Coluna – CBF precisa mudar regulamento da Supercopa

Em 2021, conquistas do Atlético-MG mostram quem é o supercampeão / Foto: Reprodução Lucas Figueiredo / CBF

Antes de me aprofundar no assunto é preciso explicar o que é a Supercopa. É um torneio, atualmente em jogo único e campo neutro, entre o campeão brasileiro e o vencedor da Copa do Brasil, para que seja caracterizado o Supercampeão do Brasil da temporada anterior. Porém, nem sempre foi assim.

A Supercopa foi realizada pela primeira vez pela CBF em 1990, com jogos de ida e volta no campo dos campeões. Na oportunidade, o Vasco, campeão brasileiro de 1989, enfrentou o Grêmio, que ganhou a Copa do Brasil de 1989. O time gaúcho venceu em Porto Alegre e empatou no Rio de Janeiro, garantindo a primeira taça de Supercampeão. Era outro formato.

Já a partir da segunda edição, em 1991, a CBF mudou o regulamento pela primeira vez. A competição foi resolvida em jogo único, no campo do campeão brasileiro de 1990, no caso o Corinthians. O adversário foi o Flamengo, campeão da Copa do Brasil no mesmo ano, e o clube paulista ficou com o título.

A partir de 1992, a Supercopa deixou de figurar no calendário nacional, e voltou apenas em 2020, com mais uma mudança no regulamento. Jogo único, mas em campo neutro. E o Flamengo, campeão brasileiro em 2019, foi campeão em cima do Athletico-PR no estádio Mané Garrincha, em Brasília.

Agora, em 2021, na segunda edição da Supercopa com o mesmo formato, a quarta no total, outra vez o Flamengo, campeão brasileiro de 2020, foi campeão em cima do Palmeiras, que levantou o troféu da Copa do Brasil. Empate por 2 a 2 no tempo normal e vitória nos pênaltis por 6 a 5.

Acontece que em 2021 o Atlético-MG ganhou as duas taças, algo inédito na história da Supercopa. Foi campeão brasileiro e da Copa do Brasil. Mas, segundo o regulamento, o Galo não pode ser decretado o campeão dos campeões pela façanha. Isso mesmo! Mesmo ganhando as duas competições, o time comandado por Cuca precisa enfrentar e vencer o vice-campeão do Brasileirão, no caso o Flamengo, para faturar outro caneco.

Essa aberração do regulamento não leva em consideração vários fatores. O primeiro deles é a maratona de jogos em 2022, ano de Copa do Mundo, onde as competições, inclusive, terão de terminar mais cedo, pois o Mundial do Catar será realizado entre os meses de novembro e dezembro. E o calendário ficará ainda mais apertado.

O segundo fator é punir o clube, que ganhou as duas principais taças do futebol brasileiro, com jogo extra para confirmar que realmente foi o supercampeão de 2021. O terceiro, mais esquisito, é que o Flamengo pode ser o supercampeão da temporada anterior sem ter conquistado nenhum troféu. Um supercampeão que não ganhou nada. É rir para não chorar.

Valorização das outras séries
Se já mexeu outras vezes no regulamento da Supercopa, em apenas quatro edições, por que a CBF não valoriza outras séries em casos raros, como aconteceu com o Atlético-MG em 2021, ao faturar o Brasileiro e a Copa do Brasil? Por exemplo, qual o sentido de levar o vice-campeão Flamengo para a Supercopa e deixar de lado o Botafogo, campeão da Série B e com vaga garantida no Brasileirão de 2022?

Pelo menos, com times que faturaram um troféu nacional, a Supercopa teria um confronto entre dois campeões. Os das Séries A e B, com o vencedor realmente sendo um supercampeão. A supervalorização do vice em detrimento ao campeão da Segunda Divisão mostra um descaso com outros torneios nacionais, tão importantes, organizados pela própria CBF.

Sei que os contrários a minha tese dirão: “a Supercopa é um torneio patrocinado e com transmissão de TV, o que significa que querem times de Primeira Divisão”. E volto a discordar. O Botafogo também é clube gigante e seu feito, vencendo a Série B, serviria até de alento para outras torcidas, como a do Grêmio, que disputarão a competição em 2021. Afinal, a CBF valorizaria outras séries em casos atípicos.

