Criança recebe dose da vacina Pfizer-BioNTech contra Covid-19 em Madrid, na Espanha Foto: OSCAR DEL POZO / AFP
O Ministério da Saúde não exigirá receita médica para vacinar crianças de 5 a 11 anos contra a Covid-19. A autorização dos pais ou dos responsáveis será uma recomendação, não obrigatória como havia sido anunciado. As informações foram confirmadas ao GLOBO por integrantes ligados à pasta.
A pasta fará o anúncio oficial nesta quarta-feira, em entrevista à imprensa, e detalhará o cronograma de entrega de vacinas. A previsão é que cerca de 3,7 milhões de dioses pediátricas cheguem ao Brasil em janeiro. O montante deve alcançar 20 milhões até o fim do primeiro trimestre.
Antes da aprovação, o ministério realizou uma consulta pública — medida inédita, não adotada para outras faixas etárias — de 24 de dezembro de 2020 até o último domingo. Na terça, a pasta apresentou os resultados numa audiência pública: a maioria dos participantes rechaçou a exigência de prescrição. Segundo a pasta, houve 99,3 mil respostas ao formulário.
Se, por um lado, o ministério pressionou pela apresentação do pedido médico, sociedades médicas, o Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) foram contrários.
A campanha “Diagnóstico precoce salva vidas” busca alertar sobre o câncer infantojuvenil e tem durabilidade anual, com ações em todo o Estado, esclarecendo e apresentando os sinais e sintomas. A cada mês, um tipo de neoplasia será destacado
Há 26 anos, a Casa Durval Paiva desenvolve ações e projetos contribuindo para a qualidade de vida de crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer e doenças hematológicas crônicas, bem como, para os seus familiares. Neste sentido, sabendo-se que os índices de cura estão, diretamente, ligados ao diagnóstico precoce, durante o ano de 2022, a Casa Durval Paiva dará continuidade a “Campanha do Diagnóstico Precoce do Câncer Infantojuvenil”, como forma de trazer informações à população, sobre o reconhecimento dos principais sinais de alerta da doença.
Este ano, o mote da campanha é “Diagnóstico Precoce Salva Vidas”. A cada mês, a instituição vai promover um trabalho intenso de divulgação de sinais e sintomas de um tipo específico de câncer, entre os que mais acometem as crianças e os adolescentes.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a incidência da doença, praticamente, dobrou em trinta anos, atrelado ao crescimento populacional contínuo e o envelhecimento da população mundial, que potencializaram o impacto. Aliado a isso, suspeita por falta de informação das equipes da atenção básica, barreiras nos exames para precisão do diagnóstico, desarticulação da rede – demora entre o diagnóstico e o tratamento especializado -, bem como, registros imprecisos, fizeram com que a taxa de mortalidade do câncer infantojuvenil no país atingisse o dobro da verificada em países desenvolvidos, com uma média 43,4 mortes por milhão. Esse patamar permanece estagnado há 20 anos, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Desiderata.
“Houve um enorme progresso nas terapias contra o câncer infantil, contudo, a informação, o diagnóstico e o tratamento não podem parar, pois só assim podemos salvar mais vidas e fazer das nossas crianças e adolescentes, adultos curados e sem sequelas”, destaca Rilder Campos, presidente da Casa Durval Paiva.
Os principais tipos de neoplasias na infância são leucemia (câncer da medula óssea), tumores de sistema nervoso central e, em seguida, linfomas (tumores do sistema linfático). Ainda não existe um exame complementar específico, para o diagnóstico, assim, os pais, professores, médicos, dentistas e outros profissionais, que atendem crianças, devem estar alertas aos sinais.
Durante o mês de janeiro, a campanha da Casa Durval Paiva vai tratar sobre leucemia, o câncer da medula óssea e do sangue, que é o mais comum em crianças e adolescentes. A leucemia pode causar dores nos ossos e articulações, fadiga, fraqueza, sangramento, febre e perda de peso.
As chances de cura do câncer infantojuvenil são de até 80%, se for diagnosticado precocemente. Conheça outras ações e projetos desenvolvidos pela Casa em www.casadurvalpaiva.org.br ou nas redes sociais da instituição (@casadurvalpaiva).
O deputado federal General Girão se reuniu, na manhã desta quarta-feira (5), com representantes do trade turístico potiguar para discutir ações de fomento ao setor no Rio Grande do Norte. A administração de importantes sítios históricos nacionais localizados no Estado foi um dos assuntos debatidos durante o encontro realizado com o hoteleiro e diretor da ABIH-RN, George Gosson, e com o coordenador da Câmara Empresarial do Turismo da Fecomércio, George Costa.
