Babá conquista a Femurn e fortalece a oposição no Rio Grande do Norte

Styvenson (abraçando Babá) e Rogério Marinho são os maiores vitorisos no pleito da Fermurn| Foto.Magnus Nascimento

Ex-prefeito de São Tomé, Anteomar Pereira da Silva, o “Babá”, confirmou o favoritismo na eleição para presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), batendo o concorrente – o prefeito Pedra Grande, Pedro Henrique Silva (PSDB) por uma maioria de 57 votos. Dos 160 votos, “Babá” obteve 109 votos e Pedro Henrique 52, que contava com o apoio da governadora Fátima Bezerra (PT) e do vice-governador Walter Alves (MDB).

Ao chegar à sede da Associação dos Municípios do Litoral Agreste Potiguar (Amlap), em Lagoa Nova, onde o ex-presidente Luciano Santos transmitiu o cargo após a leitura da ata e proclamação do resultado das eleições, o novo presidente da Femurn, Anteomar Pereira, reafirmou sua posição de trabalhar “fortemente o municipalismo” e a independência da instituição, apesar de o governo do Estado “ter tido uma posição contrária a nossa candidatura”.

Mas, “Babá” afirmou que o momento “é de união” e agradeceu os apoios dos senadores Rogério Marinho (PL) e Styvenson Valentim (PODE), que “como outros atores políticos estiveram do nosso lado”, principalmente na reta final do processo das eleições da Femurn.

“Babá” disse que sua primeira medida vai ser reunir o Conselho Politico para definir as primeiras decisões e que tentará abrir diálogo com o governo estadual: “Vamos brigar no bom sentido para defender os interesses dos municípios, mostrar que os municípios são parceiros do governo, às vezes se chega no interior, tem ajuda do município para a Policia, uma coisa ou outra, mas não havendo diálogo, a gente vai partir para defender os municípios com unhas e dentes”.

Na primeira eleição on line da história da Femurn, ocorreu a maior participação dentre os 167 prefeitos aptos ao voto, apenas seis se abstiveram de votar pelo aplicativo – os prefeitos de Alto do Rodrigues Boa Saúde, Jucurutu, Monte Alegre, Pilões e Serra Negra do Norte.

Voto
Durante o transcurso da votação online entre às 8 horas e 11h30 de quarta-feira (15), já era possível antecipar a iminente vitória de “Babá”, que se reunia em café da manhã no restaurante “Mangai”, em Lagoa Nova, com pelo menos 70 prefeitos, enquanto nas contas deles, previa 110 votos a seu favor. Errou somente por um voto.

Depois de receber, por telefone, os parabéns do presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, e do presidente da Federação dos Municípios da Paraíba, George Coelho, “Babá” agradeceu, ainda, aos 15 membros de sua diretoria eleita, que “realmente vestiu a camisa e foi para cima de cada voto em cada região, aqueles apoiadores, que como eu falei aqui, ex-prefeito, que foram também a cada região e brigaram e lutaram pelo nosso voto, a minha gratidão. E eu tenho certeza que os municípios do Rio Grande do Norte não irão se arrepender, porque a nossa bandeira será sempre a defesa do município, doa a quem doer”.

O ex-presidente da instituição, Luciano Santos, também disse que a votação quase unânime dos 167 prefeitos, refletiu “a facilidade do voto” pelo aplicativo on line: “Venceu a mobilização dos prefeitos mais atuantes, onde os prefeitos que atuaram na atividade do municipalismo e se complementaram nessa afirmativa”. “Então, eu fico muito feliz pela participação de 160 prefeitos no processo, mas é importante essa continuidade do município e agora esperamos a unidade da Federação”, declarou.

Santos publicou no site da Femurn, logo pela manhã, que “foram dois anos de desafios compartilhados e conquistas importantes. Como gestor municipal até 31 de dezembro de 2024, vivenciei as mesmas dificuldades e frustrações que muitos de vocês enfrentam diariamente e, alguns irão vivenciar daqui para frente”.

“Contudo, sempre acreditei que a força do municipalismo está no diálogo, na construção de pontes e na busca de soluções que transcendam diferenças políticas ou ideológicas”, destacou.

