caminho para a infecção. O calor pode causar microfissuras na pele, por onde o microrganismo encontra entrada. Nesse caso, ela pode provocar foliculite, que é uma inflamação nos folículos capilares.

    Além disso, se a bactéria atingir os olhos, especialmente em pessoas que usam lentes, pode causar infecção ocular. Assim como o contato com os ouvidos pode resultar em otite (infecção no ouvido). Já em pessoas imunossuprimidas, a Pseudomonas pode se alojar na bexiga ou nos rins, provocando infecção urinária. Nos casos mais graves, conforme explica o professor, a Pseudomonas pode levar a quadros de febre e até sepse, infecção generalizada potencialmente fatal.

    Um dos maiores desafios impostos pela Pseudomonas aeruginosa é sua capacidade de persistência em ambientes industriais. A bactéria é conhecida pela formação de biofilmes, estruturas viscosas que aderem a tubulações, reservatórios e equipamentos, o que dificulta sua eliminação, mesmo após processos de limpeza e desinfecção.

    Pseudomonas aeruginosa formam biofilmes, estruturas viscosas que aderem a tubulações, o que dificulta sua eliminação, mesmo após processos de limpeza e desinfecção.

    O que o consumidor deve fazer

    Com o recolhimento dos produtos, surge uma dúvida prática: o que fazer com as embalagens que já estão em casa? A Anvisa recomenda que o consumidor, primeiramente, interrompa imediatamente o uso do produto. Em seguida, deve entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da Ypê para solicitar o recolhimento.

    O professor Rafael reforça que o descarte no lixo comum, na pia ou no vaso sanitário está fora de questão. “O produto pode contaminar esses locais com a bactéria. O correto é entrar em contato com o serviço de atendimento ao consumidor da empresa, requisitando o seu recolhimento”, orienta.

    A Pseudomonas aeruginosa encontra em corpos d’água e ambientes úmidos condições ideais para sobreviver e se multiplicar. Em razão disso, o descarte inadequado de grandes volumes do produto contaminado poderia contribuir para a dispersão do microrganismo em rios, lagos e sistemas de abastecimento, ampliando o raio de exposição.

    Em nota, a Ypê informou que “em alinhamento com a Anvisa e devido ao foco na satisfação dos nossos consumidores, a Ypê seguirá atendendo em seus canais oficiais todos aqueles que ainda preferirem efetuar a troca ou obter o ressarcimento pelos produtos adquiridos”.

  • Vorcaro é transferido para carceragem da superintendência da PF

    O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi transferido nesta segunda-feira (18) para uma cela comum na superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília.

    A transferência foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator das investigações sobre as fraudes no Master.

    Desde março deste ano, o banqueiro estava detido na mesma sala de estado-maior em que o ex-presidente Jair Bolsonaro ficou custodiado antes de ser transferido para a prisão domiciliar.

    No local, Vorcaro tinha liberdade para receber advogados responsáveis pela proposta de acordo de delação que foi entregue à PF e à Procuradoria-Geral da República (PGR) no início deste mês.

    Com a entrega da proposta, o banqueiro vai retornar à carceragem da corporação, onde deverá cumprir regras mais restritas para receber visitas de advogados.

    No dia 4 de março, Vorcaro voltou a ser preso e foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, da PF, que investiga fraudes financeiras no Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao Governo do Distrito Federal (GDF).

    Fonte: Agência Brasil

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