Acidente na RN-023, em Santa Cruz, deixa família ferida

Um acidente registrado no domingo 14, na RN-023, rodovia que liga Santa Cruz a Coronel Ezequiel, deixou três pessoas da mesma família feridas. As vítimas, naturais de Picuí, na Paraíba, estavam em um caminhão carregado de gesso quando o motorista perdeu o controle do veículo.

O trecho onde ocorreu o acidente é o mesmo em que, neste ano, cinco homens perderam a vida em outra ocorrência.

De acordo com informações do Hospital Municipal Aluízio Bezerra, o pai e o filho tiveram apenas ferimentos leves e foram atendidos na unidade. Já a mãe sofreu fraturas externas e precisou ser transferida para o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal, referência no atendimento a traumas.

Até o momento, os nomes dos feridos não foram divulgados.

Confira também

  • Allyson percorre dez municípios do Trairi em dois dias e consolida base política na região

    O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Allyson Bezerra cumpriu agenda intensa no Trairi no último domingo (24), e nesta segunda-feira (25), visitando dez municípios em dois dias: Jaçanã, Coronel Ezequiel, São Bento do Trairi, Campo Redondo e Lajes Pintadas no sábado, e Santa Cruz, Serra Caiada, Tangará, Sítio Novo e Japi no domingo. Em cada parada, Allyson ouviu demandas da população, apresentou seu projeto para o estado e fortaleceu a articulação política na região.

    A agenda encerrou com um grande evento em Santa Cruz, cidade polo do Trairi, que reuniu multidão e contou com a presença de lideranças de toda a região. Estiveram ao lado de Allyson a prefeita Andrezza Brasil, de Sítio Novo; o prefeito Augusto, de Tangará; o ex-prefeito Ivanildinho Ferreira, de Santa Cruz; o ex-prefeito Boba, de Coronel Ezequiel; o ex-prefeito Gija, de Tangará; o ex-prefeito Jucier, de Lajes Pintadas; o ex-vice-prefeito de Santa Cruz Joca Ferreira; o vice-prefeito Nielmo; Edinho, de São Bento do Trairi; Tata, de Jaçanã; e a ex-prefeita de Sítio Novo Wanira Brasil; além de vereadores e suplentes de diferentes municípios. A expressiva presença de lideranças do Trairi reforça o crescimento da pré-campanha no interior do estado e amplia a base política que Allyson vem consolidando em diferentes regiões do Rio Grande do Norte.

  • Juliana Garcia não descarta candidatura e planeja ONG de apoio às mulheres

    Juliana Garcia dos Santos Soares, a mulher vítima de tentativa de feminicídio ao ser agredida com 61 socos pelo ex-namorado em julho de 2025, não descarta uma candidatura pelo PT nas eleições deste ano. Ela anunciou a filiação ao partido neste mês, virou alvo de ataques nas redes sociais, mas vê a entrada na sigla como natural: “sempre me vi como uma mulher feminista”. Além disso, Juliana carrega outros planos para o futuro, como a criação de uma organização para prestar apoio a mulheres em situação de vulnerabilidade.

    Garcia comunicou a entrada no PT em 7 de maio e disse, nas redes sociais, que iria se somar ao time de Lula no RN. À Agência SAIBA MAIS, ela afirma que a filiação não foi “nada surpreendente”.

    “Eu sempre fui de esquerda, sempre me vi como uma mulher feminista”, atesta. Apesar disso, confessa que sofreu uma série de ataques após o anúncio. Uma das mensagens de ódio, divulgadas por ela própria e enviadas por um homem, dizia que ela deveria “tomar mais 122 socos dessa vez para ficar sem a cabeça, sua puta petista”.