E vou mais além. Se é um torneio patrocinado e com transmissão de TV para todo o Brasil e até para várias partes do mundo, por que não valorizar ainda mais todas as competições nacionais da CBF? Uma sugestão: quadrangular com os quatro campeões brasileiros de 2021: Atlético-MG (Série A), Botafogo (Série B), Ituano-SP (Série C) e Aparecidense-GO (Série D).

Torneio rápido, disputado em um final de semana, em estádio neutro. O campeão da Série A encararia o vencedor da Série D. Campeões das Séries B e C fariam o outro jogo. E os vencedores disputariam o título de Supercampeão do Brasil, afinal estariam envolvidos todos os campeões nacionais. Duvido que não atrairia patrocinadores e traria audiência para a TV.

Enfim, as sugestões foram lançadas. Decretar direto o Atlético-MG o Supercampeão pelos dois títulos e diminuir o número de jogos dos clubes em temporada de Copa do Mundo. Confrontar campeões das Séries A e B, um quadrangular com os quatro campeões brasileiros. O que, para mim, é difícil de entender é que em 2022 poderemos ver um clube supercampeão de 2021 que não ganhou nada. Totalmente absurdo!

Com informações da Agência Brasil

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  • Sistema Único de Assistência Social no RN recebe mais 14 novos veículos

    A governadora Fátima Bezerra e o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) entregaram, nesta quinta-feira (11), uma frota de 14 veículos ao Governo do Rio Grande do Norte em solenidade na Escola de Governo, em Natal. A nova frota é composta por 11 caminhonetes e três vans para ampliar a mobilidade das equipes do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

    “Este é um momento que dá sentido à vida pública por que estamos entregando equipamentos voltados à área social no RN. Assim como o SUS, o SUAS é uma das mais belas conquistas do nosso povo. O SUAS orienta e íntegra as políticas e ações para chegar à casa das pessoas. Estes equipamentos chegam para que os municípios, cada vez mais, exerçam sua função de atender as pessoas”.

    O secretário executivo Osmar Ribeiro, representante do MDS na solenidade, afirmou que a assistência social nasceu para apoiar quem precisa. “Estamos entregando não só veículos, mas estrutura para a rede de assistência funcionar efetivamente, atender prioridades e produzir resultados.”

    Titular da Seths, Íris Oliveira destacou que proporcionar “mobilidade é fazer as equipes chegarem às pessoas. Estamos entregando veículos adequados para trafegar em todo tipo de estrada.” A secretária acrescentou que o Senado precisa votar a Proposta de Emenda Constitucional que define a política pública de assistência social no Brasil. “Para tirar o SUAS da escassez, para estruturar o setor e fazer valer efetivamente esta política pública”.

    Dos 14 veículos entregues ao MobSUAS, 11 são camionetes e 03 vans, doadas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

    DESTINAÇÃO

    A utilização dos veículos tem por objetivo aprimorar o atendimento às pessoas em situação de vulnerabilidade e garantir a mobilidade/transporte às pessoas usuárias dos Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos atendidos pelo Sistema Único de Assistência Social (SUAS). São de uso exclusivo do SUAS nos municípios. Os veículos podem ser destinados tanto a equipamentos públicos estatais, como os CRAS e CREAS, quanto a entidades não governamentais, desde que estejam devidamente inscritas no Cadastro Nacional de Entidades de Assistência Social (CNEAS).

    Os veículos do MobSUAS também vão realizar atendimento móvel a pessoas inscritas no Cadastro Único e utilizados para o transporte das equipes de trabalhadoras e trabalhadores do sistema nos municipais para capacitações, cursos e eventos.

    Os 14 municípios do RN contemplados pelo MobSUAS são: Água Nova, Apodi, Campo Redondo, Coronel Ezequiel, Frutuoso Gomes, Jaçanã, Goianinha,  Major Sales, Montanhas, São Rafael, Lajes, Jucurutu, Tibau e Poço Branco. No dia 23 de março, também na Escola de Governo, a governadora Fátima Bezerra e o ministro Wellington Dias entregaram outras 25 vans ao MobSUAS que já estão em atividade nos municípios do Rio Grande do Norte.

    A solenidade contou ainda com a participação do presidente do Conselho Estadual de Assistência Social (CEAS RN), Adriano Gomes – também secretário-adjunto da SETHAS; da deputada Isolda Dantas, representando a Assembleia Legislativa; prefeitos e representantes das secretarias de assistência social dos municípios contemplados; da presidenta do COEGEMAS, Zilmara Karina da Silva Bezerra, que também é secretária Municipal de Assistência Social do Município de Pendências.

