Artigo Ney Lopes: “Universidades, “fakes” e o artigo 142”

Ney Lopes – jornalista, ex-deputado federal e advogado – [email protected]

A tensão acompanha a política nacional. Senão vejamos o indigesto “cacharolete” (cocktail) de pré-crises institucionais no país.

Ao tentar “interferir” nas Universidades, o governo “esticou a corda” e o Congresso devolveu a MP ao executivo.

O artigo 207 da Constituição é claríssimo: “As universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa, de gestão financeira, patrimonial …”.

A intenção do Ministro da Educação seria nomear Reitores, no estilo da “desmontagem”, que ocorre no Ministério da Saúde.

Entretanto, as instituições universitárias têm o poder de criar suas próprias regras para a escolha de reitores, a partir de eleições com a participação de professores, funcionários, estudantes e a elaboração de listas tríplices.

Na sucessão de tensões, o debate esquentou no inquérito das “fakes news”, com a prisão, a pedido da PGR, da ativista Sara Winter, de extrema direita. “Fakes” significam histórias falsas, com aparência de notícias jornalísticas, criadas para influenciar posições políticas.

Os que se opõem a investigação, alegam ofensa à liberdade de expressão.

O relator da matéria no STF, esclareceu que o sistema constitucional protege a liberdade de expressão, mas prevê também, a apuração de responsabilidades em excessos cometidos e que “ não há direito no abuso de direito”.

Outro fator de tensão política é a insistente “repetição” de “mantra”, segundo o qual o artigo 142 da Constituição autorizaria a intervenção das Forças Armadas, no enfrentamento do Congresso e do STF.

Na prática, seria a ressurreição, em pleno século XXI, do “poder moderador”, definido no artigo 98, da Constituição do Império de 1824.

No século XIX, o pensador liberal francês Alexis de Tocqueville analisou a perigosa relação entre “juristas oportunistas” e o poder.

Segundo ele, sempre existem “legisladores” disponíveis, para regular e coordenar “vontades arbitrárias”, em nome da Democracia. Hitler usou o artigo 48 da Constituição de Weimer, para implantar a ditadura nazista.

No Brasil há exemplos como Francisco Campos e Medeiros Silva, que redigiu a Constituição ditatorial do Estado Novo.

O mesmo fez Gama e Silva, ministro da Justiça (1968), que ao propor várias medidas autoritárias, entre elas o famigerado Ato Institucional nº 5, até o general Lyra Tavares, então ministro do Exército, reagiu dizendo: “assim, não, Gama; você desarruma a casa toda”.

O vice-presidente Pedro Aleixo negou-se a apoiar o AI 5 e foi execrado, impedido de assumir a Presidência, na vacância de Costa e Silva.

O ministro Luiz Fux definiu o significado do artigo 142, classificando como “limitado” o poder do Presidente da República na chefia das Forças Armadas e que não é permitida a sua utilização para ‘indevidas “intromissões” no funcionamento dos outros poderes. Nos Estados Unidos, a regra é a mesma, acrescida da restrição de que militares só possam assumir o cargo de Secretário de Defesa (nosso Ministro da Defesa), obedecida a quarentena de sete anos de afastamento da ativa.

Logo após o pronunciamento do STF, o governo mandou, em tom de intimidação, o “recado” ao STF, de que as Forças Armadas não aceitarão “ordens absurdas”.

O argumento é verossímil, desde que a não aceitação seja formulada, através do “devido processo legal”.

O calcanhar de Aquiles é saber “quem iria “classificar e julgar” as “ordens absurdas”. No Estado democrático, o guardião do texto constitucional é o STF, que tem a competência de acertar, ou errar, por último (artigo 102).

A vocação primária das Forças Armadas, que gozam de boa reputação no país, é a defesa externa e o afastamento das questões políticas internas.

A propósito, convém registrar gestos recentes de militares americanos.

O general Mark A. Milley, o oficial mais graduado das Forças Armadas, pediu desculpas ao povo, por ter comparecido a ato político, ao lado do Presidente Trump e ter dado a impressão de que os militares participam de política interna.

O ex-secretário da defesa de Trump, o general Jim Mattis, acusou-o de abuso de poder. O secretário de Defesa, Mark Esper e outros militares, rechaçam duramente a militarização de Trump, na resposta aos atuais protestos raciais.

Diante de tais exemplos, só resta lembrar, que o artigo 142 da nossa Constituição é cópia da Constituição americana.

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  • Colisões contra postes já deixaram mais de 75 mil pessoas sem energia no RN

    Mais de 75 mil pessoas já ficaram sem energia desde o início do ano por causa de colisões de veículos contra postes da rede elétrica em todo o estado. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (22) pela Neoenergia Cosern, que registrou 255 ocorrências entre 01 de janeiro e 20 de julho – um número que não variou em relação ao mesmo período do ano passado. Os 10 municípios com maior número de casos são Natal, Parnamirim, Mossoró, Ceará Mirim, Macaíba, Extremoz, Baraúna, Macau, São Gonçalo do Amarante e Assú.

