Maior parte da bancada potiguar no Congresso não se manifesta sobre isenção do Imposto de Renda

A maioria dos representantes do Rio Grande do Norte no Congresso Nacional ainda não se posicionou publicamente sobre o projeto de lei que concede isenção do Imposto de Renda para rendimentos de até cinco mil reais.
Enviada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em março, a proposta tem como defensores apenas os deputados petistas Natália Bonavides e Fernando Mineiro dentro da bancada potiguar. Enquanto isso, parlamentares bolsonaristas e integrantes do centrão mantêm silêncio sobre a matéria.
Os deputados Carla Dickson, General Girão e Sargento Gonçalves, alinhados ao bolsonarismo, não se pronunciaram sobre o projeto que beneficiaria quase noventa por cento dos trabalhadores brasileiros.
Da mesma forma, os representantes da bancada do centrão – Benes Leocádio, João Maia e Robinson Faria – não divulgaram seu posicionamento, apesar de terem apoiado recentemente a PEC da Blindagem e o regime de urgência para o projeto de anistia. No Senado Federal, os representantes potiguares Rogério Marinho, Styvenson Valentim e Zenaide Maia também não se manifestaram sobre a proposta.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, marcou a votação do projeto para a próxima quarta-feira. O relator Arthur Lira afirmou que manterá a taxação de contribuintes de alta renda como forma de compensar a perda arrecadatória estimada em vinte e seis bilhões de reais.
Paralelamente, o Senado analisa outra proposta sobre o mesmo tema, com previsão de votação na Comissão de Assuntos Econômicos. Os textos em discussão preveem não apenas a isenção para quem ganha até cinco mil reais, mas também uma tributação progressiva para rendimentos anuais superiores a seiscentos mil reais.
O Potengi








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