  • Bombeiros do RN alertam para riscos de vazamento de gás após três ocorrências em um único dia no RN

    O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN) atendeu, nesta quarta-feira (10), três ocorrências relacionadas a vazamento de gás de cozinha (GLP) em diferentes regiões do estado, sendo registradas tanto na capital quanto no interior.

    As equipes foram acionadas para realizar a avaliação dos ambientes, identificação da origem do vazamento e adoção das medidas de segurança necessárias para eliminar os riscos de incêndio, explosão e intoxicação. Ao chegar ao local, os bombeiros realizam o isolamento da área, verificam as condições do botijão, mangueiras, reguladores e demais instalações, além de promover a ventilação adequada do ambiente e orientar os moradores sobre os procedimentos de segurança.

    O Corpo de Bombeiros orienta que, ao perceber cheiro de gás, a população adote as seguintes medidas:

    Feche imediatamente o registro do botijão, se for seguro fazê-lo;
    Abra portas e janelas para ventilar o ambiente;
    Não acenda fósforos, isqueiros ou qualquer tipo de chama;
    Não ligue nem desligue interruptores, ventiladores ou aparelhos elétricos;
    Afaste pessoas do local, especialmente crianças e idosos;
    Acione o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.

    O CBMRN reforça que a importância de realizar inspeções periódicas nas instalações, verificando o estado de conservação de mangueiras e reguladores, que devem possuir certificação e estar dentro do prazo de validade.Diante de qualquer suspeita de vazamento, o acionamento imediato da corporação é fundamental para evitar que a situação evolua para acidentes de maiores proporções.

  • Alcolumbre trava tramitação da PEC do fim da 6×1 no Senado

    O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), travou a tramitação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6×1 no Brasil ao manter o texto na Mesa Diretora da Casa, sem despachar para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

    O presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), disse que não recebeu informação sobre a data de envio da PEC à Comissão. Uma reunião entre Otto e Alcolumbre, prevista para esta semana, foi desmarcada pelo presidente do Senado. Procurada, a assessoria de Alcolumbre não comentou o tema da reportagem.

    O presidente do Senado também não marcou a reunião de líderes para discutir a pauta. O encontro costuma ocorrer semanalmente. Na semana passada, Alcolumbre afirmou, no plenário, que discutiria a tramitação da PEC do fim da 6×1 na reunião de líderes.

    Além de instituir a obrigatoriedade de dois dias de descanso remunerado para os trabalhadores por semana, a PEC 221 de 2019 reduz a jornada de trabalho no Brasil das atuais 44 horas para 40 horas semanais.

    Estratégia de adiar
    A cientista política e professora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) Luciana Santana avalia que o adiamento dessa definição reflete preocupações sobre os impactos econômicos e sobre a resistência, principalmente nos setores empresariais, em relação à redução da jornada de trabalho no Brasil.

    “É o ano eleitoral. Sobre um tema com essa repercussão social, as lideranças preferem administrar esse tempo da discussão evitando assumir cursos políticos imediatos.”

    Pesquisas sobre os impactos da PEC na economia têm divergido em relação às consequências para inflação, o Produto Interno Bruto (PIB) e o nível de emprego.

    De acordo com especialista, a postergação da discussão da PEC sugere que Alcolumbre ainda não tomou decisão política sobre a tramitação, mas pondera que isso não significa rejeição definitiva ao mérito da proposta.

    “A simples existência de apoio social não garante a tramitação. O presidente da Casa possui os instrumentos para poder definir a prioridade e o ritmo da agenda. Ele está mantendo esse tema sob o controle dele, como presidente do Senado, enquanto as negociações mais amplas continuam nos bastidores.”

    PEC da oposição é despachada
    Enquanto não despacha a PEC do fim da escala 6×1, Alcolumbre enviou à CCJ a PEC alternativa ao fim da 6×1, apresentada pela oposição, que mantém a atual escala de trabalho no Brasil e permite a contratação por hora trabalhada.

    Lideranças governistas esperam votar a PEC do fim da 6×1 que veio da Câmara, sem alterações, ainda neste semestre, antes do recesso Legislativo, que começa no dia 18 de julho, intercalado com São João e Copa do Mundo.