“É um absurdo que o maior cajueiro do mundo, o de Pirangi, fique fechado em dias de muito movimento como, por exemplo, em feriados e períodos de férias e fim de ano. O Forte dos Reis Magos também precisa ser administrado por um órgão que possa se dedicar integralmente a ele. É inadmissível que passe tanto tempo fechado como já ficou. É preciso que fique aberto e que tenha atrativos para o turista que quer conhecê-lo. Neste período de alta estação é ainda mais imprescindível que todos estejam funcionando em sua totalidade”, explicou o General Girão.
No último dia 21 de dezembro, o General Girão esteve reunido, em Brasília, com o ministro do Turismo, Gilson Machado e o prefeito de Natal, Álvaro Dias e abordou questões relacionadas à pasta, em especial, Forte dos Reis Magos e o Complexo Museu da Rampa. “O acervo cultural que será exposto no Museu da Rampa é algo que nos causa preocupação. Ele precisa contemplar as ações históricas da Segunda Guerra Mundial, mas o que sabemos por terceiros é que o material a ser exposto naquele sítio histórico nada tem a ver com este período. Não podemos admitir que isso aconteça”, completou o parlamentar federal, acrescentando que mantém contato frequente com o Governo Federal para verificar a melhor maneira de promover a gestão destes sítios históricos.
A aposta simples, com seis dezenas marcadas, custa R$ 4,50/ Foto: Reprodução Tânia Rego
A Mega-Sena sorteia nesta quarta-feira (5) um prêmio estimado R$ 3 milhões.
As seis dezenas do concurso 2.441 serão sorteadas, a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço Loterias Caixa, localizado no Terminal Rodoviário Tietê, na cidade de São Paulo.
As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.
A aposta simples, com seis dezenas marcadas, custa R$ 4,50.
Vasco anuncia o atacante Raniel e o meio-campo Vitinho Foto: Reprodução Mailson Santana/ Fluminense FC
O Fluminense anunciou nesta terça-feira (4) a contratação do meio-campista Nathan. O jogador de 25 anos, que defendeu o Atlético-MG na última temporada, assinou contrato de empréstimo por um ano com opção de compra.
“Estou muito feliz de chegar ao Fluminense. O acerto foi incrível e eu agradeço à oportunidade de poder vestir essa camisa. Se Deus quiser, com muita batalha e luta, esse será um ano muito vitorioso. A expectativa é a melhor possível, de lutar por títulos. Quando se veste uma camisa desse tamanho, de um clube dessa grandeza, não tem como pensar em outra coisa”, declarou o Nathan, que usará a camisa de número 13 na equipe das Laranjeiras.
Reforços para o Vasco
Outra equipe a divulgar o acerto com reforços nesta terça foi o Vasco. O Cruzmaltino, que tem a luta pelo acesso à primeira divisão do Campeonato Brasileiro como principal objetivo, anunciou o atacante Raniel e o meio-campo Vitinho.
Raniel, que tem 25 anos, estava no Santos e chega com contrato de empréstimo até o final da temporada. O mesmo tipo de vínculo foi firmado com Vitinho, de 22 anos e que estava no Corinthians.
Ricardo Gomes no Furacão
Já o Athletico-PR anunciou um reforço para fora das quatro linhas. O Furacão contratou o técnico Ricardo Gomes para o posto de diretor executivo de futebol.
“Chego com muito entusiasmo para realizar este trabalho aqui no Athletico-PR”, declarou Ricardo Gomes.
crédito: JULIEN DE ROSA / AFP e EVARISTO SA / AFP)
A nove meses das eleições presidenciais, o favoritismo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a resiliência da base eleitoral do presidente Jair Bolsonaro, favorecido pelo exercício do poder, dominam o cenário pré-eleitoral. O campo da chamada terceira via existe no eleitorado, mas, até agora, não encontrou um candidato capaz de fulanizá-lo, como é da nossa tradição. Essa fragmentação reproduz o cenário do segundo turno de 2018, a não ser que surja algum fato novo.
A unificação das forças de centro dependeria de um acordo entre seus candidatos — Ciro Gomes (PDT), Sergio Moro (Podemos), João Doria (PSDB), Simone Tebet (MDB) e Alessandro Vieira (Cidadania) — ou de um deles atrair os eleitores dos demais. Sem isso, nada garante que Lula ou Bolsonaro possam ser deslocados do segundo turno. A polarização direita x esquerda é mais desejada por Bolsonaro. Lula se movimenta para atrair lideranças de centro e bloquear a chamada terceira via.
Há várias explicações para as dificuldades das forças de centro. Aproveito o Bicentenário da Independência para destacar uma delas: a trajetória das ideias liberais no Brasil. Quando D. Pedro I introduziu o direito à propriedade privada, na Constituição outorgada de 1824, esse instituto da ordem burguesa serviria de blindagem para o regime escravocrata, até a Abolição, em 1888. Enquanto o liberalismo na Europa ocorria num contexto de trabalho livre e de igualdade perante a lei, aqui no Brasil a ordem escravocrata predominante restringia seus benefícios, os “direitos iguais”, aos homens livres.