    “Depois que deram voz para um presidente que normalizou, que deixou que esse discurso fosse ok para alguns, as pessoas acabaram se sentindo muito à vontade para falar vários absurdos”, critica Juliana, em referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    “Eu nunca quis me colocar na situação de coitadinha. Pelo contrário, eu levantei o meu rosto, eu segui em frente, eu viajei, eu dei palestras, eu vou em escolas, eu falo sobre a violência, como identificar para estudantes, eu não quero papel de coitada. Só que, mesmo não querendo papel de coitada, eu não deixo de ser uma vítima. E uma vítima que está sendo revitimizada”, continua.

    Ela também diz que o episódio gerou crise de ansiedade.

    “As pessoas não levam em conta que nós estamos num país democrático e que a democracia precisa ser respeitada, independente de você concordar ou não. Eu não concordo com muita coisa, mas eu não saio xingando as pessoas por aí por isso. Eu simplesmente converso com as pessoas que têm opinião parecida ou não, com algumas pessoas que estão abertas, mas jamais vou sair por aí fazendo nenhum tipo de violência, seja ela verbal ou seja ela física, porque a democracia nos permite que a gente discorde politicamente e que vote no que você quiser.”

    Possível pré-candidatura

    A entrada de Juliana Garcia no PT foi saudada pela presidente do PT no Rio Grande do Norte, a vereadora Samanda Alves, que disse nas redes sociais que “Juliana é símbolo da nossa luta por dignidade, respeito e pelo fim da violência que ainda marca a vida de tantas mulheres.”

    Juliana Garcia diz que ainda não bateu o martelo sobre ser candidata nas eleições de 2026, mas não descarta a possível empreitada eleitoral.

    “Eu realmente não tenho nenhuma definição. Não vou dizer que não vou, mas também não vou dizer que vou, porque realmente não é certo nem um nem outro”, conta.

    Ela lembra que, meses atrás, já negou que seria filiada ao PT, porque de fato não estava no partido à época.

    “Só que as coisas aconteceram exatamente nesse tempo. Então, não há incoerência em relação a isso”, diz.

    Criação de ONG

    Enquanto pensa no futuro, Juliana trabalha em outras frentes e diz que pretende continuar lutando em favor das mulheres.

    “Eu dou palestras para adolescentes, para que eles percebam quando estão dentro desses ciclos de abuso, ciclos de violência. É uma pauta que eu estou me debruçando”, conta.

    Garcia revela ainda que trabalha no momento para a criação de uma organização que vai prestar apoio jurídico e psicológico a mulheres em situação de vulnerabilidade. A entidade aguarda a finalização de questões jurídicas para que possa ser oficialmente aberta.

    Fonte: Saiba Mais

  • Rogério Marinho aciona TCU contra campanha pelo fim da escala 6×1

    O senador potiguar Rogério Marinho (PL-RN) acionou o Tribunal de Contas da União (TCU) para que o governo federal suspenda uma campanha publicitária em defesa do fim da escala de trabalho 6×1. A representação cita o temor de um “constrangimento político do Congresso Nacional” em relação aos parlamentares da oposição.

    O documento foi apresentado na sexta-feira (22) e questiona o uso de recursos públicos da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) para promover proposta legislativa ainda em análise no Congresso Nacional, com potencial de pressão sobre o debate parlamentar.

    Segundo o senador, o questionamento não envolve o mérito político, econômico ou social da proposta, mas a legalidade do uso de dinheiro público para defender uma agenda legislativa específica antes da deliberação parlamentar. A ação afirma que a campanha teria custo estimado de aproximadamente R$ 15 milhões, embora afirme que o Tribunal ainda precise confirmar a informação.

    Um dos pontos citados pela representação é que a campanha publicitária teria como “motivação dissimulada constranger os deputados e deputadas a não acatarem as contribuições que ainda serão oferecidas pelo Parlamento”.

    “A publicidade institucional não pode ser convertida em propaganda de governo, tampouco em mecanismo indireto de constrangimento político do Congresso Nacional. A deliberação parlamentar deve ocorrer em ambiente livre, plural e institucionalmente equilibrado, sem que a máquina pública seja utilizada para amplificar uma posição governamental específica em detrimento de outras visões legítimas existentes na sociedade”, diz outro trecho da ação.