    Durante as sessões do plenário do Senado desta semana, senadores governistas cobraram a tramitação da PEC.

    “É exigível que nós assim o façamos o mais breve possível, quiçá bem antes, até o final deste mês, das conclusões do nosso primeiro semestre, no dia 17 de julho”, destacou o senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB).

    A líder do PT no Senado, senadora Teresa Leitão (PT-PE), também pediu prioridade à PEC que institui a escala 5×2 no Brasil.

    “O Senado precisa priorizar esse tema, que é, sim, uma prioridade do país, que se pretende grande, civilizado e desenvolvido, por trabalho digno e valorização dos trabalhadores e trabalhadoras assalariados.”

    Por outro lado, o senador da oposição Hermes Klann (PL-SC) criticou a PEC. “[A proposta] reduz a jornada de trabalho sem apresentar solução para compensar os custos dessa mudança. A conta não desaparece, alguém vai pagar. E, como sempre, quem paga é a própria população.”

    O senador Romário (PL-RJ), mesmo da oposição, defendeu a medida. “Serei sempre favorável a qualquer medida que vise a garantir mais direitos aos nossos trabalhadores”, discursou na tribuna.

    Piso salarial dos garis
    Apesar de não comentar o tema nesta semana, Alcolumbre reagiu quando cobrado pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES) para incluir na pauta o projeto que estabelece piso salarial de R$ 3 mil para garis.

    “Tenho 31 projetos que tratam de jornada de trabalho, que tratam de piso de remuneração de muitas categorias. Não posso ser seletivo”, respondeu o presidente do Senado, ao alegar que, se pautasse o projeto do piso dos garis, teria que pautar de outras categorias profissionais.

    Segundo Alcolumbre, seria complexo votar projetos que aumentem gastos em ano de eleição.

    “O que eu botar para votar, todo mundo vai votar ‘sim’ por conta da eleição, e vai ter que arrumar dez brasis para pagar.”

    Refil do agro
    Por outro lado, Acolumbre pautou, e o Senado aprovou, nessa quarta-feira (10), o projeto de lei (PL) que prevê o uso do Fundo Social do Pré-sal para financiar dívidas do agronegócio que o governo calcula ter um custo fiscal de R$ 140 bilhões, em 10 anos.

    O Ministério da Fazenda pedia mais tempo e alterações no PL 5.122/2023, sob a relatoria do senador Renan Calheiros (MDB-AL), devido ao impacto sobre os cofres públicos.

    Segundo Alcolumbre, a medida foi colocada em votação por causa de um acordo com os senadores. “Respeito integralmente a posição do governo, que têm apelado reiteradas vezes para que o Senado tenha cautela na deliberação das matérias relevantes e que podem impactar o orçamento do Brasil, mas eu fiz um acordo com os senadores e senadoras, com os deputados em várias ocasiões.”

    O ministro da Fazenda Dario Durigan informou que o governo vai tentar alterar o texto do PL 5.122/2023 na Câmara e, caso não haja sucesso, poderia recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) sob o argumento de descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal.

    “Nosso objetivo é, sim, ajudar aqueles agricultores que mais precisam, que comprovem as perdas, que tenham problemas com as dívidas. Não [queremos] fazer uma espécie de nova linha que atenda quem não precisa”, disse a jornalistas na saída do Ministério da Fazenda, após aprovação do PL no Senado.

    Fonte: Correio do Povo

  • Tribunal de Contas alerta 64 órgãos sobre possíveis acúmulos irregulares de cargos

    TCE-RN 

    O Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte deu início a uma nova etapa do controle concomitante da administração pública com a emissão de 89 Alertas Preliminares de Controle (APCs) voltados à fiscalização de admissões de servidores com possíveis situações de acúmulo irregular de vínculos públicos.

    A ação foi realizada pela Diretoria de Controle de Pessoal e Previdência (DCP) com apoio da Plataforma de Análise de Riscos e Inteligência para o Controle Externo (ArgosTC), ferramenta criada para ampliar a capacidade de monitoramento preventivo do Tribunal. Os procedimentos seguem as diretrizes da Resolução nº 14/2026, que regulamentou o modelo de controle concomitante no âmbito da Corte de Contas.

