MPF obtém condenação de ex-governadora Rosalba Ciarlini e construtora OAS por esquema de propina na construção da Arena das Dunas

Rosalba quer usar apoio de ex-adversários para sair do ostracismo e se  capitalizar para 2026 – Blog do Barreto

O Ministério Público Federal (MPF) obteve a condenação da ex-governadora do Rio Grande do Norte Rosalba Ciarlini Rosado e da construtora Coesa (ex-OAS) em ação de improbidade administrativa, por participação em esquema de propina na construção da Arena das Dunas para a Copa do Mundo de 2014.

Além da ex-governadora, também foram condenados o seu marido, Carlos Rosado, então secretário-chefe do Gabinete Civil do Governo; o vice-presidente do Sindicato da Construção Civil Pesada do RN à época, Luciano Silva; e o então secretário de Estado Extraordinário para assuntos relativos à Copa do Mundo de 2014, Demétrio Torres.

Na última sexta-feira (12), o MPF recorreu para que os valores de multa e ressarcimento sejam majorados. O recurso também pede a perda de função pública, inclusive com possibilidade de cassação da aposentadoria dos réus.

O esquema – O desvio de recursos foi comprovado por meio da Operação Mão na Bola, deflagrada em dezembro de 2019 pelo MPF e Polícia Federal. As investigações apontaram, entre 2011 e 2014, o pagamento de propina com valores do financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a construção da arena, por meio de pagamentos a empresas subcontratadas para prestação de serviços fictícios ou superfaturados, a fim de gerar “caixa dois” com “dinheiro vivo”.

O objetivo das propinas foi assegurar o contrato de parceria público-privada da Arena das Dunas com os agentes públicos envolvidos e evitar greves de trabalhadores que pudessem comprometer a execução da obra junto ao sindicato local.

Além de provas documentais obtidas com o cumprimento de mandados e junto à Receita Federal, a ação de improbidade administrativa do MPF é fundamentada em depoimentos de testemunhas e réus colaboradores, como Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, e demais executivos da empresa, assim como do doleiro Alberto Youssef.

Penas – A ex-governadora e os demais envolvidos foram condenados por enriquecimento ilícito. As penas de Rosalba e Carlos Rosado incluem a restituição do dinheiro desviado e multa de igual valor, além da perda de eventual função pública na época da condenação, suspensão dos direitos políticos e proibição de contratar com o poder público por 14 anos.

Para Luciano Ribeiro da Silva e Demétrio Torres, a sentença não incluiu a perda de função pública. A então OAS (construtora Coesa, em recuperação judicial) foi condenada ao pagamento de multa no total das propinas e à proibição de contratações públicas também por 14 anos.

De acordo com a decisão da 1ª Vara da Justiça Federal no RN, “a prova coligida aos autos, além de abundante, posta-se uníssona no sentido de que os agentes públicos demandados, no período de 2012 a 2014, mediante conduta reveladora de dolo específico, solicitaram, aceitaram e receberam, de forma livre, consciente e voluntária, vantagens indevidas pagas pela Construtora OAS S/A, através de seu Presidente Léo Pinheiro, por questões relacionadas à obra do estádio Arena das Dunas em Natal/RN”. Ainda cabe recurso da decisão.

Recurso – O MPF ingressou com recurso para majorar e adequar as penas. O primeiro ponto é em relação aos valores de ressarcimento e multa. A sentença considerou apenas os montantes suspeitos detectados nas contas bancárias. O MPF alega que as investigações apontam evolução patrimonial incompatível com a renda dos réus, incluindo a aquisição de bens e o pagamento de dívidas em espécie.

A sentença determinou a devolução dos valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio dos réus, na ordem de R$ 123,3 mil para Rosalba Ciarlini Rosado, R$ 406,7 mil para Carlos Augusto de Sousa Rosado e R$ 88,1 mil para Luciano Ribeiro da Silva, além de multa civil em igual valor para todos os réus citados.

No recurso, o MPF pede que os valores sejam majorados para R$ 655,4 mil (Rosalba), R$ 465,7 mil (Carlos) e R$ 166,8 mil (Luciano). Já Demétrio Paulo Torres e a OAS foram condenados a pagar multa civil de R$ 530 mil e R$ 618,2 mil, respectivamente, e o MPF pediu que sejam majorados para R$ 1,1 milhão (Demétrio) e R$ 1,28 milhão (OAS).