     “Estamos investindo cada vez mais em tecnologia para que o trecho atingido seja desligado automaticamente e prevenir qualquer tipo de acidente envolvendo energia elétrica. Nos minutos seguintes, fazemos manobras para que o número de clientes restabelecidos seja o maior possível, até que nossas equipes concluam o trabalho de reposição dos postes danificados. Outra frente de trabalho importante são as nossas ações de conscientização junto à população para reforçar que a responsabilidade no trânsito é o principal fator de prevenção”, lembra Sharley Manso, gerente de Segurança da Neoenergia Cosern.

    Orientações de segurança

    Permaneça dentro do veículo: se houver cabos caídos sobre o carro ou próximos, não saia do veículo. A estrutura pode estar energizada e oferecer risco de choque elétrico.

    Evite contato com partes metálicas: não toque em portas, janelas ou qualquer parte metálica do veículo.

    Alerta para terceiros: se estiver fora do veículo, mantenha distância segura (mínimo de 10 metros) e não tente ajudar diretamente.

    Oriente outras pessoas a se afastarem e aguarde a chegada dos profissionais capacitados.

    Não toque nos cabos caídos: os fios podem estar energizados e causar choques fatais.

  • Amigos de Ubaldo lotam encontro na Zona Leste de Natal para conhecer pré-candidaturas de Cadu Xavier e Samanda Alves

    A noite desta quarta-feira (22) foi de casa cheia e demonstração de unidade política na Zona Leste de Natal. O deputado estadual Ubaldo Fernandes (PV) reuniu amigos, lideranças comunitárias, representantes de movimentos sociais e apoiadores para apresentar as pré-candidaturas de Cadu Xavier (PT) ao Governo do Estado e Samanda Alves (PT) ao Senado Federal. Pré-candidato à reeleição pelo Partido Verde (PV), Ubaldo integra a Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB), que esteve reunida em torno de um projeto comum para o Rio Grande do Norte.

    Recebido com entusiasmo pelos presentes, Ubaldo foi reconhecido por lideranças da Federação como um parlamentar atuante, presente nas comunidades e comprometido com as causas populares. A governadora Fátima Bezerra destacou sua dedicação ao serviço público. “Ubaldo é um homem de espírito público, de trabalho, dedicado a fazer o bem por Natal e pelo Rio Grande do Norte. O deputado Ubaldo merece ser reeleito”, afirmou.

    A pré-candidata ao Senado, Samanda Alves, ressaltou o compromisso de Ubaldo com as comunidades da capital e do interior e lembrou sua atuação na articulação de importantes ações do Governo do Estado para a Zona Leste de Natal. “Ubaldo é um guerreiro em busca de melhorias para o povo das Rocas, de Natal e de todo o Rio Grande do Norte. Esse mandato é a voz de vocês e precisa seguir firme e ativo porque é necessário para todo o estado”, declarou.

    Já o pré-candidato ao Governo, Cadu Xavier, enalteceu a postura do deputado ao longo de sua vida pública e sua defesa permanente dos interesses da população. “Vou precisar na Assembleia Legislativa de homens e mulheres comprometidos com o povo, como Ubaldo. Em todo esse tempo, ele nunca entrou no gabinete para pedir algo para si. Sempre pediu melhorias para as Rocas, para a Ribeira e para o povo do Rio Grande do Norte”, destacou.

    Emocionado, Ubaldo agradeceu a confiança e reafirmou o compromisso de seguir trabalhando pelos potiguares. “Tenho orgulho do papel que venho desempenhando em favor da sociedade potiguar. Hoje sou respeitado pelo trabalho que realizo, defendendo os problemas e os anseios do povo do nosso Estado. Ainda temos projetos importantes para concluir e transformar em leis. Por isso, essa luta precisa continuar, com a participação de cada pessoa nas ruas, nas travessas, nas vielas, nos assentamentos, nas entidades de classe e nos movimentos sociais”, afirmou.

    O encontro consolidou mais um momento de mobilização da Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) na capital, reunindo representantes de diversos segmentos da sociedade e reforçando a importância da atuação conjunta em defesa do desenvolvimento e da justiça social no Rio Grande do Norte.

  • Julgamento de Nicolás Maduro nos EUA é marcado para junho de 2027

    O juiz Alvin Hellerstein definiu para 1º de junho de 2027 o início do julgamento de Nicolás Maduro na Justiça dos Estados Unidos. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (22), durante uma audiência realizada em Nova York.

    A sessão teve duração de poucos minutos e contou com a participação de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, que permanecem presos nos Estados Unidos desde a operação conduzida por forças americanas em Caracas, em janeiro.

    Maduro responde por narcoterrorismo e tráfico de drogas

    No processo, o ex-presidente venezuelano é acusado de narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e associação criminosa. Cilia Flores também responde às acusações.

    Durante o andamento do caso, ambos se declararam inocentes.

    EUA não reconhecem Maduro como presidente

    O governo dos Estados Unidos afirma que Maduro fraudou as eleições presidenciais de 2018 e 2024 e deixou de reconhecê-lo como presidente legítimo da Venezuela desde 2019.

