PF diz que não há crime em mensagens entre Moraes e Vorcaro — conteúdo desapareceu em “visualização única”

A Polícia Federal informou que não encontrou indícios de crime nas mensagens trocadas entre o ministro do STF, Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo delegados da corporação, não foi possível recuperar o conteúdo das conversas porque elas foram enviadas no modo de visualização única, que desaparece após ser aberto.
Os registros que estão com a PF, a PGR e a defesa do banqueiro indicam apenas que houve troca de mensagens entre os dois, sem revelar o teor do diálogo, segundo informações da coluna Andreza Matais, do Metrópoles. Por isso, investigadores afirmam que não é possível fazer qualquer suposição sobre o que foi discutido, o que levou a PF a não elaborar relatório ao STF sobre o caso — situação diferente da que envolveu o ministro Dias Toffoli.
Investigadores também avaliam que reportagem do jornal O Globo teria feito uma associação entre anotações encontradas no bloco de notas de Vorcaro e os registros de mensagens enviadas ao ministro, com base apenas na coincidência de horários. Na interpretação da PF, esse tipo de ligação seria uma inferência e não uma prova, algo que o atual comando da corporação afirma querer evitar.
Os registros completos das conversas estão apenas com a PF, a PGR e a defesa de Vorcaro. Já a CPMI do INSS tem apenas dados armazenados na nuvem do celular do banqueiro, que incluem textos soltos em bloco de notas, sem destinatário identificado. Nesses arquivos aparecem nomes como o do presidente do União Brasil, Antonio Rueda, também sem relação direta com os textos.
Um dia antes de ser preso, Vorcaro afirmou ter recebido um HD com suas conversas lacrado e na presença de um tabelião, dizendo que o material ficaria guardado em um cofre e só seria aberto em seu computador pessoal, também diante de um tabelião.
A pedido da PF, o ministro André Mendonça, relator do caso, determinou a abertura de investigação para descobrir quem vazou a informação sobre as mensagens, se a PF, a PGR ou a defesa do banqueiro. A corporação também questionou o fato de Vorcaro ter sido filmado durante sua transferência para Brasília.
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