No Império, todas as revoltas populares e revoluções de caráter republicano foram duramente reprimidas, sobretudo as que pregavam a abolição. A disputa entre conservadores (saquaremas) e liberais da época (luzias) se dava no eixo da centralização x descentralização, ou seja, da autonomia das províncias. Em 1853, o Gabinete de Conciliação uniu conservadores e liberais numa “ponte de ouro”, nas palavras do conselheiro Nabuco de Araújo, na qual os “saquaremas” faziam oposição aos “luzias” nas províncias e vice-versa, mas todos apoiavam a monarquia.
A “política de conciliação” garantiu a estabilidade institucional e retardou a abolição. O Marques de Paraná, o mineiro Honório Hermeto Carneiro Leão, que liderou o gabinete, recebeu esse título sem conhecer o estado. Era um defensor ferrenho da pena de morte e da escravidão, construiu sua fortuna ilicitamente em Além Paraíba (MG), onde possuía 200 escravos e 190 mil pés de café.
Com a derrocada do Império, a hegemonia do pensamento republicano passou a ser positivista, protagonizada pelos militares, e viria a se confrontar com o novo liberalismo republicano dos cafeicultores paulistas, que protagonizaram a substituição da mão de obra escrava pelos trabalhadores assalariados europeus e promoveriam a industrialização. Esse choque pautaria as disputas políticas da Primeira República, até a Revolução de 1930, que mudou o eixo da política brasileira. O liberalismo brasileiro conectou a elite política com a Europa e os Estados Unidos, mas ignorou as iniquidades sociais.
Patrimonialismo
Após a derrota da Revolução Constitucionalista de 1932, a disputa entre setores reacionários e conservadores com a elite paulista, que dava as cartas na economia, era decidida na política, com a intervenção do Estado em todos os setores da vida nacional. Nos momentos em que o povo entrou em cena, como na eleição de Getúlio Vargas, em 1950, e no governo João Goulart, com uma agenda nacionalista, a reação das velhas oligarquias e da elite liberal, inclusive paulista, com suas conexões internacionais, foi golpista.
Assim como a Independência não foi uma revolução de caráter popular e liberal, mas a continuidade da ordem das elites da época, nas décadas de 1830 e 1840, em 1889, 1930, 1945, 1961 e 1964 deu-se o mesmo. A “política de conciliação” sempre renasce das cinzas para pacificar o país, porém, ao mesmo tempo, para conter as aspirações profundas de mudança, de modo a sustentar a ordem dominante e seus privilégios. É uma das chaves da “modernização conservadora” — a outra, é a “via prussiana” do autoritarismo.
Após 20 anos de regime militar, devemos aos liberais um papel decisivo na transição à democracia, sob a liderança hegemônica de Ulysses Guimarães e Tancredo Neves. Em 35 anos de democracia, o eixo do poder se deslocou de setores liberais (Sarney, Collor e Itamar Franco) para a esquerda social-democrata (Fernando Henrique Cardoso) e nacional-desenvolvimentista (Lula e Dilma Rousseff).
Com exceção de Collor e Dilma, todos operaram a velha “política de conciliação”. A recidiva do patrimonialismo, porém, pôs tudo a perder. Por ironia, o governo liberal de Michel Temer foi a antessala da volta dos militares ao poder, por meio da eleição de Jair Bolsonaro, em aliança com os setores conservadores e atrasados. O ultraliberalismo anárquico que emergiu das ruas em 2013 foi capturado pelo atual presidente da República na campanha de 2018. O espaço para a aliança entre liberais e social-democratas se estreitou.
Timão superou o Resende por 2 a 1 em São José dos Campos/ Foto: Reprodução Marco Galvão/ Agência Corinthians
O maior campeão da Taça São Paulo de Futebol Júnior iniciou a campanha em busca do seu 11º título com o pé direito, o Corinthians derrotou o Resende por 2 a 1, nesta terça-feira (4), no estádio Martins Pereira, em São José dos Campos.
Com a vitória o Timão assumiu a liderança do Grupo 15 com 3 pontos. Já o Resende é o lanterna, sem ponto algum. São José-SP e River-PI, que empataram em 1 a 1, aparecem com um ponto cada.
Após um primeiro tempo sem gols, o Corinthians abriu o placar com Keven. O Resende chegou a empatar com Bismark em cobrança de pênalti. Mas Matheus Araújo recebeu de Biro e bateu de primeira para garantir a vitória final do Timão.
Outros resultados desta terça:
Francana 1 x 1 Ponte Preta
Juventude 2 x 1 Confiança-PB
São José-SP 1 x 1 River-PI
Audax-SP 2 x 0 Santo André
Joinville 0 x 0 Camaçariense
União Mogi 0 x 0 Portuguesa
Internacional 2 x 0 São Raimundo-RR