Volta
O senador Styvenson Valentim (Podemos) declarou que “já esperava” pela volta de Anteomar Pereira da Silva à presidência da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), porque “todos os prefeitos consultados já estavam imbuídos em votar nele”. Primeiro, explicou que é “um nome que vai juntar e unificar os municípios, acabou a eleição e agora é pensar o que pode ser feito, melhorado e aprimorado para os municípios por uma instituição como essa”.

Styvenson Valentim admitiu, também, que o processo eleitoral de escolha da nova diretoria da Femurn, teve influência das eleições gerais de 2026, quando estarão em disputa cargos de governador do Estado, uma cadeira de senador, deputados federais e estaduais. “Claro, toda campanha política já está visando uma outra campanha. E aqui não deixou de ser uma campanha política, foi politizada, porque nós somos políticos. Então essa vitória mostra que o nosso lado já está saturado. Já mostra a insatisfação não só minha, mas de toda a população através dos prefeitos, em dizer que esse governo já deu”.

Tribuna do Norte

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    Em caso de suspeita de vazamento, a orientação é fechar imediatamente o registro do botijão, abrir portas e janelas para ventilar o ambiente e nunca acionar interruptores elétricos ou utilizar qualquer tipo de chama para identificar o vazamento. Em situações de incêndio ou emergência, a população deve acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros por meio do telefone 193.

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    Doação

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    As doações podem ser entregues até o dia 10 de agosto, nos pontos de coleta instalados nos halls de entrada dos prédios do tribunal e na Escola Judicial (Ejud-TRT21). A ação é desenvolvida pelo Subcomitê de Atenção a Pessoas em Situação de Rua do Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região.

    A iniciativa, desenvolvida pelo Subcomitê de Atenção a Pessoas em Situação de Rua do TRT 21ª Região, integra o Pop Rua Jud, projeto voltado à inclusão social e à ampliação do acesso à Justiça para a população em situação de rua.

    Em Natal, a ação será realizada no dia 16 de agosto, na Toca de Assis, onde todo o material arrecadado durante a campanha será destinado às pessoas atendidas pelo projeto. O Pop Rua Jud.

  • SUS adquire tecnologia para produzir principal remédio contra o HIV

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    O medicamento foi desenvolvido pela ViiV Healthcare, empresa de pesquisa para prevenção e tratamento para HIV pertencente à biofarmacêutica GSK. Em 2020, ambas assinaram um contrato com o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) da Fiocruz para nacionalizar progressivamente a produção do remédio e distribuí-lo ao SUS.

    Desde então, Farmanguinhos vem realizando investimentos para adaptar sua planta fabril, adquirir novos equipamentos, capacitar seus profissionais e promover estruturação técnica, regulatória e operacional para garantir a internalização da produção. Este processo acaba de ser concluído, e o início do fornecimento ao SUS depende apenas da liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    Desde 2022, o instituto da Fiocruz já faz a distribuição para o SUS dos remédios produzidos em fábricas da GSK. Mais de 739 milhões de cápsulas já foram fornecidas para a saúde pública desta forma. Em 2025, Farmanguinhos também assumiu as análises laboratoriais de controle de qualidade do medicamento.

    Três lotes do remédio já foram fabricados e validados pelo instituto e poderão ser distribuídos para o SUS, assim que a liberação da Anvisa for expedida. Paralelamente, o instituto trabalha na validação da metologia analítica do ingrediente farmacêutico ativo.

    O acordo de transferência de tecnologia inclui mais uma etapa: a internalização da produção do dolutegravir em combinação com outra substância, a lamivudina. Esse formato também é distribuído pelo SUS. A expectativa é que essa produção comece a ser feita por Farmaguinhos no ano que vem.

    Medicamento recomendado pela OMS

    Dolutegravir é um dos principais medicamentos utilizados no tratamento para HIV em todo o mundo. Ele age inibindo a enzima integrase, o que impede a replicação do vírus dentro das células de defesa do organismo. Além de ser altamente eficaz, reduzindo a carga viral a níveis indetectáveis, ele melhora a imunidade e impede a progressão para a AIDS, com poucos efeitos colaterais.