    O parlamentar, líder da oposição no Senado, já classificou a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do fim da escala 6×1 de um “grande factoide”.

    O senador pede auditoria operacional e financeira emergencial na Secom, além de medida cautelar para suspender imediatamente a campanha. A representação também requer que a Controladoria-Geral da União (CGU) e os controles setoriais da própria Secom informem se tinham conhecimento da publicidade. O documento cita precedente do TCU sobre a campanha do pacote anticrime proposto pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, suspensa cautelarmente por possível enquadramento irregular de gasto público em publicidade institucional.

    A campanha

    A campanha pelo fim da escala de trabalho 6×1 (seis dias de trabalho para um de descanso), sem redução de salário, foi lançada pelo governo federal em 3 de maio. Com o slogan “Mais tempo para viver. Sem perder salário. Porque tempo não é um benefício. É um direito.”, a campanha é veiculada em canais de mídia digital, televisão, rádio, jornais, cinema e na imprensa internacional. De acordo com o Planalto, ao menos 37 milhões de pessoas serão diretamente beneficiadas com a medida.

    Tramitação

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, no dia 13 de maio, uma mensagem presidencial, formalizando o envio ao Congresso, com urgência constitucional, de projeto de lei que reduz o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garante dois dias de descanso remunerado e proíbe qualquer redução salarial. Na prática, o texto coloca fim à escala 6×1. A mensagem foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União.

    O projeto estabelece uma nova referência para o mercado de trabalho brasileiro, com impacto direto sobre milhões de trabalhadores, e promove ajustes na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e em legislações específicas para assegurar a aplicação uniforme das novas regras.

    O Congresso também discute duas Propostas de Emenda à Constituição apresentadas pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e pela deputada Erika Hilton (Psol-SP): a primeira (PEC 221/19) com previsão de redução gradual da jornada semanal de trabalho de 44 para 36 horas; e a segunda (PEC 8/25) com escala de quatro dias de trabalho por semana, com limite de 36 horas no período.

    O presidente afirmou, na última sexta, que terá encontro com o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, para discutir o tema nesta semana.

    Fonte: Saiba Mais

  • Legislativo promove debate sobre capacitação e inclusão de pessoas com autismo

    A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) transformou-se em um polo de debate sobre neurodiversidade ao sediar a palestra “Capacitar para Incluir” nesta segunda-feira (25). A iniciativa, que reuniu um público diversificado no auditório da Casa, focou na urgência da formação especializada para famílias, instituições de ensino e centros clínicos no suporte a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Proposto pela Frente Parlamentar de Defesa da Pessoa com Deficiência, presidida pelo deputado Kleber Rodrigues (PP), o evento buscou preencher lacunas de conhecimento e oferecer ferramentas práticas para que a inclusão deixe de ser um conceito abstrato e se torne uma política pública e social efetiva e fundamentada em evidências científicas.

    A condução dos trabalhos ficou a cargo da renomada pesquisadora Aneida Fulsang, uma das vozes mais influentes do setor e recentemente laureada com o Prêmio Sebrae Mulher de Negócios 2025 na categoria Ciência e Tecnologia. Fundadora do programa All4one-Autism e especialista em Análise do Comportamento com certificações pela HarvardX, Aneida compartilhou com o Parlamento potiguar uma trajetória que une o rigor acadêmico à vivência pessoal como mãe atípica radicada nos Estados Unidos. Sua autoridade no tema é chancelada por uma vitória histórica na Suprema Corte americana, onde liderou uma batalha jurídica que garantiu o direito fundamental ao uso de tecnologias assistivas e comunicação suplementar alternativa para crianças não verbais no ambiente escolar, estabelecendo um precedente global de acessibilidade.