Segundo o procurador da República Higor Pessoa, autor do recurso, as investigações da Receita Federal identificaram despesas bem acima dos valores declarados e dos movimentos em contas bancárias do casal. “Tais quantias não têm correspondência em fonte de renda lícita, pelo que são de proveniência provavelmente criminosa. Várias dessas operações foram realizadas de forma fracionada, nas mesmas datas ou em datas próximas, a indicar estratégia de fuga aos mecanismos de controle do Conselho de Controle de Atividade Financeira (Coaf)”, explicou o procurador.

O MPF também pede a inclusão da pena de perda de eventual função pública na época da condenação para Luciano Silva e Demétrio Torres. A pena é prevista na legislação, com destaque para a possibilidade de cassação de aposentadoria após condenação por improbidade administrativa. Para Higor Pessoa, a não aplicação da pena “desvirtua o caráter punitivo e preventivo da lei e transmite uma mensagem de impunidade, especialmente quando a infração foi facilitada em razão da ocupação do cargo público”.

Ação de Improbidade Administrativa nº 0813394-21.2019.4.05.8400

Confira também

  • Operação Eleições tem balanço positivo na segurança e no trânsito de Mossoró

    Foto: Arquivo Secom/PMM

    A “Operação Eleições” teve balanço positivo em Mossoró. Durante o domingo de votação, a Guarda Civil Municipal e os agentes de trânsito atuaram nos locais de votação e nas áreas de maior movimentação, com ações de orientação, controle do fluxo e apoio à circulação de eleitores e veículos.

    De acordo com o secretário municipal de Segurança Pública, Walmary Costa, não foram registradas ocorrências relevantes durante o pleito. As situações atendidas ficaram na rotina, sendo controladas pelas equipes municipais, em conjunto com as demais forças de segurança.

    “A ‘Operação Eleições’, com relação à segurança pública do município, foi bastante positiva. Não houve ocorrências relevantes, apenas ocorrências de rotina mesmo, em que a gente, tanto na parte de trânsito como na parte de segurança pública, pôde controlar sem grandes dificuldades, com as outras forças de segurança.”

    A operação teve como objetivo garantir a segurança da população e facilitar o acesso aos locais de votação. A atuação conjunta dos órgãos contribuiu para que o domingo de eleições transcorresse dentro da normalidade em Mossoró.

  • Robinson Faria perde vaga de Deputado Federal no RN por 32 votos

    Robinson Faria

    O deputado federal Robinson Faria (PP) não conseguiu a reeleição para a Câmara dos Deputados por uma diferença de 32 votos em relação ao também deputado João Maia, seu companheiro de partido. Na disputa pelo Rio Grande do Norte, Robinson recebeu 123.008 votos, enquanto João Maia somou 123.040 e garantiu a recondução ao cargo.

    A diferença na votação individual definiu a posição dos dois na lista de candidatos da legenda. Como João Maia recebeu mais votos, ficou à frente de Robinson na disputa por uma das cadeiras conquistadas pelo grupo partidário.

    A eleição para deputado federal segue o sistema proporcional. Isso significa que a distribuição das vagas considera tanto os votos recebidos pelos candidatos quanto os votos dados diretamente ao partido ou à federação. Depois de calculado o número de cadeiras de cada grupo, elas são preenchidas conforme a ordem de votação dos candidatos, observadas as exigências de votação mínima.

    Por isso, a votação individual não garante, sozinha, a eleição de um deputado. O candidato também depende do desempenho do partido ou da federação na distribuição das vagas. Dentro dessa lista, receber mais votos determina a prioridade para ocupar as cadeiras disponíveis.

    No caso de Robinson e João Maia, não houve empate: os 32 votos de vantagem colocaram João à frente. Se dois candidatos do mesmo partido ou federação receberem exatamente a mesma quantidade de votos e disputarem a mesma vaga, o critério de desempate é a idade. Conforme o artigo 110 do Código Eleitoral, será considerado eleito o candidato mais idoso.