    Em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a recomendar o medicamento como opção preferencial para tratamento de primeira e segunda linha em todas as populações, incluindo mulheres grávidas e pessoas com potencial para engravidar.

    Fonte: Agência  Brasil

  • MPF reconhece prática de violência política de gênero nas declarações de Ratinho contra Natália Bonavides

    Ratinho e Natália Bonavides

    Em recurso apresentado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Ministério Público Federal (MPF) defende o reconhecimento da prática de violência política de gênero nas declarações feitas pelo apresentador Ratinho contra a deputada federal Natália Bonavides, em dezembro de 2021. O órgão pede a condenação do apresentador e da emissora responsável pela transmissão ao pagamento de indenização por dano moral coletivo, além da adoção de medidas de caráter educativo.

    Segundo ação civil pública apresentada pelo MPF, durante programa transmitido pela Rádio Massa FM, o apresentador criticou um projeto de lei apoiado pela parlamentar e fez declarações ofensivas, de conteúdo machista e discriminatório. Para o MPF, as falas extrapolaram a crítica política ao recorrerem a estereótipos de gênero para desqualificar a atuação da deputada e reforçar a ideia de que mulheres não pertencem aos espaços de poder.

    Ao julgar o caso, o Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) entendeu que, embora as declarações fossem grosseiras e machistas, estariam inseridas no contexto de um “personagem performático”, tratando-se de críticas dirigidas ao projeto legislativo, e não à condição feminina da parlamentar. Também afastou a configuração de dano moral coletivo e a responsabilidade civil da emissora.

    Contra essa decisão, o MPF recorreu ao STJ sustentando que o acórdão interpretou de forma equivocada os limites da liberdade de expressão e deixou de aplicar adequadamente a Lei nº 14.192/2021, que instituiu mecanismos de prevenção e combate à violência política contra a mulher. O recurso também questiona o fato de o TRF5 ter utilizado como fundamento um arquivamento ocorrido na esfera eleitoral, posteriormente revisto pela Justiça Eleitoral.

    A ação civil pública foi apresentada pelo procurador da República no Rio Grande do Norte Emanuel de Melo Ferreira. O recurso junto ao TRF5 é da procuradora regional da República Acácia Suassuna.

    Parecer – Em parecer pelo provimento do recurso, o subprocurador-geral da República Aurélio Virgílio Veiga Rios afirma que as declarações ultrapassaram os limites da liberdade de expressão e configuraram abuso de direito. Segundo ele, o apresentador utilizou estereótipos de gênero para desqualificar a atuação da parlamentar e intimidou não apenas a vítima, mas também outras mulheres que participam ou pretendem participar da vida política. “Ao veicular o escárnio e a desqualificação de uma representante eleita em razão de seu gênero, o emissor transmite à audiência a sinalização de que o espaço político não pertence às mulheres”, destaca.

    O parecer ressalta que a violência política de gênero não se limita a agressões físicas ou ameaças diretas. Também abrange práticas e discursos destinados a deslegitimar, constranger ou dificultar a atuação de mulheres em cargos públicos, inclusive quando difundidos pelos meios de comunicação. “Essas práticas abusivas não se restringem aos recintos oficiais do parlamento. A violência contra a atuação política feminina se estende para o ambiente cibernético e canais de comunicação social, ampliando exponencialmente o potencial lesivo do discurso e pulverizando seus efeitos nocivos por toda a sociedade”, reforça o subprocurador-geral.

    Para o MPF, esse tipo de conduta produz dano moral coletivo, pois atinge valores constitucionais como a igualdade, o pluralismo político, a participação das mulheres na vida pública e a própria democracia. O parecer sustenta que o discurso misógino desencoraja outras mulheres a disputar ou exercer cargos eletivos, produzindo efeitos que ultrapassam a esfera individual da parlamentar.

    Aurélio Rios também destaca que o contexto humorístico ou performático das declarações não afasta a responsabilidade civil pelos abusos cometidos. “A atuação a pretexto da manifestação de um personagem performático ou humorístico não institui esfera de irresponsabilidade discursiva nem afasta os deveres éticos da concessão pública de radiodifusão”, conclui.