    Em sua exposição, a pesquisadora defendeu que a verdadeira inclusão é indissociável de uma compreensão técnica sobre as comorbidades que frequentemente orbitam o autismo, incluindo sensibilidades sensoriais agudas e desafios clínicos específicos. “Para incluir realmente um indivíduo, é imperativo estar capacitado para decifrar suas necessidades particulares. A inclusão não se resume à presença física em sala de aula; ela começa no núcleo familiar, onde a aceitação e o preparo técnico ainda enfrentam barreiras”, advertiu Aneida. Ela ressaltou a necessidade de uma rede de apoio integrada, onde o progresso alcançado em ambiente clínico seja replicado e sustentado no cotidiano doméstico. “O ambiente é um fator determinante no desenvolvimento do autista. Se não houver um time trabalhando em sintonia, o aprendizado corre o risco de não se consolidar”.

    Apesar do avanço legislativo, Kleber Rodrigues pontuou os desafios práticos da causa e o peso de sua responsabilidade parlamentar. “Na história desta Assembleia, não tem um deputado que tenha mais leis que o meu mandato para pessoas com deficiência. No entanto, minha dificuldade é que lei no papel não significa nada; é só mais uma folha de papel. O desafio é transformá-la em prática. Muitas vezes nos esbarramos em obstáculos e é preciso insistência e persistência. O que eu queria era ver o que trabalhei e defendi sendo aplicado na prática. A inclusão é minha bandeira de vida e não bandeira política porque entendi que é uma promessa de Deus em minha vida”, desabafou o deputado.

    Os desafios práticos enfrentados pelos profissionais da educação também ocuparam lugar central no encontro. Marister Gonçalves, professora da rede estadual de ensino, trouxe um relato contundente sobre a realidade das escolas públicas, onde docentes frequentemente precisam acolher alunos que ainda não possuem um diagnóstico fechado, mas que demandam atenção imediata. “A busca por aperfeiçoamento constante e por novas estratégias pedagógicas é o que nos permite lidar com as especificidades de cada estudante. Nosso foco deve ser a eliminação sistemática de barreiras, garantindo que a acessibilidade não seja apenas um direito no papel, mas uma realidade tangível tanto na escola quanto na comunidade em geral”, destacou a educadora.

    Ao promover este encontro, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte reafirma seu papel institucional na vanguarda da promoção de políticas públicas integradas de saúde e educação. O evento, que contou com a presença de parlamentares, como Coronel Hélio – que preside o diretório municipal do Partido Liberal (PL) em Natal – lideranças locais e diversos representantes da sociedade civil, consolida a Casa Legislativa como um espaço democrático de disseminação de conhecimento técnico e de defesa intransigente dos direitos fundamentais das pessoas neurodivergentes, fortalecendo o compromisso do estado com uma sociedade mais justa e verdadeiramente capacitada para a diversidade.

  • Senado derruba veto e Municípios voltam a receber recursos federais

    A atuação do movimento municipalista durante a XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios resultou em mais uma importante conquista para os gestores municipais de todo o país. Nesta quinta-feira (21), o Senado Federal derrubou os vetos da Presidência da República à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, garantindo que cerca de 3 mil municípios brasileiros voltem a ter acesso a recursos federais.

    A medida foi aprovada durante sessão conjunta do Congresso Nacional, após articulação liderada pela Confederação Nacional de Municípios e forte mobilização dos prefeitos durante a Marcha dos Prefeitos, realizada em Brasília. Com a decisão, municípios com pendências fiscais no Sistema de Informações sobre Requisitos Fiscais (CAUC), especialmente aqueles com até 65 mil habitantes, poderão celebrar convênios com o Governo Federal e receber recursos oriundos de programas federais e emendas parlamentares.

    O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, destacou a importância da medida diante das dificuldades enfrentadas pelas administrações municipais em todo o país.

    Segundo o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, a derrubada dos vetos representa uma vitória do municipalismo brasileiro. “Em um cenário de severa escassez de recursos e das restrições impostas pelo calendário eleitoral, alertamos os parlamentares sobre os impactos da inadimplência no CAUC sobre a continuidade de políticas públicas essenciais”, ressaltou.