    Agora RN

  • Eleições de 2026 provocam mudanças em seis cadeiras da Câmara de Natal; veja quem deve assumir

    Albert Dickson, Chagas Catarino, Felipe Alves, Robério Paulino, Júlia Arruda e Professor Carlos Silvestre | Fotos: Reprodução

    A Câmara Municipal de Natal terá seis mudanças na composição a partir de 2027. Vereadores eleitos em 2024 conquistaram vagas para o Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa nas eleições deste ano e deixarão o Legislativo municipal.

    Samanda de Lula (PT), eleita senadora, abrirá uma vaga para a Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB). A tendência é que a cadeira seja ocupada pela ex-vereadora Júlia Arruda (PCdoB), atualmente secretária estadual das Mulheres.

    Daniel Valença (PT), eleito deputado estadual, também deixará uma vaga para a federação. O nome seguinte na lista é o Professor Carlos Silvestre (PT).

    Thabatta Pimenta (PV), eleita deputada federal, conquistou o mandato de vereadora em 2024 pelo PSOL. Por isso, a substituição seguirá a composição daquela eleição, com o professor Robério Paulino (PSOL) como possível sucessor.

    Nina Souza (PL), eleita deputada federal, e Camila Araújo (PL), eleita deputada estadual, foram eleitas vereadoras em 2024 pelo União Brasil. Por isso, as duas vagas serão preenchidas por suplentes da legenda. Felipe Alves (União Brasil) é o primeiro nome da lista, seguido por Chagas Catarino (União Brasil).

    Já Robson Carvalho (União Brasil), eleito deputado estadual, permaneceu na legenda durante as eleições deste ano. Com isso, a terceira vaga do União Brasil deverá ficar com Albert Dickson (União Brasil), seguindo a ordem de suplência.

    A convocação dos suplentes ocorre de forma sucessiva. O primeiro nome é chamado para assumir o mandato e, caso se licencie, o próximo suplente pode ser convocado para ocupar a cadeira durante o afastamento.

    Esse mecanismo já ocorreu em 2025, quando Felipe Alves assumiu a vaga de Nina Souza. Depois, ao se licenciar para comandar a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), a cadeira passou para Chagas Catarino.

    Blog do BG

  • RESULTADO REGIÃO POTENGI: Styvenson Valentim soma mais de 31 mil votos para o Senado na Região Potengi

    Exatus: Styvenson tem 47%; Zenaide, 35%; Samanda, 20%

    Dando sequência ao levantamento especial das Eleições 2026 na Região Potengi, o Blog apresenta agora os números da disputa pelo Senado Federal, considerando os cinco principais nomes no recorte regional.

    De acordo com o levantamento, Styvenson Valentim somou 31.568 votos nos municípios do Potengi. Coronel Hélio registrou 19.322 votos, seguido por Rafael Motta, com 13.526, Zenaide Maia, com 12.092, e Samanda, com 11.711 votos.

    Neste ano, o eleitor potiguar pôde escolher dois candidatos ao Senado, já que duas das três cadeiras destinadas ao Rio Grande do Norte estavam em disputa.

    Os números apresentados pelo Blog mostram como os votos para o Senado ficaram distribuídos entre esses cinco candidatos na Região Potengi e integram a série especial que detalha o comportamento das urnas na região para cada cargo das eleições de 2026.

    Veja a votação de cada candidato nas cidades da Região Potengi

    CIDADESCoronel HélioRafael MottaSamandaStyvensonZenaide
    São Paulo do Potengi3.053 votos1.533 votos1.473 votos4.295 votos1.913 votos
    São Pedro2.399 votos1.200 votos867 votos3.399 votos1.350 votos
    Senador Elói de Souza906 votos2.586 votos917 votos2.947 votos597 votos
    Lagoa de Velhos520 votos347 votos382 votos1.898 votos1.460 votos
    Barcelona1.443 votos1.431 votos1.096 votos1.834 votos685 votos
    Ruy Barbosa1.930 votos708 votos412 votos2.187 votos616 votos
    São Tomé4.034 votos1.240 votos1.553 votos4.993 votos944 votos
    Riachuelo1.002 votos2.080 votos1.634 votos3.005 votos2.020 votos
    Santa Maria982 votos868 votos1.904 votos2.715 votos594 votos
    Bom Jesus3.053 votos1.533 votos1.473 votos4.295 votos1.913 votos
  • RESULTADO REGIÃO POTENGI: Álvaro Dias soma 20,6 mil votos na Região Potengi; Allyson tem 18,7 mil e Cadu de Lula, 14 mil

    CONSULT/TRIBUNA DO NORTE: Allyson lidera com 36,18%, Álvaro registra 24 ...