    As autoridades americanas também responsabilizam o ex-chefe de Estado pelo agravamento da crise política e econômica venezuelana.

    Defesa contesta acusações

    Em audiência realizada no início de janeiro, Maduro afirmou ser um “prisioneiro de guerra” e voltou a acusar os Estados Unidos de promoverem ações para derrubá-lo do poder com o objetivo de ampliar sua influência sobre as reservas de petróleo da Venezuela.

    O julgamento está previsto para começar em 1º de junho de 2027, quando terão início as audiências de mérito do processo.

  • TSE fixa em R$ 7,1 milhões o limite de gastos para candidatos ao Governo do RN

    Os candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte poderão gastar até R$ 7.115.522,46 no primeiro turno das eleições de 2026. Caso a disputa seja decidida em segundo turno, o limite será acrescido de R$ 3.557.761,23, totalizando R$ 10.673.283,69. Os valores foram definidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em portaria publicada nesta terça-feira (21).

    O TSE manteve os mesmos tetos de despesas adotados nas eleições de 2022. Segundo a Corte, a decisão levou em consideração a manutenção do fundo eleitoral em R$ 4,9 bilhões, sem reajuste para este ano.

    No Rio Grande do Norte, os candidatos ao Senado poderão gastar até R$ 3.811.887,03 cada. Já o limite será de R$ 3.176.572,53 para deputado federal e de R$ 1.270.629,01 para deputado estadual.

    De acordo com a resolução aprovada pelo plenário do TSE, os limites incluem não apenas os gastos diretos das campanhas, mas também transferências financeiras entre candidatos e partidos, além de doações estimáveis em dinheiro, como bens e serviços cedidos gratuitamente.

    As convenções partidárias começaram na segunda-feira (20) e seguem até 5 de agosto. O registro das candidaturas deverá ser feito até 15 de agosto, enquanto a campanha eleitoral terá início em 16 de agosto.

    Até o momento, a disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte deverá reunir Allyson Bezerra (União Brasil), Álvaro Dias (PL), Cadu Xavier (PT), Dário Barbosa (PSTU) e Robério Paulino (PSOL). Já para o Senado, nove pré-candidaturas são apontadas, entre elas as dos atuais senadores Styvenson Valentim (Podemos) e Zenaide Maia (PSD), que disputarão a reeleição.

  • UPA de Parnamirim recebe novos equipamentos para implantação do prontuário eletrônico

    A Prefeitura de Parnamirim está modernizando a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para a implantação do ParnaSUS Prontuário, sistema que vai tornar o atendimento mais ágil, seguro e eficiente. Como parte desse processo, a unidade recebeu 39 novos computadores, que serão distribuídos em todos os setores.

    Com a implantação do prontuário eletrônico, os registros dos pacientes deixarão de ser feitos em papel, garantindo mais rapidez no acesso às informações e maior segurança no armazenamento dos dados. O sistema também permitirá a integração dos serviços da rede municipal de saúde e disponibilizará um portal para facilitar o acesso da população às informações.

    A iniciativa representa mais um investimento da gestão municipal na modernização da saúde pública, oferecendo mais tecnologia e qualidade no atendimento aos usuários da rede municipal.

  • Carlos Eduardo diz que falta de apoio no interior e tratamento contra câncer motivaram desistência de candidatura

    O ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo (União Brasil) afirmou que desistiu da candidatura a deputado estadual devido à dificuldade de formar uma base política no interior do Rio Grande do Norte e ao tratamento de uma recidiva de câncer de próstata. A declaração foi dada em entrevista ao programa Dê o Play, da Jovem Pan Natal.

    Segundo Carlos Eduardo, durante as articulações encontrou a maioria das lideranças municipais já comprometida com outros candidatos.

    “Eu fui em busca de apoio. Não tinha um vereador sobrando. Todos estavam comprometidos. Ou estavam no bloco do prefeito apoiando um deputado estadual ou já estavam ‘amarrados’ com outro candidato”, afirmou.

    Ele disse que, apesar de ter boa intenção de voto em Natal, avaliou que não conseguiria uma votação suficiente para conquistar uma vaga na Assembleia Legislativa sem o apoio do interior. De acordo com o ex-prefeito, a federação formada por União Brasil e PP deverá exigir mais de 40 mil votos para eleger um deputado estadual.

    Carlos Eduardo contou que a decisão de coordenar a campanha do pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra (União Brasil), surgiu após uma conversa com o próprio Allyson e com o deputado Kleber Rodrigues (PP).

    O ex-prefeito também revelou que enfrenta uma recidiva de câncer de próstata e que deve concluir o tratamento em dezembro. Segundo ele, embora os médicos não tenham impedido sua atuação política, recomendaram reduzir situações de estresse durante esse período.

    “Minha esposa e meus filhos disseram: ‘Pai, dá um tempo’. Então eu resolvi juntar todas essas coisas e saí da candidatura para organizar a campanha em Natal”, declarou.

    Com a decisão, Carlos Eduardo deixa a disputa por um mandato nas eleições deste ano e passa a coordenar a campanha de Allyson Bezerra na capital potiguar.

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