    O presidente da FEMURN, José Augusto Rêgo, também comemorou a decisão do Congresso Nacional e destacou a importância da união do movimento municipalista. “Essa é uma vitória importante para os municípios brasileiros, especialmente os pequenos, que enfrentam enormes dificuldades financeiras para manter os serviços essenciais funcionando. A derrubada desses vetos garante mais condições para que as prefeituras possam continuar investindo em saúde, educação, infraestrutura e qualidade de vida da população”, afirmou.

    A legislação eleitoral impede a realização de transferências voluntárias para municípios nos três meses que antecedem as eleições. Por isso, a votação da matéria em tempo hábil foi considerada fundamental para assegurar que as prefeituras possam receber recursos e manter investimentos em áreas essenciais.

    Além da retomada do acesso aos convênios federais, o Congresso Nacional também restabeleceu dispositivos da LDO que autorizam o Poder Público a realizar doações de bens, dinheiro e benefícios durante o período eleitoral, desde que haja condição previamente estabelecida pelo doador. Também volta a ser permitida a destinação de recursos da União para construção e manutenção de rodovias estaduais e municipais, além da malha hidroviária brasileira.

    A FEMURN destaca a importância da mobilização conjunta dos municípios e reforça o compromisso do movimento municipalista na defesa de mais autonomia, equilíbrio fiscal e fortalecimento das administrações locais.

  • Geral Proposta para fim da escala 6×1 terá jornada de 40 horas e transição de um ano, diz Hugo Motta

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou nesta segunda-feira (25) o cronograma de transição para a redução da jornada de trabalho no país, que prevê a diminuição gradual das atuais 44 horas semanais para 40 horas, além da reorganização do modelo de escala 6×1.

    A proposta estabelece um período total de adaptação de um ano. A primeira redução — de duas horas semanais — será 60 dias após a promulgação da PEC (proposta de emenda à Constituição) que trata do tema.

    O fim definitivo da escala 6×1 ocorrerá após esses 60 dias. Com isso, vai entrar em vigor a escala 5×2, com dois dias de descanso semanal.

    A segunda etapa, que reduzirá as duas horas restantes, será implementada após 12 meses, concluindo a jornada de 40 horas semanais.

    Esse cronograma de transição estará no parecer do relator da PEC na Câmara, Leo Prates (Republicanos-PB), que será apresentado na tarde desta segunda-feira na comissão especial que trata do tema.

    Segundo Motta, esse modelo foi definido após reunião nesta manhã com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    “A transição se dará dentro de um ano. Não mais do que isso. Nós faremos a redução de 44 horas para 40 em um ano após essa primeira redução de duas horas. Isso atende a um apelo da classe trabalhadora, também escuta o setor produtivo, dá um tempo para que os setores possam se organizar”, disse Motta durante entrevista à imprensa.

    De acordo com Motta, o trabalhador não terá o salário reduzido com as mudanças na jornada semanal.

    “Nós acabaremos com a escala 6×1. Garantiremos dois dias de folga por semana para os trabalhadores. E, além disso, aquilo que também para nós é inegociável, que é fazer tanto a redução da escala quanto da jornada sem ter redução salarial. Nós partimos do princípio de que esses três pontos são inegociáveis para a Câmara dos Deputados e para o governo. Nós temos ampla convergência nessas três situações que trazem para o trabalhador brasileiro, para a trabalhadora brasileira, uma nova realidade depois da aprovação dessa proposta de emenda à Constituição.”

    Especificidades de cada categoria

    Durante a coletiva de imprensa, Prates disse que o texto da Constituição vai estabelecer a regra geral básica, garantindo os dois dias de folga e o limite de 40 horas semanais.

    Segundo ele, a aplicação prática dessas regras no dia a dia será definida pelas convenções coletivas e leis específicas, que adaptarão a jornada à realidade de cada profissão.

    “Nós estamos dando o direito fundamental, e você tem as especificidades das categorias que terão que ser tratadas. Nós vamos dar 60 dias a partir da promulgação para que todas as convenções coletivas sejam atualizadas”, afirmou Prates.

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