    Nesta primeira rodada de monitoramento foram encaminhados 89 alertas a 64 jurisdicionados diferentes, incluindo 52 prefeituras municipais, sete câmaras municipais e outros cinco órgãos ou entidades da administração pública estadual e municipal.

    As análises identificaram 297 ocorrências de admissões de servidores que já possuíam dois vínculos públicos anteriores, situação que pode configurar acumulação irregular de cargos, empregos ou funções públicas, dependendo das características de cada caso e das exceções previstas pela Constituição Federal. A remuneração mensal associada aos vínculos identificados soma R$ 1.310.197,00.

    As ocorrências referem-se ao primeiro quadrimestre de 2026. Os gestores responsáveis deverão apurar individualmente cada situação apontada, apresentar esclarecimentos ao Tribunal e adotar medidas de regularização quando forem constatadas irregularidades.

    O diretor de Controle de Pessoal e Previdência do TCE-RN, Allan Ricardo Silva de Souza, destaca que a iniciativa busca fortalecer a atuação preventiva da instituição e estimular a correção tempestiva de inconsistências pelas próprias administrações públicas, antes da abertura de processos. “O objetivo do controle concomitante é permitir que os gestores identifiquem e corrijam eventuais irregularidades ainda durante a execução dos atos administrativos, reduzindo riscos e evitando a consolidação de situações que possam resultar em prejuízos à administração pública”, afirma.

    Os alertas não têm caráter de punição nem equivalem à abertura de processo. Eles funcionam como um aviso para que o órgão verifique a situação apontada e adote providências quando necessário. O Tribunal ressalta, porém, que a falta de resposta ou a permanência de irregularidades poderá resultar em novas medidas de controle e eventual responsabilização dos gestores.

    Fiscalização passará a ser mensal

    Segundo a DCP, esta primeira remessa analisou os dados referentes ao primeiro quadrimestre de 2026. A partir de agora, o monitoramento ocorrerá de forma contínua, com a emissão mensal de novos alertas produzidos automaticamente a partir das análises realizadas pelo ArgosTC.

    A ampliação do controle concomitante faz parte de uma estratégia de modernização das atividades de fiscalização do Tribunal, baseada no uso intensivo de dados e ferramentas de inteligência.

    Além da verificação de possíveis acúmulos irregulares de cargos, a DCP prepara novos mecanismos de acompanhamento relacionados ao cumprimento dos limites de despesa com pessoal previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal, especialmente quanto às vedações aplicáveis aos entes que ultrapassam os limites legais.

    Também estão previstos controles voltados à composição dos quadros funcionais, concursos públicos, admissões de pessoal e gestão dos regimes próprios de previdência dos servidores públicos.

    ArgosTC amplia fiscalização preventiva

    A Plataforma de Análise de Riscos e Inteligência para o Controle Externo (ArgosTC) reúne bases de dados e mecanismos automatizados de cruzamento de informações para identificar situações de risco na administração pública. A ferramenta permite que o Tribunal atue de forma mais preventiva, detectando inconsistências e indícios de irregularidades logo após sua ocorrência.

    Com a implantação do modelo previsto na Resolução nº 14/2026, o TCE passa a reforçar uma atuação baseada em acompanhamento contínuo, prevenção de falhas e indução de boas práticas de gestão, reduzindo a necessidade de intervenções apenas após a consolidação dos problemas.

  • Thabatta integra tática do PT e anuncia que será ‘porta-voz de Lula’ nas redes

    A vereadora de Natal e pré-candidata a deputada federal Thabatta Pimenta (PV) anunciou que integrará o grupo de “porta-vozes” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas redes sociais, iniciativa lançada pelo PT para fortalecer a comunicação digital do governo e enfrentar a atuação da oposição nas plataformas digitais.

    Em entrevista à Rádio Universitária, Thabatta disse ter recebido o convite diretamente da equipe de comunicação ligada ao presidente e afirmou que a escolha levou em consideração sua projeção nas redes sociais. A vereadora é uma das políticas mais influentes digitalmente no Rio Grande do Norte, com quase 1,3 milhão de seguidores no Instagram.

    Thabatta foto Elpidio Júnior CMN

    Vereadora de Natal e pré-candidata a deputada federal aderiu a estratégia do PT – Foto: Elpídio Júnior / CMN

    “Eu me senti super lisonjeada com o convite que partiu da própria comunicação e também das pessoas ligadas ao presidente Lula, que veem em mim não só a questão política, mas também a força hoje nas redes sociais”, declarou.