    Dando continuidade ao levantamento sobre o desempenho dos candidatos nas Eleições 2026 na Região Potengi, o Blog apresenta agora os números da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte.

    Na soma dos municípios da região, Álvaro Dias recebeu 20.646 votos. Allyson Bezerra contabilizou 18.710 votos, enquanto Cadu de Lula obteve 14.073 votos.

    Entre Álvaro e Allyson, a diferença registrada no levantamento regional foi de 1.936 votos. Já entre Allyson e Cadu, a diferença foi de 4.637 votos.

    Os números ajudam a traçar um retrato de como o eleitorado do Potengi se posicionou na disputa estadual. Os gráficos preparados pelo Blog Lucas Tavares apresentam o desempenho dos três principais nomes nos municípios que compõem a região.

    A série especial continua com os resultados dos demais cargos disputados nas eleições deste ano, detalhando a votação registrada em toda a Região Potengi.

    VEJA A VOTAÇÃO DE CADA CANDIDATO

    CIDADEÁLVARO DIASALLYSONCADU DE LULA
    São Paulo do Potengi4.347 votos4.065 votos2.649 votos
    São Pedro1.954 votos1.987 votos1.137 votos
    Senador Elói de Souza1.449 votos1.786 votos1.166 votos
    Lagoa de Velhos1.057 votos850 votos644 votos
    Barcelona1.359 votos1.098 votos1.182 votos
    Ruy Barbosa1.576 votos1.120 votos512 votos
    São Tomé4.030 votos1.600 votos1.478 votos
    Riachuelo1.979 votos1.817 votos1.690 votos
    Santa Maria700 votos1.421 votos1.781 votos
    Bom Jesus2.195 votos2.966 votos1.834 votos
  • RESULTADO REGIÃO POTENGI: Lula lidera votação no Potengi com mais de 32 mil votos

    Flávio lidera em 15 estados e Lula em 12 no 1º turno; veja o mapa da ...

    O Blog Lucas Tavares inicia nesta segunda-feira (5) um levantamento detalhado de como votou a Região Potengi nas eleições de 2026. A série vai apresentar os números dos principais cargos em disputa, começando pela corrida à Presidência da República.

    Na soma dos municípios da região, Lula obteve 32.068 votos, liderando a preferência do eleitorado. Já Flávio Bolsonaro recebeu 20.241 votos.

    A diferença entre os dois candidatos no Potengi foi de 11.827 votos, com vantagem para Lula. Os números mostram que o petista manteve uma presença eleitoral expressiva na região, ultrapassando a marca dos 32 mil votos.

    Os gráficos apresentados pelo Blog Lucas Tavares detalham o desempenho dos dois candidatos nos municípios do Potengi e ajudam a mostrar como o eleitorado da região se posicionou na disputa presidencial.

    Ao longo da série, o Blog também apresentará os números da região para os demais cargos disputados nas eleições de 2026, permitindo uma leitura mais ampla do cenário político e eleitoral do Potengi.

    Votação de Lula

    CIDADEVOTAÇÃO
    São Paulo do Potengi5.861 (51,41%)
    São Pedro3.375 (66,10%)
    Senador Elói de Souza3.126 (69,07%)
    Lagoa de Velhos1.665 (63,16%)
    Barcelona2.122 (57,21%)
    Ruy Barbosa1.637 (50,34%)
    São Tomé3.817 (53,24%)
    Riachuelo3.609 (64,84%)
    Santa Maria2.502 (62,53%)
    Bom Jesus4.354 (60,79%)


    Veja a votação de Flávio Bolsonaro

    CIDADEVOTAÇÃO
    São Paulo do Potengi5.020 (44,03%)
    São Pedro1.510 (29,57%)
    Senador Elói de Souza1.253 (27,68%)
    Lagoa de Velhos834 (31,64%)
    Barcelona1.433 (38,64%)
    Ruy Barbosa1.503 (46,22%)
    São Tomé3.127 (43,61%)
    Riachuelo1.781 (32%)
    Santa Maria1.314 (32,84%)
    Bom Jesus2.466 (34,43%)

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