    O MPF defende, ainda, que a emissora responda solidariamente pelos fatos, por possuir dever editorial de vigilância na prestação do serviço público de radiodifusão.

    Violência política de gênero – Prevista na Lei nº 14.192/2021, a violência política de gênero compreende qualquer ação, conduta ou omissão que tenha por finalidade impedir, dificultar ou restringir os direitos políticos das mulheres ou o exercício de seus mandatos em razão do gênero. A legislação também criminaliza condutas de assédio, constrangimento, humilhação, perseguição ou ameaça contra candidatas ou detentoras de mandato eletivo quando motivadas por discriminação relacionada à condição de mulher e destinadas a impedir ou dificultar sua atuação política.

  • LDO de 2027 é aprovada na ALRN com previsão de receita de R$ 22,7 bi

     

    Sede da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte – Foto: Eduardo Maia / ALRN

    Projeto de Lei nº 247/2026, que trata das diretrizes para elaboração e execução da Lei Orçamentária Anual (LOA) para o exercício 2027, foi aprovado à unanimidade pelos deputados na sessão plenária desta quarta-feira (15). O relatório apresentado na Comissão de Finanças e Fiscalização (CFF) teve 20 emendas encartadas à redação original, destinadas a atualizar, aperfeiçoar e ampliar os mecanismos de controle e transparência da proposta orçamentária.

    Os deputados também aprovaram as emendas encartadas na Comissão de Finanças e Fiscalização (CFF). Ao todo, foram apresentadas 20 emendas, sendo 14 modificativas, duas supressivas e quatro aditivas, todas aprovadas em plenário.  Seu parecer reduziu de 20% para 15% o limite de remanejamento de dotações orçamentárias pelo Poder Executivo, mantendo o percentual adotado historicamente pela Comissão.

    No projeto de lei, para 2027 o Governo do Estado projeta uma receita total de R$ 22,7 bilhões, desconsideradas as fontes do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS). Desse montante, R$ 22,2 bilhões correspondem às receitas primárias, sendo R$ 21,9 bilhões provenientes de receitas correntes e R$ 386 milhões de receitas de capital. Entre as receitas correntes, a maior fonte continua sendo as transferências correntes, estimadas em R$ 11,4 bilhões, seguidas pela arrecadação de impostos, taxas e contribuições de melhoria, prevista em R$ 9,6 bilhões, além de R$ 786,4 milhões em outras receitas primárias correntes.

    Separadamente, conforme determina a metodologia dos demonstrativos fiscais, o projeto estima em R$ 3,7 bilhões a receita do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) em 2027. Esses recursos são contabilizados de forma apartada das receitas do Tesouro Estadual e não integram o cálculo do resultado primário sem RPPS, sendo considerados apenas na apuração consolidada das contas públicas. A proposta também projeta uma Receita Corrente Líquida (RCL) de R$ 21,7 bilhões para o próximo exercício.

    O relator apontou que a meta de superávit depende de uma reversão fiscal superior a R$ 2 bilhões em apenas um exercício, da contenção das despesas de custeio, da continuidade da absorção do déficit previdenciário e da não ocorrência de riscos fiscais que não foram detalhados nos anexos do projeto.

    Outro grupo de mudanças amplia os mecanismos de transparência e fiscalização das contas públicas. As emendas determinam a divulgação antecipada dos relatórios fiscais que subsidiam as audiências públicas previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal, garantem acesso direto dos órgãos de controle ao Sistema Integrado de Planejamento e Gestão Fiscal (SIGEF/RN), observadas as normas de proteção de dados, e obrigam a publicação, no Portal da Transparência, de todas as etapas da execução das emendas parlamentares, desde a programação até o pagamento.

    O relatório aprovado em plenário aponta que o projeto atende às exigências constitucionais e à legislação federal sobre finanças públicas, mas registra ressalvas em relação ao cenário fiscal projetado para 2027. O documento avalia que a previsão de superávit primário de R$ 549,3 milhões é possível, porém depende de premissas consideradas exigentes, como uma reversão fiscal superior a R$ 2 bilhões em um único exercício, redução expressiva das despesas de custeio, absorção contínua do déficit previdenciário e da não concretização de riscos fiscais não detalhados no projeto.

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