    A parlamentar explicou que a iniciativa faz parte de uma estratégia nacional de comunicação voltada para aproximar o governo federal dos usuários das redes sociais e ampliar o alcance das informações oficiais.

    Segundo ela, o grupo reúne parlamentares, lideranças políticas e influenciadores digitais de diversos estados brasileiros.

    “É uma estratégia de marketing, de comunicação também, em relação às grandes lideranças políticas do país e também quem está nas redes sociais”, afirmou.

    Na entrevista, Thabatta disse ainda que o objetivo principal do projeto é combater a circulação de notícias falsas e fortalecer a divulgação das ações do governo Lula.

    “A extrema direita utiliza muito essa ferramenta de uma forma totalmente errada, com muitas fake news, e é também uma forma estratégica de combater essas fake news”, declarou.

    Ela acrescentou que o trabalho não se limita à preparação para a disputa eleitoral de 2026, mas busca fazer com que as políticas públicas federais cheguem ao conhecimento da população.

    “Não só já pensando em pré-campanha e campanha, mas também nas informações que as pessoas precisam saber do que o governo federal vem fazendo de uma forma ampla”, afirmou.

    Durante a entrevista, Thabatta revelou ainda que os primeiros resultados da mobilização digital já começaram a aparecer. Segundo ela, foi informada de que aparece entre os principais nomes nacionais da iniciativa em número de acessos gerados pelos links de divulgação compartilhados nas redes sociais.

    “Eu estava em terceiro lugar, atrás da minha amiga Erika Hilton e do ministro Guilherme Boulos, pela quantidade de pessoas que chegaram a partir do meu vídeo fazendo esse chamamento público”, disse.

    O projeto citado por Thabatta foi lançado pelo PT na última terça-feira 9 sob o nome “Porta-vozes de Lula”. A iniciativa pretende organizar uma rede nacional de militantes digitais, parlamentares, influenciadores e representantes de movimentos sociais para ampliar a divulgação das ações do governo federal e responder rapidamente às narrativas da oposição nas plataformas digitais, especialmente em aplicativos de mensagens.

    A estratégia também busca uniformizar a comunicação dos apoiadores do presidente e fortalecer a presença governista nas redes sociais, ambiente considerado prioritário pelo partido diante do crescimento da influência digital da direita nos últimos anos.

    Durante o lançamento, realizado em Brasília, participaram ministros, dirigentes petistas e parlamentares aliados, entre eles Erika Hilton, Guilherme Boulos, André Janones, Pedro Campos e Jandira Feghali, em um evento que utilizou o mote “Joga pelo Brasil”, inspirado na abertura da Copa do Mundo, para estimular o engajamento da militância digital.

    Fonte: Agora RN

  • Nelter Queiroz renova cobrança por conclusão da Estrada da Produção entre Cerro Corá e São Tomé

    O deputado estadual Nelter Queiroz (Progressistas) voltou a cobrar do Governo do Estado a conclusão das obras da RN-203, conhecida como Estrada da Produção, que interliga os municípios de Cerro Corá e São Tomé, conectando as regiões do Seridó e Potengi. A cobrança foi feita durante pronunciamento na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, nesta quarta-feira (10), após o parlamentar participar, no último fim de semana, da abertura dos festejos de São João Batista, em Cerro Corá.

    “Como faço todos os anos, estive em Cerro Corá participando da abertura dos festejos do padroeiro São João Batista. E o apelo que ouvi da população, dos comerciantes, produtores rurais e lideranças da Serra de Santana foi um só: a conclusão urgente da Estrada da Produção”, destacou Nelter. O parlamentar lembrou que a rodovia é considerada uma obra estratégica para o desenvolvimento econômico da região, beneficiando diretamente produtores rurais, comerciantes, estudantes e milhares de moradores que utilizam diariamente o trecho.

    Segundo Nelter Queiroz, a demora na conclusão da obra tem gerado insatisfação crescente entre a população, especialmente diante da expectativa criada pelo próprio Governo do Estado. “Estamos falando de uma obra fundamental para o desenvolvimento da Serra de Santana e de toda a região. Infelizmente, mesmo após quase oito anos de gestão, o Governo do Estado ainda não conseguiu entregar essa importante estrada ao povo potiguar”, criticou.

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